“ Sorri pra mim.
Não quero.
â Sorri vai mô.
Não!
â Por favor, sorri pra mim.
Não vou, você sabe o que fez, sabe que estou bravo com você.
â Desculpa, agora sorri pra tudo ficar perfeito.
Não, não é assim.
â Vai mô.
Ainda tô bravo.
â Deixa a braveza de lado e sorri.
Não quero.
â Não faz assim.
Eu também pedi pra não fazer daquele jeito, e você fez.
â Mas eu estava cheia de ciúmes.
Pedi pra confiar em mim.
â Mas o problema era aquela garota, ela não parava de arreganhar os dentes pra você.
Eu te disse que era seu.
â Era?
Sou.
â Então vai sorri mô.
Sou seu, mas ainda estou bravo.
â Sorri pra mim?
Você não vai desistir né?
â Nunca.
Você é chata demais mô.
â Sua chata, agora sorri vai.
Minha, só minha.
E então ele sorriu, aquele sorriso perfeito que me fazia estremecer inteira.”
—Pâmela Ferreira