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Ser-Abstrato

@angelliqk

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balburdiei

“Saudade dentro do peito É qual fogo de monturo Por fora tudo perfeito, Por dentro fazendo furo. Há dor que mata a pessoa Sem dó e sem piedade, Porém não há dor que doa Como a dor de uma saudade. Saudade é um aperreio Pra quem na vida gozou, É um grande saco cheio Daquilo que já passou. Saudade é canto magoado No coração de quem sente É como a voz do passado Ecoando no presente”

Patativa do Assaré

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minha-mpb
Somos nós que fazemos a vida Como der, ou puder, ou quiser

Gonzaguinha (via minha-mpb)

Sempre desejada, por mais que esteja errada...

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Hoje, temos a impressão de que tudo começou ontem. Não somos os mesmos, mas somos mais juntos. Sabemos mais um do outro. E é por esse motivo que dizer adeus se torna tão complicado. Digamos, então, que nada se perderá. Pelo menos, dentro da gente. — Guimarães Rosa

Insta: re_kelen 

(via indubio)

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Não há falta na ausência. Ausência é um estar em mim. E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços Que rio e danço e invento exclamações alegres. Porque a ausência, esta ausência assimilada, Ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade, - Ausência   (via flores-e-haicais)

Insta: re_kelen

(via indubio)

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Amor vem de amor. Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que dispensa cuidado e cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força, deixa amassado num canto, no peito, no escuro, dentro, ou larga pegando sereno. Amor vem de amor. Vem do pedaço mais feio, do mais sem palavra, do triste, vem de mãos estendidas. É tecido desfeito pelo tempo, amarelecido pelo tempo, pelo cheiro da gaveta fechada, pelo riscado do sol na madeira. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra, cisco, resto, rastro, coisa para sempre varrida. É delicadeza viva forte violenta. Que faz doer, partir, deixar caído. Amor vem de amor. E dói bonito.

Guimarães Rosa (via oxigenio-dapalavra)

Insta: re_kelen

(via indubio)

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A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro. Tão simples, tão clássico. A gente se afastou um pouco, só para ver melhor como eram bonitos nossos corpos nus de homens estendidos um ao lado do outro, iluminados pela fosforescência das ondas do mar. Plâncton, ele disse, é um bicho que brilha quando faz amor. E brilhamos.
Caio F. Abreu, morangos mofados.
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indubio

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pessoas deviam poder evaporar quando quisessem não deixar por aí lembranças pedaços carcaças gotas de sangue caveiras esqueletos e esses apertos no coração que não me deixam dormir 

P. Leminski, em “o ex-estranho”

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indubio

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http://www.ehyg.ru

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O caminho que eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções que eu vou ter que encarar. Escolhi ser verdadeira. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem. É só assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver.

Clarice Lispector. (via s-omething)

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E eis que sinto que em breve nos separaremos. Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão. Que às vezes se extasia como diante de fogos de artifício. Sou só e tenho que viver uma certa glória íntima que na solidão pode se tornar dor. E a dor, silêncio. Guardo o seu nome em segredo. Preciso de segredos para viver.

Clarice Lispector

LISPECTOR, C. Água Viva. Rio de Janeiro

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Chorei três horas, depois dormi dois dias. Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total. Até a próxima morte, que qualquer nascimento pressagia.

Caio Fernando Abreu. (via o-cometa)

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(via indubio)

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“Eu com asa eu avoava; Na mesma hora eu avoava pra te ver”. Gonzagão véi, não há até hoje quem o bote no chinelo!

Desobediência civil não é nosso problema. Nosso problema é a obediência civil. Nosso problema é que números grandes de pessoas em todo o mundo têm obedecido aos ditames dos dirigentes de seus governos e tem ido para a guerra, e milhões morreram por causa dessa obediência. Nosso problema é que as pessoas são obedientes em todo o mundo em face da pobreza e da fome e da estupidez e da guerra, e crueldade. Nosso problema é que as pessoas são obedientes enquanto as prisões estão cheias de pequenos ladrões, e os ladrões grandes estão em comandando e roubando nosso país. Esse é o nosso problema.

Howard Zinn (via writeitonthewalls)