“Sim, eu sou orgulhosa demais pra admitir que estou com saudades. É que, sei lá, eu sempre fui tão independente, sabe? Nunca imaginei que fosse ficar tão dependente do teu sorriso. Eu ainda lembro de cada vez que você sorriu, pelo menos às vezes em que o motivo foi eu. E eu sei que foram os mais verdadeiros. Eu sei dos seus 4 tipos de sorrisos, o meu preferido é aquele que você usa quando está a fazer cócegas em mim. Sabe, você é um péssimo dançarino. Eu ainda me recordo daquela vez em que tu me tirou pra dançar, louco você. Eu lembro que você repetiu no meu ouvido inúmeras vezes: "Só eu, você e a lua". Me dói saber que você nos separou naquela frase, e hoje em dia nos separa também. Se antes era eu e você, imagina só o que não virou hoje. Mas, sabe, você foi o primeiro que eu senti falta. Digo, você não era meu namorado nem nada do tipo, você era tipo um amante à moda antiga. Aquele alguém que eu sabia que se eu corresse pra pular no colo não me seguraria, sairia correndo e diria : " O PIQUE TÁ CONTIGO, AMOR!". Você sabe muito bem o que eu estou querendo dizer com isso. Estou querendo dizer que você é o único que suporta as minhas babaquices e que as faz comigo. Certa vez eu te perguntei se você tinha vergonha de mim, você me disse que era impossível se envergonhar de quem o faz passar vergonha. Hoje eu penso e reflito, quem te fazia ser bobo e desajeitado daquele jeito era eu. Você me fazia completa, ao seu lado eu me sentia finalmente normal. Você se fazia de desajeitado, atrapalhado, bobo e tudo mais só pra eu não me sentir isolada, só pra eu me sentir especial do meu jeito. Sabe, eu te admirava muito. Principalmente quando você dava aquele seu sorrisinho de canto de boca, eu me perdia te olhando. Agora hoje eu só olho as suas fotos, e essas lembranças doces que embaraçam meu psicológico, que embaçam minha vista, que aceleram o meu coração.”
—Luzia Mendes . queria eu que isto fosse uma obra de ficção …