Sobre as Clanessas e a Saudade (Clara)

Sinto falta da menina Clara. Daquele sorriso espontâneo e sincero que parecia berrar o quão lindo é o seu coração. Sinto falta da moleca mais preocupada em aproveitar a vida do que em ser a mulher fatal que flerta em IGs desconhecidos. Sinto falta da Clara do BBB.

Ela está aí dentro não está? Aquela menina frágil por fora e forte por dentro. Prefiro a Clara que chora, que se mostra vulnerável sem vergonha de assim estar, que faz traquinagens beirando a idiotice, mas que é clara, que é ela, inteira, essência. E eu não prefiro por gosto pessoal, prefiro porque toda vez que ela esteve assim, ela foi feliz.

Onde foi que a Clara se perdeu aqui fora? Quando foi que aquele sorriso tão dela, tão contagiante, deu lugar a um belo sorriso…controlado? Ora pela timidez, ora simplesmente para não demonstrar demais, vez enquanto para esconder uma dor.

Me julguem, mas eu não gosto da Clara forte por fora, da que se faz de durona, de fodona. Não gosto porque agir assim só machuca a verdadeira Clara. Machuca a menina que se permitia sonhar e nos fazia sentir seus sentimentos só pelo tamanho daquele lindo brilho no olhar.

Algumas das melhores selfies da Clara no IG foram nos seus piores momentos da vida. Isso não é atuar? Ela lá, sempre linda. Mas com o ar de princesa presa na torre esperando alguém corajoso a salvar.

Sempre estive disposta a trocar toda essa beleza de “princesa”/”mulher fatal” para que ela estivesse em, pelo menos, uma dessas selfies com aquele sorriso que encantava e que fazia todos desse FANDOM suspirar e entrar na sintonia ancelo de: “Clara: melhor sorriso”.

A menina Clara sempre foi mais instigante do que a Clara mulher.

Conversei com uma amiga no wpp rapidamente sobre o fato de sentir falta da Clara (isso tem o que? 1 mês?) e ela me disse que também sentia, mas que era impossível que ela fosse aquela Clara. Toda essa exposição, ser figura pública…

Posso dizer? Ela nunca esteve tão exposta quanto no BBB. O fato é que eu preferia vê-la saindo do país, afastando das redes sociais ou qualquer outra coisa só para que a menina Clara voltasse a superfície, só para ver novamente aquela loira que colocou muitos de nós aos seus pés. Sim, toda essa saudade que eu sinto e toda a que eu possa vir sentir é nada perto da minha esperança de vê-la melhor, melhor de verdade.

A diferença da exposição de antes para a exposição de agora é que ela tem consciência do tamanho disso tudo, lê os julgamentos dos haters e também dos próprios fãs.

Não sejamos hipócritas, as Clanessas também julgam e cobram.

E nós sabemos ser cruéis. Sejam sinceros consigo mesmo. Quando pegamos a foto de uma fã com Clanessa e denegrimos completamente a imagem dela porque a achamos feia, gorda, brega…isso não é ser cruel? Por favor, não venham com essa história de não gostar do politicamente correto, porque eu tampouco gosto. Não se trata de ser ou não político, mas de ser respeitoso e…no FANDOM da liberdade, o respeito muitas vezes passa longe.

Vocês sabem ser cruéis. Sabem julgar precipitadamente e não deve ser fácil ser Clara nesse FANDOM, não deve ser fácil corresponder a expectativa de vocês quando sem perceber criaram suas próprias regras, formaram seus grupos populares, viraram um personagem vivo da história de 2 pessoas que também mudaram e não são mais, assim como vocês, as mesmas de antes.

Onde foi que a Clara e esse FANDOM se perderam? Sim, nós nos perdemos tanto quanto ela. Quando ela ficou tão instável? Quando ficamos tão intransigentes? Quando ela vestiu uma máscara para nós? Quando passamos a fechar os olhos para o que sabíamos estar ruim apenas por medo de tomar no koo com a verdade?

Sinto saudades dela. Saudades do jeito de criança arteira, do sorriso de menina que vai aprontar, da doçura despretensiosa. Sinto falta de nós apenas brincando, abrindo os braços um para os outros sem preconceitos, saudade quando ainda tínhamos a paciência de realmente querer entendê-las sem que para isso elas tivessem de caber em um molde que nossas regras estipularam, mesmo sem querer.

Mas eu ainda acredito na gente. Na nossa capacidade de fazer o bem pra elas e pra nós mesmos. Ainda acredito na Cambitinho e na capacidade dela de se reinventar, como tantas vezes já fez. E ainda acredito em Clanessa - não como relação - , como amor.

Então faz-se a hora de também nos reinventarmos, de entendermos que não terá rótulo, não agora. Esquecer o “Circo Clanessa II: o retorno dos prints assassinos” e focar na carreira delas, na amizade que elas estão mantendo.

E não, não acredito que elas possam ser apenas amigas, mas…entendo bem o medo que elas sentem em se perder uma da outra na vida, portanto, acredito na amizade temporária rs.

Apesar dos apesares, justamente por acreditar no amor entre elas, acredito na possibilidade de o destino novamente agir como autor da obra, como vem fazendo até aqui e, conceder a elas uma nova chance de fazer dar certo uma relação entre elas. As pessoas mudam, os objetivos de vida também…até a terceira temporada Clanessa!

Watch on paraomeufilhoouvirquando.tumblr.com

Where Did You Sleep Last Night - Nirvana 

Para o meu filho ouvir quando…

…dormir fora de casa sem avisar.

Foi ela quem lembrou

Não me lembro de todas as minhas traquinagens.
Algumas são históricas e podem ser contadas, outras não me arrisco a compartilhar e de algumas eu realmente não me lembro.
Mas, para essas, eu sempre tenho ajuda e na maioria das vezes, a própria vítima me conta sem acreditar que dela me esqueci.

Diz minha irmã caçula que quando eu saia para a escola e ela ficava porque os horários eram diferentes eu lhe dizia ao pé do ouvido.
- Você sabe que sou especial não é?
Ela concordava.
- E sou tão, mas tão especial que posso tocar o céu. Você quer ver?
Balançava a cabeça que sim. Misto de desinteresse e ânsia de se ver livre de mim.
- Então fique olhando.
Eu caminhava e em distância calculada erguia o braço e o dedo e, óbvio (agora!), que pela ilusão de ótica ela realmente me via tocar o céu.
Não sei que expressão fazia, mas devia ser um “ai que saco” naquela cara linda que Deus lhe deu.
E não parava por aí.
Ao voltar eu retomava o assunto e ainda completava:
- Mas o pai e a mãe não querem que ninguém saiba porque senão vou aparecer na televisão, falar no rádio, sair no jornal e não terei mais sossego, então, você não pode contar para ninguém! Nem mesmo pra eles, porque eu saberei. Eu sei tudo o que acontece!
Apesar de caçula cheia de dengos ela só quebrou o silêncio e revelou o segredo agora, há um ano atrás, passado mais de trinta anos e para mim mesma, rindo muito.
Seria um riso nervoso?
Revelou na roda de família, bem protegida, caso eu ainda tivesse todo aquele poder.

2

Esta é VICTORIUS DESNEROUX, DEZOITO anos. Ela é uma SEIS e veio especialmente de ANSBACK para a seleção do príncipe Khael.

Miro Desneroux sempre foi um homem de índole questionável: Desvirginizava mulheres de altas Castas para chantageá-las, apostava com homens poderosos, estava metido em negócios arriscados… Tudo isso sendo um simplório Seis. Suas traquinagens lhe auxiliavam a viver razoavelmente, no entanto era uma vida perigosa, sempre a mercê de disfarces e esconderijos. Foi então que, em uma tarde de dezembro, conheceu Aisla Brocklengust. Aisla era uma Três, filha de professores universitários na área de exatas. Franzina, tímida e sempre adoentada, a jovem logo se deixou levar pelas palavras doces de Miro, que a convenceu a casar-se com ele. Os Brocklegust fizeram o impossível para deter o matrimônio, no entanto Aisla já estava presa na teia de ilusão criada pelo Seis.Temendo pela frágil saúde da filha, os professores comprometeram-se a mandar uma pensão mensal para que ela e sua família vivessem bem.

Aisla não sobreviveu ao parto de Victorious, no entanto Miro não se importou com o fato, uma vez que a pensão continuava a chegar por conta do bebê. O dinheiro era gasto com prostíbulos, apostas e bebidas, não sobrando muito para o sustento do casebre onde viviam. Cada vez mais Miro foi caindo em decadência, definhando em seus vícios e tornando-se uma sombra do homem que uma vez fora.

Por mais que quisesse, Victorious nunca teve o amor que a maioria dos pais designa aos filhos. Foi muito solitária, passando dias sem fim brincando sozinha e estudando. Seu progenitor era irresponsável, descuidado e extremamente insiguinificante aos olhos dos demais – e a Desneroux não desistiria de alcançar uma imagem diferente da dele.

Foi criada para ser perfeita, todo o peso da casa sendo posto em seus ombros como um fardo imutável. Como era a única responsável, teve se comportar como uma adulta desde sempre, assumindo cargos que nunca seriam dados a uma criança normal. Começou a trabalhar com seis anos em uma biblioteca, ajudando as pessoas a organizar livros. Era seu passatempo favorito: Deixar as coisas em seus devidos lugares. Sempre foi impecável nisso, e, ao crescer, foi logo convidada para trabalhar como secretária de um importante promotor.

Rodeada de dois, era previsível que tentaria agir como tal. Sempre muito bem vestida e com um vocabulário e atitudes avançadas, a garota passava por alguém de uma classe muito mais alta facilmente. Foi se esquecendo de quem era e focalizando em quem gostaria de ser. Estudava demasiadamente quando não trabalhava – e isso não a fez nada bem. Tornou-se compulsiva, em especial por contas. Não passa um único segundo sem contar as coisas que vêm a sua frente: tijolos, flores, pessoas, e, caso nada seja visível, segundos. À medida que crescia tornava-se cada vez mais difícil conviver com as pessoas da mesma Casta que a sua, uma vez que estes normalmente eram desprovidos de bons modos, refinamento e estudo. Tinha de reprimir o impulso de corrigir os defeitos dos que lhe rondavam; Tornando-se assim cada vez mais obcecada com a ideia utópica da perfeição.

Quando a Seleção foi anunciada, tudo já estava pronto. Ela se inscreveria, era fato; Seus objetivos sempre foram muito além do esperado – e agora ela tentará alcançar o maior de todos: a perfeição de uma rainha.

☩ the dark side.

Em uma palavra: perfeccionista - seu desejo por perfeição é tão dominante que faz com que ela ouça vozes que lhe criticam ou lhe dão ordens. Victorious muitas vezes tente a assustar as pessoas por não ser o que chamam de “amigável”. É direta e sem devaneios, sabe muito bem o que quer e não vai ficar esperando os outros fazerem algo que sabe poder conseguir sozinha. Extremamente calculista, sempre possuí uma intenção atrás do sorriso caloroso. Victorious é vingativa, não obstante nunca perde a compostura perante a raiva, uma vez que sempre age através da razão. Seus planos são minuciosos e detalhados, não contendo erro algum. Desde os seus quatro anos, quando aprendeu a escrever, anda com um caderno de um lado para o outro, e não se separa do mesmo em hipótese alguma.

Caso lhe perguntem o que tanto escreve, a resposta será curta: tudo. Quando muito nervosa por não estar seguindo seus exemplos de perfeição, tende a se machucar e deixar isso em segredo. Qualquer coisa fora do lugar, seja um quadro desalinhado ou uma pessoa fazendo algo que não deve, pode deixá-la mais estressada do que o normal e tentará consertar seja lá o que for. A verdade sobre Victorious é que ela anda em um tapete de vidro diariamente, e qualquer deslize pode levar a um desastre.

  Muitos dizem que ela é idêntica a PHOEBE TONKIN. Victorius está indisponível. 

Lembro de te ver sorrindo ao me ver irritada com suas traquinagens. Lembro de você indo para a escola, com se tivesse realizando um sonho. Entrando num novo mundo, descobrindo detalhes da vida, provando nossos sabores e esticando-se a todo momento. Lembro de você tomando coca-cola pela milésima vez, como se nunca tivesse tomado. Você aproveitando cada segundo nas praias, no campo ou mesmo no trânsito. Tudo tinha graça pra você. Todas as coisas eram motivo para te fazer gargalhar por horas a fio, e criar novas histórias. Agora que cresceu, vejo o quanto foi importante pra mim ter vivido essa tua fase. Eu sei que continuas uma criança. Nós dois sabemos, mesmo que você não queira admitir. Mas, você fez muito por mim sem saber. Mesmo quando você me chateava e eu ficava com birra pelo resto da semana com você. Entretanto, você me deu sua infância um pouquinho e me ensinou a viver cada segundo. A pisar na terra molhada da chuva sem preocupações, abraçar cachorros maiores que eu, subir em árvores e fazer qualquer simples momento em grande lembrança. Hoje eu sei o quanto simples momentos, nos fazem ter grandes memórias.

Lys-Belli Alves, in Simples memórias

tell me where it hurts, to hell with everybody else; mcpotter (flashback)

Se tinha algo que fazia com que Marlene Mckinnon perdesse as estribeiras era a perda de alguém querido. O primeiro melhor amigo de Marlene foi seu avô, ele sempre esteve lá para ela, cobrindo suas traquinagens e ajudando com outras, ensinando a ela os valores reais da vida e deixando com que ela brincasse com sua varinha o quanto quisesse. Ela lembrava que ela sentava no colo dele enquanto ele lhe contava histórias de uma era onde os tempos sombrios não tinham tocado, e ele era a única pessoa no mundo que a chamava de Mcqueen. E ela o perdeu. Ele fora assassinado por um comensal da morte no final do ano passado, então Marlene sabia exatamente como era perder alguém para quem ligava mais do que tudo. E era por essa razão, ela estava indo para a casa dos Potter naquele exato momento, porque ela sabia que não importasse o quanto alguém que sofreu uma perda desejasse a solidão, ela nunca era realmente bem vinda. Não demorou muito para que ela chegasse a porta dos Potter, tocou a campainha esperando muito que James estivesse ali, e o Sr.Charlus também, afinal, Marlene queria muito demonstrar as devidas condolências ao pai de James pela mulher que sempre cuidou dela como se fosse uma filha, a mulher dele.

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