me and who
“As pessoas falam tanto em tempo, como se ele curasse tudo. Ele também destrói, corrói, separa e muda as pessoas. O tempo que traz é o mesmo que leva. Leva momentos, lembranças, amigos e amores. O tempo tem pressa. Por isso é importante aproveitar e saber valorizar. Há tempo para tudo, exceto para ser desperdiçado. Viva o que você tem para viver, aproveite o momento, não deixe nada para depois, pois o depois pode nunca acontecer.”
— Padre Fábio de Melo.
oh my god there are so many books to read and instruments to learn and languages to speak and poems to write and oranges to eat and ideologies to study and songs to sing and films to watch and people to kiss and
Couple goals
Notas sobre nós dois:
Não era pra ser ou você não quis? Era medo ou você não estava disposto? Você não estava pronto ou só queria molhar os pés com indisponibilidade pra mergulhar fundo?
Ter ansiedade é viver em contagem regressiva.
Apesar de todos os sentimentos, a insegurança me doía também. Eu nunca soube de fato, se ele gostou mesmo de mim ou apenas fui a mera vaidade dele. Fecho os olhos e o coração pesa, as lágrimas começam a chegar e as interrogações me infernizam. Lido com isso sozinha. Em silêncio. As vezes no treino da academia, outras no caminho pro trabalho, em alguns dias, deitada na cama olhando pro teto do quarto, relendo mensagens, olhando as redes sociais. Ouvindo aquela música do Elvis Presley que diz "Talvez eu não tenha te amado tanto quanto eu poderia..." Ou a do Coldplay... "Quando você perde algo que não pode substituir. Quando você ama alguém, mas é desperdiçado, poderia ser pior?" Qual dói mais? Eu não sei. As duas me parecem um tiro a queima roupa. Sinto tudo isso sozinha. A insegurança ainda me atormenta. O medo, a falta, mas o silêncio dele... Me engole.
Foi um ano de recomeços, aprendizados e alguns ensinamentos vieram de forma dolorosa, assim percebi: não temos controle sobre quase nada, as pessoas vem e vão da nossa vida, vão ter dias quase insuportáveis e que tem dores que só dói na gente e precisamos aprender a lidar com isso.
Nem tudo acontece como queremos, mas acredite, não acontecer da forma que queríamos ou imaginamos, às vezes é uma grande benção.
Aprendi que nem toda ausência faz falta, que vou precisar abrir mão de muita coisa para não ter que abrir mão de mim, que existem maneiras diferentes de carregar o peso das coisas que não deram certo e tudo bem não dá certo, acontece.
Vivi momentos inesquecíveis, conheci pessoas incríveis. Viajei. Chorei. Gritei. Dancei. Falei (e muito). Escrevi. Li. Vivi. E experimentei o amor de novas formas: Em abraços apertados, sorrisos partilhados e em pequenos cuidados.
Aprendi a me perdoar. Me perdoar pelas vezes que me culpei por coisas que não conseguia controlar, por ter desistido quando deveria insistir, por ter insistido quando deveria desistir, por ter me achado insuficiente e por tantas outras coisas que não caberiam aqui. (Realmente o universo precisa perdoa aqueles que não deram certo).
Entendi que a nossa jornada não é sobre subir até o topo mais alto, mas descer até o fundo de si e voltar de lá mais forte.
E em certo momento resolvi me dar todo amor que guardei em mim, e descobri que amor próprio é ser solidário consigo mesmo, e desde então, eu sou o amor da minha vida. Corri muito, e na correria percebi que quando vamos para frente, precisamos deixar muita coisa para trás, porque o novo sempre vêm.
E o tempo que foi não volta, mas ainda há tempo para viver tudo aquilo que ansiamos.
Afinal, a gente merece ser feliz e recomeçar sempre. Quantas vezes for preciso.
deitado no chão, olhando pro teto e ouvindo 505. Nessa hora todos estão dormindo e eu aqui, pensando em tudo; e em nada. Não sei explicar o que tá rolando dentro de mim, só sei que é barulhento. Só queria me sentir em paz e ser livre de toda essa ansiedade, tristeza e pressões. A sensação de existir uma arma apontada pra você é devastador.
— rocco-o






