“” Um, dois, três indiozinhos, quatro, cinco, seis indiozinhos, sete, oito, nove indiozinhos, dez no pequeno bote. — Meu Deus amor, fica quieta. — Canto tão mal assim? — Não, mas olha o que está cantando. — Cultura, uai. — Cultura infantil. — Eu sou criança. — Mas que criança gostosa você é. — Amor... — Tô mentindo? — Sim... Eu tô gorda. — Onde que tu tá gorda mulher? — Na barriga, idiota. — Gostosa. — Cego — Tu poderia tá gorda, ter uma perna só, ser careca e mesmo assim eu me apaixonaria. — E se eu fosse banguela? — Também. — E se eu fosse homem? — Aí não. Ela ri. — Bobo. — Sou mesmo. — Admitiu, as pessoas sempre admitem a verdade. — Gostosa. — Já disse que não sou. — Quanto tempo você vai demorar para admitir a verdade? — Mas não é verdade. — Tá bom, gordinha. Ela faz bico. — Acha mesmo que tô gorda? — Você tá gostosa. Ela sorri. — Imbecil. — Não sou. — É o que então? — Imbeseu.”

—Bárbara (defectss) E eu sou imbesua.

“Já imaginei tudo: eu, você, nós. Você aqui, bem perto de mim, numa cama pequena acordados de madrugada, ouvindo música, com você me sussurrando um eu te amo. Acordar no outro dia e ver a tua cara de sono, um sorriso escapando no canto da boca e ouvir tua voz rouca me desejando bom dia. E ai você vai preparar o café e sendo surpreendida por um abraço meu, bem forte. Depois de tudo, ficar jogados no sofá, sem preocupação, jogando algum jogo bobo onde as vezes, poderei deixar você ganhar. Ao soar da tarde, uma chuva forte, cochilos no sofá, abraçados. No inicio da noite, você me puxa do nada e me rouba um beijo, daqueles bem apaixonados, e me faz prometer que tudo isso irá se repetir por muito tempo.”

Davi M.
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