Nossa vida aqui é como alguém que sofre um acidente e por bater a cabeça forte não lembra da sua essência nem de onde veio mas ouve pra onde vai, "futuro, faculdade, família, realizações" coisas relacionadas a felicidade individual.
Voltando a parte do acidente, depois do hospital "parto" nascemos e vamos tomando direções de coisas como citei ali em cima e quanto mais distantes do acidente ficamos vamos esquecendo das coisas e uma barreira enorme vai tomando uma proporção gigantesca na nossa mente, as vezes até perguntamos "pra onde iremos afinal?"
E escutando de várias direções que existe um reino ou tal vinda depois da morte ou qualquer outra teoria vamos criando expectativas e crendo em algo não palpável e as vezes nem perguntamos nada, simplesmente vivemos atrás de algo seja felicidade ou qualquer outra coisa, essa perda de memória gosto de dizer que é como se perguntassem pra nós "você lembra de coisas da sua infância?"
Enfim, vamos vivendo e ficando mais distantes ainda de onde viemos e achando que não existe algo além ou até achando que tem, mas no fim não temos nada palpável ou verdadeiro.
Acho que a vida é uma descoberta, e se descobrirmos que estávamos no caminho errado? E que tudo era uma mentira?
Porque voltando do hospital depois de perder a memória ouvimos de pessoas que também estão sem memória e se descobrindo dizendo que o caminho é ali, ou lá etc...
Vamos indo, indo em qual direção? Se tudo que lembramos é o agora e poucas coisas do passado, mas e o início? E pra onde vamos? Será palpável ou verdadeiro?
“Você não deixa de ser soldado só porque foi ferido na guerra.”
— Dean Winchester.
“Você já sentiu que estava perdendo alguém que você nunca teve?”
— I miss an old love
“Aí lembro daquela do Los Hermanos. Canto ela um pouco, baixinho, fitando nada. Você grita que adora essa. Eu me assusto. Não por gostar dessa, mas pelo grito. Eu já sabia. Agora vai lembrar de mim sempre que escutar. Ou seja, quase sempre. Aí eu canto como quem não quer nada, querendo tudo “Até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei…”. Você finge não entender.”
— Gabito Nunes.


