Eu admiro quem sofre calado. Admiro quem chora baixinho, quem não grita por ajuda, quem espera devagarinho os tempos melhores. Admiro aqueles que passam por momentos dolorosos sem fazer doer o outro, que guarda pra si o sofrimento, esses que passam longe do sofrimento anunciado, do desamor gritado e da tristeza compartilhada. Esses corações que se partem sem fazer barulho.
—  Você sabe como é sussurrar quando o que você mais quer fazer é dar um grito? 
Mas meu bem, eu só tranquei meu coração, deixei ele guardado numa caixinha porque ele carrega cicatrizes e traumas demais, não posso mais levar ele comigo não. Eu ainda sou a mesma, só que não há mais tempo para amar, não levo jeito para isso e só o que posso fazer agora é seguir em frente.
—  E você deveria saber que não precisa bater, é só entrar, você já esteve aqui antes, mas, quando esteve aqui estava tudo bagunçado.
Oh menina, deixa de ser boba, o amor que você precisa é o amor próprio.
—  Tão clichê e tão batido, mas você ainda apanha para aprender: O amor de ninguém vai preencher o espaço do seu.
Olhe dentro dos meus olhos, você enxerga minha alma destruída? Você consegue ver as cicatrizes? Você, tão prático e objetivo consegue ler a entrelinhas dos meus extremos? Aqui, jaz um coração que era capaz de amar e uma alma um pouco esperançosa que tinha fé e não se deixava abater tão fácil. Mas você veio nessa sua calmaria e levou tudo de mim. Sem nada por dentro vou seguindo em frente.
—  Vou seguindo em frente porque não tem como voltar atrás. 
Há quem diga que para escrever você precisa estar triste ou apaixonado. Discordo. Para escrever você precisa sentir, estar em conexão com seus pensamentos e libertar tudo, abrir uma gaiola e deixar voar. Os poetas que só são poetas porque levaram um pé na bunda que me perdoem, mas escrever sobre amizade, alegria e saudade é importante, porque textos não precisam ser tristes. Está na hora de escrevermos nossos sentimentos sem se importar na razão pela qual estamos escrevendo, existe alguém no mundo que está sentindo a mesma coisa que você nesse exato momento, e a magia da leitura é essa: Descobrir-se que está sendo lido no momento em que lê.
—  Por um mundo onde as pessoas falem menos bobagens e escrevam mais sentimentos.
Você jurou que não iria aguentar ver seu amor indo embora, sua amiga se afastando ou sua mãe chorando e viu, e aguentou. Você lamentou uma escolha errada, um obstáculo e um impedimento e sobreviveu, apesar de tudo.
Você lamentou o amor - por excesso e por falta, reclamou de não ter nada e reclamou também do que tinha, sentiu dores terríveis e sentiu o paradoxo que é não sentir nada. Contemplou os excessos e os vazios em seus vários tons.
Mas olha só pra você, sambou na cara da dor, de salto alto e em grande estilo, reconstruiu e construiu. Mesmo tão fraca conseguiu se fazer forte, e mesmo com todas as marcas entendeu que a melhor magia da vida é essa: Ela continua.
—  Os olhos ainda estão ardendo por enxergarem demais, mas, você sabe que precisa se despedaçar para se sentir inteira novamente.
Eu deveria ter lhe dito que não tão sou chata assim, que o silêncio me incomoda tanto só porque trás a tona meus pensamentos paranoicos e que eu precisava de um abraço. Eu deveria ter dito, e esperado com calma sua reação. Mas, então, ao invés disso eu acabei ficando calada e seu sorriso me trouxe toda a calma e serenidade que eu esperava.
Ah, você faz isso comigo, me deixa sem reação e ao mesmo tempo me faz reagir sem pensar. Eu deveria ter lhe dito ‘o que dizer’ quando você me perguntou, deveria ter respondido todas as suas perguntas e te perguntado mais. Deveria ter feito qualquer coisa pra ter certeza que você iria ficar ao me lado dessa vez.
—  Deveria ter feito mais do que só me sentir aliviada por ter um minuto da sua atenção. 
Perder um amigo não dói, o que dói é olhar para ele e saber que não vão se falar mais, dói também olhar para o passado e entender o porque valeu tanto a pena ter ele do seu lado, e dói muito mais olhar para o futuro e imaginar a vida sem ele.
Perder um amigo é natural, na vida, estamos sujeitos a perdas o tempo todo, perdemos os dentes, as vergonhas, os medos,as roupas,o dinheiro, e até o juízo, e continuamos vivos. Só que ninguém está preparado para perder alguém, nunca.
E aí então começa o drama, quando você imagina que junto com a perda do seu amigo você vai se perder. Não sejamos idiotas, ninguém pertence a ninguém e esse pequeno fato torna o medo de perder um amigo tão desnecessário. Deveríamos ter medo é de nos perder, a ponto de acreditar que precisamos de outra pessoa para continuar nosso caminho.
Antes de sermos dois, temos que ser um, para não nos esquecer que embora triste, é um fato: até os amigos mais queridos vão embora, e até as amizades mais fortes se perdem.
—  Animal que está sempre em bando é fraco e morre fácil. Aprenda a viver na selva sem ser enganado por ela.
Vamos falar de mim? Vamos, vamos, comece apontando os defeitos e depois as coisas erradas que eu fiz. Então pode começar a xingar. Xingue pra caramba, detone mesmo.
Agora, me espere pegar um espelho e repita o processo.
(23:53 - drama-puro)
—  É complicado ver as pessoas falando tanto, sem saber de nada. 
Mas meu bem, se agora te ignoro é porque amo mais a mim do que a você.
Não é nada pessoal, nem quero partir um coração, mas, com os olhos inchados de tanto chorar eu vi no reflexo do meu espelho a única pessoa que eu realmente devo querer comigo para o resto da minha vida.
—  Não é loucura, nem maldade, só que desta vez, quero levar todos os meus pedaços. Vou colar os cacos e unir os destroços e quem sabe, te vejo em uma outra estação. E quem sabe, eu te queira de novo, pelo menos como companhia.
Eu sinto fome, mas é uma fome de abraço, de gente que me entenda, de gente que esteja lá por mim mesmo sem saber aonde fica o “lá” Minha fome me devora por dentro e me faz perder a razão, é uma fome de entendimento e carinho. Grito num silêncio profundo a minha fome quase insana e espero por um afago qualquer para me acalmar.
—  Sem nenhum afago e ainda com a fome queimando dentro de mim, me lembro que a direção é pra frente e que a fome,mais uma vez,pode esperar.
A velha vontade de querer dormir pra sempre e me livrar de um nó da garganta. Gritar, de um jeito que toda a angústia vá embora com as palavras. Um mal estar que parece me consumir. Tudo em preto e branco, sem cor, sem esperança. Minha jornada eu estou fazendo descalça sob a corda bamba. E a corda é um arame farpado.
—  E de tanto engolir o choro, agora sua alma se afogava.
A menina - que na verdade fala sempre de si como se não se reconhecesse, hoje acordou sem máscara nenhuma. Dissimulada, dramática e com uma mente bagunçada demais ela decidiu esquecer todo o caos e apenas continuar em frente. Assumiu a culpa, pegou toda a bagagem e continuo sobrevivendo, dessa vez, sem aquele sentimento de apego.
Ela sabia que o caminho poderia não ter mais aqueles momentos de êxtase que tinha; seria isso lucidez demais, loucura ou só covardia? Ela não estava abrindo mão da felicidade, estava apenas adiando o amor. Um coração pequeno e fraco como o dela ainda não estava pronto para amar, talvez, dividir histórias, dividir a cama, dividir o peso do mundo e até confessar a alguém segredos íntimos de uma mente insana, mas, o coração ela não iria entregar para mais ninguém.
—  Desceu da lua, e ao chegar, odiou a Terra. Sentiu na pele seus próprios espinhos. Não aguentando mais tirou suas amarras e se libertou dos nós que um dia foram laços. Agora seguia adiante com os olhos abertos e o coração fechado.
Se você falasse mais o que pensa eu não faria essa confusão para te entender. Você seria mais claro, e eu menos complicada. Seríamos perfeitos, mas, não seríamos nós.
Adoro seu sorriso e o jeito sem jeito que você me olha, parecendo distante e ao mesmo tempo querendo me dizer tantas coisas. Gosto também do seu modo desentendido de tentar tentar me entender e do seu medo de ter medo. E sou sua, embora você não saiba, ou não queira. Sou sua e me recolho a minha insignificância de ser, apenas de longe, nas palavras e de forma sutil.
Sou sua, mas sou livre.
—  E você é meu. E te deixo livre para desejar não ser. E assim eu sofro com minhas complicações enquanto você continua sem saber o que dizer.
Você deveria ter lido o que eu te escrevia, e eu deveria ter escrito tudo que sentia. Perdoe meu jeito errado de fazer a coisa certa e não esqueça que uma parte pequena de você ainda vai sentir e muito a minha falta.
—  Quando você começar a não querer mais decifrar meu mistério eu viro (de novo) o jogo. 
Sempre tive uma curiosidade em saber o que se vem depois do coração partido. Figurativamente falando, eu nunca tive aquela sensação que os poetas descreviam como “coração partido” ou qualquer coisa do tipo. Pra mim, era morte na certa. Partiu, morreu, fim.
Isto é, até você aparecer, e fazer com que eu me sentisse tão mal, tão destruída e tão despedaçada que todos as músicas e poemas começaram a falar comigo. Entendi finalmente. E o mais doloroso foi saber que depois do coração partido, não tem morte, explosão nem o fim de nada - você continua respirando. O mau do coração partido é esse, você tem vontade de chorar, gritar, enlouquecer e morrer, mas nada acontece, e o nada, ás vezes chega a doer mais que tudo.
—  A sensação é essa: um enorme vazio no peito. Aqui, jaz um coração que há muito tempo foi partido, e ao contrario do que eu acreditava, é devagarinho que ele se despedaça.
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