“Já faz um tempo que eu queria te escrever um som. Passado o passado, acho que eu mesma esqueci o tom. Mas sinto que eu te devo sempre alguma explicação. Parece inaceitável a minha decisão, eu sei. Da primeira vez, quem sugeriu, eu sei, fui eu. Da segunda, quem fingiu que não estava lá também fui eu. Mas em toda a história, é nossa obrigação saber seguir em frente, seja lá qual direção. Eu sei, tanta afinidade assim, eu sei que só pode ser bom. Mas se é contrário, é ruim, pesado, e eu não acho bom. Eu fico esperando o dia que você me aceite como amiga. Ainda vou te convencer, eu sei. E te peço, me perdoa, me desculpa, que eu não fui sua namorada, pois fiquei atordoada. Faltou o ar. Me despeço dessa história e concluo: a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar. E foi pra lá, e foi pra lá.”
—Tiê, Assinado eu.