vienderose

O problema é que a gente espera, né? Das pessoas. Das palavras delas, de tudo. A gente sempre espera. Porque a gente cansa de ficar sozinho.
—  Karime Hamoui (vienderose)
Fique feliz. Encontre um amor. Viva sorrindo. Alcance objetivos. Realize sonhos. E aí verá quantas pessoas que se dizem amigos ficarão realmente felizes junto com você. Não se surpreenda, nem se decepcione. O número é mínimo.
—  Karime Hamoui (vienderose)
Não sei esperar. Odeio quando demoram pra responder sms e já acho que enjoaram ou cansaram de mim. Me sinto estranha, sempre como se tivesse sendo um incômodo. Sou ansiosa sim, ansiosa por amor, por atenção. Não me deixe esperando. Odeio quem não fala o que sente, que omite. Gosto de quem demonstra, gosto de quem gosta de verdade. Odeio pessoas pela metade. Se você for entrar na minha vida, por favor, entre por inteiro. Não aceito metades.
—  Karime Hamoui (vienderose)
Eu só queria alguém que me compreendesse. Que me conhecesse por completo e ficasse. Que aprendesse a lidar com meu jeito meio prematuro de ser. Que saiba lidar com minha necessidade de atenção e amor. Que goste de mim do jeito que eu sou, sem tirar nem por. Que depois de me conhecer completamente, ainda quisesse ficar ao meu lado. Que saiba enxergar o que tem de bonito em mim. Que conheça meus defeitos de cabeça pra baixo e ainda assim me ache linda. Que não se assuste comigo. Que fique. Que sinta. Que demonstre. E que permaneça.
—  Karime Hamoui (vienderose)
Minha história de Superação: Como emagreci 33kg.

"Oi gente! Meu nome é Karime Goulart El Hamoui e agora dia 28 completo 20 anos. Bom, fui chamada pra participar do Gente como a Gente no @blogdadebs, contei minha história lá e resolvi contar aqui minha história pra vocês. Quando eu tinha 8 anos de idade, tive uma infecção enorme no ouvido, e tive que fazer tratamento com corticoide. Resultado? Engordei. E não parei mais. Com 12 anos eu pesava 75kg. Com 15 estava com 83kg. 

Aqui em casa sempre teve muita coisa boa. Mas a culpa, de maneira alguma, foi dos meus pais. A minha mãe fazia bolos, geleias, essas coisas. Nunca faltou fruta, nunca. Salada também. Mas eu não gostava. Eu comia bolo. Mas comia de café, de sobremesa, de lanche, de janta. Geléia eu nunca comi, não gosto muito. Eu comia errado mesmo. Minha mãe não comprava bolachas recheadas, não tinha essas coisas em casa. Eu comprava sozinha e escondida. Minha mãe sofreu muito com isso, tadinha. 

Fiz acompanhamento com diversos endocrinologistas e nutricionistas aqui da minha cidade (moro em Cascavel – Paraná), desde que comecei a engordar. Mas era sempre aquela história, né? Emagrece 2kg e engorda 1kg. Eu não tinha continuidade no tratamento. E eu era muito novinha. Então pra mim era MUITO complicado abrir mão de todas aquelas coisas gostosas (que hoje não como) que as crianças e outros amigos comiam na escola. A minha mãe, coitada, foi chamada na escola uma vez porque eu comia o lanche dos outros colegas (mais o meu), olha a fase e a vergonha! Eu chegava a comer dois pacotes de bolacha recheada por dia, comia barras de chocolate, fritura, tudo, tudo errado. E não, eu não comia salada. 

E exercício físico? Quando criança, até uns 15 anos eu não era sedentária. Estava sempre me movimentando e fazendo esportes no colégio. Com 15 anos eu parei. Empaquei. Aconteceram algumas coisas comigo no colégio, uma humilhação, digamos assim, por parte do garoto que eu gostava e dos amigos dele, então eu fiquei muito, muito mal, e acabei entrando em depressão, com 15 anos de idade. O que resultou em sedentarismo. Eu não saía, eu só queria ficar em casa, vendo TV , na internet, porque era meu refúgio, ninguém me conhecia de verdade e ninguém sabia da minha história. Até hoje tomo medicamentos por causa disso. 

Em abril de 2009, eu tive que retirar o apêndice. Nessa época eu estava com meus 83kg. E meu pai é médico, e então sempre vivi cercada por médicos, e todos me alertando que eu deveria cuidar da minha saúde. Eu nunca ouvi. Fiz a cirurgia, até aí tudo bem. Depois da cirurgia eu engordei 10kg em 8 meses. Em dezembro do mesmo ano, minha pressão subiu pra 16x10, meus triglicérides estavam em quase 400, eu estava tomando remédio pra diabetes porque estava pré-diabética. Eu, com 18 anos, pesava 93kg. 

Em fevereiro de 2011, meus pais me mandaram pra um SPA, bem simples, em Curitiba. Fiquei uma semana lá. Fiz tudo certo e adorei. Perdi 5kg. A ideia era continuar em casa, né? Não rolou. A única coisa de boa que trouxe como ensinamento até hoje do SPA, é não tomar mais refrigerante. Fazem 3 anos que eu não tomo refri. E não sinto falta. Eu consegui me manter em 92kg, mas eu tinha crises, de tempo em tempo…

A gota d’agua, não só pra mim, mas para os meus pais, foi um dia que não gosto nem muito de lembrar e na verdade, nunca compartilhei com ninguém. Eu ia entrar no banho, e quando tirei a roupa, me olhei no espelho. Eu só conseguia chorar. Fiquei uns 5 minutos chorando na frente do espelho, e minha mãe chegou e me viu naquela cena. Eu estava acabada. Eu gritava e queria, literalmente, pegar uma faca e cortar fora minha barriga, minhas coxas, braços… Minha mãe chorava mais que eu. Acredito que minha mãe tenha sofrido tanto quanto eu por me ver do jeito que eu estava. Quando meu pai chegou, minha mãe contou pra ele e ele ligou direto pra um médico gastro, amigo da família e no outro dia eu já fui consultar, junto com meus pais.

A ideia era usar um balão gástrico. Um balão de silicone é colocado dentro do estômago, o que cria a sensação de que o estômago está menor, mas só pode ser usado por no máximo 6 meses e pode voltar todo o peso perdido rapidamente, sem contar nos efeitos colaterais, porque muita gente não se adapta com o corpo estranho dentro do corpo. Saí de lá com a ideia do balão. Vim pra casa e comecei a pesquisar. Cheguei na tão polêmica Cirurgia  Bariátrica (s2 s2). Conversei com meu pai, disse que tinha medo de me frustrar colocando o balão e depois voltando tudo, porque depois de tantos tratamentos sem sucesso eu só queria algo que desse certo. Daí meu pai comentou da cirurgia. E eu falei que li, que me interessei, que queria ir consultar de novo pra ver sobre a cirurgia. No outro dia, estava eu e meus pais lá de novo consultando. 

Fui encaminhada para o outro médico, o gastro cirurgião, que me explicou tudo detalhadamente. Me disse que eu tinha todas as indicações necessárias (obesidade, IMC alto, pré diabetes, triglicérides) e me encaminhou para a nutricionista, psicóloga, cardiologista, psiquiatra. Eu precisava fazer tratamento e exames com esses especialistas antes. Quando todos me liberaram pra cirurgia, marquei. Pro dia 27 de junho de 2011. Fiz Sleeve Gástrico, só retiraram um pedaço do estômago, o intestino fica intacto. E o melhor? A Unimed cobriu TUDINHO. Não paguei nada. Mas depois gastei o dinheiro renovando guarda roupa, porque né… Hahahahah

Me operei e correu tudo melhor que o esperado. Eu só senti dor no dia da cirurgia, que sofri mesmo, não minto, doeu MUITO. Mas no outro dia eu já não sentia mais nada. Já podia tomar água, chá e água de coco, de hora em hora, 10 copos por dia. No terceiro dia, tomei 20 copos por dia, de 30 em 30min. E nós próximos 20 dias, tomei 40 copos por dia, começando as 9h da manhã e terminando por volta das 21h, 22h. Os copos, nos 20 dias eram suco de gelatina diet, batida de leite de soja com um pedaço de fruta, suco de fruta natural, chá, gatorade, caldo no almoço e na janta, e três suplementos pra eu não ficar muito fraca. Detalhe: nos primeiros cinco dias, é tudo coado no pano de prato. Nos 10 seguintes, na peneira. E nos últimos 5, sem coar. Depois disso comecei a comer devagar.

Eu nunca passei mal. Nunca vomitei. Nunca tive dumping (é quando entala a comida), nunca tive deficiência de nenhum nutriente, consigo comer carne, consigo tomar água, tudo. Até agora, com quase 2 anos de cirurgia, não comi nada que tenha me feito mal. Ufa!!!

Hoje, faltam 4kg pra eu chegar na minha meta. A do médico já foi atingida. Agora, exatamente dois anos depois da redução, dia 27 de junho de 2013, vou fazer as cirurgias plásticas reparadoras. No momento, estou com alimentação regrada, e exercícios físicos todos os dias. Seg qua e sex, vou pra academia. Terça e quinta de manhã eu corro, e a noite tenho muay thai! Quando eu fizer a plástica, aí sim vou fazer dieta pra conseguir hipertrofiar e definir um pouco.

Essa é a minha história. Teve muita gente envolvida, muita gente que me ajudou, me apoiou. E hoje as pessoas que me fizeram mal no passado, querem ser minhas amigas (mas eu não quero ser delas!). Hoje eu tenho um namorado lindo, amigos que desde antes estavam comigo e ainda continuam, uma família maravilhosa que eu amo mais que tudo e muita, muita saúde!!!! Desculpem se eu escrevi demais, gente. Me empolgo!!! Hahahah

Obs: Olhem as fotos mais pra baixo!!!


Pra quem quiser me seguir, meu instagram é @khamoui e meu face é http://www.facebook.com/karimehamoui =)
Beijo e obrigada pra quem leu minha história!!!”

Essa sou eu, hoje. 

Eu não sou alguém digna de ser amada. Sou uma pessoa com a alma muito confusa e bagunçada, pra não dizer machucada, e carente, então? Nem se fala. Por isso tenho esse meu jeito desesperado de ser. Louca pra ser feliz. E quando encontro alguém que me faça sentir assim - feliz – não quero deixar a pessoa ir embora por nada. Enlouqueço em toda e qualquer briga, por menor que ela seja, tentando fazer as coisas darem certo, tendo culpa ou não. Sou uma pessoa louca por atenção. Preciso de carinho, preciso de quem eu amo falando comigo e me enchendo de elogios e bobeirinhas bonitinhas. No fundo, eu sou uma criança, que precisa de pessoas ao redor que me façam rir, que me façam bem, que me amem… Em relação à sentimentos, sei que não sou alguém fácil. Às vezes nem eu me entendo. Custo à fazer isso. E é por isso que acho que sou uma pessoa tão difícil de ser amada. Mas esse tipo de pessoa, é, no fundo, as que mais precisam de amor. E é exatamente esse o meu caso.
—  Karime Hamoui (vienderose)
E sempre que começa algo novo a gente pensa ”dessa vez vai dar certo, dessa vez vou ser feliz!” e aí as coisas não dão certo e não vamos ser felizes. Acho que já começa errado por aí - esperar, pensar e criar expectativas.
—  Karime Hamoui (vienderose)
Mas sempre tem aquela pessoa que, não importa o quanto ela nos machucou no passado, sempre aceitaríamos ela de volta.
—  vienderose
Eu só queria um sinal. Qualquer coisinha. Algo que me mostre que eu não to louquinha, que eu não to vendo coisa. Que você realmente tá me querendo.
—  Karime Hamoui (vienderose)
A vida seria muito mais fácil se conseguíssemos ignorar quem nos ignora, odiar quem nos odeia, amar quem nos ama, tratar bem quem nos trata bem. Mas a gente não consegue. Porque esperamos que façam pela gente o que nos faríamos pelos outros. E aí a gente se dói tanto porque nao aceitamos a situação. Porque dói ser ignorado por quem se gosta, dói não ser amado por quem se ama. A vida seria tão mais fácil se… Se. Seria. Mas não é. E essa é a grande bosta.
—  Karime Hamoui (vienderose)
E tudo que eu queria agora era um sinal. Um sinalzinho assim, de qualquer jeito. Só pra saber que você pensa em mim como eu penso em você. Pra eu me sentir menos boba por pensar em você o tempo todo.
—  Karime Hamoui (vienderose)
- Do que você precisa, menina?
Ela suspira e abaixa o rosto, olhando para o chão.
- De sentimentos.
- De que? Olha pra mim.
Ele levanta o rosto dela com as mãos delicadamente.
- De sentimentos. Envolvimento. Intensidade.
- E você não pode ter isso?
- Não depende só de mim, né?
E ela abaixa o rosto novamente.
—  Karime Hamoui (vienderose)