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Até então ninguém nunca tinha entendido meus silêncios, nunca haviam reparado no tudo que havia em cada nada que eu dizia estar sentido. Você me percebe, me repara, não finge não ter visto depois que enxerga meus olhos lacrimejados e os espinhos cravados no peito. E você está tão longe. E isso me convence daquela conversa de que distancia não tem nada a ver com quilômetros. E tudo isso é tão bonito. E tão assustador. Porque isso é tão novo. E o novo, às vezes, assusta. Você refaz seus caminhos, seus dias, reorganiza suas horas, as bagunça, tudo pra estar. Você volta todos os dias com espaços gigantes pra mim em cada um deles. E me encanta saber que você fica ainda que às vezes duvida do meu querer-a-sua-companhia. Significa, talvez, que você está porque quer a minha. E apesar das suas duvidas maltratarem-me, é bonito quando olhado por esse ângulo. É como o céu enquanto se prepara para uma tempestade: as nuvens negras assustam, mas os feixes de luz que vazam por entre elas dão uma beleza imensurável que merecem a nossa atenção. E apesar de amar e de estar e de continuar ser difícil quando o gosto ácido do amor vem à tona, você continua aqui. E repara nos feixes de luz que vazam no céu de nosso amor, que algumas vezes insiste em ser tempestade. “Você ama bonito”, eu te disse há alguns dias. Nunca estive tão certa. Você ama bonito, por exemplo, quando explode no mau-humor que é o vilão de todo mundo e se redime logo depois; quando desarma a bomba que sinto estar prestes a explodir dentro do meu peito quando me sinto insegura, enciumada. Você ama bo-ni-to quando me enxerga boa, quando me dá qualidades que eu nunca tive. Você entende que um pouco de mim hoje é você? Você ama bonito quando finge que não sabe que por pior que eu ainda seja, depois de você eu me tornei muito melhor. E hoje eu reorganizo os meus dias, os bagunço. Bagunço toda a minha vida, só pra que tenha espaço pra você. E pra que você se sinta a vontade. Em casa. Porque quando você viu o meu pior e continuou aqui, eu me senti segura. Eu me senti confortável. Eu, pela primeira vez senti o que sempre pedi a Deus, paz. (Eu sempre te disse que só queria paz em casa. Talvez eu não tenha encontrado antes porque… porque talvez casa seja mesmo uma pessoa. Se é, a minha é você.)
—  Eu Entre Linhas
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“Que una imagen dice mucho más que mil palabras puede sonar a cliché, pero al usarlo para describir el trabajo de Luis Quiles, ilustrador español, resulta ser más que conveniente. Y es que ver algunas de sus ilustraciones es dar un vistazo a todo un discurso de crítica social y cultural encerrado en un pequeño espacio.

La calidad estética de sus personajes parece contrastar con el contexto en el que se sitúan, ese es uno de los primeros detalles que sorprenden al momento de acercarse al trabajo de Luis Quiles, ya que los rasgos de aparente ingenuidad y serenidad, en algunos casos, de pronto se ven subyugados por una realidad que puede parecer difícil de asimilar para algunas personas.

Lo de Luis Quiles es la crítica, pero una fundamentada en el acontecer diario que suele desfilar ante los seres humanos en los distintos medios de comunicación, los mismos que bombardean con tanta información negativa que, por la repetición, pareciera haber vuelto al hombre inmune al mensaje. Es por este motivo, quizá, que este artista ha preferido dejar de lado el discurso aburrido y dogmático tradicional para, mediante el humor, hacer que el mensaje llegue a más personas de una manera más contundente.

Temas como el racismo, la intolerancia, la misoginia, la doble moral, la cosificación sexual, la voracidad de políticos y grandes empresas son sólo una parte de la realidad que Quiles se encarga de desnudar (literal y metafóricamente) en sus ilustraciones, siempre con un agudo sentido de crítica y humor ácido.

Decir que sus ilustraciones incomodan no es algo gratuito ni mucho menos una especie de reproche; el que la censura en algunos sitios de Internet le haya impedido mostrar ciertas imágenes de su catálogo es una muestra de que está haciendo bien las cosas y él lo toma como un incentivo para seguir con su labor creativa.”

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The Ugly Side of Society by Luis Quiles | via

While these images are safe for work, they’ll still make you feel dirty – and that’s because they reflect some of the dirtiest things about our society. Spanish artist Luis Quiles’ images are so powerful because they evoke deep visceral responses – be they arousal, terror or disgust.

Quiles gets down and dirty with topics like sexism, homophobia, exploitation and violence. He’s got more powerful works spread across his various profiles, but not all of it is safe for work or suitable for minors, so be warned!

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