que-horrivel

“O problema do ser humano é nunca se contentar com alguma coisa. Nunca se contentamos com oque é nosso, sempre queremos mais. Isso é uma coisa chata pra caralho, sabe? O ser humano é um bichinho cheio de segredo, na verdade. Tem gente que tem uma mania do caralho que é tentar entender o que se passa dentro de mim. Eu não quero conselhos. Eu estou farta de conselhos. E eu sei que não vai passar. Nenhuma dor passa da noite pro dia. Talvez, eu que devo ser lerda. Eu não consigo me acostumar com as mudanças que a vida me propõe. Eu não consigo esquecer uma pessoa e seguir em frente assim, sem olhar para trás. Eu não consigo deixar as pessoas que eu amo irem embora da minha vida. E esse é o problema, ninguém vai conseguir convencer-me que tem que ser assim. Outra coisa do caralho é essa mania chata que as pessoas tem de fazer pressão. Um dos motivos que eu não conto algo pessoal meu pra ninguém. Eu não consigo pensar rápido. Eu odeio essa pressãozinha ridícula. Se é pra alguém fazer perguntas para mim e exigir as respostas, com certeza não é você. Eu odeio esse tipo de gente grudenta. Que só baba-ovo, sabe? Que fica se intrometendo na vida dos outros. Se é pra alguém resolver algum problema meu, essa pessoa sou eu. Eu não aguento fazer tudo oque os outros mandarem. Uma coisa é ser amigo, outra totalmente diferente é invadir a privacidade da outra pessoa. Então entenda: se nem eu consigo me entender, não é tu que vai conseguir, e fim. Mas voltando ao assunto inicial. O grande e pior problema do ser humano é nunca se contentar com o que é seu. Sempre querer mais. ‘Melhor um passarinho na mão, do que dois voando.' É isso que eu sempre segui. As pessoas dão mais valor quando perdem aquilo que já foi seu. De tanto querer mais acabam ficando sem. Se contente com o que tens, porque outro problema do ser humano é só dar valor quando se perde. Não precisa pensar no dia de amanhã. Tu precisa viver o presente, não vasculhar o passado, nem viajar no futuro. Porque você sabe, as vezes, na vida os dias bons não podem voltar mais.” — colaps0


Negava pra si que no peito carregava aquele sentimento, se recusava em afirmar que o amor já tinha tomado conta da sua vida, do seu pensamento, mas o coração vilão era, enquanto eu tentava expelir esse sentimento, ele o guardava e o mostrava que ali o amor deveria habitar.
—  Flutuar-se
Eu preferi esquecer todos os textos clichês que li em livros de ajuda, na rua ou e-mails. Eu sabia que não deveria fazer isso, mas é que… foi mais forte que eu. Quando eu te vi parado na minha frente com aquela calça larga, sem camisa sorriso malandro e me olhando com aqueles olhos do gatos de botas no filme do Shrek, eu não resisti. Você implorava por uma ação, por um beijo ou qualquer outro sinal de que eu ainda era louca por você. Eu tentei ser forte, eu quis muito, mas eu não resisti. Eu acabei me deixando levar, não sei se foi pelo seu sorriso malandro ou seu olhar carente. Seus gritos em silêncio soavam como um eco na minha cabeça e a cada olhar, a cada sorriso de canto de boca eu tinha vontade pular nos seus braços e esquecer tudo o que aconteceu. Mas eu estava tentando ser forte, entendeu o porque da minha resistência? E toda essa resistência foi jogada por água abaixo quando você resolveu se aproximar. Eu já te falei que jogar baixo assim não vale né? Enquanto você estava a uma distância razoável eu estava conseguindo me controlar, mas sabe como é né? A carne é fraca, a alma é safada e o diabo ainda atenta. Você foi se aproximando, aproximando, segurou na minha cintura e foi se aproximando… e já era. Eu esqueci meus conceitos de porque eu odiava você e me lembrei do porque eu não queria me aproximar nunca mais de ti. Eu sabia que se me aproximasse ia dar nisso. Eu sabia, tinha certeza absoluta de que eu não conseguiria me controlar. Dito e feito. Agora já era. Tudo o o que eu vinha lutando pra não fazer ao longo desses meses foi jogado ao ar em menos de cinco minutos. Eu tentei, eu juro que eu tentei resistir à você e às suas malicias. Mas eu não consegui. Você foi tão malandro como o seu sorriso. Depois da sua aproximação forçada o beijo foi quente, intenso e inesquecível. E mais clichê que esse seu beijo só a maneira como você foi pra casa. Depois de me fazer jogar os meus conceitos pelo ar, de me beijar e colocar tudo a perder você foi embora em uma cena dramática. Simplesmente se virou e disse de longe que, qualquer dia desses a gente se encontra. Mas você disse com aquele rosto malicioso que eu não sei como apareceu. Eu apenas sorri, eu não estava acreditando no que tinha acabado de acontecer.
—  Clichês sempre colocam tudo a perder. [colaps0]

Sempre que olhei pra mim por dentro, só encontrei dor, só encontrei frieza e decepção. - Eu só precisava de alguém pra me ajudar. Eu poderia ser feliz, ou pelo menos tentar ser. Mas a felicidade corre de mim, ela se esconde. Já procurei de norte a sul, de leste a oeste. Pareço estar morto, nada sinto, além de um vazio enorme dentro de mim, que me corrói, que me amortece. Estou vivendo num paradoxo sem fim. - Nada tem sentido, nada faz sentido. Uma vida sem nexo, ou talvez seja uma morte, quem sabe. Num momento em me encontro, noutro , não consigo me reconhecer. Vida vazia, amarga, fria. Talvez eu só precise encontrar alguém, mas nesse desespero não consigo encontrar ninguém. Repleta de desamor, vazia de sentimentos, - embora nem sei mais se sinto algo. Olhei para o céu, e vi o dia, tão lindo, o sol brilhava, maior maravilha. Mas quando eu olhei dentro de mim, quando eu vi tudo o que eu estava passando, eu vi o quanto preciso de um pouco, apenas um pouco de felicidade. Vi meu ser transbordando de tristeza, de solidão. Apenas dor, cada milimetro de mim, completo por dor. Pra cada canto que eu olhavam via um pouquinho de dor. Experimente colocar um copo em baixo de uma goteira. De tantas gotas, o copo vai enchendo, e enchendo e com um certo tempo, ele vai transbordar, não é? Então, é como me vejo. - decepção em cima de decepção. Vou transbordar, a qualquer momento, já não irei aguentar mais nada. Não sei onde a felicidade está, acho que ela se esconde de mim, não encontro-a em canto algum. E depois de várias decepções, me lembrei de como era amar. Talvez seja isso, excesso de amor. Amei demais e esqueci de me amar, amei demais e quem precisava de um pouco de amor era eu. (overdose-poetica)

12 de março de 1957 - Itália

Era uma tarde chuvosa,muito fria.Ela sentou no sofá pego um livro de ficção para ler,um chocolate bem quente para tomar e um travesseiro bem macio para encostar.Ela teve que se separar do que ela mais amava,do amor da vida dela,dos amigos e da família.Nada a restava,não existia mais nenhum motivo para ela estar ali,á maior parte da família dela,estava no outro lado do mundo,ela resolveu partir para Itália pois,achou que ia ser feliz tendo um bom emprego,uma carro de última e uma mansão adiantaria,claro que é bom é satisfatório.Mas não é por completo sempre vai ter aquele vazio,aquele vazio que nenhum remédio e nenhum tratamento estético poderia curar.Ela poderia sempre abrir aquele verdadeiro “sorriso amarelo” para todo mundo.Pois quem á via parecia que ela era completamente realizada com a vida.Mas como se dizem aparências enganam.Mas ela já estava cansada dessa vida de “tecnologia” que ela tinha,ela precisava do amor dela,ela precisava dos velhos amigos e da família,ela já estava cansada das pessoas que se aproximavam dela por dinheiro.Então ela resolveu escrever uma carta pra o namorado,para os amigos e para a familia e na carta dizia assim:

Olá meus queridos,

Eu estou lhes escrevendo está carta,pois estou com saudades de vocês.É mãe estou com saudades do teu colo,é pai estou com saudades de sua broncas,é meu amor,estou sentindo falta tua,falta de quando você me esquentava no frio,é amigos estou com saudades dos seus conselhos.Eu estou cansada daqui,e vivo com um buraco no meu peito,vivo sozinha.Aqui eu só tenho amigos interesseiros,que só estão do meu lado por causa do carro que eu tenho,da boa TV que eu tenho ou por causa do meu dinheiro,está tudo perdido por aqui,não sei se aí no interior de São Francisco continua o mesmo,pois agente perdeu realmente o contato.Não estou mais conseguindo viver sem vocês,o dinheiro não está sendo tudo,vivo todos os dias com o medo de perder vocês.Já pensei em ir várias vezes visitar vocês,mas nunca consigo,pois sempre tenho muito trabalho.Eu só queria que você soubessem que eu nunca,jamais esqueci de vocês,que vocês sempre estiveram aqui no meu coração,tudo que eu faço aqui é por vocês,é pra que um dia eu volte e possa dar uma vida melhor á vocês,mas eu também sei que esse dia não chega nunca,não sei quando eu vou voltar,não sei até quando vou agüentar ficar assim,não sei o que pode acontecer,realmente não sei de nada,só quero que saibam que eu amo de mais vocês,que vocês são tudo para mim,e que se eu to viva ainda,é por vocês.Eu amo vocês.

                             Com carinho,Isabel. 12/março/57

Então ela mandou essa carta pelo correio.Anos se passaram e ninguém á respondeu,ela ficou realmente triste,não sabia se eles tavão brabos ou o que estava acontecendo.Mas resolveu continuar seguindo sua vida na Itália.Passou vários anos,ela conheceu outro rapaz,eles se casaram,começaram a viver juntos e tiveram dois filhos.Até que um dia ela parou de trabalhar,pois ela e o marido eram de um padrão de vida autos,então ela resolveu passear com a família para São Francisco, e resolveu visitar os pais,ela chegou no seu antigo endereço,ali já não existia mais casa e o terreno estava para vender.Ela já não entendeu mais nada,então ela foi na prefeitura da cidadezinha e perguntou sobre a família “Silva”,então eles falaram que eles tinham se mudado para a Itália,para ficar mais da filha e assim então estado desde o dia doze de março  de mil novecentos e cinqüenta sete.Assim então ela ficou mais confusa ainda,pois ela nunca tinha visto eles por lá.Mas foi ai que ela descobriu que isso fazia mais de 10 anos e os pais já estavam velhos de mais e que não estavam mais vivos.E então ela voltou para a Itália e foi até o endereço dos falecidos pais,lá estava um trailer,ela conseguiu a chave e entrou,viu fotos dela,da mãe e do pai e uma carta atrás da porta e nessa carta dizia:

Minha moça,

Todos nós aqui somos orgulhosos de você ter partido para a Itália por uma vida melhor afinal você só tinha 16 anos,todos só estamos com saudades tuas,faça sua vida aí,viva ela,viva tudo,aproveite por nós.Estamos todos os dias com uma angustia de não saber como você ta,em saber se estavam te tratando bem.Agente sempre pensar e reza por ti.Agente não teve condições de te responder,pois viemos para Itália e você sabes como ninguém que agente nunca tínhamos muitos dinheiro,então perdoe-nos.Sabia então que um dia você viria atrás de mim e do seu pai e saberia e acharia o nosso endereço e iria investigar e ia achar essa carta,não sei se estaremos nesse plano,poderemos estar lá encima cuidado de você e da família que você vai construir,nunca se esqueça que agente sempre te amou e vamos sempre te amar.Até mais.

             Com amor,seu pai e sua mãe.

Então nesse momento ela desabou,ela não sabia o que fazer,ela já não tinha mais o que fazer ali,ela amava-os ela precisava deles.Mas então ela ficou por dias mal e os filhos e o marido não sabia o que fazer,até que um dia amanheceu e ela alevantou e conversou com o marido pela manhã dizendo que a força que ela tinha agora era ele e os dois filhos deles.E que ela vai ficar viva porque ela sabe que a mãe dela e o pai dela sempre vão estar do lado dela,mesmo que ela não veja.Igual o vento ela não vai ver,mas eles vão ta ali.Então ela ergueu a cabeça e continuou sua vida.Mesmo com aquele sofrimento até o resto de sua vida.

- Isabelle (engrinaldar)