“” Você admite que faz isso de propósito? — Isso? — Isso… Me provocar. — Diga “provocar” de novo. Sua boca fica provocante quando você diz isso.”

Sussurro, Becca Fitzpatrick

“Ninguém tem o direito de ter você mais do eu. Ninguém. Nem mesmo alguém que te trate melhor. Foda-se se isso for egoísmo. Eu sei quem é o melhor para você.”

Ana F (salt-waterroom)

“Eu nunca o ouvi gritar. Tem noção de como é isso? Há vezes que eu desejo apenas sacudir seus ombros, jogar sua coleção de CDs favorita pelo ralo, puxar seus cabelos para ver se, assim, eu consigo alguma reação. Mas não. Ele não se deixa levar pelo calor do momento – e isso, muito mais do que punhos e murros, me apavora. Porque ele não sente medo de nada, nunca é levado pelo desespero. Duvido até que saiba o que é isso. Eu quero lhe tocar, quero que ele passe na rua e sinta meu cheio. Só que o garoto é feito de aço, ferro. Sei lá. Possui um cérebro extra onde a maior parte das pessoas tem um coração. É notável a maneira como costuma apenas sorrir com a desgraça alheia, por pensar que isso nunca vai lhe acontecer. Ele se acha tão importante, tão independente, que pensa que jamais vai precisar de ninguém. Nega qualquer ombro amigo, como se só ele se soubesse. Ele não acredita no amor. E, por isso, eu não posso acreditar nele.”

Ana F.

“Dexter, Sei que isso soa totalmente imaturo e egoísta aos seus ouvidos, mas você precisa entender que eu sou infeliz. Terrivelmente infeliz. Acho que essa é a verdadeira depressão: posso sorrir o quanto quiser durante o dia, e mesmo assim não sei o que é dormir com paz no coração. Você não é assim. Você extravasa e na hora já se esquece – tem um coração que se reconstrói e fica cada vez maior. Eu não. Meu pobre peito já apanhou tanto que se esqueceu de voltar ao normal. Agora, sou cicatrizes e sangramentos para todos os lados. Por que a vida continua, mas eu talvez não. O tempo passa como passava há milênios atrás, e ainda assim eu o sinto cada vez mais devagar. Não há muito o que fazer a meu respeito e eu compreendo sua necessidade de fugir. Mas não me diz que pretende ficar, por favor. Nunca mais diga que pretende ficar quando tudo o que eu mais quero é escapar dessa vida. Não me obriga a continuar, D. Você já me acertou, já cravou a faca no fundo do meu peito, e agora implora para que eu estaque meu sangue. Não posso fazer isso. Não quero fazer isso. Quero dizer adeus, Dexter. Deitada no chão, vendo minha vida escorrer, encarando seus olhos cálidos e gentis sob mim, penso que poderia dar mais alguns passos. Reaprender a amar a vida. Voltar a correr no ritmo daqueles que ganham campeonatos. Talvez, quem sabe, tudo tenha sido um erro e eu, na verdade, seja mais uma apaixonada que se desencantou consigo mesma. Talvez seja só uma fase e logo vá passar. Talvez seus olhos me ajudem a recobrar o juízo que perdi... Mas não. Sei que, com pouco esforço, aprenderia a erguer o canto dos lábios. Sei disso. Eu sou capaz. Apenas não encontro vestígios do velho desejo de erguer-me. Mesmo com a chance de lutar, escolho continuar deitada aqui no chão. Depois de todo esse tempo, preciso ser fraca. Você é a melhor pessoa do mundo, Dexter, e nunca me perdoarei por lhe magoar dessa maneira, que talvez seja permanente. Se isso serve de consolo, esse é o único pensamento que me faz recuar: você. Imaginar sua dor ao pensar que fez isso comigo é muito pior, para mim, do que a dor em si. Por isso, quero que saiba que não foi só você. Sim, é verdade: sua traição foi o último empurrão para o abismo gigantesco que me quebrou os órgãos. Sua saída foi o início de uma sucessão de partidas que me arranharam as costas e perfuraram um pulmão. Seu olhar de dor, entretanto... Sua dor foi a apunhalada no peito. E agora sou eu que não impeço o ferimento de me matar. O problema é todo comigo, Dex. Sempre fui espírito demais para suportar viver com ele separado do corpo. Eu sou infeliz, apesar de todas as coisas maravilhosas que carrego comigo. Apesar de você, me amando e sendo feliz ao meu lado, eu sempre tive esse vazio terrivelmente ácido que foi, aos poucos, me matando por dentro. Morro a partir do interior, morro silenciosamente. Meus gritos não são escutados e meu choro não é visto – mas não por não confiar em você. Confio cegamente em tudo o que você faz e acredita. Mas já vi o sofrimento em seu olhar, e essa é a única dor pela qual não desejo passar novamente. Todas as outras eu aceito de braços abertos. E mesmo quando faço aquilo que mais amo em todo o mundo, não consigo deixar de ter a sensação de que há algo errado comigo. Não amo mais nada. Não consigo. Não sei aceitar a vida com um sorriso no rosto, mesmo com as suas belezas mais exuberantes. Não consigo mais abrir um livro sem sentir inveja das palavras escritas. Deveria ser eu, D. Eu. Mas nunca é. Mato dragões só para sair da cama, e mesmo assim eles me vencem um pouco mais todos os dias. Sua força é indomável e eu sou pequena demais para suportar a perda de mais um membro. Não vivo a base de batimentos cardíacos, mas da eterna culpa por não gostar de existir. É tudo difícil demais, D... Difícil demais. Eu quero o fácil. Eu preciso do fácil. Meu último sopro será seu. Com amor, Eu; ”

Ana F.

“Para, para agora. Eu não quero saber da sua felicidade. Não quero saber dos sorrisos que dá ao passar o tempo longe de mim.”

salt-waterroom

“Te escrevo pela milésima vez algo sobre como eu estou melhor sem você – o que, sendo sincera, é uma das minhas mentiras mais mal contadas de todos os tempos. ”

salt-waterroom

“Olhei para o espelho, e vi meu cabelo cheio e nós e a maquiagem falhando. O brilho que habitava meus olhos estava se desvanecendo aos poucos. Me sentei no chão e fiz um esforço tremendo para não desabar. O quão ridícula eu poderia me tornar por um garoto? Que mulher não se apaixona por esse sorriso de canto e dentes brancos? Que mulher é tão forte a ponto de resistir a ele? Com toda a certeza do planeta, não eu. Nunca vai ser eu.”

Ana F (salt-waterroom)

“- Eu achei que seguir seu próprio caminho não incluía minha melhor amiga! - Qual é a diferença em ser a sua melhor amiga ou uma estranha qualquer? Pra mim, ela é exatamente como todas as outras desse clube. A única coisa que eu reparo é que nenhuma delas é você! - Por que você não me esquece, Henrique? Por que não volta praquela horta de vagabundas te esperando lá fora? Eu já de disse milhões de vezes: aqui não tem nada pra você! – eu gritei, com mais força do que esperava. - Desculpa ser a pessoa que te dá essa notícia, mas, infelizmente, aqui tem coisa demais que te pertence! – sua voz se torna cada vez mais baixa quando você percebe o que acaba de dizer. – Viu? É por isso que eu não posso apenas deixar que você se vá. – a última parte foi dita quase como um sussurro.”

Ana F (salt-waterroom)

“Depois de dois meses sem você, é difícil demais te encarar. Você me desacostuma de você, apenas para depois voltar e me sacudir de novo. Você some do mapa, não me deixa notícias, não atende minhas ligações. Para simplificar, apenas finge que eu não existo. E, então, volta como se nada tivesse acontecido. Como se eu não tivesse passado os últimos 63 dias contando no calendário o tempo que demoraria para que eu pudesse te ver de novo. Você ignora completamente o fato de que eu passei esses 63 dias acordando e checando as mensagens do meu celular. E as ligações. E meu e-mail. E qualquer coisa que tivesse a menor ligação com você. Você finge não saber o meu desespero. E aí volta com esse sorriso de canto, o cabelo ainda mais comprido e bagunçado, a blusa branca com o jeans e me olha sem escrúpulo nenhum, como se tudo isso fosse apenas normal. Como se nós dois devêssemos nos sentir assim. E eu devesse apenas me atirar nos seus braços a agradecer por ter voltado para a minha vida mais uma vez. Bem, não agora. Talvez nunca mais.”

Ana F (salt-waterroom)

“Dexter, Esqueci como pronunciar seu nome sem sentir o gosto de sangue na boca. Você foi o pior veneno que já provei, e espero jamais precisar ser agraciada por tamanha desgraça. Não durmo direito, não sei respirar com os pulmões cheios de lágrimas. De todos os meus medos, você foi o real. Você desmontou a peça chave que mantinha meus pés firmes e, agora, minha miséria está exposta para o mundo. Construí uma cidade, e a observo pegando fogo diante de meus olhos. Não é mais a loucura falando, mas, sim, a tristeza sóbria de quem vê um mundo claro e nítido. Eu enxerguei, através de um espelho, minha própria morte. Sempre pensei que fosse minha escolha não voltar a superfície, mas me enganei. Você foi meu último sopro... Minha última tentativa falha de permanecer nesse mundo débil e extraordinário. Puxei forças de onde não havia nada, e vaguei por uns meses e mais. Entretanto, declaro abertamente que não tenho mais condições de aguentar um único passo, D. Sua presença tornou-se um martírio pior que sua falta. Ver seu fantasma voando pela minha cabeça é o indício mais claro da minha sanidade esvaindo-se do meu corpo. Enlouquecerei, Dexter. Tenho isso tão claro quanto a certeza relâmpago daqueles que não terão amanhã. Afinal, o mundo é pequeno demais para suprir minhas grandiosas e terríveis necessidades espirituais. Enlouquecerei sem saber quem você é. Nos meus últimos dias, andarei pela minha casa agindo como se estivesse em um país estrangeiro, pois tudo me é muito estranho quando você não está por perto. Alguns dias serão melhores que outros, mas, por fim, toda a carga negativa acabará por vencer. Não vou chegar a te conhecer, Dex, e essa é a coisa que mais lamento em todo o mundo. Você me transformaria em uma pessoa melhor. Nego a existência de um paraíso para mim - não quero nada que venha daqueles que me destruíram. Meu único desejo, Dexter, é sentir o gosto gelado e tóxico de sangue em meu último pranto são. Com amor, Eu. ”

—Não existo mais, nem você, D. Ana F.

“- Voltar aqui me faz não querer ir embora. - Então, não vai. - Minha garota… Isso nunca vai dar certo. - Defina “isso”. - Nós dois, juntos ou separados. A gente não nasceu pra ser esses casais que se amam e se querem por perto. A gente não nasceu pra ser um casal. Nós fomos feitos para o ódio, o desprezo, amor. Eu odeio tudo em você, toda essa psicose de poeta, todo esse jeito de falar rápido e baixo, quase que engolindo as palavras de volta para a boca. Eu odeio essa dificuldade que tu tem em pedir desculpas, esse jeitinho de dizer que estava errada. Eu odeio o teu jeito, a tua voz, o teu toque, o teu desapego. Odeio tudo isso, então, porque amo você? (Por que eu?) - Fala tanto de mim, mas quem odeia o teu jeito sou eu, garoto. Afinal, quem você pensa que é, para chegar do nada e querer que tudo continue igual? Entende que você fez da minha alma um amontoado de poeira, que vai evaporando cada minuto que passa longe de ti. E eu odeio isso, odeio essa dependência, odeio não conseguir dizer adeus. Odeio ter que te pedir para voltar, me ajoelhar na tua frente como uma criança desesperada por afeto. Eu não preciso de você, não preciso. A parte racional do meu cérebro tem consciência disso. E aí vem aquela parte irracional que sempre fode com tudo, porque insiste em dizer que te ama. Que droga, porque você?”

Ana F (salt-waterroom)

“” Eu nunca te deixei, menino. Nunca. — Esse foi o problema: Você ficou... Até mesmo quando eu não quis mais.”

Amanda Priscila   

“Quantas vezes é possível que o coração pulse em um mesmo segundo, sem antes explodir?”

Ana F (salt-waterroom)

“Ele levantou o olhar, e me fez uma pergunta que eu tive uma vontade enorme de pular, e eu sorri, não sabia se olhava-o ou segurava em suas mãos. Ele fez meu coração se encher de alegria. - Casa comigo? - Ele disse sorrindo.”

—a melhor maneira

“Aqueles que também te amam não irão embora.”

—a melhor maneira

“E eu só queria te dizer, que apesar disso tudo ainda tem um espaço dentro de mim que não aceita ninguém além de você, sabia disso? Eu tentei te esquecer com outros caras, alguns gordos, outros magros, outros no meio termo, um do sorriso certinho, um do sorriso torto e um outro que usava aparelho, um com o perfume doce, outro com perfume amargo e outro com cheiro de sabonete, um com o cabelo liso, outro com o cabelo encaracolado e um sem cabelo nenhum. Eu dobrei todas as esquinas que a gente dobrou juntos com outro cara, e adivinha? O seu cheiro continuou vindo junto com o vento, acho que ele goste que eu me lembre do seu perfume -que não era nem doce nem amargo, era seu, e se era seu era bom, tudo que envolvia você era bom- eu fui a todos os restaurantes que nós fomos juntos, e adivinha? Eu continuei pedindo o nosso prato favorito, mas dessa vez pra comer com outro carinha que ficava roçando a perna dele na minha, eu continuei indo no cinema e pedindo as mesmas balas, o mesmo refrigerante e sentando nas mesmas cadeiras que a gente sentava, chegando no mesmo horário que a gente chegava, continuei tomando mesmo sabor de sorvete que eu tomava quando a gente ia na sorveteria juntos, e continuei usando a mesma blusa de rendinha que eu usei quando fui te ver pela primeira vez -só porque ela me lembrava você- estranho né? Uma blusa me lembrar você -é eu sei, isso soa estranho, pra mim também, mas eu acho que o meu amor por você só tá crescendo-. Eu tentei ir a lugares novos, mas eu gostava mesmo é do velho, do seu velho sorriso, da sua velha risada, do seu velho perfume e do seu velho jeito de ser, é, o que eu gostava era você, e gostava do que me lembrava você, eu passei na mão de muitos carinhas -não me leve a mal, mas é verdade- senti muitos abraços, cheirei muitos perfumes, peguei em muitas mãos -mas nenhuma que tivesse o encaixe que a sua tem na minha-, ouvi muitas outras músicas com muitos outros caras, mas em todas elas eu me lembrava de você, que droga né? É eu sei que é uma droga, você deve estar aí com uma outra menina dez mil vezes mais bonita que eu, e que te dá tudo aquilo que eu não pude dar, que te faz tudo aquilo que eu não pude fazer, você deve estar aí tocando pra ela uma música que costumava ser nossa, e vocês devem estar aí, e você nem deve mais lembrar de mim, é eu sei, e eu aqui escrevendo sobre você, patético, realmente. Mas sei lá, eu sou incapaz de te mandar ir pra-onde-o-sol-não-bate, eu sou incapaz de te tirar de dentro de mim, porque você é a melhor coisa que já me aconteceu, que droga, que droga mil vezes droga, nem eu aguento mais gostar de você, nem eu aguento mais te querer, você encontrou outra e seguiu em frente, eu encontrei outros e continuei no mesmo lugar, ninguém nunca segurou a minha mão como você segurou, ninguém nunca me deu arrepios como você deu, e é isso, simples assim, eu sinto falta de tudo que você já me fez sentir, de tudo que você já me fez alcançar. Eu sinto que eu tive o melhor em mãos, e que depois disso nada vai me satisfazer , eu queria muito que o carinha que eu fui no bar semana passada ocupasse o seu lugar, porque ele é um cara legal, e tem um cheirinho bom, porque ele tem um abraço bom e pega na minha mão de um jeito que me diz que ele me ama, e que ele faria qualquer coisa por mim, mas ele não é você, entende? E eu não quero outra pessoa, eu quero você, meu maior defeito, meu maior erro: não ter te esquecido e não ter tocado a vida pra frente, eu fiquei esperando você voltar, e até hoje não sei porque eu fiz e continuo fazendo isso, as vezes me bate uma incerteza, um medo de que você não vá aparecer sabia? Mas em outras, eu sinto que você só espera pelo momento certo, e em outras eu compreendo todo esse seu silêncio, que me diz a pura verdade, que é cruel, que machuca e dilacera meu coração, mas eu entendo que no momento não é o nosso momento, mas que algum dia há de ser, mas que até lá eu vou ter que ficar com essas pessoas vazias, vazias de sentimentos, de cheirinhos bons, vazias de você, ou melhor, eu, eu vou continuar aqui, vazia até que você chegue com seu cheirinho bom, que é só seu.”

Mas até você vir… eu fico com esses carinhas vazios, vazios de amor, vazios de cheirinhos bons, ou será que eles apenas não são você? Amanda Priscila.
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