sou minha própria escuridão e a luz está comigo

eu sou o meu próprio caos, meu próprio abismo. minha morte, mas também minha vida. sou a luz que há nas trevas e a nuvem preta em um céu azul. sou o arroz grudado entre todos os soltos. sou meu próprio frio e me aqueço com meu próprio calor. sou tudo que preciso e não sou nada que necessito, ou vice-versa, ou nada. um tanto faz no meio das certezas e uma atitude no meio das promessas. sou isso e sou aquilo e talvez eu não seja nada.

-A

“Cada persona brilla con luz propia entre todas las demás. No hay dos fuegos iguales. Hay fuegos grandes y fuegos chicos y fuegos de todos los colores. Hay gente de fuego sereno, que ni se entera del viento, y gente de fuego loco, que llena el aire de chispas. Algunos fuegos, fuegos bobos, no alumbran ni queman; pero otros arden la vida con tantas ganas que no se puede mirarlos sin parpadear, y quien se acerca, se enciende.”

—Galeano, 1989.
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