Summer Secrets - Cap. 2O: Riley's Hurt Too.

- Pare com isso, Harry - Eu gritei e cobri o rosto quando ele jogou uma colher de massa de panqueca em mim. Ele tinha decidido ir para a segunda rodada na coisa de pequeno-almoço, mas desta vez ele tinha me alistado para ajudá-lo. Até agora, caíram três ovos no chão, derramou metade do saco de farinha, e fizemos exatamente zero panquecas.
- Eu acho que esta massa é muito líquida,- Harry pegou a tigela e girava, acidentalmente derramou um pouco no chão. - Woops.
Eu ri quando eu peguei o saco de farinha e balancei deixando cair um pouco fora da tigela. Harry pegou uma colher e mexeu em torno até que a massa parecia suave. Enfiei a mão no saco de farinha e reuni um punhado, que assoprei no rosto de Harry quando ele olhou para cima. Sua boca formou um ‘O’ chocado enquanto o pó branco parava em suas as sobrancelhas e alguns de seus cachos soltos.
 - Você está uma bagunça - eu brinquei com ele. Ele limpou a maior parte da farinha com o dorso da mão, em seguida, arremessou o copo inteiro de mistura para panquecas para mim.

Eu gritei e me abaixei. A taça voou sobre a minha cabeça e bateu na parede, deixando escorrer um pouco pela parede amarela.
- O que vocês estão fazendo? - Riley gritou, batendo a caminho para a cozinha.
Harry e eu trocamos olhares culpados. Eu mantive meus olhos nos meus pés enquanto eu esperava por Riley explodir. Quando nada aconteceu, olhei para cima lentamente. Seus olhos verdes, uma cor muito mais viva do que Harry, estavam absolutamente lívidos quando ele viu a bagunça que haviamos feito. Eu podia ver sua mandíbula que estava apertada firmemente sob o resplendor de sua pele bronzeada.
- Riley …- Eu dei um passo à frente, colocando a mão calmante em seu braço. Ele praticamente pulou de sua pele, puxando para trás como se minha mão estivesse em chamas. - Desculpa. Nós vamos limpar isso.
Eu vi ele soltar um suspiro profundo, seu peito se expandindo sob o tecido fino de sua esfarrapada camiseta branca.
- Tudo bem - ele virou-se e saiu, deixando o ar da sala bem mais suave do que quando ele chegou.
Eu fiz uma cara de “qual é o problema dele? ” para Harry, que devolveu, apertando os olhos fechados e saindo sua língua. Nós fizemos caretas para o outro pelos os próximos minutos antes de pegar um rolo de papel toalha e uma esponja e ir para o trabalho de limpeza da cozinha.

Marcus vagou pela a sala no meio e acabou em suas mãos e joelhos, com nós, esfregando a massa panqueca secando e ovos do chão. Os três de nós éramos capazes de limpar mais rápido do que eu esperava, mas ainda estávamos exaustos, quando terminamos.
Caí em uma das cadeiras da cozinha, inclinando a cabeça sobre a mesa.
- Ugh - eu gemi.
- Ugh está certo - Harry me empurrou de volta em uma posição sentada antes de se estabelecer no meu colo. Eu gemia em seu peso e meus braços em torno de sua cintura nua. Ele ainda estava vestindo apenas um par de boxers, tendo abandonado o avental com babados rodada antes de cozinhar.
Marcus sentou-se pesadamente na cadeira em frente a nós, correndo a mão pelo cabelo ruivo despenteado.
- Estou entediado.
- Eu também - eu saltei de trás de Harry, no mesmo momento em que ele disse: “Assim como eu”
- Vamos fazer alguma coisa -, Marcus jogou um monte de papel toalha amassado no lixo. - Algo divertido e aleatório.
- Golfe -Harry deixou escapar.
Marcus olhou para ele com uma sobrancelha levantada.
- Você quer ir jogar golfe?
Harry assentiu solenemente:
- Eu gostaria muito disso, gostaria de ir jogar golfe.
- Por mim tudo bem - Marcus deu de ombros. - Britt?
- Parece bom.
- Ótimo - Harry pulou do meu colo antes de me puxar para ficar em pé. - Vamos nos trocar.
- Eu estou trocada - protestei enquanto ele me arrastou pelo corredor pela minha mão esquerda.
- Isso não é um traje adequado para o campo de golfe - Harry tisqueou (inventei essa palavra, quer dizer quando a pessoa faz “tsc tsc tsc” aquele som de desaprovação ou irritação. “Tut” É que não tem tradução, já que não é realmente uma palavra americana). Ele me soltou quando chegamos ao quarto, cavando em sua mala. - Ah ha.-  Ele levantou uma polo amarela. - Este é o traje de golfe. Revirei os olhos e peguei uma polo céu azul para mim, combinando com blusa que eu estava usando. Harry colocou um par de shorts cáqui e balançou seus cachos. - Eu estou pronto.
- Eu também - eu amarrei meu cabelo em uma trança para o lado e plantei as mãos nos quadris. – Eu vou ahazzar com você.
- Não, você não vai!- Harry me pegou e me atirou sobre seu ombro enquanto eu gritava e pedia para ser colocada no chão. Ele me levou para fora de casa antes de finalmente me tirar de cima de seu ombro. Ele ainda não pôs no chão, escolhendo em vez de me colocar em seus braços, como um bebê, enquanto esperávamos por Marcus aparecer. Eu deslizei meus braços ao redor de seu pescoço e lhe dei um beijo rápido no nariz.
- Vocês estão prontos? - Marcus saiu da casa atirando as chaves para si mesmo. Ele abriu a porta do lado do motorista e deu-nos um olhar.
- Estamos prontos - Harry me colocou no chão e fui abrir a porta de trás.
- Espere!- Eu parei os dois de seu caminho. - Marcus você pode dirigir?
- Claro - ele concordou. - Eu sei dirigir.
- Eu quero dizer que você está legalmente autorizado a dirigir?
- Não, mas quem se importa? Eu sei como.
Revirei os olhos.
- Eu realmente não sinto como se quisesse ser presa hoje. Eu vou pedir a Riley para vir.
- Não - Harry fez beicinho. - Queremos ficar longe de Riley. Vamos pegar um táxi.
- Nós mal temos dinheiro. Nós podemos apenas fazer Riley nos levar lá e nos deixar, ele não tem que ficar. - Antes que Harry ou Marcus pudessem dizer alguma coisa eu sai correndo para dentro da casa.
- Riley!- Eu gritei quando eu rompi a porta do quarto que ele e Brad compartilhavam. Ele olhou para cima de sua guitarra em surpresa, rapidamente limpando o meio sorriso bonito que caiu sobre seu rosto quando ele me viu. Ele voltou para a sua expressão normal de azedo enquanto ele jogava a guitarra de lado.
- O que você quer?
- Você pode nos levar para o campo de golfe? - Eu troquei de pé para pé, enquanto esperava pela resposta de Riley.
- Quem é “nos”?- Riley manteve os olhos voltados para o edredom amassado.
- Eu, Marcus, e Harry.
- Não - respondeu ele, pegou sua guitarra e voltou a dedilhá-la novamente. - Adeus.
- Por favor, Riley? - Eu sentei na beira da cama enquanto eu implorava. Riley rapidamente se afastou de mim antes de virar as costas e inclinar a cabeça sobre o violão. Olhei para ele, surpresa com o quão vulnerável ele parecia com a cabeça inclinada e suas raízes marrons claras começando a mostrar o loiro de seu cabelo. Havia algumas sardas pequenas em volta de seu pescoço, que eu nunca percebi antes e de alguma forma que o fazia parecer menos intimidante.
- Não - ele continuou a arrancar as cordas. - Agora, por favor você pode me deixar sozinha?
- Eu sei que você me odeia e Harry, mas pense sobre Marcus. Foi dele a ideia de ir a algum lugar.
- Eu não odeio você - o som de sua guitarra quase afogado suas palavras. - E Marcus vai superar isso.
- Marcus é ruivo. - Eu pensei que talvez a provocá-lo ia me pegar em algum lugar.
- Sim, eu sei - eu poderia dizer pelo tom de Riley ele estava começando a pensar que eu era burra.
- Ruivos não têm alma - eu apontei. - Se você não nos levar, Marcus vai vir e roubar sua alma.
Riley girou rapidamente, virando-se para mim. Eu podia ver a dor e emoção crua em seus olhos verdes.
- Eu já perdi a minha alma quando eu te estuprei.
- Riley…- Eu falei baixinho, impressionada com a agonia em sua voz rouca normalmente. - Você não me estuprou.
- Brittany eu fiz sexo com você quando você estava inibida. Que se constitui como estupro. - Seus olhos deslizaram para longe do meu e de repente eu percebi que todos estes anos eu pensei que eu era a única ferida, quando Riley tinha sido obviamente tão machuacado.
- Você não sabia, Ry. - Eu estendi a mão para colocar uma mão reconfortante em seu ombro, mas ele se afastou antes que eu pudesse. Em vez disso eu me sentei em minhas mãos e o assisti. A dor em seu rosto era incrível. Eu nunca tinha visto nada assim.
- Eu deveria ter sabido. Deveria ter sido obvio. Você mal falava comigo mesmo na vida real e de repente você estava lá, sentada no meu colo e me beijando. Eu deveria ter questionado, em vez de beijá-la de volta. - Ele baixou a cabeça em suas mãos. - E então, quando você me levou lá em cima, eu não deveria ter ido. Eu não deveria ter seguido você para o quarto. - Ele olhou para mim de novo - Você tinha apenas quatorze anos. Eu sabia disso, mas eu não fiz nada para impedir.
Foi quando eu percebi que ele estava chorando.
- Riley, pare de odiar a si mesmo. Não é sua culpa.
- Sim, é! Eu deveria saber! - Ele limpou com raiva as lágrimas. - Eu sabia que você não gostava de mim assim, mas eu deixei isso acontecer de qualquer maneira.
Eu não sabia mais o que dizer a ele, porque ele obviamente não ia ouvir. Então, eu só lhe dei um abraço. Ele ficou tenso no início, mas depois relaxou em meus braços antes de abraçar-me de volta.
- Eu não culpo você - murmurei em seu ouvido. - Então pare de se culpar.
- Eu poderia ter te machucado - ele soluçou. - Eu não sabia o que eu estava fazendo.
- Espere - Eu o empurrei - Aquela foi a primeira vez também?
Ele balançou a cabeça e secou algumas últimas lágrimas.
- Ah, eu não .. .-  Eu fui interrompida pela porta batendo ao se abir. Harry estava ali, um olhar impaciente espalhando suas características.
- Brittany você vem ou o que? - Ele nem sequer olhou para Riley. Voltei-me para Riley para ver que ele tinha escolhido sua guitarra de volta e seu rosto estava vazio de emoção.
- Eu não levar vocês. Agora saiam. - Voz de Riley foi dura e eu fiz o que ele disse, levantando-me da cama e seguindo Harry para fora da sala.

Passei o resto do dia repetindo palavras de Riley na minha cabeça e percebi que nós dois tínhamos muito mais em comum do que eu jamais pensei. Ele não era um enorme idiota, ele foi apenas mal compreendido. Jurei que até o final desta viagem, mesmo se fosse a última coisa que eu fizesse, eu iria me tornar amiga de Riley.

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Criada e escrita por: 1-directionforeveryoung
Tradução por: december-222 

Summer Secrets - Cap. 18: Talk Time.

- Amelie está aqui hoje? – Liam se dirigiu a garota que estava prestes a nos atender. – Porque se ela estiver, nós gostaríamos que ela fosse nossa garçonete.
- É, ela está aqui. – A garota nos levou até o canto no fundo do lugar e soltou nossos menus na mesa. – Ela já vai estar aqui com vocês.
- ótimo. – Liam sorriu e pegou o menu, enterrando seu nariz nele.
Eu cruzei minhas mãos nervosamente no meu colo. Eu não tinha certeza se eu queria que ela dissesse que era uma boa ideia ou uma má. Honestamente eu não sabia o que eu deveria estar pensando.
- Olá, meu nome é Amelie e eu vou ser… – Amelie tirou o olhar de seu caderninho e um sorriso apareceu em seu rosto quando ela me reconheceu. – Brittany! Como você está?
- Estou bem. – Eu lhe dei um sorriso forçado. – Eu só precisava de um conselho e você disse que eu podia conversar com você sempre então…
- Claro! – Amelie exclamou enquanto ela enfiava o caderninho no bolso de seu avental. – Só me deixe arrumar alguém para cobrir minhas mesas para que nós possamos conversar direito.
- Ahh, eu faço isso! – Liam levantou sua cabeça de cabelo ondulado de seu menu. – Eu sempre quis ser um garçom.
Amelie riu.
- Obrigada, amor, mas eu não tenho certeza se isso é permitido.
- Por favor? – Seus olhos de filhotinho fizeram sua mágica e alguns segundos depois Liam estava armado com caneta e papel, o avental de Amelia em seu quadril. Ele acenou e piscou para mim antes de saltar para seu novo trabalho.
- Então, como você esteve? Como está Harry? – Amelie se sentou no lugr que Liam tinha acabado de abandonar, cruzando suas pernas no tornozelo e dobrando as mãos no topo da mesa. Eu suspirei; Harry merecia alguém como ela, não alguém como eu. Ela era tão perfeita. – Ta tudo bem, Brit? - Eu mordi meu lábio inferior e balancei minha cabeça. – O que há de errado? – Preocupação apareceu em seus olhos azuis. Então, eles se arregalaram. – Ai minha nossa, queirda, você está grávida?
-  O que? Não! – Eu comecei a gargalhar. – Meio que o total oposto.
Entendimento surgiu em sua face. Ela falou gentilmente.
- Você quer saber se você deveria ir com tudo com Harry? - Eu assenti enquanto um rubor de vergonha tomava conta das minhas bochechas. – Bem, isso depende completamente de você, Brittanny.
- Eu não sei o que fazer. – Eu comecei brincando com um pacote de açúcar. – Eu sei que ele está ficando frustrado mas eu não tenho certeza se estou preparada.
- Se não estiver pronta então eu tenho certeza que ele vai entender. Ele é seu melhor amigo, ele não vai querer te machucar.
- Ele não é meu melhor amigo. – Eu rasguei o pacote de açúcar e despejei na mesa. – Não mais.
- O que quer dizer?
Eu encolhi os ombros.
- Eu sinto como se não fossemos mais próximos, o que eu sei que parece loucura. Mas eu só não sinto como se pudesse conversar com ele do modo que era acostumada. Eu sei que eu esperei tanto tempo para ele ser meu, mas agora eu estou começando a entender porque ele sempre disse que nós éramos feitos para sermos amigos.
- Você o ama?
Eu não hesitei.
Amelie assentiu lentamente, tirando tudo que eu tinha dito em considerando.
- Talvez vocês devessem dar um tempo, só para ver se vocês podem voltar para o caminho certo. É obvio que vocês se importam um com o outro demais, mas talvez vocês precisem fazer suas próprias coisas por alguns dias e ver como vocês se sentem. Eu tenho certeza que isso vai forçar seus sentimentos por ele.
- Talvez. – Eu voltei a brincar com o açúcar. – Mas e se ele achar que eu não gosto mais dele?
- Se você explicar da maneira certa para ele, eu tenho certeza que ele vai entender completamente.
- Sério? Você acha?
- Claro. – Amelie assentiu forçadamente. – É a melhor coisa a fazer.
- Tudo bem. – Eu empurrei a cadeira e fiquei de pé. Amelie me acompanhou e eu lhe dei um abraço agradecido. – Obrigada.
- Me deixe saber como vão as coisas, amor.
- Eu vou deixar. – Eu lhe dei um ultimo sorriso antes de pegar o Liam da mesa próxima a nossa, onde ele estava anotando os pedidos no caderninho de Amelie. – Venha, Liam.
- Ahhh, nós já estamos indo? – Uma carranca se juntou a expressão dele enquanto Amelie estendia sua mão para pegar suas coisas. Liam tristemente removeu o avental e entregou-o para ela antes de me seguir para fora do restaurante em um silêncio subjulgado. – Eu estava me divertindo.

Eu dei uma palmadinha em suas costas confortavelmente.
- Talvez ela te arrume um emprego lá.
- Talvez. – Ele pareceu realmente pensar no assunto. – De quaquer modo, ela te ajudou com seu problema?
- Ela acha que eu e Harry devamos dar um tempo.
As sobrancelhas espessas de Liam se juntaram enquanto ele franzia a testa em confusão.
- Porque ela diria isso?
- Porque nós estamos tento problemas, por isso. – Eu chutei uma pedra, vendo ela pular para a rua e cair em uma vala. – Ela acha que se nós tivermos um tempo separados, isso vai reforçar nossos sentimentos um pelo outro.
- Que tipo de problemas? – Liam enfiou as mãos dentro dos bolsos de sua calça que quase caia, seus olhos castanhos aparecendo debaixo do corte de seu cabelo.
- Bom, não são realmente problemas. É só a coisa sobre o sexo, eu acho. – Eu estava começando a ter uma sensação estranha na boca do meu estomago. Amelie estava me ajudando para que ela pudesse ir atrás de Harry enquanto nós estivéssemos separados? Eu achei que ela realmente fosse doce.
- Não faça isso. – Liam estava olhando seus pés enquanto ele andava. – Ele deveria amar você sem aquilo.
- Você e Susan… – Eu parei, desconfortavelmente, sem saber se eu e Liam estávamos em um estagio da amizade onde nós poderíamos falar de coisas assim.
Suas bochechas queimaram e eu me senti mal por perguntar.
- Não, nós não. – Ele murmurou. – Não ainda.
- E você está bem com ela não estar pronta? – Aquilo fez eu me sentir um pouco melhor.
- Sou eu que não quer. – Ele chutou uma pedra, indo em direção a rua enquanto um carro passou rápido no nosso caminho. – Estou esperando.
- Você e Susan… – Eu parei no meio do caminho desconfortavelmente, sem saber se eu e Liam estavamos num estagio da amizade onde poderíamos falar de coisas assim.
Suas bochechas queimaram e eu me senti mal por perguntar.
- Não, nós não. – Ele murmurou. – Não ainda.
- E você aceitou bem ela não estar bom? – Aquilo fazia eu me sentir um pouco melhor.
- Sou eu quem não quer. – Ele chutou uma pedra, se movendo para direção do lado da rua enquanto passou por nós. – Estou esperando.

Eu queria que Harry fosse mais assim, mas ele estava tão acostumado a ter o que ele queria das garotas que ele não parecia pensar que eu era diferente.
- Talvez você devesse apenas sentar e conversar com ele. – Liam sugeriu. – Dizer como você se sente. É o que Susan e fizemos e funcionou para nós.
- É, eu acho que vou. – Eu gostava mais da ideia do Liam do que da de Amelie. E também era bem mais seguro. Eu tirei meu celular e mandei uma rápida mensagem para Harry, dizendo a ele que eu estaria em casa em alguns minutos  e nós precisávamos conversar.

Meu celular começou a tocar imediatamente e eu o atendi.
- Você vai terminar comigo? – A voz de Harry estava tremendo pelo telefone. – É por causa do numero na minha mão? Eu juro que ela só me deu ele em caso de nós precisarmos de mais apresentações.
Ele soou tão adorável quando estava preocupado. Eu o deixei balbuciar por mais alguns segundos, apreciando o sentimento de estar no controle. Seu coração estava nas minhas mãos agora; Eu era quem poderia quebra-lo com a menor palavra, com a menor ação; Eu estava acostumada a ser quem tinha medo de se machucar. Era reconfortante saber que Harry tinha o mesmo medo e eu me senti mais próxima dele do que quando eu tinha saído do quarto essa manhã.

- Harry, não vou terminar com você.
Um suspiro de alívio de Harry veio ao telephone.
- Obrigado, baby.
- Porque está me agradecendo. – Eu troquei um olhar confuso com Liam.
- Porque eu sei que eu não tenho sido o melhor namorado e eu tenho te pressionado demais e te deixo desconfortável o tempo todo. Então, obrigado por me dar outra chance. Eu prometo que posso ser melhor. Te vejo em casa. – Ele desligou o celular e eu fiquei encarando-o por alguns segundos antes de leva-lo de volta para meu bolso.
- Ta tudo bem? – Liam perguntou.
- É, ele se desculpou por ser um mau namorado de novo. Ele fez isso outro dia também. – Suspeita crepitou em minha voz. – Mas ele nunca fez nada ruim. Ele me pressiona demais mas ele sempre para quando eu peço. Você acha que há algo que ele não está me dizendo?
- Eu duvido. – Liam rapidamente me assegurou. – Mas talvez você devesse mencionar isso quando vocês forem conversar.
Eu assenti.
- Obrigada, Liam.

Ele me fez uma saudação antes de se virar para seu caminho. Eu cortei pelo jardim e empurrei abrindo a porta da frente da nossa casa, onde eu fui recebida pelo cheiro de algo queimando. Um Harry envergonhado parado na cozinha, vestindo boxers pretas e um avental rosa com babados. Seu cabelo estava desgrenhado, uma linha de manteiga estava borrada no seu rosto, e havia uma sujeira queimada no fogão a sua frente.
- Hazza, o que você fez? – Eu ri.
- Eu tentei fazer café da manhã para você. – Ele jogou o espanador que estava segurando na sua pele. – Não funcionou muito bem.
- É hora do almoço. – Eu o notifiquei enquanto andava até ele.
Ele me deu um adorável meio sorriso, trazendo suas covinhas. 
- Mas café da manhã é mais romântico.
Eu alcancei seu rosto para limpar a sujeira de massa de panqueca do seu rosto e ele segurou minha mão, beijando meus dedos docemente. 
- Isso é verdade. – Eu concordei.
Ele soltou minha mão e me puxou para um abraço. Eu envolvi meus braços em seu torso nu, sentindo a batida gentil de seu coração em seu peito.
- Nós temos chá. – Ele se afastou e indicou a chaleira. – Então, eu acho que agora nós deveríamos conversar?
Eu assenti e o segui até a mesa, pronta para colocar meu coração na reta.

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1-directionforeveryoung

Summer Secrets - Cap. 19: Wich Harry Can Understand?

Harry estava sentado na minha frente na mesa, ainda com a massa de panqueca manchando através rosto ruborizado. Nossas mãos estavam entrelaçadas e seu polegar estava esfregando suavemente a parte superior de minha mão. Havia ainda a preocupação em seus olhos verdes, mesmo que eu tivesse assegurado a ele que eu não estava iria quebrar seu coração.

- Então do que você quer falar?- Harry olhou para mim debaixo de seus longos cílios. Eu me mexi desconfortavelmente na cadeira, sem saber como começar a conversa. - É sobre nós dormirmos juntos certo? - Harry balançou o cabelo para longe dos seus olhos. - Você não quer.
 - Não é que eu não quero - , eu senti a necessidade de fazer alguma coisa com as mãos, mas elas estavam muito bem embrulhadas nas grandes de Harry. - É só que eu não estou pronta.  Dormir com Riley foi um erro e eu não consigo lembrar. Ter feito isso já não significa que eu quero fazer novamente, mesmo com alguém como você. Eu sempre quis que a minha primeira vez fosse especial e roubaram isso de mim. - Harry e Riley não estavam em condições ótimas então eu dei um apoio para Riley. - Não que a culpa foi de Riley. Ele não sabia e eu não posso culpá-lo pelo que aconteceu. Mas eu me sinto como se eu tivesse ganhado uma segunda oportunidade e eu não quero estragar tudo. Eu quero esperar até o momento que é absolutamente perfeito. Eu quero ser capaz de me lembrar para o resto da minha vida e não ter vergonha quando eu o dizer. Eu quero ter certeza de que a pessoa com quem eu faça vai estar lá comigo para o resto da minha vida. Eu não quero jogar isso fora a qualquer um, da maneira que eu fiz com Riley.
- Eu não sou qualquer um - Os olhos de Harry estavam queimando nos meus.
- Eu sei, Haz - senti-lo apertar minhas mãos. - E eu me importo muito com você, mas eu sinto que algo não está certo.
O pânico estava de volta em seu rosto,
- O que você quer dizer com “certo”?  Pensei que não ia terminar comigo.
- Eu não vou, mas eu não sei, eu sinto como se tivesse te perdido. Você não é a mesma pessoa que costumava ser.
- O que você quer dizer? - Harry estava mordiscando nervosamente o lábio inferior e eu tive que admitir que ele parecia extremamente bonito.
Dei de ombros irremediavelmente.
- Eu não sei, você simplesmente não parece como meu melhor amigo mais. Tudo que você faz agora é atirar-se em mim. Nós nunca conversamos ou saímos ou apenas aproveitamos estar juntos do modo como costumava fazer.
 - Você não gosta de me beijar? - Houve um tom subjacente de dor que Harry estava obviamente tentando esconder enquanto seus olhos fugiam dos meus. O aperto em meus dedos se foi enquanto Harry começou a se afastar. - Ninguém nunca disse isso antes.
 - Não, Harry - Eu peguei em suas mãos, mas ele havia se movido para fora do meu alcance. Então eu dobrei as minhas mãos no meu colo e tentei consertar o que eu tinha dito. - Adoro beijar você, você tem um beijo fantástico. Mas eu não quero só beijar.
- Então qual é o ponto? - Harry recostou-se na cadeira, inclinando sobre duas pernas. - Se não nos beijarmos, é como se fossemos só amigos.
- Você não entende o que estou dizendo!- Eu estava começando a ficar frustrada. Esta não era uma coisa muito difícil de compreender, mas Harry tinha que ir e deixar tudo difícil. - Eu quero ser capaz de sair com você, sem ter medo de você comer o meu rosto. Por que não podemos ser como Liam e Susan? Eles são adoráveis e apaixonados e não têm as mãos um sobre o outro vinte e quatro horas por dia.
- Se você gosta tanto do Liam por que você não vai e não faz com ele? Hein? Que tal isso? Eu sei que você gosta dele mais do que de mim.
 - Ah, meu Deus, Harry! Por que você tem que ser tão idiota o tempo todo! Eu estou apenas deixando você saber como eu me sinto, porque eu quero que nosso relacionamento dê certo e você tem que ir e me insultar. Liam é meu amigo. E você sabe por que eu precisava de um amigo de Harry? Porque você não é um! - Eu empurrei minha cadeira para trás e sai da sala.
- Brittany! - Eu ouvi Harry correndo atrás de mim. Suas pernas longas rapidamente acabaram com a distância entre nós e senti seus braços a volta da minha cintura por trás. - Eu sinto muito.
Eu relaxei nos braços.
- É minha culpa também, Haz, me desculpe por gritar com você.
- Está tudo bem, bebê. Você está certa em eu não ter sido o melhor amigo que você tem ultimamente. Eu prometo mudar isso. - Ele me virou, então tivemos contato visual completo. - E eu sei que eu continuo dizendo coisas assim, mas desta vez estou falando sério. - Ele mordeu o lábio nervosamente. - Tudo bem se eu te beijar agora?
Eu balancei a cabeça, olhando para os meus pés. Era doce da parte dele perguntar. Seu dedo longo inclinou meu queixo para cima enquanto sua outra mão fez o seu caminho para a minha cintura. Eu estava na ponta dos pés para satisfazer seus lábios cheios. O beijo foi doce e gentil, não carente e desesperado do jeito que a maioria deles tinha sido ultimamente. Desse eu gostei. Isso eu poderia passar o resto da minha vida fazendo.
- Obrigado, Harry - Eu sorri enquanto me afastava.
Ele me deu um sorriso de tirar o fôlego e eu senti meu coração vibrar. Ele parecia tão genuíno que eu me forcei a acreditar que ele iria manter sua promessa. Mas eu conhecia Harry por um longo tempo e eu sabia que a maneira como as coisas funcionavam com ele.

Desta vez, era o meu coração na linha e eu decidi que eu tinha que confiar nele.  O antigo Harry era uma coisa do passado, este era novo Harry. Meu Harry. E ele esperaria por mim.

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Criada e escrita por: 1-directionforeveryoung
Tradução por: december-222 

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