Hello!
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Sign up to find more cool stuff to followpõe a mão em mim que eu viro água.
nem elena, dear, nem elena saberia da dor que é respirar quando no ar há sangue e todo teu perfume. eu inalo, inalo, inalo. meu nariz sangra um pouco, eu pego um livro do drummond, recito aquele poema “amar um vaso sem flor, um chão de ferro, o peito inerte” e já não sou eu aqui, vivendo. você me dizia das torres gêmeas que caíram e eu ria como quem sabe que desmoronar é tão comum para alguém que carrega os pesos e vai. há alguma forma de dizer que eu te amo sem parecer tão implícito? teu pênis erotizado pelas minhas coxas nuas enquanto elis canta uma música, aquela “é, só tinha de ser com você” e eu penso na cruz que tantos outros carregam mas não sabe. cheira a ti, minha pele descamada, meu nu intransigente, meus pés fincando caminhos, meus olhos prendendo teu céu.
eu inalo inalo inalo, eu morro eu morro eu vício vício vício. eu agarro tua alma, eu te olho, eu te chupo, eu te cuspo, eu te induzo, eu quero te amar, repito, eu quero amar o inóspito, o áspero, eu quero drummond, eu quero você.
Floresinexatas.