“Eu sou uma completa idiota. Eu perdoo todas as suas burradas, passo por cima de muita coisa. Eu te dou quinhentas chances por dia, só pra você provar que é capaz de cuidar de mim, talvez nem seja. Como diz Caetano: “Fala que me ama, só que é da boca pra fora”. Isso que você diz sentir por mim é amor? Tá difícil acreditar. Ás vezes me dá uma vontade tão grande de desistir, de tirar meu time de campo, de largar tudo e nunca mais voltar. Mas eu não consigo. Porra, como você faz isso? Como você consegue ter todo meu coração? Como você me tem por completo? Porque te amo tanto se nem é recíproco? Sou uma filha da puta mesmo. Queria entender porque nunca consigo me desligar de você. Porque toda vez que digo “adeus” é como se fosse um “até logo”? Falta-me coragem, força e vontade. Eu sempre volto, sempre vou voltar. Você me prende e não consigo dizer não. É que eu sei que se não for você, não vai ser mais ninguém. Não vai ter mais ninguém que me ligue de madrugada, ou que me atenda. Não sendo a sua, não tenho voz preferida no mundo. Você foi o único que me ouviu chorar, você tá marcado. Talvez eu saiba que eu sempre volto porque, não sendo você, qualquer palavra escrita em um texto bonitinho não terá um contexto. Apesar de ser um grande erro, eu sempre volto pra você. E por mais que eu diga que vou ser feliz sem você, não dá. Porque minha felicidade é você. E só de imaginar míseros dias sem você, meu coração dói. Não adianta, te perder é me perder. Não consigo traçar um caminho oposto ao seu. E se consigo sempre te encontro em alguma curva. A solução é continuar com você, com nós.”
—Se nossos caminhos forem opostos, promete me encontrar no final?