petrificados

E chega uma hora que acordamos e notamos que precisamos crescer, que nossas preocupações mudam e as dúvidas  já não são mais de que roupa usar. Chega a hora que a vida cobra mudanças e decisões, e nem sempre as escolhas vão ser uma ótimo e outra ruim. Muitas vezes as escolhas são cruéis entre coisas que amamos e não gostaríamos de ficar sem. E ai vem a difícil decisão de escolher o que é melhor, pro tão famoso futuro. Ter que pensar no futuro e nas consequências e não só no momento, e no quanto aquilo nos fará feliz. Aquela de aproveitar o momento e foda-se o resto, não poderá mais ser levado a sério, e aquele famoso foda-se pras coisas que não nos agradam não poderá mais ser pronunciado. Iremos ter que aprender a fazer as coisas mesmo não gostando, iremos ter que acordar cedo para trabalhar, e ter contas há pagar, decisões a tomar. Só de pensar da medo, da receio de não conseguir e não saber administrar a nova vida. Porque, se pararmos para pensar, problemas de adolescentes geralmente se resolvem com uma roupa nova ou então um pouco de carinho. É só se apaixonar e tudo tá resolvido… Mas e depois? É desconhecido. Na verdade, ninguém tá preparado para crescer, a maioria quer retroceder no tempo e voltar a depender da escolha de outros. Mas é inevitável, todo mundo tem que acordar para a realidade. E aí as coisas apertam, o que já foi importante um dia passa a não valer tanto e o que um dia foi um sonho, agora é um fardo: a independência. E a mudança não é só interior, o ambiente também já não é o mesmo. Não tem mais o mesmo brilho da descoberta em nada… Já está tudo conhecido. O garoto por quem se apaixonou há uns seis anos atrás já não tem o mesmo charme e cabelo imaculadamente penteado. Com o tempo, ele pega uma barriguinha e as preocupações começam a formar uma olheira em seus olhos. Mas e aí? Será que há amor o suficiente para aguentar um pouco de mal humor e stress? Será que ele ainda te achará linda mesmo quando chegar em casa cansada após um longo dia de trabalho? E o pior… Será que você vai se importar com tudo isso ou preferirá simplesmente deitar na cama e esquecer os problemas?Talvez ache que esses sentimentos sejam bobos demais para uma cabeça completamente adulta. E isso me assusta! O medo de crescer e me perder… Perder tudo aquilo que eu sempre prezei e quis ter. Medo de daqui há alguns anos dizer para os meus filhos que o amor é apenas um conto de fadas. Medo de não saber aconselhá-los a passar por situações idênticas as que passei. Medo de fracassar e não saber crescer, de parar no tempo e não achar um caminho certo para seguir na vida. De ser insegura para sempre e me encolher diante dos problemas que podem surgir. De não saber reagir, nem ser forte o suficiente, nem ser madura o bastante, nem encontrar quem me aguente. Medo de crescer… Medo de crescer só no tamanho e continuar a mesma menininha que cantarola para o vento e acredita em príncipes encantados. Medo de não achar o meu príncipe e não saber me encontrar na nova vida. Medo de mudar e ainda assim, permanecer a mesma idiota de sempre.  Paola feat Camila  (petrificados)

Me cuesta mucho entender a quienes dejan que la vida los paralice. Como si se pusieran a sí mismos en pausa. Que no siguen en el camino o lo abandonan, que no perseveran ni dejan ir, que no son valientes ni cobardes, que no siguen ni se dan por vencidos. Que no actúan para cambiar lo que pueden ni buscan aceptar lo que no pueden modificar. Siemplemente se quedan ahí petrificados, esperando que la vida se arregle sola o se termine de romper por sí misma. Nunca estuve a favor de los consejos pero hoy me permito dar uno: Si estás en una encrucijada toma una decisión, no importa cual, pero avanza, no te quedes al borde de la vida.
—  Alma de Colibrí

Sabe qual é a coisa que eu olho para trás e não me arrependo? Meus amigos, todos aqueles que eu perdi, aqueles que estão afastados, aqueles que moram longe, aqueles que sempre estão do meu lado, todos. Porque apesar de não ter tanto contato, sei que no momento foi sincero, e que compartilhávamos alegrias e anseios sem julgamentos. É tão bom saber que você tem alguém para contar, alguém que sempre vá lhe ouvir, sempre vai lhe apoiar, lhe aconselhar, viaja com você nas suas idéias mirabolantes, é uma cumplicidade inexplicável. Amizade é um bem muito precioso que precisamos conservar sempre, mesmo com todas as dificuldades que a amizade possa oferecer. Sabe, sem eles a vida parece não ter sentido - na verdade não tem, nenhum ser humano se contenta apenas com a solidão - não dá para imaginar como minha vida seria sem eles […] Quando perdemos um amigo, qualquer que seja o grau de intimidade, nós nos sentimos incompletos e sofremos muito. Amigos são irmãos que podemos contar sempre, dividimos tudo com eles: segredos, alegrias, lágrimas, tanto os momentos alegres quanto os mais absurdamente tristes também.  Amigos verdadeiros são aqueles que na sua frente te xingam de todo quanto é nome, mas por trás defende você com unhas e dentes. Amizade é um laço, um laço extremamente forte que não é quebrado tão fácil. Existem amizades à primeira vista, outras que são conquistadas com o tempo, mas todas trazem consigo um amor incondicional -quando são verdadeiras-, acima de tudo. Há aquelas que podem chegar a valer até mais do que aquele amor que dizemos ser “para sempre”. A amizade é simplesmente uma dádiva, se ela for verdadeira […] Afinal, nem todo sentimento é verdadeiro: ao longo da sua vida verás que muitas pessoas que irão se dizer amigas, serão as primeiras a jogar pedras em você pelas costas. Os realmente verdadeiros são os que estarão lá de braços abertos para enxugar suas lágrimas pela partida de todos os outros. Amizade não é só feita de apelidos fofos, somente por falar eu te amo à todo momento, ou por estar lá presenciando todos seus momentos tristes. Amizade é colocar apelidos constrangedores, dar sermões quando é merecido e estar contigo nos momentos mais felizes, pois amigos vão querer te ver à todo momento feliz e não estar contigo só nas más horas. Porque qualquer um inimigo aguentaria um momento seu de tristeza - na verdade é um motivo de alegria para ele - porém só os verdadeiros conseguem lhe ver bem, feliz, sem lhe invejar. Amigos assim merecem seu devido valor, devemos sempre “regar-los” para que a flor não muche. Tem sempre que está em manutenção, para não correr o risco de algum dia estragar e “te deixar na mão”. Com os verdadeiros amigos dei as minhas melhores risadas, com eles que minha tristeza passa com um piscar de olhos. Eles me fazem sorri e esquecer de todos os meus problemas. Amizade não é tão fácil de se encontrar, as verdadeiras são raras. São joias que não se encontram em qualquer esquina. São raras. Ao longo da vida passamos por várias fases, boas e ruins. Em cada uma delas, encontramos estrelinhas, ou melhor, anjos, verdadeiros anjos que mesmo com o passar do tempo, continuam do seu lado. Sempre apoiando, lhe dizendo aquilo que você precisa ouvir. Amigos são aqueles com quem passamos o dia conversando e ainda se tem assunto. São aqueles com quem falamos as piores merdas e depois simplismente caímos na gargalhada. Amigos são aqueles que sabem a hora exata de te oferecer um abraço, sem pedir nada em troca. Amigo que é amigo, está sempre com você, não importa que seja no fundinho do seu coração, mas sempre vai estar, independente da distância física. Michelle + Sabrina + Mônica + Carolina (Petrificados)

Palavras Frágeis 14 - Levados pelo tempo

Rodrigo viu Juliana sair pela porta da mesma forma que entrou em sua vida. Calma, sutil e linda. Por um momento teve vontade de gritar que a amava e que a perdoaria por tudo. Não sabia como seria agora a vida sem ela, mas seu orgulho o manteve petrificado na frente dos irmãos. Era uma misto de raiva, saudade e desespero que se passava dentro dele. Assim como ela, queria ter vontade e forças para seguir em frente sem olhar para trás.

Os dias se passavam e Rodrigo a cada novo amanhecer se sentia mais fraco , mais vulnerável a tudo e todos. Era praticamente um fantoche nas mãos de Isadora, que soube muito bem tirar proveito de sua dor. Bruno tentou a todo custo localizar Juliana, mas ela nem mesmo para os pais havia dito o seu paradeiro.

Ana de saudosa passou a magoada. Achava uma falta de consideração enorme o silêncio de Juliana. E Sérgio? Bem, deste ninguém sabia, ou pelo menos não ouviam falar. Os dias acabaram se transformando em semanas, que completaram meses e formaram exatamente um ano e oito meses.


Em algum lugar de São Paulo…


Juliana chegou no apartamento e ao entrar constatou que o lugar parecia não ser habitado. As paredes eram sem cor assim como sua vida. No quarto, jogou a bolsa em uma cadeira e caiu sentada na cama. O trabalho consumia todas as suas horas. Amizades fez pouquíssimas. Apenas Arthur, seu chefe, e Ana Paula , uma vizinha que a ajudou assim que chegou ao prédio. No trabalho era conhecida pelos colegas como loira gelada. Dá até para saber o porquê do apelido que ela fingia não saber.

Fazia semanas que nem mesmo um alô era dado aos pais. Poucas vezes entrou em contato e quando o fez , foi  apenas para dizer que estava bem e que não pretendia voltar nunca mais ao Rio de Janeiro.Há dias havia recebido um email de Felipe intitulado “ A saúde de seu pai” , mas nem se deu ao trabalho de abrir, achando que se tratava apenas de mais uma das chantagens emocionais de sua mãe, solicitando sua volta.Meneou a cabeça tentando espantar os fantasmas que teimavam em permanecer lhe assombrando e esticou o braço tocando a gaveta do criado mudo. De lá retirou algo  que se assemelhava a um papel antigo de fotografia. Nele um pequeno borrão preto pareceu prender sua atenção e a imagem de mulher dura foi substituída por um mar de lágrimas que saíam sem aviso.

- Eu o odeio por ter te tirado de mim. – a voz baixa não disfarçava o ódio contido nas palavras. – Te prometo que o farei sofrer.- falou trazendo junto ao peito o pequeno pedaço de papel. Era como se ele estando ali pudesse aliviar toda a dor que parecia sentir. E em um silêncio sofrido acabou adormecendo.


Rio de Janeiro…


Rodrigo mais se parecia uma máquina. Afogou no trabalho as frustrações e lembranças. O casamento com Isadora ainda não havia acontecido e parecia ficar cada vez mais distante. Isadora agora vivia em viagens constantes e sinceramente isso não incomodava Rodrigo. Nas noites que estava no Rio, ela se dividia entre ele e uns parentes que vieram do interior e que gentilmente Rodrigo acabou acomodando em um flat sofisticado, mesmo sem ver nenhum deles. Segundo Isadora, eram pessoas humildes e não se sentiriam confortáveis em frequentar a casa do noivo.

Maria Cristina lutava junto com Gilmar contra a saúde debilitada do marido, que após a partida repentina da filha, perdeu a vontade de viver. Há pouco mais de um mês havia sido descoberto um câncer de pulmão que o estava acabando rapidamente. Recorreu a Felipe, já que nem sempre Juliana atendia as suas ligações. O caçula dos Simas, que agora estava noivo de uma amiga de faculdade, a ajudou mandando um email para Juliana, mas até o presente momento não havia obtido resposta.

Bruno morava com a namorada, que era uma atriz em início de carreira. Eles faziam planos de um casamento futuro. A vida seguia, embora para alguns não muito feliz.

Rodrigo chegou em casa muito tarde, isso já era um costume seu. Os pais estavam tomando um vinho ao som de uma música antiga. Beto se preocupava muito com a tristeza aparente que há muitos meses era companheira de Rodrigo. Tentou por diversas vezes fazer com que ele se abrisse, mas nunca conseguiu.

- Boa noite! – Rodrigo falou esboçando um sorriso – É a noite dos coroas hoje?

- Coroa o quê , moleque! – Beto brincou – Somos os jovens do século passado.

- E a Isadora? Viajou novamente? – Ana não conseguia entender o relacionamento dos dois.

- Não sei! Hoje ainda não falei com ela. Vou subir, preciso dormir.

- Vai lá filho! Descansa! – Beto falou

Assim que viu Rodrigo desaparecer, Ana não controlou a angustia que sentia.

- Beto, só queria saber o que aconteceu com o nosso menino. Ele não é mais o mesmo. Parece que desistiu de ser feliz.

- É impressão sua, meu amor. – mentiu – Ele só tem trabalhado muito. Lembra que agora temos mais duas filiais?

- Realmente, Beto! O Rodrigo só trabalha e nada mais. Essa noiva dele é muito estranha. Parece que prefere ficar com os familiares do que com ele, E ele nem liga!

- Os tempos são outros!

- Os tempos sim, mas a maneira de amar continua a mesma. – rebateu

Rodrigo entrou no quarto e foi direto para a mesa do computador. Pegou um livro que havia ganho quando criança de sua bisavó. “ O pássaro que enganou o gato” e o abriu. Ali entre as páginas amareladas, guardava um bem precioso. Com pétalas secas pelo tempo, com um vermelho desbotado, a rosa deixada por Juliana na noite que pela primeira vez tinham sido um só. A passou no rosto e a sensação se assemelhou ao toque suave dos dedos dela. Fechou os olhos e pôde jurar sentir o seu cheiro. Ele era um desgraçado por ainda sofrer por ela. Era uma maldição ter o coração roubado por um demônio em forma de anjo.

Ainda estava perdido em pensamentos com a rosa frágil nas mãos , quando as batidas agitadas na porta o assustaram ,o  trazendo de volta a realidade.

- Rodrigo! Rodrigo! – Ana falava nervosa – Socorre, filho!

Rodrigo mesmo nervoso guardou a rosa com o cuidado que guardaria a vida. Ela era a única coisa que conseguia por breves instantes aliviar sua dor. Abriu a porta apressado e viu Ana louca tentando ligar para alguém.

- O que foi? Cadê  o papai? – se preocupou

- Filho, o Gilmar – Ana falava apressada – Parece que ele …

- Que ele o quê, mãe?

- A Cris, ela está lá embaixo. Ela disse que ele estava caído no banheiro. Ela … – Ana falava tudo atropelado

- Mãe, fala com calma! Eu não estou entendendo nada!

- O Gilmar, Rodrigo – tentava falar com calma – A Cris acha que ele está morto!

Rodrigo nem esperou Ana contar os detalhes, saiu correndo escada abaixo. Gilmar e Maria Cristina eram como da família. Rodrigo não tinha nenhuma recordação de sua infância que eles não estivessem presentes. E a cada degrau que os pés venciam, lembrava de Juliana. Sabia que mesmo nos últimos meses estando distância, o amor pelos pais era maior que tudo.

Rodrigo atravessou o jardim como um raio, entrou na casa dos pais de Juliana já se dirigindo ao banheiro. Lá ele viu o senhor de corpo frágil pela doença deitado no chão e parecendo estar sem vida. Não perdeu tempo o pegando nos braços e indo em direção ao carro. Ele gritava para que a mãe trouxesse a chave. Ana nem demorou mais que uns segundos para aparecer correndo e entregando a chave ao filho. Maria Cristina mesmo trêmula acompanhou os dois seguida por Ana. Beto iria somente avisar aos filhos e seguiria em seguida para o hospital.

Rodrigo corria contra o tempo que não tinham , vendo Gilmar agonizar no banco traseiro.

- Ju… li..ana … – Gilmar chamava a filha em delírio

- Ela está vindo meu amor, aguenta ! – Maria Cristina falava – Nossa menina está chegando.

E em meio ao desespero Rodrigo se deu conta que esse encontro estava mesmo por acontecer. Como seria vê-la novamente? O que havia mudado nela? Estaria com alguém? Essas perguntas estouravam em sua cabeça.

(…)

Gilmar tinha sido encaminhado para a sala de reanimação  assim que chegou desacordado. A espera era angustiando. Rodrigo amparava a mãe e Maria Cristina ao mesmo tempo. Assim que Beto chegou acompanhado por Felipe, foi informado que ainda não sabiam nada sobre o estado de Gilmar. Maria Cristina correu para Felipe com um pedido suplicante.

- A Juliana, Felipe! Acha a Juliana pra mim? – chorava

- Não se preocupa Maria. – Felipe a confortou – Nem que eu tenha que virar São Paulo de cabeça para baixo eu trago ela aqui. – saiu


Em São Paulo…


Juliana acordou angustiada. O peito estava inquieto num batuque desconfortável. Levantou e lembrou do email que ainda não tinha lido. Talvez as notícias da família acalmassem seu coração. Abriu o notebook e enquanto ele era ligado, tratou de tirar a roupa. Vestiu o roupão e prendendo os cabelos em um coque baixo, sentou para abrir o que lhe interessava. Pelo visto não havia sido enviado com notícias boas. Gelou.


“ Menina travessa, quanta saudade… Pena que não me comunico para matá-la e sim para que saiba que aqui tem um coração cansado que está desistindo de viver por não te ter por perto. Seu pai, não está bem, Ju. De acordo com os últimos exames, o tumor no pulmão é malígno. Esquece a raiva e volta! Ele precisa de você! Fi


- Coração cansado? Desistindo? Não está bem? Seu pai? CÂNCER? - Juliana repetia as palavras em ordem desconexas. Como não soube disso antes?  Se culpou ao mesmo tempo que pegava o celular e ligava rápido. – Francisco, é a Juliana. Preciso ir agora para o Rio. Já! Não interessa! Pago quanto for! Arranja um jatinho, um carro, um bote, seja lá o que for! – gritava diante da negativa que vinha do outro lado da linha. – Escuta aqui! Passo aí em vinte minutos, está ouvindo? Vinte minutos é o tempo que você tem para conseguir! – desligou

Se vestia apressada quando lembrou de ligar para a mãe. O email havia sido passado há dias, precisava saber como as coisas estavam naquele momento. Ligou e não teve que esperar mais do que duas chamadas para ouvir a voz que a fez perder o chão.

- Juliana? – era Rodrigo

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Bom finalzinho de domingo e início de uma nova semana. Amanhã volto com mais um de Palavras Frágeis e um de Encontro. Beijos

                    [ thequeenlittlewolf ]

     El día prometía ser bueno, a diferencia de muchos otros, el castaño estaba mentalizado a que sería un buen día, comenzando por el hecho de que se lo habían dado libre, se la pasaba tan ocupado que a veces ni tenía tiempo para sentarse y pensar un poco de lo que era su vida, el ritmo que esta iba tomando. Y ahí estaba, adentrándose al bar que más frecuentaba los fines de semanas en busca de tomarse algo cuando en su campo visual apareció aquella melena castaña que hacía tiempo le había robado tantísimas veces el aliento. Petrificado era la palabra que definía a Klaus en ese momento, sin poder quitarle la vista de encima llamó su atención –Hayley– Aquel nombre le sabía extraño y se escuchaba raro, al menos raro viniendo de él, después de tanto volver a nombrarla era reconfortante, pero a la vez amargo para como se había quedado las cosas entre ambos.

Estou de saco cheio desses rótulos que a sociedade impõe sobre mim, como se eu fosse algum tipo de embalagem. Cansei de ser tachada de anti social se não sabem nem ao menos o porquê de eu ter me afastado das pessoas, não sabem nem um terço da minha vida para ficar julgando e tacando pedras. Por um acaso vocês que jogam pedras são perfeitos? Já parou para olhar que seu teto também é de vidro e pode se quebrar facilmente? Já parou para pensar que a vida não é tão simples para todos? Pois bem, se sua vida for perfeita, se não possuir nenhum machucado, se tiver um curriculum limpinho, sem nenhuma queda, sem nenhum erro, me ensine a ser assim? Me ensine a ser perfeito, ainda não encontrei a fórmula para essa tal perfeição que tanto procuram nos outros, mas não possuem. Poxa sociedade, vamos parar de rotular tudo e todos? Vocês não tem um pingo de vergonha na cara de criticar uns ao outros e não olharem para o próprio umbigo.Fala sério, vivemos em uma sociedade onde a aparência é mais importante do que o que você tem por dentro. Não estão nem ligando para o teu figado, até mesmo para o seu coração. Eles vão olhar mesmo para o seu corpo  e vão analisar cada detalhe. Se você tiver aqueles pneusinhos, já é motivo para falarem que não serve para trabalhar em certo lugar. Se você for o tipo magra, que não tem seios fartos coxas  torneadas e bumbum empinado, é motivo para falar que você não se encaixa no quadrão da sociedade. Nenhum menino vai querer namorar uma garota de pernas finas e cabelos desgrenhados. Nenhuma agência de modelo irá querer uma modelo gordinha, com gordurinhas saltado fora da roupa. Agora, suas “amigas” sim irão aceitar uma feinha no grupo, assim elas poderão ser notadas por serem as mais bonitas. Porra, qual o problema de vocês? Me sinto deslocada, é como se eu tivesse nascido na época errada. Pessoas tem entrado em depressão, outras pensam em suicídio, e tudo por culpa da sociedade que exige o que nem eles podem dar de si mesmo. Vocês tem criticado demais. Enquanto nos preocuparmos com as opiniões alheias, vamos acabar ficando surdos para nossas próprias opiniões. — Raíssa + Gabriella (petrificados)

què tristeza me dan las opiniones, los pareceres. què roto estoy ahora; no mi piel. los ojos truncos, anegados en su propia aurora: no quieren despertar. un suspiro, y un suspiro màs por todas estas cosas. miro el celular, miro las plantas, bebo una botella de agua. son las 10 de la mañana y un mutismo se presenta como infinito en el extraño correr de las horas. silencio, y un fatigado ansia de lirismo, un afàn de àngeles y hasta la esperanza de algo similar a un ligero paraìso, un viento frìo, invernal, nieve tal vez, aguanieve, pero bien, la inspiraciòn es breve y el destino inmenso, denso como un bosque de arrayàn. algo me arrastra a un lugar aùn no conocido, algo me quiere hacer salir de acà. este extraño otoño parece haber petrificado mis manos, ramajes de un àrbol deshojàndose, pereciendo. què tristeza me dan las estaciones, algunos climas.

Acho que as decepções fazem parte do meu dia a dia, não de um jeito normal, mas literalmente eu tenho pelo menos umas nove ao longo semana, com as pessoas, e até comigo. Acontece, elas vem e vão e nos fazem aprender, mas em excesso faz mal, veja eu por exemplo, você acha que eu ainda conseguiria amar sendo que nem confiar na minha própria familia eu consigo? Ah, claro, pessoas mudam. Mas um coração petrificado jamais se torna a ser flor novamente.
—  A tristeza chegou para ficar
— Então o que você quer?
— Quero… — Ele parou. Passou os dedos pelos cabelos. — Não importa o que quero. — A voz ficou mais baixa. — O que você quer?
— Você. — Sempre você.
— Você me tem — respondeu, os olhos encontrando os meus. — Você me habita. — O rosto de Noah estava petrificado, mas as palavras saíram de seus lábios como uma súplica. — Quer saber o que quero? Quero que você seja aquela que me deseja primeiro. Que me pressiona primeiro. Que me beija primeiro. Não tenha cuidado comigo. Porque não terei cuidado com você.
Meu coração acelerou.
— Não pode me ferir do modo que acha que pode. Mas mesmo que pudesse? Preferiria morrer com seu gosto na língua a viver e jamais tocá-la de novo. Estou apaixonado por você, Mara. Eu amo você. Não importa o que faça.
—  A Evolução de Mara Dyer de Michelle Hodkin.

“ Los estereotipos en torno al consumo de marihuana proyectan a sujetos fracasados, petrificados en sus sofás mientras ven porno barata o juegan videojuegos, comen cereales infantiles y grandes dosis de cheezwhiz, probablemente tienen rastas, o al menos usan una gorra percudida, mantienen una vida sexual deplorable y tienen un escurridizo IQ que los traiciona sistemáticamente.”

Dizem que nós mulheres somos complicadas […] mas mal sabem eles como é difícil ser mulher — risos. Como é difícil lidar com nossas mudanças de humor repentinas, e o quanto irrita quando ninguém nos entende em relação a isso. O quanto é difícil estar naqueles dias e ainda sorrir e se vestir bem para encarar o mundo lá fora. O quanto não é fácil andar de salto, ou até mesmo decidir qual all star escolher. E até mesmo aquelas que se dizem ”desleixadas” tem duvidas para escolher qual camiseta, jeans e all star usar. Toda mulher é vaidosa, toda mulher no fundo gosta de ouvir um ”como você está linda”. Tem aquelas que se dizem nem um pouco vaidosas, mas na maioria das vezes essas são as piores, porque se preocupam tanto em não serem vaidosas, em mostrar que não se importam que acabam tendo maiores trabalhos em passar essa imagem. Acho que vaidade é algo bom, nos deixa com auto estima, nos faz sentir melhores, mais confiantes, só que ela de forma exagera não dá […] As mulheres tem o dom de enganar, de persuadir e conquistar o que querem. As mulheres são mil e uma utilidades — acho que mais até que esse número. Elas cuidam da casa, trabalham, tem diversas preocupações, tem filhos, menstruam e etc. Tantas coisas para um ser só, e nós mulheres conseguimos fazer tudo isso com a maior facilidade, embora seja árduo, fazemos com orgulho e aguentamos com um sorriso no rosto. E além disso ainda se arrumam para sair a noite e te impressionar com aquele jeito que te leva a loucura, que faz os homens caírem aos seus pés. Quando as mulheres querem elas usam e abusam. Quando alguém as magoam fazem esse sujeito implorar perdão, porque não há ninguém melhor em vinganças se não as mulheres, elas são profissionais nisso. As mulheres são mais inteligentes tanto mentalmente como emocionalmente. Elas movem o mundo. Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. Todas lindas do jeito que são. Nós somos enigmáticas e gostamos disso. […] Paola feat Michelle  (petrificados)

Esta y cada una de las noches me encuentro pensando en ti, la que llego y espero que sea si no por siempre al menos por un largo tiempo.
En un corto lapso aprendí a quererte, a querernos, a pensarte como parte fundamental de mi rutina y a la vez de la espontaneidad de mi vida, porque tu eres una caja musical giratoria de sorpresas.
Mi amor; te haz llevado todo de mi. He sentido cosas si no desagradables al menos que me han hecho dudar y molestarme, pero las cosas buenas las superan en mil a uno, porque a pesar de que cada quien tuvo su “pasado tenebroso” los dos llegamos para estar juntos, para borras las marcas de ese pasado que a mi en particular me dejo roto y con el corazón petrificado sin que nadie pudiera ablandarlo ni llegar adentro hasta este momento, tal cual lo hiciste tu… Te amo muchísimo, después de años me devolviste las ganas de ser mejor, de querer a alguien, de quererte a ti de la forma mas bonita, cursi y sincera que se me ocurre que es estar escribiendote estas cosas a las 4 de la mañana
No supongo que esto va a estar bien siempre, que tu y yo vamos a ser felices siempre que estemos juntos, ni que tendremos peleas, celos y lagrimas por parte de alguno de los dos alguna vez, pero por adelantado te quiero decir que si tu pones parte para afrontar estas cosas yo me quedare contigo todo el tiempo que me dejes vivir a tu lado.
Te amo, te amo muchísimo.

Cheguei em um ponto que fico questionando sobre se vale a pena ou não, te amar. Você não é o cara típico que faz loucuras de amor por mim. Mas também, não é do tipo que me trata mal. Sei lá, parece que eu sou um tanto faz na sua vida. Que se eu fosse embora pela porta, você não iria ficar triste, acabado, mas iria pedir para eu ficar. Acho que você já se acostumou com a minha presença. Acho que me ter na sua vida, é uma praticidade. Pra ser bem sincera, você é um meio termo. E como eu sempre te disse, eu odeio meios termos. Eu sou intensa, e você é mais ou menos. Então eu me pego procurando um motivo qualquer para que valha a pena reverter a questão de ir embora da sua vida. E isso provavelmente, só ocorreria se você fosse realmente firme. Ou vem ou vai, ou sim ou não. Me ama ou me odeia e fim de papo. Porque toda essa indiferença têm me deixado louca. Eu simplesmente não consigo suportar. Afinal, que diferença faria pra você se não passo de um ‘tanto faz’? Mas quando a gente se apega, essa decisão se torna dolorosa. Você pode não se decidir, mas eu sei o quanto gosto de você. Tanto que não admito que cheguemos a esse ponto. Cansei de todos esses “talvez”, cansei da sua indecisão. Esse amor pela metade está destruindo o que ainda restava do meu coração. Quero sentimento de verdade, quero amar por inteiro, me entregar de alma e coração. Dizem que o amor machuca, mas estou aprendendo que na verdade o que machuca são as pessoas. As pessoas que nos iludem, e causam uma reviravolta nos sentimentos, deixam tudo bagunçado e vão embora sem nem dizer adeus. E foi isso que você fez, jurou amor eterno, mas se foi ainda no primeiro tempo de amor – ou falso amor, agora tanto faz. Agora eu sou o arbitro da minha vida, e te expulso de vez do meu coração, cansei de amar sozinha e sofrer por dois. Vou virar o jogo e ser feliz. Por um momento cheguei a olhar para trás, admito que por várias vezes lutei e dei o máximo de mim para que esse amor não se acabasse, ou seilá se era mesmo amor, mas em mim ele se foi. Deixando apenas os rastros machucados. Mas agora não sei mais, só sei que quero ser forte para seguir sem você, ou pelo menos fingir que estou vivendo sem você. Que seja, meios termos nunca foram bons para mim, sempre me entreguei por inteiro, e sempre recebi pela metade, acabei valendo por dois, e meu coração suportou por mil, e isso não é justo. E agora fica para trás, todas as promessas quebradas e todos os planos não terminados. Nada irá se cumprir, nada irá acontecer no futuro, não com você. Letícia + Gabi + Kállyta + Raíssa (petrificados)

El Hombre Invensible

Yo en la labor de maceta hago bien, me recuerdan mis padres que de niño fui tan bien portado que no me movia con los zapes que me pegaban los niños cachetones y corpulentos del sexto grado, desde que recuerdo el interés por lo inócuo y lo transparente me llamo la atención, las estatuas, las tumbas, el alumbrado publico, los arboles secos, las señoras costureras sentadas en la puerta al atardecer y todo aquello que tuviera el don de ser y no estar o de estar y empolvarse petrificado, según el psicoanalista alguien debió de atender temprano mi tendencia a no ser parte de nada y es ahí donde pongo por explícito mi transparencia; no me refiero a que sea yo una persona llevadera y que refleje mis emociones sin moderarme con los lugares y las personas que me rodean, no, yo hablo de una transparencia real, real como la ventana o el claro de agua en cualquier riachuelo, conforme el tiempo pasó mi niñez se iba desvaneciendo así como me fui desvaneciendo yo, poco a poco con la intención inconsciente de poder circular libremente por el mundo, no puedo atravesar paredes ni husmear en los baños de mujeres si es lo que estás pensando, mi estúpidamente elevada grasa corporal y la masa que compone mi cuerpo siempre se han conservado intactas.
Mi invisibilidad comenzó en las reuniones con algunos amigos, mientras casi todos querian hablar de deportes o de política yo quería hablar de pájaros, de las sombras de los árboles o de los rostros grotescos que se formaban en las nubes, mientras en un bar los chicos se acercaban a las chicas presumiendo de sus viajes o de su coche yo en cambio les platicaba del plancton brilloso que nace a la media noche en una playa solitaria, .005% de transparencia en cada ocasión, abonada así, acumulativamente, empezó por las manos y siguio al pecho, el corazón se quedó al descubierto un tiempo y tambien desapareció y las manos parecían tener una piel de pescado mostrando todas las venas y las articulaciones. Al cabo de un tiempo dejé de intentar comunicarme con la gente, me hice a la idea de que las cosas no estaban tan mal y no dejé de asistir a reuniones, me llevaba la noche bebiendo de las copas de otros y escuchando conversaciones aburridisimas de moda, fotografía y diseño, mientras yo me preguntaba ¿qué importa de que esten hechas las arterias o las muelas si nadie puede verlas? ¿Qué importan las pláticas anónimas y sucias al oido  recitadas por un fantasma pasajero? Al final de cuentas tengo el don y la pesadez de esta invisibilidad, en el camino corto de una vida de hazañas de otros, donde yo soy testigo mudo de todas las historias y desgracias de mis pocos amigos y de la mirada perdida de las miles de mujeres tristes que se quieren sentir solas un momento y no tienen ganas de ser escuchadas y de los hombres que abrazan a otros hombres mientras cantan fuerte y se golpean el pecho por el dolor de esas mujeres tristes, que tienen color gris pero tienen color, lo pardo de sus mejillas y lo seco de sus discursos son mi fuente de entretenimiento y ahí en el calor la cercanía de mi presencia anónima es donde encuentro mi invensibilidad en un recondito lugar del planeta, en la esquina de una habitación o en el doblez de un puente peatonal, porque soy ese espacio oscuro con olor a orines o ese asiento vacío en el transporte público, porque la transparencia tiene sus ventajas si se quiere contemplar la marcha de la tierra tal y como es o el silencio de una calle o las palabras que la gente se dice a ella misma y yo por mi mismo me pregunto si mi papel no es el mismo que juega dios en esa contrariedad de poder y ausencia eterna y entonces me siento el hombre más sabio y desdichado del planeta por las veces que he estado y no he sido, las que he intentado y no he triunfado, pero por sobre todas las cosas por lo que he escuchado y nunca he vivido.

 “La justicia histórica, aún cuando se practique eficazmente y con la más pura intención, es una terrible virtud porque siempre mina y destruye las cosas vivientes: su juzgar es siempre una aniquilación”

                                                                                             Friedrich Nietzsche.

A propósito del día del patrimonio cultural.

i. Panorama: Nuestro pasado está muerto, pero retorna. Nuestros gobernantes, nuestra democracia han pensado en él. Petrificado, absorto, estéticamente bien gestionado, está frente a nosotros. No nos habla, ya no tiene nada de qué hablarnos más que de su rentable actualización, de su excentricidad. El mejor ciudadano es el turista. Domingo de consumo, domingo de memoria. La gratuidad es el obsceno gesto democrático: sutil mecanismo del consentimiento.

ii. ¿Para qué tener experiencias por si mismo? Evítese disgustos. Doblegue las posibilidades de elección. ¿el costo? ¡a su alcance!. Podrá acceder a las más excéntricas experiencias gracias a la complacencia de autoridades locales asesoradas de gestores patrimoniales dispuestos a todo por conservar la miseria en sí misma. Pues como sabemos, ahí recae su valor de cambio pero también el deseo perverso de usted, nuestro amigable turista. Nuestra promesa: “el pasado tal cual fue”. Sin embargo, como queremos verlo satisfecho con su consumo y evitarnos “quejas por insatisfacción del cliente”, seleccionamos solo aquel pasado “digno de recordar”. El otro no nos interesa (aunque si los patrones de consumo de nuestros turistas experimentan alguna nueva tendencia, ¡claro! también lo incorporaremos a nuestros catálogos).

iii.¿Qué ha pasado? ¿acaso el gesto patrimonial nos acerca a esa comunidad pre-antagónica que no ha tenido lugar? ¿éramos todos hermanos? Después de todo, la barbarie luce bien en nuestro instagram.

iv. Pasado domesticado, pasado patrimoniable, pasado de consumo. Ciudadanos de un tiempo sin redención, Turistas de sus propias vidas.