🪐
Anne With an E, 2017.
“Diga-me com quem tu andas e direi quem tu és.” Ultimamente ando em bando com os famosos demônios internos, porém eles não me definem mais. São aspectos de uma inconsciência que cansada de tanto fardo e cegueira foi obrigada a encarar que, provavelmente, chegou ao fundo do poço. Erros e mais erros na tentativa falha de acertar. Inseguranças e mais inseguranças na tentativa falha de sentir-se mais capaz. Medos e mais medos na tentativa falha de ser corajosa e vencer tais obstáculos. O quão fundo precisamos descer para encontrar uma saída? O quão longe precisamos ir para encontrar um retorno? O quão destrutivo precisa ser para que possamos reconstruir? Nada sábio para o que se julga ser o animal mais inteligente e intelectual. A vida, às vezes, põe abaixo toda uma estrutura danificada para que entendamos que começamos errado. E seguimos, ainda, da mesma maneira. Não leve a mal, no fundo não há certo ou errado, é relativo. Julgava eu, sem salvação, quando na verdade era essa inconsciência em minhas atitudes tremendamente necessárias para que o contraste escancarasse os pontos cruciais para a mudança almejada, para a virada de chave que eu sempre pedi aos céus. Na maioria das vezes, as coisas darão muito “errado” antes de dar “certo”. Não deixe o barco afundar em meio a sua tempestade, porque sim, vai tremer. Mas siga em frente, enquanto o Universo redireciona a rota com todo o seu amor.


