“Então senhor psicólogo, não aguento mais. Sabe ninguém se importa comigo. Já tentei me matar várias vezes. Acho que ao todo foram dez, eu sempre paro, não sei por que eu ainda estou vivo. Acho que é falta de coragem. Só pode. Tudo começou quando eu disse eu te amo. Sabe quando você está louco por alguém que esquece que de viver. No meu caso não foi muito diferente. Eu vivia a vida dela, era só ela, não existia eu. Então em um belo dia ela perguntou se eu tinha um sonho, eu respondi que tinha. Ela falou que iria me ajudar a realizar ele. Então depois de muito tempo. Apareceu “eu” na aquela história de amor. Passou uma semana, ela saiu e disse que ia sair com as amigas. Nunca gostei das amigas dela e elas também não gosta de mim, mas não a impedi de ir. Depois de algum tempo recebo uma mensagem dela. Eu vou ler ela para você, a mensagem começa assim: “Oi corno. Quando for sair de casa cuidado com os seus chifres. Sabe eu nunca gostei de você. Você é tão lerdo que pensou que eu iria realizar aquele sonho ridículo. Ah falta mais uma coisa para eu te dizer, você não tem mais dinheiro, eu fiz o limpo na sua conta. Otário!” Olha o que ela fez comigo. Me traiu. Sem falar que minha família nem quer saber mais de mim, tudo por causa daquela rapariga. Então eu me isolei, não queria sair de casa. Entrei em depressão. Estava à beira da morte. E eu precisava contar isso a alguém. Então peguei o dinheiro que estava guardado e vim aqui te contar isso, antes que eu me mate. Então é isso. Estou sofrendo por causa de uma rapariga, vagabunda e piranha. Que nunca mereceu meu amor e nunca merecerá. O mais engraçado é que eu nem fiz sexo com ela. Ela me dizia que era virgem e que estava se guardando para o casamento. Estou até duvidando disso. Mas agora é tarde de mais. Eu só espero que ela esteja feliz. Porque eu ainda amo essa vagabunda.”