Bertolt Brecht.
“Dois passos no escuro e estou envolta em meu próprio ser novamente, nada tem vida ou sentido, nada aqui me entende ou me representa. Eu juro que tentei encontrar meu sentido no mundo como havia prometido a você. Tentei conhecer novos oceanos, horizontes, terras e planetas, mas em nada obtive sucesso. Juro que tentei saber quem eu era, o que eu poderia fazer ou descobrir algo novo. Tentei ser mais tua do que minha porque minha, eu nunca fui mesmo. Colei cada pedacinho meu para você, mesmo sabendo que tudo o que eu fazia tinha que ser primeiramente pensando em mim. Tenho cem jeitos diferentes de estragar tudo na minha vida e contigo não seria diferente, eu sempre soube que iria sugar toda a vida de você e que seria maçante conviver com o meu lado obscuro e sozinho. Eu não sei lidar com sentimentos e pessoas, mas também não sei lidar com o dia de amanhã sem você. Nasci para ser sozinha, mas também para ser tua.”
— Anna Paula Varella.
“Uma menina me ensinou quase tudo que eu sei, era quase escravidão, mas ela me tratava como um rei. Ela fazia muitos planos, eu só queria estar ali sempre ao lado dela, eu não tinha aonde ir. Mas, egoísta que eu sou me esqueci de ajudar, a ela como ela me ajudou e não quis me separar. Ela também estava perdida e por isso se agarrava a mim também, e eu me agarrava a ela porque eu não tinha mais ninguém… E eu dizia, ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo… Sei que ela terminou e que eu não comecei e o que ela descobriu eu aprendi também, eu sei. Ela falou: “Você tem medo.” Aí eu disse: “Quem tem medo é você.” Falamos o que não devia, nunca ser dito por ninguém. Ela me disse: “Eu não sei mais o que eu sinto por você vamos dar um tempo um dia a gente se vê.” E eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo…”
— Legião Urbana.
Despedida (s.f.)
É o adeus mais difícil de ser dado, é o último abraço na pessoa amada, é o triste momento quando alguém se separa, é a dor que senti quando não pude dizer enquanto tive tempo, é sentir no fundo o peso da culpa, é querer voltar atrás do que já partiu, é passar a noite em claro por não se conformar com a ida, é largar o que se foi, é aquilo que nem sempre tem volta, é o sofrimento de quem fica e a lembrança de quem vai, é o laço que foi desatado, é o olhar antes do último beijo, é sentir sua falta toda a vez que me deito, é a sentença que pago por ter agido de maneira errada, é a culpa que senti quando te abandonei mais uma vez na porta de casa.
é quando uma grande parte de mim fica em um lugar que eu não vou voltar.
Fillipe Damasceno.
males so high
há tempos eu não via o céu estrelado de uma noite num lugar longe da cidade, há tempos eu não me sentia em casa a vista das estrelas me fez lembrar de como a extensão do universo sempre foi importante para mim, de como todo o sentido da minha vida tem sido construído com base nessas contemplações.
eu ouvi um cientista mencionar “as super novas” que são estrelas que já explodiram, e que há muitas estrelas que hoje não existem mais. ele supôs que talvez boa parte do universo já tenha explodido e tudo que ainda vemos naquelas imagens são resquícios de coisas que não existem mais, mas a luz delas chega até nós agora. eu estive tão desesperada com essa hipótese. não podemos estar sós, isolados nesse pequeno sistema, iludidos com uma porção de galáxias que nem sequer existem.
amor, a gente não é só no mundo. a gente não é só no universo (eu não posso crer).
moments
Quem é você, Alasca? (via verborizar)


