princesinha

Capítulo 103 - Sem entender nada, mas imaginando tudo... ( parte 1)

Naquele final de semana seria o aniversário de Joaquim e era inevitável não ver Rodrigo. Como padrinhos do menino , Rodrigo e Juliana teriam que lidar com a presença um do outro, não tinham como escapar.

A família Simas e os amigos mais chegados, assim com alguns amiguinhos do Joaquim já estavam no salão de festas quando Juliana chegou com as filhas. Gabriela que ficou emburrada durante todo o percurso porque achava que estavam demorando, foi só ver os primos para sair correndo nem indo falar com o pai. Beatriz era mais calma, embora não fosse tanto assim. Gostava mais de ficar pertinho da mãe.

- Ei, princesinha? – Rodrigo falou fazendo a filha correr pros seus braços. – Papai tava com saudade.

- Papai! – falava e ria ao mesmo tempo, recebendo beijos do pai.

- Oi. – Juliana falou sem olhar nos olhos de Rodrigo. – Bia , fica com o papai que vou falar com a dinda.

- Espera! – Rodrigo pediu – Tá tudo bem, Ju? Você tá pálida demais.

- Tá, é só cansaço.

- Já te disse que pode contar comigo para cuidar das meninas.

- Eu sei, e não são elas quem me cansam, é o trabalho mesmo.

- Vai lá. – sorriu

Juliana logo se juntou a Ana e Yanna que conversavam sobre a viagem para Angra no final de semana seguinte.

- Você vai com a gente, né Ju? – Ana perguntou – É a despedida da Rafa, ela vai gostar de te ver lá.

- A Rafa é uma fofa. Conversamos muito quando ela foi deixar um presente pras meninas.

- Ela ficou encantada com você. Enche o saco do Rodrigo, mandando que ele abra o olho. – Ana falou deixando Juliana sem graça.

- E ela não veio? – Juliana perguntou

- Olha lá.- Juliana mostrou Rafaela pulando com algumas criança no pula pula, fazendo com que todas rissem.

Rodrigo não conseguia deixar de olhar para Juliana e Felipe percebeu.

- Tá com muita saudade, né Rod?

- Muita Fi. Tô quase indo lá pra dizer o quanto a amo.

- Tá esperando o quê?

- Ela.

- Ela? Não entendi.

- Ela também ter esse mesmo amor, sentir essa mesma saudade.

- E ela sente, Rod.

- Nem sei mais.

- Sabe sim! Só tá deixando essa mágoa falar mais alto, mas você quem sabe.

Rodrigo ficou com as palavras de Felipe martelando em sua cabeça. Não estava mais aguentado ficar sem Juliana, mas também não queria ter que ouvir dela novamente tanta desconfiança. O que fazer quando tudo que mais se quer vai ficando distante a cada segundo?

(…)

Dez dias já haviam se passado desde o aniversário de Joaquim. Como Ana havia falado, no final de semana seguinte do aniversário, foram para Angra, menos Juliana. O que foi uma boa, porque a solidão também age como boa conselheira em alguns casos. Juliana decidiu que seu amor por Rodrigo era bem maior que seu orgulho, maior que seu medo de ser rejeitada. Maior até mesmo que a vida. Iria pedir perdão, implorar se fosse preciso. Devia isso a si mesma. E para ajuda-la no que pretendia fazer, só uma pessoa: Ana.

Juliana ligou para Ana e pediu que ela fosse a sua casa. Lá teriam mais privacidade para conversar. Ana sentiu que Juliana tinha tomado uma decisão e não tardou a chegar lá.

- Rodrigo já volta hoje? – falou assim que entrou na casa da nora.

- Como sabe que te chamei pra falar do Rodrigo.

- Porque vocês se amam, Juliana e tá na cara que não estão mais aguentando essas situação.

- Será que é fácil assim?

- Você tem a resposta, Ju.

- Me ajuda?

- Só estava esperando você pedir.

Juliana então abriu o coração. Falou do medo que sempre sentiu de perder Rodrigo. Do ciúme infundado que sentia de Ramos. Do quanto estava sofrendo por não ter confiado nele. Do quanto o amava. E por fim, falou o que queria fazer.

- Será que é tarde? – Juliana perguntou com os olhos marejados.

- Tarde? Nunca. Ju! O Rodrigo só precisa saber de tudo o que você  me falou. Confia no amor de vocês.

- Como vamos fazer?

- Deixa tudo comigo. A sua parte é somente ser sincera com o Rodrigo. – sorriu

Ana voltou para casa com um sorriso aliviado no rosto. Finalmente voltaria a ver Rodrigo feliz, isso era o que mais queria.

(…)

Rodrigo chegou a noite com Lica. Estranhou as filhas não estarem lá. Já era rotina jantar com elas.

- Por que as meninas não vieram, mãe?

- Juliana ia sair com elas. Eu e seu pai vamos aproveitar e pegar um cineminha. – mentiu

- Eu vou ficar sozinho?

- Vai com elas, ué? – Lica deu a sugestão.

- Até você você  vai me encher com isso? – falou sério

- Se for pra vocês pararem de idiotice, vou sim – o encarou – Sinceramente já deu.

- Já deu foi meu saco! Acabou! Porque vocês não aceitam isso?

- E você? Aceitou fácil assim? – Lica continuou.

- Vou tomar um banho. – falou indo em direção a escada.

Essa foi a deixa para Ana ligar para Juliana. Lica não entendeu nada.

- Ju, já chegou. Vem! – desligou

- Tia, você  não ia ao cinema?

- O filme vai passar ali – apontou para a porta do escritório de Beto que anos atrás tinha servido de quarto para Juliana quando a loira sofreu o acidente que lhe tirou a visão temporariamente. Não vamos ver, mas já imagino o lindo final. – sorriu

- É o que tô pensando? – Lica falou com os olhos brilhando

- Vem comigo. Quando Rodrigo descer nós não poderemos mais estar aqui.

Ana e Lica se apressaram em ir para a casa de Juliana. No andar de cima Rodrigo tomava banho alheio ao que logo aconteceria. Pensou em dormir logo, mas não queria deixar Lica sozinha e acabou descendo. Quando chegou a sala , encontrou a casa numa penumbra e viu um papel jogado na mesa de quanto perto do sofá.

“ Me encontra no local onde um dia há anos atrás você me fez enxergar novamente a vida”

Rodrigo sentiu o coração quase sair pela boca. Era a letra de Juliana, mas o que isso significava? Caminhou lentamente até o escritório do pai e hesitou em entrar. E se Juliana quisesse apenas lhe dizer que realmente era o fim? Respirou fundo e entrou.

Juliana estava parada de frente para a porta segurando uma caixa nas mãos. Sua expressão não dizia nada a Rodrigo, e isso o causou medo.

- Eu só te peço que me escute.

- O que tá acontecendo? Cadê minha mãe, a Lica? E as meninas?

- Escuta, não fala nada. – pediu e Rodrigo apenas assentiu levemente com a cabeça.

- Rodrigo, um dia , aqui nesse escritório , você me disse que não precisava enxergar para saber que me amava.

- Eu…

- Shi… Hoje eu te digo que comigo aconteceu o contrário. – entregou a caixinha a ele. – Eu precisei enxergar o que você é para te dizer o que representa pra mim. Abre. – pediu apontando para a caixa. – Não preciso mais dela. Já não tenho mais medo.

Rodrigo então abriu a caixa e viu a venda que um dia usou.

- Desde que te conheci, coloquei essa venda nos olhos com medo de enxergar que não sou boa suficiente para você. A cada dia eu te amava mais e parecia que não era digna de ser amada por você. Embora você tenha me provado a cada dia o contrário. Eu tinha medo de te perder. – se aproximou. - Eu tenho medo de tudo. Eu tenho medo do que vi, do que fiz e de quem eu sou. Acima de tudo, eu tenho medo de sair deste escritório  e nunca mais sentir em toda a minha vida o que eu sinto quando estou com você. – pegou na mão de Rodrigo que segurava a venda , trêmula- Mas eu descobri que você  merece que eu continue lutando, me debatendo até transpor a última barreira mais difícil. Aquela que ninguém acreditaria que seria possível de derrubar. O nosso amor é o triunfo da imaginação sobre a inteligência. É assim que é o nosso amor. É assim que eu te amo. Sem entender nada, mas imaginando tudo. Eu não posso te prometer que não vou errar. Mas posso te prometer que nunca mais vou soltar sua mão, e quando a vida quiser te machucar , ela vai ter que passar por mim primeiro. Você tem me carregado por muito tempo, agora é a hora de eu carregar um pouco você – Rodrigo deixava lágrimas rolarem de seus olhos. – Eu preciso dizer porque te amo. – limpou as lágrimas de Rodrigo. – Eu te amo desde que te conheci. Eu te amo porque você  me ensinou a amar e ser amada. Eu te amo porque sem esse amor eu não vivo. Eu te amo porque você  é a minha certeza e minha dúvida. Eu te amo porque você me bagunça e me conserta. Eu te amo porque não existe melhor maneira de viver se não for com você.  – Rodrigo pegou no rosto de Juliana. – Me perdoa se demorei tanto pra te dizer que não existiria nada de mim se não fosse você. Me perdoa por quase por tudo a perder por um medo sem importância, porque mesmo que o seu amor por mim não exista mais, o meu vai continuar aqui por você.

- Eu te amo… – Rodrigo sussurrou próximo a boca de Juliana. – Eu já fiz minha escolha anos atrás ao ouvir a sua voz. Você , Juliana, escolhi, escolho e sempre escolherei você. Só você…

E o que falar mais quando o coração expressar através de batidas sua resposta?  

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Não me xinguem mais. JUDRIGO de volta!

Chegou , chegando a melhor da balada, louca , doidinha olha só tá chapada , chego ouriçando a rapaziada , roubou a cena , a mais empolgada , rebolando com tesão , abala a situação , tá chapada , mas é top , delicia na pegação

Saudade do seu cheiro, dos seu olhos, da sua pele, da sua boca, do seu sorriso timido, saudade da minha princesa, minha vidaa… saudade de ficar te olhando, observando seus movimentos e pensar como você é linda, como é perfeita, marrentinha que eu amo, que eu preciso, que eu quero, e que só posso dizer/sentir… saudade :(

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK