“Às vezes o destino arma umas coisas pra gente que nem conseguimos acreditar. Foi o que houve comigo quando você apareceu. Quando você surgiu em minha vida para ficar. Eu ainda não tinha conhecido o amor, o tal amor entre homem e mulher. O tal amor em que todos falam mal mas ao mesmo momento falam tão bem. Dizem que dá borboletas no estômago e olha que dá mesmo hein. Deu quando lhe conheci. Eu estava saindo de minha casa quando de repente você surge do nada correndo e se esbarra em mim. Ah, como foi bom. Naquele momento senti raiva de você, muita, muita raiva mesmo. Mas depois de ver os teus olhos azuis, o teu sorriso, aquela raiva foi embora pra bem longe de mim. Você sorriu, pediu desculpas. Eu aceitei as desculpas e você foi embora. Achei que nunca mais iria te ver, mas o destino armou novamente para com nós dois. Nos encontramos novamente no colégio, quando descobri que você seria o meu mais novo colega de classe. Meu Deus, que alegria! Eu queria pular, pular e pular. Quando você entrou para a sala e me disse oi eu me enchi de felicidade dentro de mim. Foi aí que tudo começou. Foi aí que minha vida mudou. Eu passei a sentir aqueles sintomas que minhas amigas descreviam, passei a pensar em ti 24 horas por dia, passei a te envolver em tudo que fazia. E eu me entreguei a esse amor, aliás, eu me entrego cada dia mais. Sei lá o que você tem que me deixou assim, sei lá o que você fez. Deve ser essa tua mistura de ‘menino homem’, esse teu cabelo desgrenhado pelo vento, esse teu gosto por skate ou sei lá mais o que. E tudo se tornou melhor naquele domingo, quando nos esbarramos no shopping e você me convidou para ir a sorveteria. Meu coração acelerou, comecei a suar e as borboletas no estômago estavam mais agitadas que nunca. Acho que elas já previam o que ia acontecer. Foi o melhor beijo da minha vida! Mas a melhor parte foi quando você disse que estava apaixonado por mim. Eu também estou apaixonada, mas estou com medo, minhas amigas me contaram todo lado bom, e ele já aconteceu, mas o que vem depois, me assusta bastante, será que eu vou sofrer como elas? Será que é tão forte a dor como elas descreveram? Será que eu vou aguentar, será que eu vou segurar a barra, estou com medo, mas eu não posso te implorar que não me magoe, se não você vai me achar uma louca e sair correndo, e aí que eu vou sofrer mais ainda, por ter te perdido atoa. E agora o que eu faço? Já me entreguei demais e me entrego cada dia mais, por favor, não maltrate, rapaz. Por favor, não me machuque e não faça eu me arrepender por ter me entregado. Sou uma estrangeira nesse país, então seja meu guia. Porque estou apaixonada por você, e não disposta a me machucar, então prometa que se for embora, vai me levar.”
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