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O carnaval se transformou em bloco de sexo ao ar livre, onde aparecem filhos que não tem pai. A páscoa uma simples troca de chocolate e uma busca louca de creme para acne. O dia das mães virou um clichê para mandar flores e cartão com as meras palavras "Eu te amo, mãe". Dia dos pais é dia de dar uma caneta bic para o homem que te criou e dia das crianças é dia de ganhar Barbie e bola de futebol nova. Ah, não vamos esquecer do Natal, que é data para se empanturrar com comida e bebida e receber presentes de 1,99. Enfim, acabou o significado das datas comemorativas, as pessoas simplesmente estão esquecendo de que carnaval é uma época para curtir as marchinhas antigas, vestindo aquela roupa brega e colorida que vive no fundo do armário. Páscoa é a ressurreição de Jesus Cristo, que deu a vida por nós, dia de agradecer por tudo o que temos. Dia das mães era para ser o dia em que os filhos fazem o almoço, compram uma rosa vermelha e a entregam para a mãe ao som de Roberto Carlos, mas muito mais que isso, fique com sua mãe, o dia é dela e não das floriculturas. No dia dos pais, saia com seu pai, só você e ele, conversem, diga a ele o quanto é importante e que o ama, já basta, acredite. E o dia das crianças é muito mais que brinquedo, é o dia de mostrar os pequenos que eles têm grande importância para o futuro, que eles não podem dar valor somente à coisas materiais, e sim aos sentimentos e aos gestos. Finalmente, o Natal. Natal é família, é montar a árvore cuidadosamente ao lado dos filhos, é agradecer pelo ano que está chegando ao fim e rezar para que o próximo seja melhor. A cada ano que passa esses verdeiros significados vão sendo esquecidos. Infelizmente, as pessoas não ajudam muito para termos mais solidariedade e união em nossa sociedade. - Bianca Maia, (via cariciadovento)

Eu não te olhei nos olhos, e nem vou olhar. Se eu fizer isso, tenho certeza que irei fraquejar. Sinto saudades de você, da gente, das nossas tardes de risadas e conversas jogadas fora. Sinto falta de ser importante pra você… Sinto falta do seu sorriso. 

Não vou dirigir a palavra à você. Não tenho forças pra isso e você bem sabe como sou fraca. Eu quero você de volta na minha vida… 

Mesmo ferida, eu guardo meu amor por você dentro do peito, sufocando-o, silenciando-o. Dói. Dói muito te ver e não poder me aproximar. E eu, errante como sempre, tento me afastar do que me prende à você. Mais você está em tudo, você está em mim. 

Não aguento mais… Faça meu coração parar de gritar seu nome. (Carícia do Vento)

A sociedade tem culpa sim […] Criar padrões de um corpo perfeito, estereótipos de uma personalidade exemplar. São jovens se matando por serem homossexuais, e não serem aceitos, garotas se mutilando por sofrerem bullying só por serem gordinhas. Dizem para sermos nós mesmos, mas quando somos nós, nos julgam. Esse negócio ta errado.

Bianca Maia, (cariciadovento)

A morte é clichê, mas bagunça completamente a vida de quem fica, de quem continua. Quem vai, tem dois destinos: descansar em paz ou queimar pela eternidade. Os que ficam ainda têm de lidar com as dores, com as doenças, com os amores e com as perdas. É mais fácil morrer do que viver, isso devia vir escrito na carta que dizia que a vida não era um mar de rosas (…)”         

─ Bianca Maia, trecho de “O dia em que as noites morrem” (cariciadovento)

Por que me identifiquei com The Hunger Games? Talvez pelo fato de simplesmente ter me apaixonado pela bravura de Katniss, quando desafiou todos os seus maiores medos, colocando-se no lugar da irmã no Dia da Colheita. Talvez por ela ter sofrido a vida inteira com a fome e jamais ter desistido de lutar, e lutar novamente e lutar mais um pouco. Talvez pela coragem de enfrentar um governo sádico em um cenário pós apocalíptico e de tomar as rédeas dos problemas, mesmo sabendo que poderia ser morta. Talvez pela audácia de enfrentar a todos ao levantar as amoras em uma atitude louca e desesperada de poupar a vida de Peeta. Talvez por ela enfrentar cercas eletrificadas, pacificadores, ferimentos tão fundos capazes de ferir sua alma. Mas, sempre, em todo momento Katniss estava lá, pronta para lutar de novo e de novo se fosse necessário. Ela é meu tordo, é meu fogo, a minha heroína que há muito deixou de ser apenas um personagens das páginas perfeitas de Suzanne Collins (…) Minha Catnip, minha pequena tão grande e forte, minha guerreira, minha “garota em chamas”. E a cada página lida, a cada palavra levada para dentro do coração, um novo amor crescia. Peeta, meu garoto do pão, meu menino de coração de ouro, com mãos capazes de pintar o mundo, de retratar histórias, de decorar bolos… Não só Katniss e Peeta, mas cada personagem, cada simples nome citado. A imaginação me arrasta para Panem, para o empobrecido Distrito 12 onde o carvão é a principal fonte de renda, e eu me sinto em casa ao lado de todos eles, mesmo que seja apenas em minha imaginação. Eu agradeço por Suzanne Collins ter feito uma obra tão maravilhosa, que sem querer, mudou completamente minha forma de ver muitas coisas em minha vida.

Bianca Maia sobre The Hunger Games, (via cariciadovento)

Alguém  sabe a receita para esquecer? A receita do esquecimento? Estou precisando dela com urgência. As memórias deixaram de ser reconfortantes e se tornaram cortantes, me machucando a cada flashe seu que vem à minha mente. Eu não sei o que eu fiz para merecer isso, não sei porque você é assim, frio, distante e rude comigo, justo comigo, a única que quer seu bem, que te trata com carinho, que tenta te fazer rir. Eu estou me agarrando aos finos fios de esperança que tem se arrebentado com facilidade, não quero desistir de você. Mas, você quer que eu desista, não quer? Quer que eu me afaste, quer me ver chorar, quer me ver sozinha… Tudo bem, talvez eu realize seus desejos, mas antes, por favor, diga-me que você se lembra da nossa música, diga-me que pensa em mim tanto quanto eu penso em você e que sente saudade dos nossos momentos juntos. Eu preciso saber para ficar em paz comigo mesma. Se não pode mais estar ao meu lado, ao menos ajude-me a te esquecer.   Bianca Maia, (cariciadovento)