“Nas favelas, no senado; sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a constituição; mas todos acreditam no futuro da nação. Que país é esse? No Amazonas, no Araguaia, na Baixada fluminense. No Mato grosso, Minas Gerais e no Nordeste tudo em paz. Na morte eu descanso, mas o sangue anda solto; manchando os papéis, documentos fiéis; ao descanso do patrão. Que país é esse?Terceiro Mundo se for. Piada no exterior. Mas o Brasil vai ficar rico. Vamos faturar um milhão; quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão. Que país é esse? ”

—Que país é esse? 

...tô trabalhando e começa a tocar minha música favorita.

“Vem me fazer feliz porque eu te amo. Você deságua em mim e eu oceano. Esqueço que amar é quase uma dor.”

Djavan

“Meu tempo é curto, o tempo dela sobra. Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora. Temo que não dure muito a nossa novela, mas eu sou tão feliz com ela.”

— Essa pequena, Chico Buarque.

“Nas armadilhas que eu caí, eu fiquei só e ninguém viu.”

Chorão

“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã. Mais uma vez, eu sei. Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã. Espera que o sol já vem. Tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá. Tem gente que machuca os outros. Tem gente que não sabe amar. Tem gente enganando a gente. Veja a nossa vida como está, mas eu sei que um dia a gente aprende. Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança! Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena. Acreditar no sonho que se tem ou que seus planos nunca vão dar certo ou que você nunca vai ser alguém. Tem gente que machuca os outros. Tem gente que não sabe amar. Mas eu sei que um dia a gente aprende. Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo.Quem acredita sempre alcança!”

Mais uma vez

“Ficou difícil, tudo aquilo nada disso, sobrou meu velho vício de sonhar... Pular de precipício em precipício, ossos do ofício. Pagar pra ver o invisível e depois enxergar que é uma pena, mas você não vale a pena. Não vale uma fisgada desta dor, não cabe como rima de um poema de tão pequeno, mas vai e vem e envenena e me condena ao rancor. De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil, repetindo repetindo repetindo, como num disco riscado o velho texto batido, dos amantes mal amados. Dos amores mal vividos, e o terror de ser deixada, cutucando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida e pra não ter recaída que não me deixo esquecer: que é uma pena, mas você não vale a pena. Não vale uma fisgada dessa dor...”

—Não vale a pena, Maria Rita.
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