“” Você admite que faz isso de propósito? — Isso? — Isso… Me provocar. — Diga “provocar” de novo. Sua boca fica provocante quando você diz isso.”

Sussurro, Becca Fitzpatrick

“Ninguém tem o direito de ter você mais do eu. Ninguém. Nem mesmo alguém que te trate melhor. Foda-se se isso for egoísmo. Eu sei quem é o melhor para você.”

Ana F (salt-waterroom)

“Olho para os lados; não encontro. Não sei por que ainda insisto em lhe procurar no meio desse mar de gente, sabendo que você não vem mais aqui, mas, ainda assim, procuro. Existe algo secretamente romântico na ideia de estar sempre esperando por você, um quê artístico no sofrimento que isso me causa. Mas não. Continuo sendo a mesma garota que fica sentada, torcendo tanto o pescoço que poderia pegar torcicolo. Gostaria de acreditar que existe certo heroísmo da minha parte, porém, é pura estupidez que me leva a acreditar que, um dia, voltaria a ver suas manchinhas em forma de signos no pescoço rondando essa esquina. Não é uma rua usual sua, e não vejo motivos pelos quais você desviaria de seu caminho para casa. Não mais. Tiraram a placa de pare virada e repintaram a faixa de pedestres. Sei que isso é bom para a população geral e tudo mais, mas não consigo afastar o sentimento de pura tristeza que me domina quando vejo as letras em sua posição correta. Não acredito nessas coisas de destino, cartomante, estrela cadente nem nada – entretanto, eu gostava de pensar que existia algo nosso nesse mundo. Alguma risada baixinha que se eternizou na área entre nossos corpos, algo que eu pudesse tocar mentalmente todas as vezes que você se afastasse de mim. E agora nem isso. A gente sempre ria do pare e da imbecilidade humana por conseguir errar em uma tarefa tão simples quanto não prender uma placa de cabeça para baixo. E depois passava horas discutindo quem era a pessoa que fazia isso e se seria a mesma que havia pintado torto a faixa de segurança. Provavelmente, sua voz me dizia. “Jamais existirão duas pessoas tão idiotas no mundo”. Eu discordava. Você tinha essa mania ridícula de enxergar o melhor do universo, como se ele estivesse numa eterna corrida para deixar você mais e mais feliz. Perguntei, em tom de brincadeira, se você conhecia a dor, mas você entendeu o que eu queria saber. E você me respondeu que conhecia meus olhos e continuava a gostar deles. Acho que foi uma das coisas mais bonitas que já me disseram. Durante aquele milésimo infinito, fiquei perplexa como não ficava há muito, e meu coração apertou e explodiu de forma que eu pensei que já não fosse mais possível. Cheguei a imaginar todo um futuro programado, desses estilo final de novela: simples. Com casamento e filhos e madrinhas e vestidos e casas na praia e tudo mais. Eu olhei para o lado e vi um lugar bonito para viver. Naquele espaço de tempo, você me atravessou. Agora, eu atravesso a rua para chegar o mais rápido possível do outro lado, onde não haverá resquícios de piadas mortas e risadas feridas. Aquelas pessoas estão mortas. Nós dois morremos. Não somos mais quem éramos e eu me perdi na transição. Não sei mais quem sou, muito menos você. Vejo seu sorriso amarelado sendo depositado nos lábios de outras garotas e não sinto dor. Eu amei você com o cabelo tapando os olhos e as roupas grandes demais batendo no cotovelo macio. Eu amei você alto e sem jeito subindo as escadas da minha casa, enquanto carregava uma sacola com as minhas porcarias favoritas. Eu amei seus punhos e olhos fechados, tentando aliviar a raiva. Eu amei seus olhos escuros e cálidos me olhando de cinco em cinco minutos para ter certeza que eu não ia chorar. Não amo esse seu novo você. Seus olhos não têm mais brilho, o som da sua voz perdeu a vida. A vida, de repente, lhe satisfaz. O seu timbre perdeu a força e suas mãos servem para carregar conquistas. Você era melhor comigo. Lembro aquela última vez que a gente se falou, numa quarta-feira ensolarada no meio do verão. Não tinha nada a ver com nós, nada a ver com todas as tramas que minha cabeça teima em inventar – eu esperava tempestades, ventos fortes, o mar puxando o mundo em busca de algo que suplantasse seu imenso vazio. Eu queria metáforas, eufemismos e todas as coisas que o mundo pode lhe oferecer quando a tristeza toma conta. Ganhei um dia bonito e crianças rindo enquanto corriam atrás do caminhão de sorvete. Nunca pensei que aquele fosse ser realmente o fim. Achei que fosse uma pausa, um “somos muito novos e muito intensos”. Eu podia aceitar até mesmo “acho que você entendeu errado”. Porque, honestamente, acho que entendi errado mesmo. Você gostava das minhas tiaras e coques e casaquinhos. Você ria das minhas piores piadas. Eu nunca te pedi amor; só precisava que você me entendesse. Tudo o que eu sempre pedi foi compreensão, aquela sensação que apenas você conseguia me dar. Sempre esperei poder contar com você para não julgar minhas escolhas, porque nós coincidíamos de forma extraordinária nos erros. Eu nem sei como é que se faz para pedir ajuda, apoio e essas psiconecessidades. Não te acordei para dizer que tudo doía e que o mundo era um lugar horrível para se viver. Eu gostei de você quieta, no meu canto, rindo sozinha enquanto você tentava ser gentil com as crianças. Gostei de você como a gente gosta de alguém que sabe que não gosta de nada nessa vida. Nunca, nem em um milhão de anos, pensei que meu decreto final viria de você. Jamais se passou pela minha cabeça ter que ouvir sua voz me dizendo que eu era intensa demais e esperava coisas demais e que já estava machucada demais para ser consertada. Sendo fiel às suas palavras, “fodida demais para ter um jeito”. Eu sei disso, sempre soube. Mas não precisava falar. Não precisava ser a sua boca que transformava o pensamento em fato. Sempre tive uns miolos a menos e uma vontade enorme de cobrir o mundo inteiro com um corpo que mal consegue respirar. Eu sempre tive falta de ar, mas pensei que as próximas causas seriam restritas a você. Minhas pernas sempre me abandonaram nas horas em que eu mais precisei delas, mas pensei que fosse ser diferente. Pensei que você estaria aqui para me guiar quando meus olhos falhassem. Eu nunca usei máscaras com você, e talvez esse tenha sido meu maior engano: achei que você suportasse. Eu nunca tive jeito, eu nunca sequer tive vontade de ter um jeito. Eu só gostava da vida pelos seus olhos; nunca vi futuro nenhum para mim. Apesar de tudo, fico feliz em saber que você escolheu ignorar a dor, em vez de abraçá-la. Escolheu fingir que ela nunca esteve ali. Tirei muitas conclusões precipitadas a seu respeito, e percebo que talvez eu nunca tenha te conhecido. Por uns meros instantes, pensei que nossas almas fossem feitas do mesmo material, e que você houvesse se emaranhado na agonia, como eu. Você nunca foi corajoso, nunca se atreveu a pular completamente o arame farpado. Conversávamos através dele – eu apenas não havia percebido. Acho que eu fui sua tentativa de ir para o outro lado, tentar algo novo durante o momento mais sombrio da sua vida. Você estava triste e desesperado e encontrou consolo na minha loucura desenfreada. Você queria alguém para culpar e culpou a mim. Você pensou que podia me tirar dessa, mas não foi capaz de compreender que eu não estou em lugar nenhum. Essa sou eu – de cabelo preso, óculos de grau, moletom cinza e olhos abertos. Derramando versos de poesias antigas, decorando trechos de livros. Eu sou a louca que escreve textos enormes para personagens imaginários e conta a vida em palavras. Eu sou esse erro biológico que acabou sobrevivendo às tentativas do mundo de acabar comigo. Eu sou corajosa, forte, fraca, quebrada. Eu sobrevivo a quase tudo. E você... Você é só um garoto. Você é quase nada e ainda assim me parece muito. Você é uma força da natureza, arrastando o mundo com seus desastres. Um erro de julgamento seu foi o bastante para me desfazer. Talvez eu esteja apenas realmente necessitando de alguém que me entenda, mas não: eu acredito, com toda a força de quem não acredita em absolutamente nada, que existe ou existiu algo a mais em você. Não só esse garoto que faz um desfile de garotas e arruma o cabelo. Não acredito que esse seja o verdadeiro você. O real você mostrou para mim. O verdadeiro você é o garoto com sinais que formam um leãozinho que riu comigo das estupidezes e que conheceu a dor de perto como ninguém jamais ousou. Sua coragem foi a minha também.”

—Sobre placas e dores, Ana F.

“Você foi a única luz que meus olhos já viram, o sonho que meu subconsciente jamais teve a coragem de pedir. Você foi o último puxar de ar que meus pulmões cansados se atreveram a inspirar. Seu nome ainda queima na minha garganta, seus longos e dóceis dedos ainda traçam minha pele durante a noite. Você foi a única estrada em que eu me senti livre o bastante para correr. Seus olhos foram os diamantes que refletiram meu sol, sem saber que um dia queimaria o mundo todo. Você foi o único lar que a minha alma já conheceu. O último.”

Ana F.

“Eu sei, esse não é o tipo de coisa que deve ser dito às três da madrugada, quando qualquer pensamento lúcido ameaça desaparecer. Não deveria nem ter pego meu celular nem saber seu número, para início de conversa. Mas você atendeu sabendo que nada de bom acontece nesse horário. Admito, sou uma filha da puta orgulhosa que não sabe pedir penico. Mas tô pedindo. Implorando, pra ser sincera. Não espero muita coisa de você e muito menos de mim, só que eu preciso urgentemente de um tempo para respirar. Preciso de um colo rápido de cinco minutos do único homem que já foi capaz de entender o porquê de tantos muros e cercas e proteções. E soube como destruir cada uma dessas coisinhas. Não sou idiota, sei que tá tudo dando errado para nós dois. Mas tenho noção de que muito já deu certo. E tudo que eu peço são pouquíssimos minutos para chorar todas as dores e perdas do universo nos ombros mais seguros que já conheci. Porque tá doendo. Tudo dói. O mundo não é mais aquele lugar bonito que um dia a gente sonhou.”

Ana F.

“Para, para agora. Eu não quero saber da sua felicidade. Não quero saber dos sorrisos que dá ao passar o tempo longe de mim.”

salt-waterroom

“Te escrevo pela milésima vez algo sobre como eu estou melhor sem você – o que, sendo sincera, é uma das minhas mentiras mais mal contadas de todos os tempos. ”

salt-waterroom

“Olhei para o espelho, e vi meu cabelo cheio e nós e a maquiagem falhando. O brilho que habitava meus olhos estava se desvanecendo aos poucos. Me sentei no chão e fiz um esforço tremendo para não desabar. O quão ridícula eu poderia me tornar por um garoto? Que mulher não se apaixona por esse sorriso de canto e dentes brancos? Que mulher é tão forte a ponto de resistir a ele? Com toda a certeza do planeta, não eu. Nunca vai ser eu.”

Ana F (salt-waterroom)

“- Eu achei que seguir seu próprio caminho não incluía minha melhor amiga! - Qual é a diferença em ser a sua melhor amiga ou uma estranha qualquer? Pra mim, ela é exatamente como todas as outras desse clube. A única coisa que eu reparo é que nenhuma delas é você! - Por que você não me esquece, Henrique? Por que não volta praquela horta de vagabundas te esperando lá fora? Eu já de disse milhões de vezes: aqui não tem nada pra você! – eu gritei, com mais força do que esperava. - Desculpa ser a pessoa que te dá essa notícia, mas, infelizmente, aqui tem coisa demais que te pertence! – sua voz se torna cada vez mais baixa quando você percebe o que acaba de dizer. – Viu? É por isso que eu não posso apenas deixar que você se vá. – a última parte foi dita quase como um sussurro.”

Ana F (salt-waterroom)

“Depois de dois meses sem você, é difícil demais te encarar. Você me desacostuma de você, apenas para depois voltar e me sacudir de novo. Você some do mapa, não me deixa notícias, não atende minhas ligações. Para simplificar, apenas finge que eu não existo. E, então, volta como se nada tivesse acontecido. Como se eu não tivesse passado os últimos 63 dias contando no calendário o tempo que demoraria para que eu pudesse te ver de novo. Você ignora completamente o fato de que eu passei esses 63 dias acordando e checando as mensagens do meu celular. E as ligações. E meu e-mail. E qualquer coisa que tivesse a menor ligação com você. Você finge não saber o meu desespero. E aí volta com esse sorriso de canto, o cabelo ainda mais comprido e bagunçado, a blusa branca com o jeans e me olha sem escrúpulo nenhum, como se tudo isso fosse apenas normal. Como se nós dois devêssemos nos sentir assim. E eu devesse apenas me atirar nos seus braços a agradecer por ter voltado para a minha vida mais uma vez. Bem, não agora. Talvez nunca mais.”

Ana F (salt-waterroom)

“Hoje eu comprei um bombom, antes de abri-lo olhei e guardei no bolso.. Estava indo encontrar o meu amor, quando a vi mostrei o bombom perguntando se queria dividi-lo comigo. Acho que amor também é isso, ter algo e querer compartilhar com o outro.”

—a melhor maneira

“Você me completa e me merece por inteiro.”

—a melhor maneira

“- Voltar aqui me faz não querer ir embora. - Então, não vai. - Minha garota… Isso nunca vai dar certo. - Defina “isso”. - Nós dois, juntos ou separados. A gente não nasceu pra ser esses casais que se amam e se querem por perto. A gente não nasceu pra ser um casal. Nós fomos feitos para o ódio, o desprezo, amor. Eu odeio tudo em você, toda essa psicose de poeta, todo esse jeito de falar rápido e baixo, quase que engolindo as palavras de volta para a boca. Eu odeio essa dificuldade que tu tem em pedir desculpas, esse jeitinho de dizer que estava errada. Eu odeio o teu jeito, a tua voz, o teu toque, o teu desapego. Odeio tudo isso, então, porque amo você? (Por que eu?) - Fala tanto de mim, mas quem odeia o teu jeito sou eu, garoto. Afinal, quem você pensa que é, para chegar do nada e querer que tudo continue igual? Entende que você fez da minha alma um amontoado de poeira, que vai evaporando cada minuto que passa longe de ti. E eu odeio isso, odeio essa dependência, odeio não conseguir dizer adeus. Odeio ter que te pedir para voltar, me ajoelhar na tua frente como uma criança desesperada por afeto. Eu não preciso de você, não preciso. A parte racional do meu cérebro tem consciência disso. E aí vem aquela parte irracional que sempre fode com tudo, porque insiste em dizer que te ama. Que droga, porque você?”

Ana F (salt-waterroom)

“” Eu nunca te deixei, menino. Nunca. — Esse foi o problema: Você ficou... Até mesmo quando eu não quis mais.”

Amanda Priscila   

“Quantas vezes é possível que o coração pulse em um mesmo segundo, sem antes explodir?”

Ana F (salt-waterroom)

“E eu só queria te dizer, que apesar disso tudo ainda tem um espaço dentro de mim que não aceita ninguém além de você, sabia disso? Eu tentei te esquecer com outros caras, alguns gordos, outros magros, outros no meio termo, um do sorriso certinho, um do sorriso torto e um outro que usava aparelho, um com o perfume doce, outro com perfume amargo e outro com cheiro de sabonete, um com o cabelo liso, outro com o cabelo encaracolado e um sem cabelo nenhum. Eu dobrei todas as esquinas que a gente dobrou juntos com outro cara, e adivinha? O seu cheiro continuou vindo junto com o vento, acho que ele goste que eu me lembre do seu perfume -que não era nem doce nem amargo, era seu, e se era seu era bom, tudo que envolvia você era bom- eu fui a todos os restaurantes que nós fomos juntos, e adivinha? Eu continuei pedindo o nosso prato favorito, mas dessa vez pra comer com outro carinha que ficava roçando a perna dele na minha, eu continuei indo no cinema e pedindo as mesmas balas, o mesmo refrigerante e sentando nas mesmas cadeiras que a gente sentava, chegando no mesmo horário que a gente chegava, continuei tomando mesmo sabor de sorvete que eu tomava quando a gente ia na sorveteria juntos, e continuei usando a mesma blusa de rendinha que eu usei quando fui te ver pela primeira vez -só porque ela me lembrava você- estranho né? Uma blusa me lembrar você -é eu sei, isso soa estranho, pra mim também, mas eu acho que o meu amor por você só tá crescendo-. Eu tentei ir a lugares novos, mas eu gostava mesmo é do velho, do seu velho sorriso, da sua velha risada, do seu velho perfume e do seu velho jeito de ser, é, o que eu gostava era você, e gostava do que me lembrava você, eu passei na mão de muitos carinhas -não me leve a mal, mas é verdade- senti muitos abraços, cheirei muitos perfumes, peguei em muitas mãos -mas nenhuma que tivesse o encaixe que a sua tem na minha-, ouvi muitas outras músicas com muitos outros caras, mas em todas elas eu me lembrava de você, que droga né? É eu sei que é uma droga, você deve estar aí com uma outra menina dez mil vezes mais bonita que eu, e que te dá tudo aquilo que eu não pude dar, que te faz tudo aquilo que eu não pude fazer, você deve estar aí tocando pra ela uma música que costumava ser nossa, e vocês devem estar aí, e você nem deve mais lembrar de mim, é eu sei, e eu aqui escrevendo sobre você, patético, realmente. Mas sei lá, eu sou incapaz de te mandar ir pra-onde-o-sol-não-bate, eu sou incapaz de te tirar de dentro de mim, porque você é a melhor coisa que já me aconteceu, que droga, que droga mil vezes droga, nem eu aguento mais gostar de você, nem eu aguento mais te querer, você encontrou outra e seguiu em frente, eu encontrei outros e continuei no mesmo lugar, ninguém nunca segurou a minha mão como você segurou, ninguém nunca me deu arrepios como você deu, e é isso, simples assim, eu sinto falta de tudo que você já me fez sentir, de tudo que você já me fez alcançar. Eu sinto que eu tive o melhor em mãos, e que depois disso nada vai me satisfazer , eu queria muito que o carinha que eu fui no bar semana passada ocupasse o seu lugar, porque ele é um cara legal, e tem um cheirinho bom, porque ele tem um abraço bom e pega na minha mão de um jeito que me diz que ele me ama, e que ele faria qualquer coisa por mim, mas ele não é você, entende? E eu não quero outra pessoa, eu quero você, meu maior defeito, meu maior erro: não ter te esquecido e não ter tocado a vida pra frente, eu fiquei esperando você voltar, e até hoje não sei porque eu fiz e continuo fazendo isso, as vezes me bate uma incerteza, um medo de que você não vá aparecer sabia? Mas em outras, eu sinto que você só espera pelo momento certo, e em outras eu compreendo todo esse seu silêncio, que me diz a pura verdade, que é cruel, que machuca e dilacera meu coração, mas eu entendo que no momento não é o nosso momento, mas que algum dia há de ser, mas que até lá eu vou ter que ficar com essas pessoas vazias, vazias de sentimentos, de cheirinhos bons, vazias de você, ou melhor, eu, eu vou continuar aqui, vazia até que você chegue com seu cheirinho bom, que é só seu.”

Mas até você vir… eu fico com esses carinhas vazios, vazios de amor, vazios de cheirinhos bons, ou será que eles apenas não são você? Amanda Priscila.
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