“Gripei. Meu remédio mora a dois quarterões daqui. Fala pouco e tem gostinho de morango fresco. É leve e muito delicado. A embalagem esconde o que o interior carrega: um coração tão puro, que eu não fui capaz de cuidar. Meu remédio gosta de romances com finais trágicos e músicas que remetem a solidão. Antes, um sorriso era o suficiente pra sarar a minha alma. Mas agora, sem o meu remédio e eu dividindo a mesma cama. Vivo doente. Qualquer mudança de tempo me abala. Gripei! E é meu coração quem apresenta os sintomas.”
—Querido John