IV.

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Bruna deixara Annabeth na porta de sua casa e partira para a sua logo depois.

Ela ainda não tinha a chave de casa, então teve de tocar a campainha e suportar um pai rabugento novamente.

- Bom dia. – falou quando seu pai abriu a porta. – Preciso de chaves.

- Não dá mais para evitar isso né. Tu só chegas de madrugada nessa casa.

- Bah! Por isso mesmo.

Seu pai apenas fechou a porta e caminhou até a cozinha. Ao sentar-se a mesa, convidou Annabeth para se juntar com eles.

- Não estou com fome, acho que vou dormir.

- Tu acabaste de chegar de uma festa, guria. Venha comer. – sua mãe falou firmemente.

Tentando evitar discussão logo cedo, Annabeth sentou-se com eles e tomou apenas um café preto.

- Como foi a festa? – tentando puxar assunto, sua mãe falou. – E a Bruna? Continua linda, não é mesmo?!

- Foi normal… Não sabia que Mamboc havia mudado tanto.

- Tu nem imaginas como essa cidade está. – seu pai falou.

Franzindo o cenho, Annabeth virou-se para ele.

- Deixaram de se importar com a vida dos outros?

- Claro que não. Tu realmente achas que isso mudará por aqui?! – ele riu ironicamente. – Só espero que tu não sejas assunto desse povinho. Mas aqui também tem seus segredos.

- Coisas, cidades, pessoas… Tudo guarda um segredo. – sua mãe falou pensativa.

Annabeth apenas revirou os olhos e continuou tomando seu café. Aquele assunto estava bem estranho para o horário, então, assim que terminou sua xícara, caminhou até seu quarto e caiu na cama.

Acordou assustada com sua mãe a balançando e dizendo que tinha visita em casa.

- Bah. Odeio visitas. – respondeu.

- É tua tia, venha logo. Mas tome um banho antes, tu estás parecendo um mendigo.

Ainda criando forças, Annabeth tomou seu banho e foi até a sala para cumprimentar a tia.

- Tia Patrícia! – falou animadamente assim que a viu.

Patrícia era a tia que Annabeth mais gostava. Quando era criança, ela sempre a levava em parques e cinemas e, também a presenteava com os melhores brinquedos que qualquer criança sonharia em ter. Sua primeira Barbie havia vindo de sua tia Patrícia. Até mesmo conselhos, que deveriam ter sido dados por sua mãe, sua tia era quem contara.

 Era uma segunda mãe para Annabeth, por isso ela havia ficado tão feliz ao vê-la. Nem sonhava que a tia ainda estava morando em Mamboc. Porém, ao lado de Patrícia estava Carmen, a víbora.

Annabeth a odiava com todas as forças que possuía e o sentimento era mútuo. Para Carmen, Mel – a mãe de Annabeth – havia sido louca em trocar a vida maravilhosa que tinha para se aventurar com um garoto que a única coisa que a proporcionara era uma gravidez na hora errada. Além disso, Carmen tinha uma filha, Clarice, a pior prima que Annabeth poderia ter em toda essa vida. A guerra entre elas era declarada.

- Tia Carmen. Clarice. – falou desanimadamente.

- Ei querida, é bom saber que tu voltaste. – sua tia falou.

Hm, até parece. Tu com toda certeza preferiria que eu estivesse bem longe daqui, Annabeth pensou, mas preferiu deixar o comentário somente em sua cabeça.Desse modo, abriu um sorriso torto para a tia e sentou-se no sofá.

- Ei, vocês duas. – seu pai falou. – Porque não vão dar uma volta, hein? A Anna irá estudar na Brandel também, Clarice. Tu poderias ajudá-la.

- A Bruna já vai me ajudar.

- Vai ser um prazer. – Clarice respondeu.

Clarice era o extremo oposto de Annabeth. Enquanto ela era calma e não se importava muito com coisas fúteis, Clarice esbanjava uma maquiagem pesada e roupas de marca. Exibia todo seu corpo emoldurado pela academia através de shorts curtos e rasgados de maneira estilosa. Ela era morena, alta, com uma cintura de causar inveja e um rosto de princesa da Disney. Clarice era o reflexo daquilo que a mídia expunha como bonito e aceitável. Aquilo que Mamboc considerava importante para fazer parte do local.

- Aliás, tio. Eu tenho aula agora, porque tu não vens comigo, Anna?!

- Anna. – Annabeth falou revirando os olhos. – Pra tu eu sou Annabeth e olhe lá. – dessa vez ela não conseguiu se conter e percebeu os olhares revoltosos de seus pais. – Tá. Eu vou contigo, tenho aula também.

XX

A palavra “primeiro” costuma trazer consigo diversas inseguranças. Primeira vez. Primeiro dia de aula. Primeiro porre. Primeira decepção. Primeiro namorado… É um misto de confusão e medo que vem juntamente com tudo que envolve primeiras vezes. Ninguém nunca está realmente preparado para enfrentar algo que desconhece, ou, até conhece, mas não sabe como funciona realmente. Annabeth se inclui nesse grupo de pessoas completamente inseguras quanto o que acompanha essa temida palavra.

Seria seu primeiro dia de aula na faculdade.

Ela já passara por tudo aquilo, porém na capital. Em Mamboc, na atual Mamboc, era completamente diferente. E apesar de já ter vivenciado a passagem para o ensino superior, isso não retirava o seu medo de entrar pela porta da faculdade.

- Hey, eu falei que te acompanharia. – Bruna surgira do nada, mas seu tom de voz impunha determinação e ânimo à Annabeth. – Relaxa! – ela não notara a presença de Clarice, até a cutucada de Annabeth. – Ai. Ah, oi Clarice.

- Ei Bruna. Tu foste à festa ontem?

- Sim. Foi muito boa por sinal. Tu não apareceste por quê? Tua mãe não te deixou sair de casa? – falou zombeteira.

- Eu só não estava muito afim.

Bruna lançou um olhar a Annabeth que queria dizer, “não acredite nisso. Depois te conto”.

- Bom, eu prometi ao meu tio mostrar a faculdade à Annabeth. Tu me ajudas?

- Claro! – Bruna respondeu dando pulinhos.

- Não vou durar nem um segundo nesse lugar sem tua ajuda. – ela sussurrou para Bruna. – Principalmente com a Clarice aqui.

Bruna riu e segurou um de seus braços de modo que indicava o caminho. Enquanto isso, Annabeth observava cada pessoa que passava por elas. Eram jovens, os mesmos jovens que se embriagaram em uma festa na noite anterior estavam com sorrisos no rosto em plena manhã. Nada melhor do que felicidade logo cedo. Ethan também estava por ali. Após ter o visto seus passos diminuíram e quando seus olhares se cruzaram ela parou de vez, de modo que Bruna assustou-se.

- Porque tu paraste? – Clarice perguntou.  

- Tu o conheces, Bru? – perguntou ainda olhando para Ethan. – Ele me perguntou de ti ontem.

Ao olhar para frente e ver Ethan as encarando, Bruna franziu o cenho.

- Ele estuda comigo. – ela deu de ombros. – Onde tu o conheceste?

- Em um pub. Logo no dia que cheguei. E era o barman que tu falaste que era gato. Tu não reparaste que era ele?

- Era uma festa, Anna. Como eu poderia saber que era esse garoto. Aliás, ele só estuda comigo, não é tipo o piá que eu vivo prestando atenção na faculdade.

- Hm. Então porque ele me perguntou se eu te conhecia? – Isso ainda não deixara a mente de Annabeth. Principalmente porque logo após ela ter indagado Ethan sobre seu questionamento, ele mudou de assunto. – Tu já ficaste com ele?

- Eu já. – Clarice as cortou. – Beija bem mal.

Annabeth a olhou espantada, mas não falou nada, somente voltou a caminhar com as duas. Porém o olhar dela ainda não deixara o de Ethan e, mesmo enquanto caminhava, ela espiava por cima do ombro tentando enxergá-lo.

Enquanto andavam em direção ao corredor, Clarice tornou falar sobre Ethan.

- Olha, eu não sou a maior fã de vocês duas, mas acho melhor vocês não se aproximarem muito dele. Principalmente tu, Anna.

- Não me chama de Anna, Clarice. E por que motivo eu te ouviria?

- Porque eu sou tua prima?! Dã. – ela deu um tapinha na própria cabeça. - Olha só, a Bruna é toda rica e se ela arrumar problema os pais rapidinho resolvem isso. Os teus não. E mesmo que tu não gostes de mim, eu gosto muito da tua mãe e não quero vê-la sofrer.

Annabeth parou de caminhar e arregalou os olhos para a prima, de modo que sua boca também se abriu, tamanho era seu espanto. Olhou para Bruna, que também estava incrédula, e voltou-se para Clarice, mas dessa vez com raiva.

- De que caralhos tu estás falando, Clarice?

- Ai, Anna. Ele já foi preso e me disseram que era por causa da mãe dele. Eu não sei se é verdade, mas prefiro não arriscar. Esse garoto é todo estranho.

- Da mãe? – perguntou curiosa.

- É. O boato que ronda Mamboc atualmente é de que ele matou a própria mãe. Como um vampiro porque tinha dois furinhos no corpo dela.

Annabeth franziu o cenho para ela e tentou ignorar o que acabara de ouvir.

Ele até poderia ter sido preso, mas assassino… Isso não era aceitável, não para Annabeth.

- Como tu conseguiste chegar à faculdade, Clarice? Tua matricula com certeza foi comprada. – Bruna falou.

- A guria rica aqui és tu, Bruna. Vocês não precisam acreditar em mim, okay?! Só estou dando um conselho.

- De onde tu tiraste isso? – Annabeth falou. – Esse papo de vampiro… Pelo amor de Deus Clarice.

- Eu não acredito nessa parte, Anna, mas ele é bem misterioso e maluco.

- Para de me chamar de Anna, Clarice!

- Ai, tá bom Annabeth. Satisfeita?

- Então porque tu ficaste com ele? Tu ficaste com um piá que consideras um vampiro?! – Bruna retrucou antes que Annabeth pudesse falar algo.

- Eu não disse que ele é – ela deu ênfase no “é”. – um vampiro. Mas os dois furos no pescoço lembravam as histórias de vampiros.

- Nossa! Agora ele é o Edward Cullen. – Annabeth falou levantando as mãos e as balançando. – Para de assistir essas coisas, porque a estranha és tu.

- Ai, que saco vocês! Ignorem essa parte e prestem atenção no resto da história. Ele foi preso. Ele matou a mãe. Ma-tou.

O espanto era óbvio no rosto das duas.  Ethan havia sido bom demais com ela para ter assassinado sua própria mãe. Era idiotice.

- Ele é todo mal humorado e ignorante. Nunca está perto de ninguém, acho que ninguém aqui conversa com ele. – Clarice tornou a falar.

- Vai ver é porque comentam que ele matou a mãe né, Clarice! – Bruna elevou a voz. – Tu és mais louca do que eu jamais imagino que Ethan possa ser.

- Vocês duas estão iludidas! Eu não mentiria sobre algo assim. Acho até estranho que tu não tenhas ouvido sobre isso, Bruna. Tu és toda famosa por aqui.

- Eu não ligo pra esse tipo de coisa igual a ti. Prefiro me matar pra ficar bonita para mim mesma, não pra esse povo.

Clarice bufou e olhou para as duas.

- Se afastem desse Ethan. Estou falando sério. Ele é uma péssima escolha para amigo.

- Clarice eu sinto muito, mas não dá para acreditar nisso. Tu não podes julgar o guri simplesmente pelo que todo mundo de Mamboc fala.

- Ele com certeza fez algo para que tu o achasse digno de respeito, mas as aparências enganam. Não se esqueça disso. – Clarice falou e começou andar em direção sua sala de aula.

O silêncio tomou conta do espaço que separava Annabeth de Bruna.

Nenhuma das duas encontrava palavras que expressassem o que passava em suas cabeças naquele momento. Para Annabeth, Ethan parecera um garoto normal e pelo que sabia Bruna somente estudava com ele então não tinha muitos motivos para se assustar. Mas aquela história era bizarra demais. Qualquer um ficaria em choque com que o que Clarice dissera.

- Ele me pareceu tão… – Annabeth quebrou o silêncio. – Perfeito.

- Tu acreditas nela?

- Não sei mais em que acreditar Bru. Tudo nessa cidade parece uma grande mentira.

- Eu te vi com ele na festa ontem. Vocês dançavam, achei até graça porque tocava Scrillex. Ele tá mexendo contigo, não tá?

Annabeth não sabia responder aquele questionamento de sua amiga. Ethan, com toda certeza, estava despertando algo nela. Algo que estivera apagado por um bom tempo. Não havia sido amor à primeira vista, mas ele conseguira embolar seus sentimentos.

- É só um boato. Vai ver ele foi preso sim, mas por outra coisa. – Bruna falou e começou caminhar com Annabeth até pararem em uma sala que na porta havia escrito “Estatística”. - Tu ficas por aqui. Eu vou ter que ir até o segundo andar. Tu podes sair da sala quando quiser, mas se decidir fazer isso me avisa antes. E… Tenta esquecer essa loucura que a Clarice falou.

- Obrigada. – foi tudo que Annabeth conseguiu dizer.

Entrando na sala ela viu-se perdida.

Grande parte das carteiras já estava ocupada e as únicas que restavam ficavam bem ao fundo. O problema era que Annabeth costumava fazer parte do grupo dos nerds, aqueles que se sentam bem à frente da sala. Ela odiava o “fundão” porque, assim como as histórias contam, é o local dos bagunceiros. Porém, não havia outra escolha. Era sentar ali ou perder sua primeira aula, que já era horrível por envolver matemática.

Foram os 50 minutos mais frustrantes de toda a vida de Annabeth. Ela não se dava bem com cálculo e esse era um fato que ninguém poderia ir contra. Sentar-se ao fundo, com um monte de pessoas conversando e não importando com o que o professor à frente dizia, piorava ainda mais sua situação.

Além disso, a mente de Annabeth não conseguia se esquecer do que Clarice a contara.

 Ethan, um assassino?

Cansada de ouvir todo o blábláblá do professor e não entender nada se levantou e caminhou até o pátio, mentalizando que sua próxima aula seria melhor.

Para seu azar, Ethan estava sentado no chafariz que ficava no centro do pátio. A última coisa que Annabeth queria agora era conversar com o garoto que, segundo boatos, havia matado a própria mãe. Além disso, ele havia “brincado” com ela na noite passada sobre ser um maníaco.

“Será que foi mesmo brincadeira? Ai Deus.”.

Na cabeça de Annabeth, Ethan era o príncipe dos contos de fada, que ela havia deixado de acreditar que existiam. Porém ele surgira, assim, do nada, completamente sem querer. Fizera com que ela se sentisse em um universo distante de toda porcaria que estava acostumada. Mas um único boato, uma coisa um pouco sem sentido, conseguiu destruir sua imaginação de garoto perfeito. Uma expectativa havia sido criada por Annabeth, o que é a coisa mais comum de todo esse mundo; criar expectativas sob as pessoas. O importante é saber lidar com a quebra delas. E é isso que grande parte da humanidade não consegue. É isso que Annabeth não consegue.

- Annabeth?! – Ethan gritara. Não dava mais para fugir e fingir que não era ela, então se aproximou dele. – Não sabia que tu estudarias aqui.

Ela não queria acreditar em Clarice, mas acabou sendo mais fria e distante que a Antártica.

- Pois é.

Seu olhar corria por todo pátio, mas não se focava em Ethan. Se por um descuido ela deixasse que seus olhos seguissem os estímulos de seu coração, estaria perdida.

- E porque tu já estás matando aula? Isso não é uma boa conduta para o primeiro dia de aula. – ele falou de forma irônica.

- É. Não é mesmo. É melhor eu voltar pra sala, então.

- Não, ei. Eu não quis te afastar com esse comentário… Fica.

O olhar de Annabeth encontrou-se com o dele.

A vida não é uma linha reta em que as coisas vão acontecendo bonitinhas. Há curvas certas e erradas, e, infelizmente, Annabeth era mestra em sempre escolher a curva que dava para um abismo. No caso, Ethan era o abismo dessa vez, e ela estava a um fio de cair sobre ele.

Como poderia uma pessoa como essa ser assassina? O motivo da prisão era outro, tinha de ser, pensou.  

- Ethan, olha, eu não sei mentir. Não sou nem um pouco boa com esse tipo de coisa. Eu não nasci pra isso, sabe? Então, me diz de uma vez por toda, tu mataste tua mãe?!

Ethan olhou Annabeth por uns belos segundos, que para ela, pareceram com horas. Cada parte de seu corpo era violada pelo olhar do garoto e, com isso, sua face tornou-se fria e sem expressão. Era como olhar uma pedra.

- Quem te falou sobre isso? – ele falou pausadamente ainda a observando.

- Não interessa quem falou. Eu só quero acreditar que é mentira.

Novamente os olhos de Ethan a fitaram. Seu cenho franzido, a boca um pouco aberta e a falta de expressão em seu rosto, culminaram em uma Annabeth descrente do que pudesse sair da boca dele.

- Tu és idêntica a todo mundo que mora aqui. Eu juro que por alguns segundos pensei que tu serias diferente. Tu te mostraste diferente, mas não.

- Por favor, Ethan. Fala que isso é mentira da Clarice. Ela inventou porque percebeu que eu me abalei um pouco quando te vi. Ela me odeia, é isso. É tudo invenção pra que eu me afaste de ti. Essa guria me paga. – sem perceber, Annabeth dissera coisas que não eram necessárias e, ao notar isso, sua boca abriu alguns centímetros.

- Tu te abalaste quando me viu?! – ele deu seu sorriso torto. O que Annabeth havia se apaixonado no dia que se conheceram. – Quem é Clarice?!

- Minha prima. – ela colocou a mão no rosto. – Eu sempre falo demais quando estou nervosa. Preciso me tratar.

- Clarice… Clarice Muller?! Ela é tua prima?!

- Sim. Tu a conheces não é? Ela me disse que ficou contigo.

Ele deu de ombros e começou fitar um ponto qualquer.

- Eu não matei minha mãe, Annabeth. Por mais que as pessoas daqui andam dizendo que sim, é mentira.

- Mas porque tu foste preso?

Ignorando sua pergunta, ele se levantou e caminhou até o corredor.

Próximo capítulo. -> 

Exploring Ello

At some point last week a new social network appeared on the internet called Ello. I learned about it after digging an invite from my junk mail – which caused immediate thoughts about other invites vanishing into junk mail folders the world over (most spam engines are crowd sourced – especially in these days of cloud hosted email).

For the first hour or so I found nothing but disagreement with the Ello interface. It is more minimal in nature than most interfaces, which causes a certain level of confusion to begin with. While it works in much the same way as other micro-blogs, there are telling differences – mostly through their absence;

  • There is no tagging of content in Ello (yet), meaning searches are organic, and discovery of interesting people is typically achieved via the person first – not the content.
  • There is no facility to “like” content, as Facebook, or Tumblr would encourage. If you want to interact with a post, you must write a written comment.

I will admit to smiling when I saw that posts and comments use Markdown syntax. I’ve been a huge fan of Markdown since it’s first appearance, and have used it in a number of my own projects over the years. It generates absolutely clean, semantically correct HTML, unlike “rich” editors that churn out all manner of garbage.

After acclimatising to the user interface over the course of several hours, it occurred to me that the initially overly minimalist controls had caused me to focus more on content and people – and that is perhaps the biggest success for Ello. Being divorced from organisation and curation causes you to consume and interact far more than you otherwise would.

It’s still early days for Ello – the first wave of users are invariably the tinkerers, the explorers, and those most likely to reach out to each other. The marketers will follow close behind, and seek ways through which they might pollute the system with regurgitated content from elsewhere. How Ello, or rather the community deals with the influx of link-bait will be an indicator for it’s future. It has a better chance than many systems through it’s crowd-sourced indications of of people as “friends”, or “noise” – I imagine the data garnered will be used at some point in the future.

I would offer invites (Ello is still invite-only at the time of writing), but have already sent out my initial allocation. In the meantime, feel free to head towards ello.co/jonbeckett and begin exploring!

Watch on lyndadotcom.tumblr.com

HTML Essential Training

by James Williamson

Learn how to write HTML, the programming language that powers the web.


Video: HTML and CSS



See the full course

Threw some colors on this in the morning before I went to work but I ran out of time to post it. So here you go! Some practice and a little doodle showcase for a project at work (Involving products for the Ultimate Spider-Man cartoon.) I really hope I get to work on this!

(Also he’s transparent for those of you who’re into that sort of thing.)

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