“Cabe à tua ingratidão, tu cavaste a minha dor. (...) Teu silêncio absoluto Obrigou-me a confessar Que o meu samba está de luto. Meu violão vai soluçar Luto preto é vaidade Neste funeral de amor O meu luto é saudade E saudade não tem cor.”

—Noel Rosa, Silêncio de Um Minuto.

Perto de você me calo, tudo penso e nada falo.

Noel Rosa

“Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?”

—ROSA, Noel.

“O teu olhar tão profundo É artigo de fundo É grande furo em qualquer diário Teu nome é cabeçalho extraordinário São de dez milhões as edições.”

Figura só vê quem não lê, eu quero um retratinho de você.

Julieta,

tu não ouves meu grito de esperança
Que afinal, de tão fraco 
não alcança as alturas do teu
arranha-céu.

(…)

Borboleta sem asas, tu preferes
Que te façam carícias de papel.

“...Perto de você me calo. Tudo penso e nada falo. Tenho medo de chorar...”

—Noel Rosa

“Nosso amor que eu não esqueço E que teve o seu começo Numa festa de São João Morre hoje sem foguete Sem retrato e sem bilhete Sem luar, sem violão Perto de você me calo Tudo penso e nada falo Tenho medo de chorar Nunca mais quero o seu beijo Mas meu último desejo Você não pode negar Se alguma pessoa amiga Pedir que você lhe diga Se você me quer ou não Diga que você me adora Que você lamenta e chora A nossa separação Às pessoas que eu detesto Diga sempre que eu não presto Que meu lar é o botequim Que eu arruinei sua vida Que eu não mereço a comida Que você pagou pra mim”

—Noel Rosa - Último Desejo

“Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa Uma boa média que não seja requentada Um pão bem quente com manteiga à beça Um guardanapo e um copo d'água bem gelada Feche a porta da direita com muito cuidado Que não estou disposto a ficar exposto ao sol Vá perguntar ao seu freguês do lado Qual foi o resultado do futebol”

—Noel Rosa
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