“Catarina, não há nada de ruim em amar. Tu sabes que o tempo é invertido na ampulheta do destino, ora vem bom, ora vem ruim. Mas o que importa é a felicidade no coração e o querer bem do seu parceiro. Ora Catarina, corações se partem todos os dias, são emendados de alguma forma estranha, da qual ninguém sabe como fazem essa proeza tão grande. Te cala um momento e escuta o vento que diz pra não parar de se deixar levar a todo lugar que se deseja ir, e pule, dance, corra, chore e faça mil e uma coisas diferentes nesse meio tempo que nos resta de vida boa. Poderemos um dia enfim conhecer o horizonte que se esconde nesse mundo aberto e estranho, caçar vaga-lumes, brincar ao entardecer e enfim amar. O que importa a maneira de amar Catarina? Todos amam do jeito de se cabe no peito e vai brotando até surgir lindo e forte, e não se deixar morrer com as pancadas do mal gosto. Nada impede a mente quando se quer viajar e encontrar o que é perfeito, sabes bem do que falo meu bem. Abandone tudo de lado e vamos vadiar com a vida, antes que ela nos engula e nos cuspa.”
—Euclides Queiroz, O Menestrel