“Você é meu. Mesmo bravo. Mesmo irritado. Mesmo retardado. Mesmo chato. Mesmo idiota. Mesmo estupido. Mesmo intolerante. Mesmo manhoso. Mesmo dengoso. Mesmo triste. E a cada vez que sorri, se torna mais meu.”

Isabele Sevani.

“Não vamos ficar preso as coisas que já deu errado mais de uma vez. A gente tem que aprender a dizer não a coisas que gostamos. ”

Fernando Oliveira, Desafagos. 

Afagos

Se com uma mão tu me afagas, co’a minha outra apago todo o ódio a minha volta, e afago ainda quem quer que seja, pois trouxestes de volta a felicidade á minha morada. Te afago com minh’alma e faço dela e do coração, meu coração tua morada. Resguardará este tua lembrança e jamais deixará tua alma e tua mão que me afaga penarem por este mundo desamparadas…

“Dizemos que não somos egoístas, mas as vezes nos perguntamos porque tal pessoa nasceu com tal cabelo, tal corpo, tal tamanho... Somos egoístas descendentes. Somos aqueles que ver o que é perfeito na gente, mas quer um pedacinho do que tem nos outros. ”

Fernando Oliveira, Desafagos. 

“É engraçado, porque quando você é criança acredita que pode ser tudo o que quiser, ir aonde quer que deseje. Não há limites. Você espera o inesperado, acredita em mágica. Então fica mais velho e essa inocência é rompida. A realidade da vida entra no caminho e você é golpeado pela percepção de que não pode ser tudo que quer, que simplesmente pode precisar conformar-se com um pouco menos.”

Isabele.

“Ninguém vive sozinho. Isso é um fato que não dá para negar. Você pode ser a pessoa mais forte possível, mas não negue que no final, depois de fazer tudo sozinha, se virando sozinha, você não sente falta de ter alguém pra poder passar o restante do seu dia, em uma cama de solteiro, agarradinhos, contando a esse alguém como foi seu dia. É sempre bom ter alguém, que no final de tudo, façam dos seus dias, semanas, e meses valerem a pena.”

Natalia B.

“Você superou? Não, apenas me acostumei.”

Megg.

“Vou tentar te esquecer Mas não vou prometer Vai ser difícil Sei que vai doer Um grande amor não se acaba assim.”

Desafagos. 

“Preciso me recompor e parar de sentir tanta pena de mim mesma. A vida é dura – e daí? É dura para todo mundo, não é? Quem disser que é fácil, é um mentiroso.”

Isabele.

“Sou feita de carne, ossos e decepções.”

Megg.

“Com tua ausência , virei poetiza deste não-encanto”

Afagos

“Pra quê sentir? Tudo bem, é bom saber que existe alguma coisa dentro de você, alguma coisa viva, mas ás vezes machuca. Não minta, porque machuca sim. Sabe porquê? Porque sentimento guardado demais, dói. Tem dias que você precisa de um dilúvio interno pra poder esvaziar muita coisa de si. Sentimento guardado por muito tempo sufoca. O pior de tudo é quando você não tem ninguém pra presenciar esse dilúvio com você. E você se sente sozinha. A solidão se torna sua companheira de todas as horas. É bom sentir, não nego. Mas deixar sentimento guardado não. Ninguém quer ter um dilúvio todos os dias. Chega uma hora que cansa.”

Natalia B.

“Ele vacila, mas nunca vai embora. Eu surto, fico monotemática, tenho paranoias a todo minuto, me canso, saio, volto, descanso, a gente briga, mas ele não vai embora. Tenho crise de TPM, crise de ciúme, crise de neurose, crise de carência e ele ali. Eu mudo o cabelo, a roupa, a maquiagem, o esmalte, os piercings, os sapatos, os sonhos, a vida, engordo, emagreço, a gente briga outra vez, ele continua. Entra e sai gente da minha vida a todo instante, gente que eu nem esperava, menos ele. Outros caras são mais gentis, carinhosos, me mandam flores e me enchem de atenção e elogios. Me deixam maravilhosamente bem por alguns dias contados, não mais que isso. Mas ele, do jeito completamente torto dele, sempre fica. Do jeito lindo dele, sempre. Ninguém nunca tinha ficado antes. É por isso que eu fico também.”

É só por isso que eu fico, Camilla Freitas.

Meu coração dói porque estou cansado dos mesmo caminhos errados que costumo traçar para mim, dos meus afagos que recebo, das mesmas poesias que leio, releio e engulo. Dói pois o estafo é maior que qualquer sorriso que se sobrepõe em meu rosto fitante e corpo azul. Azul de mar, azul de céu. Dói porque recebe golpes fortes; saudade, lembrança, carência. Dói porque minha alma é desolada, sonhadora, pequena. E muito se cabe para não caber nela toda.

“Poderia ter sido diferente. Mas se fosse, será que teria sido pra melhor? Quem vai saber? Melhor ter ficado assim, tudo mais ou menos, tudo sem mais nem menos, tudo reduzido a nada, numa fração de segundos. Confio muito em destino, num plano maior, forças do universo em conspiração. Me acha doida? Talvez, mas é que acreditar que tudo depende só das pessoas, essas que vivem fazendo pouco do amor e substituindo seus valores por etiquetas, me parece tão pequeno, nunca me bastou. Não vou te dizer que aceito bem tudo que me é arrancado ou vai embora por vontade própria, sem dizer adeus. Não vou fingir que não dói e que eu não preferia ter optado, não vou esconder a saudade. No começo é uma tortura, não é nada fácil, não nego. Mas, mesmo com tudo à flor da pele, eu não me esqueço dessa coisa de karma, de tudo acontecer por um motivo e na hora certa. Não demora muito e eu até acho melhor, solto o mundo e deixo que voe o que quiser voar. Que fique o que quiser e tiver que ficar. É muito mais triste e solitário me apegar ao que não me pertence, me fechar pra coisas maravilhosas, por estar presa numa história breve e condenada ao fim. Só respiro fundo e espero, com fé e um certo alívio, que o que for realmente meu, volte muito mais bonito, forte e mais meu do que nunca. Ou, minha opção preferida, que nunca vá. Amém.”

Deixo por conta do destino, espero e confio

“Naquela noite eu devia estar sendo leiloada e esqueceram de me avisar. Já me explico. Trajeto casa de uma amiga-boate, paramos num barzinho, tava cedo. Sem perder tempo, o primeiro carinha da noite já veio me entediar. O nome dele eu nem lembro, mas posso te falar horas sobre o carro do sujeito. Não entendo nada de carro, mas decorei até a placa, de tanto que o mala repetia, enquanto eu tentava sair estrategicamente. O motor era o melhor, a roda era a melhor, carro caríssimo, pintura personalizada, se eu ganhasse dez centavos toda vez que ele falasse "O meu carro", eu poderia ter comprado aquele bar. E eu desejando, do fundo do meu coração, que as quatro rodas estourassem naquele momento. Que preguiça. Saímos com pressa, chegamos na boate e encaramos a fila. Mas eu ter paz naquele dia era pedir demais, então claro, não podia ficar tranquila enquanto esperava. O segundo carinha tinha casa até no inferno. O pai era empresário, a mãe socialite, tinha mil cachorros de raça pura, alguns carros, casa de três andares, piscina, trezentas suítes e banheiros... juro que ele descreveu. Pegou alguma coisa sem importância da carteira, só pra eu ver o dinheiro. Ele falando sem parar sobre todos os milhares de bens materiais que ele tem espalhados pelo mundo e eu só conseguia ver uma placa escrita "Babaca" em vermelho, piscando em neon em cima dele. Hoje estavam todos decididos a monologar comigo, não foi difícil notar. Enfim, entramos. Não demorou muito até chegar o terceiro. "Quer quantos baldes? O que você quer beber? É só falar! Quer camarote?" Não consegui mais esconder minha abominação. Tava extremamente incomodada e já tinha gastado toda a minha paciência. "Meu filho, olha bem pra mim e me responde: Tô na esquina?" Ele riu, achou que fosse alguma piada "Não, por que gata?" Aquele ‘Gata’ me deu nos nervos. "Ótimo! Porque eu não sou puta, achei que isso tava um pouco confuso pra você!" Fui grossa, foi merecido. Ele saiu, sem graça, fiquei leve. Naquela noite foi excessivo, mas isso é mais normal do que "Bom dia" nos dias de hoje. Aliás, rola mais do que "Bom dia", diga-se de passagem. Sempre me sinto mal, dessa vez, queria registrar meu nojo. Não pelos imbecis que já se apresentam mostrando o nome no cheque. Mas pelas "mulheres", que se achando muito espertas, aceitam, gostam e estimulam esse tipo de comportamento lamentável e triste. Uma pena seu valor ser uma etiqueta nas costas, sujeita a negociação. Uma pena eu ter que ser negociada, porque vocês tão na vitrine.”

Não estou à venda!
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