“Minhas relações são análogas as estações do ano. As pessoas chegam na minha primavera, quando estou recuperando-me de decepções do inverno anterior, quando começo a florir novamente, quando meu solo está firmando. Chega o verão meus sentimentos estão superaquecidos estou me permitindo conhecer novas sensações e experiências, deixo clareada a maior parte do meu dia. Eis que surge alguém e junto com ele o outono. Nesta época do ano, as folhas começam a secar, as preocupações me arremetam. Eu nunca sei quando irá chover, são indecisões do meu céu nublado. O sol teima em se esconder, mas sei que ali está. O inverno toma conta quando a decepção é inevitável. O frio se apropria da situação, venta muito e ninguém fica quando há relento. Eu almejo a chuva na esperança de lavar a alma, e deixar meu ar mais limpo das mágoas, mas o tempo é de seca. Mas meu movimento de translação não vai impedir a vinda da primavera, e o ciclo recomeçará, dando uma nova chance para mim. ”
—Bianca Vieira