Imaginar

Imaginar - Granadina


El tema de la banda de un amigo, escúchelo un momentito, es música chilensis :P

Fronteiras

Os avanços mais recentes na área da ciência e tecnologia estão quebrando as fronteiras do espaço físico de uma forma nunca feita antes. Logicamente, algumas dessas fronteiras eram puramente imaginárias, como a divisão política entre governos que, embora sejam visualizadas através de densas linhas negras traçadas em um mapa, só podem ser vistas na realidade traduzidas por cercas e portões de segurança, no entanto as fronteiras que, realmente, importam são as que limitam as interações e relações dos indivíduos no espaço, a fronteira dos sentidos.

A tecnologia possibilita hoje a expansão e compressão dinâmica do espaço, primeiramente através do armazenamento cada vez maior de informações em um volume físico cada vez menor. Conforme disquetes, chips e discos rígidos diminuem de tamanho , aumentam de capacidade. Da mesma forma que se expande quando acessado, um pequeno pen drive se transforma em uma biblioteca.

E não apenas com seu conteúdo agora digital, a introdução do espaço virtual, ou ciberespaço, redefiniu muitos conceitos do espaço físico como distancia e tempo, já que novas possibilidades de comunicação e interação amplificaram o alcance dos sentidos que utilizamos para interpretar o espaço real, podemos ver e ouvir pessoas e lugares antes fora de alcance, e obter informações e conhecimentos antes inacessíveis.

Não apenas com seu conteúdo, agora digital, a introdução do espaço virtual ou ciberespaço redefiniu muitos conceitos do espaço físico como distancia e tempo. Como novas possibilidades de comunicação e interação amplificaram o alcance dos sentidos que utilizamos para interpretar o espaço real, podemos ver e ouvir pessoas e lugares, antes fora de alcance, obtendo informações e conhecimentos até então inacessíveis.

Além disso, os processos industriais tornaram a produção mais rápida e barata, seus produtos mais descartáveis, passageiros. Como conseqüência, há um desapego por parte dos indivíduos em relação ao material, os objetos são mais transitórios, que circulam e se substituem cada vez mais rápido no espaço. O mesmo acontece com as relações do ser humano com o espaço, as quais passam a ser mais artificiais, o que resulta em uma busca freqüente do indivíduo em formar novas relações, novas experiências.

Em compensação, há uma crescente valorização pelo conhecimento e pela experiência. O valor hoje não se encontra mais no objeto final, mas sim em seu projeto, na fabricação, no processo; assim como o interesse de um consumidor não está mais no objeto em si, que saciará uma necessidade, mas sim em diversas formas de suprir essas necessidades, que resultam em experiências diferentes.

Está ocorrendo, hoje, o que se pode chamar desmaterialização, os bens de consumo estão perdendo espaço para os bens de serviço e o ser humano, que antes de interessava em consumir e possuir, agora se interessa mais por interagir e relacionar, experimentar.

O espaço virtual surge, primeiramente, como ferramenta, ampliando os sentidos e seu alcance, criando novas possibilidades de interação. Posteriormente, se comporta e se define da mesma forma que o espaço físico, emergente das relações que os usuários tem com seu conteúdo, também passivo de significado pessoal e de relações coletivas. No entanto, o ciberespaço apresenta mobilidade que o outro não possui, pois não depende de referenciais fixos no espaço. O conteúdo do espaço virtual é flutuante como o próprio espaço, sendo acessível de qualquer terminal, fixo ou móvel, no espaço físico, o que o torna ubíquo, onipresente, com a popularização dos computadores e aparelhos de celular.

Os vários espaços pessoais, tanto os que se manifestam no espaço físico quanto no ciberespaço, porém, não são isolados, pelo contrário, são intimamente ligados pelo elo mais importante dessa relação comum, o próprio homem.

O comportamento da sociedade hoje é tão integrado a rede virtual, devido ao significado que foi atribuído ao seu conteúdo e as informações pessoais depositadas nela, que suas relações dentro dela influenciam as do espaço físico e vice-versa, já que agora o espaço pessoal, humano, se manifesta nos dois pólos, assim temos, no final, as fronteiras do espaço transpostas pelas novas possibilidades apresentadas pelo ciberespaço. Embora eles ainda possuam referenciais materiais, o volume que interpretamos como ilimitado de um dá margem para a criação de novos espaços compartilhados pelos dois. Eles se sobrepõem, se dobram e se entrelaçam formando um espaço novo, cujos limites não estão mais nas características materiais ou imateriais de seu conteúdo, mas sim no elemento que relaciona tudo isso, o ser humano.

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