Não sou como as outras meninas. Sou chata, antipática, odeio rosa. Minha personalidade eu mesmo faço. Odeio pessoas que ficam me bajulando para seguir modinhas. Choro praticamente todos os dias, grito como uma louca e quando eu estou com raiva destruo o meu quarto. Não sei fingir estar feliz com coisas que não me satisfaz, não sou muito engraçada. Tenho pouquíssimos amigos verdadeiros. Chingo e bato em todos que eu amo. Não sou mimada e muito menos patricinha. Sou rude, fria, ciumenta, indecisa, sincera até demais, sou tudo, menos compreendida. E por eu ser desse jeito,as pessoas acham no direito de me magoar.(zoombiegirll)

Acordo olhando para o teto, vejo que é a ultima vez que faço isto. Levanto, e olho tudo a minha volta, o lugar onde passei toda a minha vida. Aqui eu ri, chorei, senti todas as coisas. Não dá mais, sou fraca e não agüento mais isto, dói tudo por dentro, uma dor que vem me matando desde que eu encontrei a vida. Meu coração implora pelo fim, um fim que venho planejando a muito tempo. No meu quarto, sento no chão e me encosto na parede, olho para a lamina e vejo meus olhos vermelhos. É a ultima vez que faço isto. Deus, tenho algo a lhe dizer: perdão. Com a lamina nas mãos eu olho para cima, enquanto lagrimas caem para baixo. Estou cansado disso, e tão certo de fazer isto que não tenho medo. Está tudo tão quieto. Será um luto preparado para mim? Uma pomba branca pousa na janela do meu quarto, ela olha tristemente para mim, enquanto uma lagrima de sangue escorre em seu rosto. Não posso acreditar, mas não é loucura minha. Será um sinal? Se for é tarde demais, sei profundamente o que vou fazer. Suavemente encosto a lamina em meu pulso esquerdo. Meu ultimo pensamento antes do ato, é o fracasso. Fecho os olhos e faço o corte, a lamina rasga minhas veias com se fossem lãs. Não sinto dor, mas vejo o sangue jorrar rapidamente, parece que ele queria isto a muito tempo.Estou começando a sentir minha ultima dor, apoio minha cabeça na parede, e meus últimos pensamentos aparecem meus amigos, família, derrotas, ele; tudo que eu tenho está morrendo comigo, já estou tonto, para onde quer que eu olhe, só vejo sangue, minhas ultimas lagrimas já se juntaram a ele. Meu coração está acelerado, abro minha boca e tento puxar o ar, mas já não tenho forcas, meu coração agora esta lento, meus olhos quase estão a fechar. Meu corpo lentamente adormece, as batidas do coração vão parar. Meu pescoço abaixou, é o fim. Continuo a sangrar já sem vida, meu espírito se ajoelha ao meu corpo e chora. (zoombiegirll)

Hoje, mais uma vez chorei desesperadamente. Porque? Minha vida a cada dia que passa se transforma numa grande loucura. É como se eu não fizesse parte de nada desse mundo, eu me sinto totalmente estranha. A cada dia eu imploro para que alguém venha e meta um machado na minha cabeça. Sei que isso é irônico, mas vontade sempre tenho. Enquanto isso não acontece, tenho que permanecer nesse rio de lágrimas desesperantes, para que um dia eu me afogue nelas.

Cansei de pedir desculpas pelo jeito que ajo. Cansei de ouvir dos outros como devo fazer, viver, conversar e agir. Não vou me martirizar e tentar ser diferente pra fazer alguém se sentir melhor. Eu vou ser isso aqui mesmo, e que se dane a opinião alheia. Se eu tô feliz, tá tudo certo, não vou me incomodar com mais nada e nem ninguém. Não é egoísmo. Só descobri que, de tanto você pensar nos outros, acaba esquecendo de você.

Sinto-me vazia. A inspiração é coisa rara, que não chega mais. As lagrimas me abandonaram junto com todas as palavras que completavam meus dias mais solitários. E continuo sozinha. Estou em um estado desesperador de silencio, meu olhar vaga em profundo desespero a procura de encontrar abrigo, e tenho saudade do brilho que ele tinha saudade do jeito que ele sorria em sintonia com meu sorriso. Coração partido? Talvez. Vida sufocada em liberdade? Não sei. Vontades não cumpridas? Supero. O ar fica cada vez mais fraco, respiro ofegante porque dentro tudo aperta como um nó. Ninguém entende, ninguém escuta, ninguém pergunta, mas ainda dói. E observo contente todos seguindo suas vidas cheias de amor, enquanto eu (…) bom eu crio um amor imaginário para não perder o encanto do sentimento. Mas não espero, não idealizo, não procuro. Permaneço sempre quietinha lembrando do que passou (…)

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