“Cada um na sua cama, cada um na sua rua, no seu bairro, na sua cidade, no seu estado, na sua região, no seu país e mais ainda, cada um no seu continente. Cada um no seu cantinho, cada um vivendo no seu espaço, vivendo vidas diferentes, realidades distintas. Vivendo, ou talvez apenas sobrevivendo, sentindo lonjuras, vertigem causada pela ausência, pela necessidade. Saudade cruel, sofrimento avassalador. Corpos separados por um continente longínquo, uma demarcação, um limite, uma barreira para impor as suas regras e as suas "limitações" a um sentimento tão puro, milhares de milhas, corpos separados, corações ajuntados, se abraçam, se fundem, se ajudam, se cuidam e se protegem. Pensamentos semelhantes, desejos compartilhados, amor vívido, carinhos fulgurantes, cintilantes, brilhantes. Cada qual uma estrela que estando distante, clareia a escuridão, cada qual alegrando, abrilhantando e tornando a vida uma doce poesia. Cada um na sua casa, cada um na sua cama, olhando para o luar, compartilhando a mesma visão, compartilhando o mesmo amar, adormecem, esperando pelo amargo nascer do sol para trazê-los de volta a terrível e complicada, saudade.”
—AdivinhandoVocê por acaso se lembra desse garoto? Do filme Doze é demais?
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