Morena (via petalarios)
Encontro com ele
Lá estava eu, no lugar menos provável, com aquela multidão, e mesmo assim eu consegui reconhecer o seu rosto. E pela primeira vez, o meu coração e o meu cérebro concordaram e disseram na mesma sintonia “vai”, e eu fui sem medo algum. Eu fiquei do seu lado um pouco, cutuquei e logo você me deu um abraço. A partir dalí eu senti que era pra ficar, não tinha nada que me tirasse atenção, estava concentrada em você ate mesmo na sua barba ruiva e nas suas lindas sarnas que compunham o seu rosto. Falei sem pensar “Me acompanha? ” e você disse que sim e ate riu. Seguimos como duas pessoas que ja se conhecem há muito tempo. Foram risos, olhares, abraços, carinhos, mãos dadas, rezas, cantos, cansaço, apoio, brincadeiras, e ate ameaças rsrsrs. A minha alma sorria junto com a tua e eu nao sabia o que acontecia, e ate agora nao sei. Apenas amizade ou almas apaixonadas. Mas foi maravilhoso o pouco tempo. Deu para amar cada detalhe teu, cada beijo, cada fiozinho da sua barba, do seu abraço, sua altura que me fazia inveja, sua camisa molhada, a sua mão que segurava a minha com firmeza. Isso é coisa boa de sentir, pois to correndo de pessoas inseguras e sem pé no chão. Eu apenas sei, que depois desse dia, nao me senti a mesma, e do que eu sofria antes ja não fazia nem peso. Não quero que fuja depois disso, nem que me evite, so continue sendo você, só você. É novo e dá gosto de te ter por perto, e eu nao errei quando disse que era cuidadoso. Só quero agradecer por me proporcionar esse momento, principalmente num evento de fé como esse de domingo.
Anna Paula Varella. (via vireipassaro)
Clarissa Corrêa. (via enflorarei)
Poema a J.G de Araújo Jorge
Mostraste-me o amor em simples versos E falaste com maestria de uma comum saudade Aquela, que nos priva da felicidade E nos mostra o amor em seu lado inverso.
Foste desde os primeiros versos um poeta inesquecível Em cada poema se relevou admirável És sublime, tocante, incomparável… A expressão mais linda de um coração sensível.
E em suas palavras de angústia e de afabilidade Vislumbrei a triste e insólita realidade De todo aquele que ama ou já amou.
Ó poeta dos corações despedaçados Inspiração de tantos apaixonados! Estes são os versos que te dou.
— Ítalo Jardim
Suelen Bastos. (via taquigrafia)
Sabe aqueles dias que a única companhia que você quer ao lado é a sua? Pois então, estou exatamente assim. Ultimamente ando sentindo um certo medo em fazer novas amizades, saber um pouco mais das pessoas e ainda mais as boas.. É por que eu sei como é ter o coração quebrado por elas. Na verdade, não estou deixando muitas coisas entrarem em minha vida, invadirem o meu espaço. A gente quebra tanto a cara algumas vezes que a melhor forma é se reservar. Pelo menos por enquanto. É que também a minha bagunça anda sendo muito minha para ser dividida com alguém.” _ Renasceste// Alguém que se perdeu
quando eu escrevo, é como se o cosmos parasse. e mesmo quando eu corrijo um texto ou falo sobre escrever ou teorizo uma filosofia literária de qualquer gênero, é como se o planeta não girasse uma só vez. quando eu escrevo, não envelheço. não sinto os radicais livres me tornando cinza e enrugada. aliás, eu me sinto hidratada e eternamente jovem. como uma palavra que não dorme. me sinto absurdamente livre. quando eu escrevo, eu posso ser e fazer qualquer coisa. uma letra muda tudo. mil palavras podem não mudar nada. e isso é tão cômico e banal. como se eu não fosse um conjunto de elétrons, mas de letras. como se eu não tivesse sequer um íon ou molécula, mas palavras e onomatopeias. eu sou os sons do teclado e os riscos ilegíveis. o silêncio do não dito. a obsessão da rima. quando eu escrevo eu me sinto, existo, respiro em paz.
Gabriela Machado. (via assoprador)
Daniel Bovolento. (via expurgar)
Eternue. (via clamarias)
Gabriel Vargas (via textificar)
de-s4bafei (via de-s4bafei)
Você
Você ainda se sente? Você ainda é diferente? Você ainda se reconhece? Você ainda permanece? Você ainda sonha? Você ainda é risonha?
Últimos escritos pra ela, Flávia Oliveira (via re-escritas)
Anna Paula Varella. (via vireipassaro)
Adeus, Amigo (um texto mais pessoal)
Nos divertimos muito na nossa infância boba Aposto que achávamos que ia durar para sempre Nós dois, amigos de fralda, vivendo do nosso jeito Você, claro, sempre foi bem diferente de mim, mas de algum jeito nos tornamos amigos Podíamos brigar toda sexta na escola, mas na segunda já estávamos jogando conversa fora Tínhamos nossa própria linguagem, nosso próprio mundo e ainda lembro de tudo e sempre vou lembrar
Você foi meu melhor amigo, em diversão e em confusão, sempre estávamos juntos Tivemos várias aventuras e histórias que ninguém jamais acreditaria Você foi uma das pessoas mais importantes da minha vida, mas, infelizmente, até o melhor livro tem um final Algo aconteceu, a estrada que seguíamos juntos se bifurcou Eu mudei e você também mudou… nós dois mudamos Eu vim para cá e você foi para aí e tudo simplesmente acabou, como se na sexta estivesse tudo bem e na segunda você faltasse e você não aparecesse pelo resto da semana e nem pelo resto do mês Eu te procurei e aposto que você também me procurou, mas não estávamos mais onde o outro estava procurando Estávamos diferentes, mal nos reconhecíamos, como se um tivesse morrido para o outro Parece que nada realmente dura, nem mesmo a amizade mais firme e forte No final, o tempo levou os nossos melhores amigos e, mesmo ainda sendo a gente, já não éramos mais os mesmos
Adeus, amigo Um adeus principalmente para quem você era Nunca tive a chance de me despedir, a vida nunca nos avisa da última oportunidade Sinto muita falta daquela boa e velha época, mas sei que ainda teremos momentos melhores pela frente, mesmo que não possamos compartilhá-los juntos Mas quem sabe um dia, quando mais velhos, nos reencontremos e voltemos a sermos melhores amigos, com milhares de novas histórias para um contar para o outro Quem sabe um dia esse dia realmente chegue Quem sabe esse dia possa ser amanhã Mas, até esse dia chegar, tenho que coletar histórias para ter o que te falar e sei que você também terá muitas aventuras para me contar Então, velho amigo, até lá Não importa aonde andemos, sei que um dia vamos nos achar.
Anna Paula Varella. (via vireipassaro)




