Eu não sei se você já experimentou essa sensação, esse aperto que dá no peito quando a gente cansa de tanto lutar. Essa tristeza sem fim ao olhar pro futuro e ver os mesmos erros do passado. Eu não sei se você já se sentiu sufocar, se já chorou todas as lágrimas que tinha, se repetiu milhares de vezes que desistia de tudo. Eu já. E posso afirmar que há sempre algo no fim do túnel, mesmo que não seja uma luz; às vezes é um abraço de quem se ama, um sorriso sincero, um “senti sua falta”. Não importa o que seja, há sempre algo no fim do túnel. Algo que servirá pra nos lembrar que o final muitas vezes é só um recomeço.
—  Azul Ciano.
Era impossível segurar as lágrimas. Eu já tinha poupado o mundo inúmeras vezes, mas chegou a hora de devolver as dores que ele mesmo me deu, chegou a hora de chover e quem sabe, inundar.
—  Felipe Bueno.
Tô feliz, acredita? Olha só a ironia, fui buscar o amor e já tinha. Fui tentar ser feliz e já era. Fui tentar me encontrar e me perdi. E, que loucura, precisei me perder para me valorizar.
—  Tati Bernardi.  
Princesas, entendam... Mulher que entra em relação com homem comprometido, na esperança dele largar a namorada, tem que saber que já entrou na parada perdendo, porque quando entramos na vida de um homem, devemos entrar pela porta da frente, com os pés calçados, sorrindo e segura, não fugida saindo pelos fundos, de sapato na mão, descabelada, sem café da manhã e mais tarde chorar no travesseiro. Homem da sua vida, é o que te escolheu e te viu como única mulher pra fazê-lo feliz, não o que te viu como única coisa que ele tinha pra beliscar no momento.
70- FINAL DE SEMANA PASSA VOANDO

O sábado passou e com ele os laços entre Clara e sua família ficaram cada vez mais próximos. Ela passou o dia inteiro no parque com seus irmãos e em determinado momento, Júnior os conheceu, assim como finalmente conheceu Max.

Por mais que a loira sempre tenha considerado educação ou mesmo sedução da parte de Júnior em sempre perguntar por seu filho, ela viu o tamanho do engano com aquele encontro entre os dois. Júnior realmente tinha jeito com crianças, era simpático, charmoso, engraçado e carinhoso. Max simplesmente estava encantado por ele, o encantamento foi tão grande que seus irmãos ao perceberem convidaram Júnior para o almoço de domingo. O amigo de Vanessa tentou negar, dar desculpas, mas Marcos era insistente e raramente não conseguia o que queria. Clara percebeu que ele entendeu tudo errado, pois acreditou que o jeito bobo e apaixonado da irmã era por conta de Júnior e não por, na verdade, Vanessa, a quem ele sequer conhecia ou ouvira falar.Pensar nisso doía um pouco no coração de Clara.

Como podia seus irmãos e seu filho conhecerem um dos amigos da mulher por quem seu coração batia descompassado e com quem ela vivia uma linda história, mas sequer sabiam da existência da própria mulher¿ Definitivamente não estava muito certo, mas ela respirava profundamente e se convencia que era cedo demais para jogar Vanessa aos leões. Ela queria apenas ter um pouco mais de confiança de que Van não seria maltratada ou mesmo que não fosse passar por nenhuma situação constrangedora, seria inaceitável para loira ser a culpada por colocá-la em uma posição de exposição tão grande e ela sair magoada de alguma forma.

Portanto, ela se calou quando Júnior perguntou se mais algum amigo de Clara seria convidado. Ele perguntou de novo, como querendo forçar a loira a dizer algo e ela simplesmente sorriu e disse que Paula iria aparecer para o domingo e também sua madrinha Ana, mãe de Rick. Júnior fez cara de quem estava pensando e acabara por concordar mentalmente que com aquela lista de convidados, seria realmente melhor que Vanessa não fosse convidada. Afinal, sua amiga teria de passar pelo clivo da mãe, padrasto e irmãos de Clara, além de dividir o espaço com a mãe do cara que provavelmente estaria sofrendo por ela, e tudo junto, numa única refeição. Realmente, isso seria indigesto demais, até mesmo com a sua presença e com a possível presença de Paula.

Ele poderia aceitar o convite e na última hora dar uma desculpa, porém a verdade é que quando Clara contou sobre a declaração de Vanessa e, principalmente, o fato de van ter levado a loira ao “seu lar”, um instinto protetor o acometeu com tudo. Ele não queria que sua amiga, sua irmã fosse magoada, então, seria até interessante conhecer a família de Clara, observar o clima e claro, iria adorar reencontrar Paula, que estava sumida nos últimos dias. Então ele realmente iria, estava resolvido.

**

C: Jú – ela o abraçou feliz – você veio, entra, por favor! Achei que não viria!

J: resolvi vir e trouxe um presente para o garotão aí! – disse abaixando e levantando Max que correra em sua direção.

C: Olha filho, você ganhou um presente, como a gente diz quando ganha um presente¿ - doce.

Max prontamente pronunciou “obrigado” da melhor forma que conseguiu, logo abraçando Júnior pelo pescoço e lhe dando um beijo molhado no rosto. Júnior sorria bobo com aquele menino, ele conseguia conquistar quem quisesse de tão carinhoso e meigo.

C: Obrigada, Jú! É muito importante pra mim o seu carinho por ele. Acho que ele sente falta do pai, sabe¿ - triste.

Júnior respirou fundo e assentiu com pesar. Max era um garoto incrível demais para se sentir abandonado por qualquer pessoa, bastava olhar para aquela criança para se perguntar de forma categórica como um pai poderia se afastar tanto assim dela.

M: Ele não ligou pra você ainda¿ - curioso.

Clara conversou com o irmão e contou toda a história sobre ela e F., a separação, o sumiço. Tudo. E diante daquela pergunta, a loira simplesmente negou com a cabeça e sorriu amarelo em seguida, respirando fundo.

C: Podemos mudar de assunto¿ Vamos apenas nos divertir em família hoje! – disse dando um beijo na bochecha de Max, que ainda estava no colo de Júnior.

**

Todos os convidados apareceram e o almoço de domingo foi bem tranqüilo, apesar da troca intensa de olhares entre Clara e Ana. Algumas pessoas na mesa perceberam isso e apenas os que sabiam do que acontecera eram Júnior e Paula, que se olhavam cúmplices e conversam animadamente tentando também disfarçar o clima que se formava quando aquela troca de olhares era percebida por mais alguém na mesa. Ana falou sobre ter abdicado do seu famoso almoço de domingo para que pudesse rever os filhos de Dona R.

Dona R. estava crente que Júnior era a tal pessoa por quem Clara estava apaixonada e isso a deixou muito feliz, quase radiante, principalmente ao ver o carinho do rapaz com Max. Porém, depois do almoço, era claro o interesse de Júnior por Paula e o dela por ele. Era óbvio que sua filha sequer ligava para isso e que ela tampouco o olhava com aquele ar de apaixonado que tem estado em seu rosto nos últimos dias. Dona R. sabia que algo especial tinha acontecido com Clara na sexta-feira, pois ela estava toda temerosa e pelos cantos pensativa, mas desde sábado ela parecia renovada, radiante, feliz, animada, apaixonada. Clara estava exalando confiança e coração de mãe não se engana: aquele comportamento novo era sim por culpa dessa pessoa misteriosa por quem ela estava de quatro, sim, porque até Dona R. percebia o quanto Clara estava entregue aos sentimentos que nutria por aquela pessoa, seja lá quem fosse.

Enquanto Ana e Dona R. arrumavam a casa e a cozinha pós almoço, todos os outros estavam sentados pela sala. Clara, Júnior, Paula e Max estavam sentados no chão e brincavam felizes. Os irmãos de Clara tentavam recolher seus pertences pela sala, precisavam arrumar suas malas, mas logo desistiram e foram descansar um pouco após o almoço.

J: E aí¿ Falou com ela¿ - sussurrou.

***Flashback ON***

Abri os olhos sonolenta, era manhã de sábado e eu sabia que teria de ir ao parque com meus irmãos e Max como havíamos combinado no dia anterior. Sentia o cheiro forte de café na casa e as vozes animadas em uma conversa que parecia ser sobre minha sobrinha. Pelos gritinhos de Max, ele deveria estar há algum tempo acordado, pois assim que ele acorda, costuma ficar um pouco cabisbaixo até que seja alimentado. Pensar nisso me fez rir, meu filho gostava bastante de comer, era o gorducho da mamãe.

Estranho, mas isso me lembrou Vanessa, outra que apesar da dieta, adora comer rs. Falando nela, que horas devem ser isso¿

Peguei o celular e vi que eram 10horas. Revirei os olhos e me joguei na cama com pesar. Putaquepariu, dormi muito pouco. Mas logo notei que eu sorria aberto feito uma boba apaixonada e sim, eu estava mesmo me sentindo assim. Valeu a pena cada segundo a menos de sono, eu não tinha como negar, ao contrário, minha vontade era contar logo para todo mundo o que havia acontecido entre nós nessa madrugada.

“Para o melhor bumbum que eu já vi na vida, o meu melhor sorriso rs. =) Saiba que a única responsável pelo fato de eu corar toda vez que sorrio, é você. Ninguém sequer precisa saber da minha vida para constatar que existe uma pessoa muito especial nela me fazendo feliz.”

Enviei a mensagem no whatsapp e me arrependi pelo tom de declaração apaixonada logo depois, mas era o que eu sentia e se eu não podia contar para todo mundo o que está acontecendo entre a gente, contaria para ela.  Respirei fundo e levantei, precisava me organizar para sair em breve, conhecendo meus irmãos do jeito que conheço, não poderia me atrasar para evitar aborrecimentos. Eles realmente queriam aproveitar todo o tempo comigo e com Max e, estavam cobertos de razão.

O dia no parque estava maravilhoso, sentia meu corpo cansado e dolorido, provavelmente pelas poucas horas de sono. Estava ali com eles, feliz e me divertindo, mas meu pensamento não saia dela. Será que já tinha acordado¿ O que estava fazendo¿ Será que se arrependia das cosias que me disse¿ Eu não tinha como saber, mas algo não saia da cabeça: ela ter me levado naquela casa, era uma espécie de chácara, tirando o interior, eu não consegui ver direito o lado externo da propriedade, mas creio que era uma chácara sim. Aquela atitude dela parecia ter sido importante, por mais que ela nada disse em relação a importância do seu ato, eu percebia pelo seu jeito e pelas coisas que ela falava o quanto aquilo significava muito para ela. Ela estava insegura no começo, quase temerosa, mas logo se soltou como uma criança e, eu pude perceber que embora fosse difícil para Vanessa me dizer sobre seus sentimentos, era fácil para ela demonstrar cada um deles e era o que ela estava fazendo, levar-me até aquele lugar foi como dizer que me queria naquele sonho, naquele futuro lindo que ela imaginava na cabecinha dela. E isso me encantava, surpreendia e, claro, causava medo, não queria decepcioná-la de nenhuma forma.

O júnior ter aparecido ali, bem do meu lado, foi uma coisa de Deus. Eu precisava demais falar com alguém, contar o que aconteceu entre nós, mesmo que superficialmente e, claro, contei para ele. Foi divertido ver o quanto ele estava incrédulo com as coisas que contei. Principalmente quando falei que ela me levou naquele lugar. Ele parecia ter visto um fantasma ou ter descoberto que eu era uma extraterrestre. Sentia vontade de gargalhar com aquilo, parte pelo jeito dele, parte por ter realmente a certeza que aquele gesto dela era imensamente significativo: Vanessa queria que participasse do futuro dela. Eu não poderia ter ficado mais feliz depois disso ser certeza para mim.

Saí do parque, descansei, cuidei do meu filhote e fui me arrumar e trabalhar. Passei o dia todo sem sinal de vida de Vanessa, cheguei a ficar preocupada com isso e aquele medo dela ter se arrependido me tomou completamente. Mas quando eu estava chegando na boate ela deu notícias.

“Posso dizer o msm sobre vc e os sorrisos que me causa. Dona Solange me pegou pensando em vc  várias vezes hoje e em todas elas eu tive vontade de morrer de tão envergonhada que fiquei hahaha. Não to acostumada com isso, Clara rs. Estar assim tão exposta é diferente pra mim. Enfim, desculpa não ter dado sinal de vida antes. Acordei tarde e fui malhar logo depois do almoço. Voltei para casa e queria pensar nas coisas que aconteceram com a gente, sei lá. Colocar a cabeça no lugar, sabe¿ Foi um passo muito grande para mim.”

Li aquilo e no final da mensagem meu coração apertou. Porém vi que havia mais mensagens dela.

“Não pense besteira, ta¿ Está tudo ok com a gente, mesmo. Eu só precisava de um tempo pra mim. Não quero te assustar nem nada. E tb não quero ficar um grude rs. Mano rs, não sei direito como fazer isso rs. Espero que vc me ajude, sabe bem melhor do que eu, n levo jeito pra essas coisas de paixão haha =p! Ai, esquece td que eu falei rs. Bom trabalho hoje, vai mandar bem como sempre. Fiquei longe do chefe…brincadeira rs.”

Ri alto ao ler aquilo. Ela passou de fofa para insegura e terminou sendo ciumenta em 2 segundos. Que cisma ela pegou de Marcelo.

“Não fica brava, era só brincadeira mesmo. Beijos, Clarinha =)”

**Flashback OFF**

Óbvio que à medida que contava para os dois sobre as mensagens de Vanessa, também contei para Paula sobre a madrugada de sexta para sábado e tudo o mais que aconteceu nela. Paula ficou super feliz por mim, dava para enxergar de longe. Minha mãe notava a gente fofocando baixo e franzia a testa como quem pensasse o que estaríamos conversando. Júnior realmente era incrível, o cara que todo mundo queria. Claro que ele não prestava com as mulheres, mas era chocante como ele se sentia à vontade com toda e qualquer pessoa, mesmo ali na minha casa, só conhecendo a mim e a Paula, parecia que conhecia minha família há anos, mesmo sendo discreto.

Percebi que os dois queriam algo um com o outro e eu sorria com isso, fazia gosto, apesar de saber que isso me encrencaria com Thaís, até onde eu saiba, ela gosta dele de verdade, nunca o esqueceu e eu a entendia.  Eles riam de Vanessa e do jeito perdido dela, davam conselhos de como eu deveria agir com ela e tudo o mais. Nós ríamos cúmplices no chão da sala, enquanto meu pequeno se divertia com o carrinho de controle remoto que Júnior levou para ele.

Comecei a contar que respondi a mensagem de Vanessa na mesma hora. Apenas disse para ela que já estava na boate e que estava tudo bem entre nós, que deixaríamos as coisas acontecerem de forma natural e no tempo certo, no tempo dela. Desejei boa noite e disse para que se despreocupasse porque Marcelo não estava na boate naquela noite.

Depois dessa mensagem, ela não havia mandando mais resposta e sequer entrou em contato comigo no domingo, mas eu achava normal, ainda era cedo, ela poderia estar ocupada, fazendo as coisas dela e eu não queria invadir seu espaço, não queria fazê-la temer que eu quisesse apressar as coisas, colar nela, nada disso.

Ambos concordaram comigo, apesar de todas as declarações e do jeito fofo dela, eu precisava deixá-la respirar, dar liberdade para ela ser ela mesmo ou então não daria certo. E esse era meu maior medo, forçar Vanessa a ser quem ela não era apenas para me agradar, apenas para não me perder e, de repente, isso fazer com que ela se desapaixone por mim.

Enfim, mais um dia longo. Mais um fim de semana de trabalho, mas dessa vez familiar. Ana não tocou no nome de Rick ou no de Vanessa, eu fiz o mesmo. Deixaria nossa conversa para um momento propício e com minha mãe bem longe rs.

Deitei na cama morta, outro dia puxado. Meus olhos estavam vermelhos e inchados do choro recente por ter que me despedir dos meus irmãos, mas eu estava feliz, realmente feliz depois de tanto tempo sem esse sentimento me preencher tanto e tão bem. Podia respirar aliviada com aquela paz dentro de mim.

Tudo que eu sei é que depois de um encontro incrível com Vanessa, passamos 2 dias sem nos encontrar. Eu com a minha família, ela com os pensamentos e afazeres dela. Precisávamos desse tempo, Van precisava desse tempo, agora era torcer para que ela não dê passos para trás.

Mamãe sempre tem mania de ir ao meu quarto avisar que está indo para o trabalho, mesmo que eu nunca responda ela pois geralmente ela saí as 6 da manhã, e eu estou dormindo. Como um dia qualquer, ela foi ao meu quarto e me disse: “Filho, estou indo para o serviço.” Só que ela notou algo diferente, eu estava tremendo. Começou a me sacudir e a falar “acorda acorda, filho, acorda”, e eu não acordava. Ela pegou o meu pulso e parecia que meu coração tinha parado, eu senti que ela estava chorando. Gritou logo o meu pai e fomos direto para o hospital, eu meio que escutei ela dizendo “filho, mamãe te ama tá?”, mas eu não abria nem os olhos. Não escutei mais nada, simplesmente apaguei e por alguns minutos, senti a sensação de está morto. Não sei o que fizeram comigo, mas sei que horas depois abri o olho, e lá estava ela segurando minha mão e falando com o médico: “Ele vai ficar bem né? Não vai doutor?” Eu não escutei a resposta do médico, mas minha mãe segurou minha mão bem forte e abraçou o meu pai logo em seguida. Eu não sei se foi boa ou má o que o médico disse, sei que eu não quero mais vê a minha mãe chorar por quase perder teu filho, de novo.
—  O menino Charlie.
Cristo vivenciou sofrimentos e perseguições desde a sua
infância. Foi incompreendido, rejeitado, zombado, cuspido no rosto. Foi ferido física e
psicologicamente. Porém, apesar de tantas misérias e sofrimentos, não desenvolveu uma emoção
agressiva e ansiosa; pelo contrário, ele exalava tranqüilidade diante das mais tensas situações e ainda
tinha fôlego para discursar sobre o amor no seu mais poético sentido.
—  Augusto Cury, Análise da inteligência de Cristo, o Mestre dos mestres.
Nos conhecemos faz um pouco mais de dois meses, recentemente eu tinha terminado um relacionamento, e ela também.
Antes de nos conhecermos, fizemos pra nós mesmo promessas iguais de não se apaixonar por mais ninguém.
Engraçado foi que, acabamos se apaixonando um pelo outro.
—  Um paulista e uma carioca.

Fernand olhava o castelo com bastante curiosidade. Fazia dois dias que havia retornado para ele, pela consciência que ao menos ali tinha rosto conhecidos, e por estar um tanto apavorado por certos homens que andavam rondando e lhe questionando na floresta, acabou por se isolar nos lugares mais escondidos do castelo. Ainda não era fã da luz ou dos sons. 

Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
—  Caio Fernando Abreu.

Se você está passando por algum grande sofrimento e pensa que não pode mais suportar, se lance aos pés de Jesus. Ele está esperando por você, está esperando a sua permissão para que possa te fazer feliz. Digo por experiência própria, Ele me trouxe vida, me tirou do mais fundo poço de perdição, me iluminou. Quantas foram as vezes que pensei ter nascido só para sofrer! Mas Ele me mostrou que quando ainda informe eu estava no ventre da minha mãe, já tinha planejado toda a minha vida e derramado bençãos sobre mim. Assim é com você também, tome a decisão de se entregar! Negue-se a si mesmo, viva dEle, por Ele e para Ele! Amém!? Ele faz novas todas as coisas. Ele está lutando por você agora, mesmo que você não possa perceber.

Capítulo 12

depois de toda confusão nao hospital,Leticia adormeceu,Solange passou a noite no hospital,dia seguinte,Sérgio esta na sala tomando café junto com claudia.

claudia: Sérgio vc esta meio batido

Sérgio: passei a noite me claro

claudia: vc deixou a Solange ficar no hospital?

Sérgio: sim ela quis ficar eu tbm tinha que ir para empresa,ela é mae era o minimo que podia fazer.

 claudia: mas ela nao precisava ficar para mim ela quis ficar por causa do augusto

Sérgio: oque quer dizer com isso?

claudia: só vc nao percebe que sua esposa é louca pelo seu irmão,pergunte a lurdinha(lurdinha vinha entrando na sala)lurdinha conte ao meu cunhando,que uma vez vc viu os dois conversando na biblioteca,muito a vontade(lança uma olhar para lurdinha ameaçador)

lurdinha: é..é vdd senhor,eu interrompi a conversa e eles disfarçaram,mas estavam muito a vontade,com muitos risos,eu ia te dizer mas achei que nao devia me meter.

 Sérgio: eu vou para empresa(sai furioso,as duas se olham)

claudia: bom trabalho lurdinha

lurdinha ri

claudia: muito em breve…os dois estao separados,vamos até meu quarto lurdinha.

lurdinha: sim senhorita(saem)

ja no colégio,Vanessa chega e encontra Clara no portão da escola.

Clara: Vanessa

Vanessa: oi Clara

Clara: vc esta bem?vc saiu do spice games chorando ontem oque aconteceu?

Vanessa: Clara eu preciso falar com vc

Clara: eu tbm Vanessa..vamos la no jardim?

Vanessa: mas e a aula?

Clara: a gente entra na segunda aula,tudo bem pra vc?

Vanessa: claro….(vão para o jardim da escola que ficava atrás da escola)

Clara: bom oque vc queria me falar?

Vanessa: Clara ontem quando vc me disse aquelas coisas,pq me disse tudo aquilo?

Clara :ha Vanessa,esquece

Vanessa: nao Clara eu preciso saber

Clara: pra que,acho melhor nao,tenho certeza que iria perde sua amizade pra sempre,e se for para acontecer isso eu prefiro ficar assim…mas pq esse interesse?

 Vanessa: eu pensei uma coisa..mas vejo que me enganei.

Clara: pq esta dizendo isso?

Vanessa: eu pensei que…que..vc gostasse de mim

Clara: eu gosto vc é minha amiga

Vanessa: nao assim Clara…ai me desculpe mas eu pensei que fosse de outra forma,pq eu gosto de vc de outra forma.

 Clara: oque?como assim?eu nao entendo ta querendo dizer que….

Vanessa: Clara eu estou…estou…aiiiiiii que droga garota,porque você?porque?

Clara: Vanessa oque foi,por quem esta falando assim?

Vanessa: Clara eu estou apaixonada..

Clara: por quem?

Vanessa: por..por vc…

Clara fica Surpresa

continua……….

Ela se importou mais contigo do que com todas as outras pessoas. Ela passou várias e várias noites inteiras no celular com você, mesmo sabendo que tinha que acordar cedo no dia seguinte. Deixou de sair com as amigas, porque você preferia ficar em casa. Se afastou de todos os amigos que você não gostava ou possuía alguma restrição. Abriu mão de muita coisa por você. Ela acreditou em você. Achou que tinha sinceridade quando você dizia aquelas baboseiras que gente apaixonada diz. Ela acreditou em vocês, juntos. Mas por ironia, você acabou com tudo. Enquanto ela fazia de tudo por vocês dois, você usou e abusou disso. Entenda, ninguém vai te atender às quatro da manhã em plena segunda-feira, como também não vai te esperar por tanto tempo como ela te esperou. Mas a escolha foi sua e você vai ter que arcar com as consequências. Então, para de procurá-la. Para de agir como quem ainda, no fundo, se importa. Porque ela não quer mais saber de você. Não quer mais ter que aguentar todas as suas burradas, suas mancadas e seus erros, um atrás do outro. Ela não está mais a fim de encontrar alguma justificativa pra todas as brigas. É! As amigas dela tinham razão; tu não passa mais de uma pessoa imbecil, que não sabe o que quer da vida. E ela não quer mais ser a sua vida. E dessa vez, é pra valer.

Sobre a saude

Primeiramente: Não tinha foto minha do corpo todo aqui (eu acho), aí resolvi postar essa.

Segundamente (essa palavra não existe, eu sei): Resolvi postar a foto pra dizer que voltei a fazer academia, fiquei (ACHO QUE) uns 4 meses parado, e ontem decidi voltar. 

Sei que vão falar que é um absurdo eu ter esse corpo sem nem me exercitar e que eu sou saudável e toda aquela coisa, mas sério, corpo magro não é sinal de corpo saudável ou de vida saudável, tenho o corpo assim porque realmente meu metabolismo é acelerado e não me deixa ter gorduras, sim eu queria ser gordinho. 

Para o pessoal que acha que fazendo o tratamento hormonal a gordura vai se redistribuir pelo corpo e que não vai ser preciso fazer algum exercício, isso é um tremendo engano. Apesar do tratamento ajudar bastante com o corpo, depois que você começa com ele você precisa se cuidar ainda mais com a sua saúde, cuidar com o que se alimenta, cuidar principalmente com bebidas, as alcoólicas, seu fígado é o que mais sofre com isso. Fumar também é prejudicial, tanto pra quem faz o tratamento quanto pra quem não faz, não é bom de jeito nenhum haha 

Enfim, voltei a fazer academia principalmente por saúde e não por querer músculos e ficar “maromba”. Depois que parei com a academia acabei ficando sedentário, quase não saía de casa e só ficava na frente do computador ou fazendo coisas que gastavam pouca energia, sim, sou preguiçoso rs Comecei a ter dores fortes nos joelhos e me canso muito rápido, parte disso foi pela época que fumei. Já fumei sim e por isso sei os danos que o cigarro faz e posso alertar para que parem ou para que realmente não comecem a fumar. 

Não precisa necessariamente fazer academia para levar uma vida saudável, ou só academia também não resolve, é preciso cuidar a alimentação também. E mesmo que não vá fazer academia, procure fazer algo que lhe ajude contra o sedentarismo, algum esporte ou caminhadas frequentes. 

Terminando a enrolação toda, tratamento hormonal é uma coisa séria, depois que você começa, não adianta parar que algumas coisas vão ficar pra sempre, leve uma vida saudável e procure se exercitar, testosterona é um hormônio forte e que pode causar sérios problemas se não for bem utilizada. 

CAP 21

POV CLARA

Estava tão perdida em meio a tantos pensamentos. Havia um sorriso bobo em meus lábios, uma sensação de plenitude. A noite que estive nos braços daquela garota, ficara marcada para sempre em mim. Foi tudo tão perfeito. É impossível não conter um sorriso ao lembrar da Vanessa, de suas palavras e da maneira que tudo ocorreu bem nesta manhã ao seu lado. Essa garota virou meu mundo de ponta cabeça, mas estou amando as mudanças que ela tem causado em mim. Estou assustada não nego, mas nunca vivi algo tão intenso. Nunca me deixei envolver com uma mulher mais do que apenas sexo, uma única noite. Mas me surpreendi quando quis mais com a Vanessa, eu tinha e tenho uma vontade incontrolável de estar com ela. Pareço uma adolescente que acabou de descobrir o seu primeiro amor, mas posso dizer que só descobri esse amor agora. Amor? Eu estou amando a Vanessa? Meu Deus, até isso é novo. Descobrir o amor depois de ter vivido tantas coisas, de ter me casado, construído uma família. Vim buscar tranquilidade nesse país e o que acabei descobrindo? O amor da minha vida. O que essa garota causa em mim é um mistério, tantas sensações desconhecidas. Estou tão completa e feliz, como a noite de ontem foi perfeita. É uma pena ter que voltar a realidade e ver os problemas que ainda tenho que enfrentar. Preciso resolver o mais rápido possível minha situação com o Fabian, ver como ficara a empresa e uma série de coisas que deixei para trás. Estou com tanto medo. Agora que decidi ficar no Brasil e uma das razões é a Vanessa, eu preciso contar tudo para ela. Saber se ela está disposta a me esperar e se será forte o suficiente para permanecer ao meu lado. O Fabian mudou tanto, desconheço o homem que se tornou. Só de pensar nele sinto um frio na espinha, um aperto no peito. Preciso resolver tudo o quanto antes.

Max: Mama…mama – ele veio na minha direção, me tirando dos meus pensamentos. Havia algo em suas mãozinhas.

Clara: O que é isso meu amor? Deixa mamãe ver – ele tinha em suas mãos um celular – A tia Van esqueceu o celular dela amor. Mamãe vai guardar.

Quando voltava do quarto ouvi o barulho da porta do apartamento se abrir. Pensei que talvez fosse a Vanessa, provavelmente se deu conta que havia esquecido o celular e voltou para buscá-lo. No meu rosto se formou um sorriso e no mesmo instante ele foi desfeito.

Junior: Credo Clara, poderia disfarçar mais a decepção em nos ver – ele sorriu ao entrar com Mayra – Pelo visto a Van não está mais por aqui.

Clara: Deixa de ser bobo. Ela já foi – não pude evitar um suspiro triste. Voltei a me sentar no sofá.

Mayra: E então, me conta tudo. Como foi a noite ? - ela se sentou ao meu lado toda empolgada e colocou Max em seu colo.

Clara: Perfeita – sorri boba – Obrigada por passarem a noite fora

Junior: Não precisa agradecer, vocês mereciam esse tempo juntas. Ainda mais depois de tudo que andou acontecendo.

Mayra: Você só tem isso pra falar? A gente dormiu no Edu, você sabe o que é aquele apartamento dele? – ela ria alto tentando se fazer de brava.

Clara: Desculpa gente, mas sem detalhes. Só posso dizer que estou perdidamente apaixonada por aquela garota – sorri abraçando May e Max ao mesmo tempo – Tenho certeza que você amou passar a noite lá Mayra.

Junior: Agora falando um pouco sério. Tô muito feliz por você mana, mesmo. Mas… quando vai conversar com a Van? - ele se sentou ao meu lado

Clara: Não sei Ju, a May já conversou comigo sobre isso. Eu realmente não sei. A noite de ontem foi perfeita, a gente se gosta. Quero ela na minha vida, mas estou apreensiva – fiquei nervosa e desviei meus olhos do dele.

Junior: Eu posso conversar com ela, se você quiser – ele disse ao segurar minha mão

Clara: Obrigada Ju, acho que sou eu que tenho que fazer isso. Preciso conversar com o Pitter antes, depois que algumas coisas estiverem encaminhadas. Conversarei com ela – disse e ele assentiu.

Mayra: Clarinha, liga logo pro Pitter. Não demora de resolver isso não. O Fabian não é confiável – disse com um semblante preocupado

Clara: Ligarei agora, quanto antes melhor. May, olha o Max enquanto faço a ligação? - disse ao me levantar

Mayra: Claro, não se preocupe – ela sorriu

Junior: Vou pedir algo para almoçarmos, já são 14H. Estou faminto – ele disse sorrindo

Clara: Tudo bem. Ju, liga para a Sol e avisa que a Van esqueceu o celular aqui. Provavelmente essa ligação vai ser bem demorada. Podem almoçar sem mim – disse já me encaminhando para o quarto.

Acho que um dos motivos para enrolar tanto ao ligar para o Pitter, era o medo que estava do meu chão desmoronar. Respirei fundo tentando acalmar meu coração, minhas mãos estavam trêmulas, tive que apertar o celular em minhas mãos para o mesmo não cair. Não demorou muito para ele atender.

Petter: Clara !?

Clara: Oi Petter, está ocupado?

Petter: Não, mas estou preocupado

Clara: Algum problema com a Milla? Desculpe não retornar sua ligação

Petter: Não, ela está bem. O Jean seu advogado entrou em contato comigo, disse que não poderia ficar com seu caso. Disse que tentou entrar em contato com você, mas não conseguiu. Você sabe que eu e o Jean somos muito amigos, também sei que é falta de profissionalismo o que ele fez, mas ele estava bastante preocupado e me contou que o Fabian não assinou os papéis do divórcio.

Clara: O próprio Fabian me falou que não assinou. Petter, eu preciso da sua ajuda. Não quis te envolver nisso pelo fato de você e o Fabian serem amigos, mas não confio mais em ninguém além de você.

Petter: Eu e o Fabian não somos amigos Clara, nunca fomos. Só mantínhamos as aparências por você. Desculpe, mas nunca confiei nele e acho que você também não deveria.

Resolvi contar tudo o que havia ocorrido entre eu e o Fabian. O Petter ouviu tudo e se manifestava sempre sobre algo. Fiquei surpresa com as coisas que ele me falava, das brigas que já teve com o Fabian e principalmente das traições, fiquei chocada. O Fabian me traia descaradamente e ninguém nunca me contou nada. Tá certo que eu era cega, mas no fundo a May estava certa o tempo todo. Briguei por alguém que não merecia se quer o meu respeito, o meu carinho e minha admiração. Aquele homem estava se tornando um completo estranho para mim. Depois de algumas horas de conversa, o Petter me instruiu a não voltar a Los Angeles até ele resolver algumas coisas, ele prepararia os papéis do divórcio e procuraria o Fabian. Conversamos algumas horas sobre tudo que seria feito e providenciado, em relação a tudo que dizia respeito aos meus interesses em Los Angeles. Ao final da ligação ficou do Petter me ligar assim que obtivesse algum parecer. Quando a ligação se encerrou eu estava em choque, o Petter despejou tanta coisa sobre o Fabian, que é tão surreal. Como pude me deixar enganar dessa forma? Quanto tempo eu perdi ao lado daquele homem, a única coisa maravilhosa que aquele homem me deu foi o Max. O amor da minha vida, a pessoa pela qual me mantenho firme e forte para suportar tudo. A  razão do meu viver.

Até parece que você já tinha o meu manual de instruções, porque você decifra os meus sonhos. Porque você sabe o que eu gosto, e porque quando você me abraça o mundo gira devagar…
—  Pitty
Capítulo 13

eu disse que a amava,meu deus como consegui,saiu de repente,nao pude conter minhas palavras,a amo,amo sim e nao posso negar,isso nunca aconteceu comigo,a conheço a tao pouco tempo,e ja sinto oque sinto por ela,agora sim eu acredito em amor a primeira vista.

Clara: Vanessa..vc ta falando serio?

Vanessa: deve estar me achando uma idiota né..acho que nunca mais vai querer ser minha amiga,mas nao posso nais Clara,vc mexeu comigo de uma forma,que nem um garoto jamais mexeu,vc fez meu coração bater mais forte mas…..

Clara: Vanessa eu nao acredito nisso,eu estava me sentindo tao mau,pensando que se eu falasse oque tinha pra te dizer vc nunca mais ia querer ser minha amiga,pq oque sinto por vc Vanessa,é tudo isso que vc disse,eu tbm estou apaixonada por vc…nao sei como nem quando isso aconteceu simplesmente nasceu.

Vanessa: Clara

Clara: Vanessa…

depois de tudo porque dissemos uma a outra…ficamos nos olhando,durante longos minutos,dava pra ver perfeitamente,oque ela e eu queríamos,mas será que podíamos?começamos se aproximar uma da outra,cada vez mais próximos nossos lábios,necessitavam um do o outro,nossos corações batiam no msm ritmo,a vontade e o desejo foi mais forte que nós msm,se entregamos em um doce,apaixonado,e muito esperado beijo,naquele momento varias coisas se passaram na minha cabeça e na dela tbm,a parti daquele momento,estávamos se colocando diante dos preconceitos,da fúrias de nossos pais e amigos,do desprezo de muitos,e o apoio de poucos,a parto daquele momento nossas vidas estava mudando completamente,depois do beijo,senti que ela ficou um pouco assustada alias nunca havia passado por isso em na vidinha dela,mas vi que nos olhos dela,havia um brilho diferente,e msm nao vendo os meus tbm havian esse brilho.

Clara e Vanessa sorriem

Clara: vamos para sala?

Vanessa: sim vamos(saem)

mas oque ela nao sabiam é que Lucas havia presenciado toda cena,e ficou enfurecido,surpreso,raiva,ciúmes,todos os sentimento ruins de uma vez,quase explodiu mas se conteve,seus olhos saiam faisca de tanta raiva,agora havia por fim decido segundo ele acabar com toda essa palhaçada.

em outra parte da cidade Paulo havia ido a ta escola onde daria aula de piano chegando la,tocou a companhia do local,estava de óculos escuros,cao o cao e bengala,a mulher que veio anteder,ja achou estranho.

moça: oque deseja?

Paulo: oi meu nome é Paulo eu vi aki para o cargo de professor de piano.

moça: ha..o senhor?

Paulo: sim eu msm

moça: ta acompanha-me

Paulo: sim(ele vai entrando com o cachorro)

moça: desculpe o cao nao pode entrar

Paulo: mas eu preciso dele,para ele poder me guiar.

moça: vc nao enxerga?

Paulo: nao senhora..

moça: entao como pode querer dar aula se vc nem ao menos enxergar,como vai dar aulas aos alunos,como vai tocar piano?

Paulo: eu toco piano com as mãos senhora nao com os olhos,e quando dar aula,nao s preocupe eu tive aula de piano durante 3 anos,deixe meu cachorro entra,o nome dele é fox ele é muito educado.

moça: ele nao vai entra se vc quiser entre sem ela,se nao pode ir embora(o cachorro começa a latir e ir pra cima da mulher)segure esse cao

Paulo: para fox

moça: cachorro idiota(Paulo abaixou-se até o cao e falou)

Paulo: fox me espera um momento(o cachorro late  tipo dizendo  sim)olha senhora nao sei se ja sabe dessa léi,mas os caos guias poden entrar em qualquer local com o seu dono ja que somos deficientes visuais e sao nossos caes que nus guiam,eu preciso dele.

moça: ele nao vai entrar aki,esse saco de pulgas

Paulo: ele nao tem pulgas senhora,eu preciso entra aonde sta sua chefe?

moça: esta bem vc venceu,nao quero ter nenhum problema com a policia entre,eu vou chamar minha chefe(sai)

em outra parte da cidade janu esta,no mercadinho do pai,quando uma jovem muito bonita se aproxima. porem a menina era negra.

janu: oi

menina: oi

janu: oque deseja?

menina: eu quero um litro de leite por favor,quanto custa?

janu: 1,50

menina: eu só tenho 1,25 posso te trazer 25 centavos depois?

janu: claro(nesse momento chega manoel)

manoel: claro oque meu filho,oque essa…menina deseja?

janu: ela veio comprar um litro de leite pai,mas ela só tem 1,25 ela perguntou se pode trazer depois eu disse que pode(vai entregar o leite,mas manoel nao deixa)

manoel:nao moça sinto muito mas vc nao pode levar,temq ue ter 1,50 certinho,mas vc nao tem sendo assim,nao vai levar…

janu: pai é 25 centavos oque isso pode fazer falta?

manoel: pode fazer muita falta,agora menina sai daqui pq tem fregueses chegando,e nao quero espanta-los,com essa nossa discussão.

menina:esta bem senhor com licença(sai)

janu: papai pq fez isso?

manoel: quer nos levar a falência

janu: papai era 25 centavos

manoel: que seja

janu: eu sei pq vc quis vender…pq a menina era negra nao é msm?

maniel: ja chega januario,quer saber era por isso msm,volte ao seu trabalho anda.

aquele beijo para mim,significou muita coisa,me senti tao bem,a Vanessa é simplesmente perfeita,ela é linda,doce,tudo parece estar tudo tao bem,só falta a minha irma voltar,mas tenho um pouquinho de medo,das consequências de tudo isso,ai deus nunca me senti assim,eu estao tao diferente,muitas coisas estao mudando dentro de mim,depois das aulas…Vanessa e eu estávamos indo embora,quando Lucas a chamou.

Lucas: Vanessa….

Vanessa: oque vc quer?

Lucas: eu preciso falar com vc

Vanessa: nao temos nada pra falar(vai saindo)

Lucas: vc vai me ouvir,queira vc ou nao(a segura pelo braço)

Clara: solta ela agora

Lucas: oque?se eu nao soltar…oque vc vai fazer?

Clara: solta ela(tira as mãos de Lucas do braço de Vanessa)vem Vanessa(saem)

Lucas: sua idiota…ha Vanessa mesquita  vc vai me pagar eu juro que vai.

Vanessa: Clara obrigada

Clara: nao precisa agradecer..agora vamos na casa desse tal cara ai.

Vanessa: sim vamos.


Solange voltou pra casa,chegando la.

marina: minha filha…

Solange: mamae oque faz fora da cama,a senhora esta doente.

marina: nao aguentava mais ficar naquele quarto,estava ficando louca…mas me conta como esta minha neta?

Solange: nada bem mamae..acho que teremos que internar a Leticia.

marina: oquê?nao,nao irei permitir que internem minha neta,Leticia nao esta louca,filha nao pode permitir.

Solange: mamae nao sei mais oque fazer onte ela atacou a claudia para tentar fujir,tentou se estar,mamae uma menina  nao faz isso,Leticia nao esta bem da cabeça.

marina: Leticia tem que estar aki em casa com a gente isso sim nao permitirei que interne minha neta,para fazerem isso terão que me matar.

Solange fica surpresa


com Clara e Vanessa elas chegam no local,era um bairro muito simples,nao tinha casas muito grande tinha casa pequena,algumas era mais um barraco.

Clara: ei eu conheço esse lugar

Vanessa: tem certeza?

Clara: sim Vanessa é aki que o vitor mora

Vanessa fica surpresa

com Clara e Van.

Clara: é aki msm Vanessa

Vanessa: entao vc conhece o diego?

Clara: se for o msm diego que,que to pensando conheço sim,vamos entrar la(entram e chegam na casa de diego,que por coincidência era o msm que Clara conhecia)diegooooo(chama)diegoooo

diego e vitor aparecem.

os dois: Clara

Vanessa: entao aquele é o famoso diego..

Clara: Vanessa aonde vc vai?

Vanessa: acertar as minhas conta com ele

Clara: Vanessa…

vitor: Clara…Vanessa que bom ver vcs

as duas: ooi

diego: oi Clara?

Clara: oi diego

diego: e quem essa?

Clara: essa é….

Vanessa: meu nome é Vanessa,eu sou irma da Leticia…acho que vc a conhece né?

diego: bom eu….

Vanessa: como vc pode fazer isso com ela? ela tema…e por sua culpa esta muito mau.

diego: oque?como assim oque tem a Leticia?

Vanessa :ela tentou se matar por sua culpa pq ela estava muito triste que vc tinha terminado tudo com ela

Clara: Vanessa calma….deixe ele explicar

Vanessa: vc vai ficar do lado dele?

Clara: nao é isso Vanessa..pq a gente nao entra e deixa ele explicar,eu conheço o diego muito bem,sei que se ele fez oque fiz teve algum motivo

diego: sim Vanessa…mas antes me diz como ela esta aonde ela esta eu preciso saber eu preciso ve-la.

Vanessa: ela esta no hospital do meu tio,e ta muito mau sabia.

vitor: Vanessa olha meu irmao me contou tudo ta,olha ele a ama muito,mas eles terminaram pq Vanessa olha pra gente,olha pra vcs seus pais nunca permitiram isso,vcs sao linda ricas,muito ricas,oque nós poderiam oferecer a vcs.

Vanessa: quando a gente ama,a gente enfrenta tudo e todos,para vivermos ao lado do nosso amor…se vc quer ve-la,ela esta no hospital do centro,se por acaso decidir ir vela,fale com meu tio augusto o medico e dono daquele hospital,tenho certeza que ele ira permitir que vc a veja…agora eu ja vou,xau vitor foi muito legal te rever

vitor: valeu…

Vanessa: vc vem Clara?

Clara: claro…xau gente(saem)

Tumblr tinha que ser que nem Secret, posts em anônimo assim seriam reblogados pela qualidade e não por ser de famosos.
Quando eu tinha apenas sete anos de idade, faziam comigo aquilo que hoje foi denominado de bullyng. Naquela época isso era denominado de crianças maldosas. Eu não sabia o por quê faziam aquilo comigo, só sabia que queria ser normal como todos eles. Mas espere, eu era completamente normal. Nasci com dois braços, duas pernas, dez dedos nas mãos e dez dedos nos pés. Tenho ouvidos, olhos, boca, nariz. Nasci com um cérebro funcional. Por que faziam aquilo comigo? Eles não só me agrediam verbalmente, eles me batiam de verdade. Quebravam meus objetos e me chamavam de tudo que é nome. Como eram mesmo? Gorda, Bob Marley, Dente de cavalo e entre muitos outros. Eu sofri isso durante sete anos inteiros sem contar isso para ninguém. Minha mãe nunca me viu chorando por causa disso, muito menos meu pai ou mesmo meus agressores. Eu era forte o suficiente para chegar em casa, passar pela sala sorrindo e ao chegar no meu quarto desmoronar em cima da cama. Eu me fechei emocionalmente para todos os tipos de aproximações de mim pois tinha medo de ser só alguém que depois fosse me magoar. Eu não tinha amigos, não tinha auto-estima, não tinha nada além de eu mesma para me ajudar naquelas horas.
Eu era o grande “nada de errado” da sociedade, os adultos olhavam pra mim e não achavam o que tinha de errado. Mas eles não olhavam no fundo dos meus olhos para enxergar lá dentro, no fundo deles, uma alma esgotada. Mesmo tão nova eu já sabia o que era cuidar de mim mesma e juntar apenas numa noite energia suficiente pra suportar o dia seguinte.
—  Desabafo
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