papey

Feeling famous
  • Ayaw mag-like ng post ng iba lalo na’t ordinaryong blogger ang nagpost.
  • Pilit pinapakonti ang pina-follow at halos magpakamatay para dumami ang followers.
  • Hindi kagad mag-fofollow back kahit gusto naman talagang i-follow back.
  • Hindi rereplyan mga TA at iipunin saka ipi-print screen.
  • Pampam.
  • Hilig magpa-trend kahit wala na sa lugar.
  • Famous lang ang kinakausap.
  • Puro OL check ang post para madaming notes.
  • Hindi yan magfofollow ng kusa, hindi ka iaadd sa FB o ifofollow sa Twitter.
  • Nag-TA ka na ng napakahaba at puno ng sense ang irereply, “Ok”.
  • Ilalagay sa blog, Hindi ako isnabero pero ang totoo namimili ng kausap.
  • Magpopost ng "Wait lang mamaya ko na replyan yung mga TA"
  • Nagt-TA sa sarili, minsan inaaway pa ang sarili gamit ang Anon.
  • Yung blogger na nasa isip mo ngayon.

PAPEY - Pa-peymus

Famous? Pwe. 

Baptism à l'Islandaise – Papoy!

After finding that Höfn doesn’t have a whole lot to offer by itself, we drove on east to Djupivogur. This is a small fishing town on the east coast and the area is habitat to a lot of Islandic birds.

We had excellent weather, albeit very windy, all day and so we booked a boat trip to the island of Papey just outside of Djupivogur. The island is no longer inhabited year round, but a flock of sheep live there on 2 square kilometers of surface, as the climate is rather mild. They share their island with thousands of birds: puffins, fulmar and black backed gulls (the lesser ones), as well as various ducks and smaller birds.

We had a guide that told us a lot of interesting facts about the island, its former inhabitants as well as the mystical “hidden people” or elves, as it were, who are thought to live in pretty much every beautiful place in Iceland. Papey also features the oldest and smallest wooden church of Iceland. It’s a 60 square meters building from 1807. Legend has it that a treasure is buried underneath it, but nobody has dared look for it, as digging on holy ground is thought to make all kinds of shit happen.

On the way back with the dingy little boat, the wind increased and we got thoroughly soaked by sea spray. Our cameras survived, as did we, but I’m afraid my iPhone charger that I foolishly had left in my backpack, as well as a spare battery for the camera have bitten the dust. Or rather, the salt water, as both went out with a fizz.

Soaked and shivering, we emerged from the boat, baptized by icy waters. To compensate, we indulged in some fabulous food once again at the local restaurant and hotel “Future” or framtpíð. Because good food is especially expensive in Iceland (it’s generally expensive anyway), we got the cheap “sleeping bag accommodation” room in return.

That said, this will be our eastern most stop on our journey and we will sadly have to turn back tomorrow, after having shed some light on a few other local mysteries.

Capítulo 44 - Memórias de um Amor Verdadeiro.

POV Clara

*Lembraças onn*

- Mãe, pai, consegui o intercambio, eu vou viajar hoje. Eu disse enquanto arrumava minhas coisas, eles ficaram felizes, eu sei que vou sentir saudades deles, da May e do Fábio, eu ia negar esse intercambio até, eu já terminei a faculdade mesmo, mais sei lá, algo me diz que eu devia ir, quem sabe não consigo algo melhor, é Nova Iorque né, assim que peguei o vôo conversei com minha melhor amiga no telefone, a May, ela sempre me animando, eu queria ter falado com o Fábio mais ele iria me convencer a ficar, e eu quero muito ir.

Cheguei em Nova Iorque, cidade grande e linda assim como nos filmes, o único problema é que eu não tenho a menor ideia de onde ir, comecei a andar por ai procurando táxi ou qualquer coisa do tipo, mais não tinha, apesar de ser   Nova Iorque era um bairro um pouco quieto, olhei os papeis dizendo onde que é a universidade até esbarrar em alguém. – Desculpa. Eu disse olhando a menina, uma menina de cabelos castanhos escuros, conversamos até ela me levar pra universidade, fiquei feliz com sua gentileza.

Algo aconteceu, eu estou numa lanchonete até ver a garota novamente, Vanessa é seu nome, me sentei com ela e ela me ajudou novamente me arrumando um apartamento.

Vanessa, essa garota, Van, eu a chamo assim, eu sei, nos estamos num apartamento assistindo um filme, ela esta dormindo, ela é linda, eu quero conhece-la.

Van, somos amigas, ela sabe que eu gosto de sorvete de morango, ela sabe exatamente do que eu gosto, nos combinamos, que estranho, mal penso mais no Fábio…

Van e eu fomos a pizzaria onde eu trabalho, estamos nos dando bem, eu descobri que ela é lésbica, mais eu não me importo, porque eu gosto dela, e por algum motivo isso me chamou a atenção, talvez eu goste dela.

Nos estamos arrumando tudo, ela me ajudou com a mesa, nos estamos próximas, vamos nos beijar, até alguém aparecer, Thatha, a melhor amiga da Van.

Estamos em uma festa, todos bebendo, nos pulamos na piscina, estou na borda com frio, Van me abraça, ela é tão fofa, de repente estamos mais perto uma da outra, senti sua respiração, não consigo pensar em nada, apenas nós, já não havia mais ninguém naquela piscina, então nos beijamos, foi tão bom, tão calmo, abracei ela, parávamos de nos beijar apenas para respirar.

Fábio me ligou, apesar de eu chorar eu não amo mais ele… Ainda sim nos separamos…

Até ter a festa em que ela bebeu demais, nos beijamos novamente e tudo ficou bem de novo, eu a levei pro apartamento e fiz ela tomar um banho gelado, ela tirou a roupa na minha frente me dando desejo de agarrar ela, foi a noite da nossa primeira vez.

Nós estávamos namorando, ela foi comigo contar tudo a família que depois de tudo aceitaram numa boa, logo depois no outro dia fomos para a Suíça, foi lá que ela fez outra música pra mim, Little Things, tão linda, eu até cantei com ela, e ela gostou da minha voz, só ela pra gostar da minha voz.

Teve uma festa a fantasia onde o Fábio apareceu, Junior colocou ele pra fora a socos.

Van disse que me ama pela primeira vez, eu também a amo e vou amar ela pra sempre, as lembranças sempre vão estar em minha memória apesar de tudo.

Van vai conversar com o pai dela hoje, então eu peguei um táxi para não atrasar ela, o motorista conversava sobre sua esposa que estava grávida dele a todo momento, eu sorri pensando que um dia eu e a Van vamos nos casar e adotar uma criança, seria lindo isso. Quando de repente os pneus começaram a derrapar, e o carro rolou, ouvi os vidros quebrarem e quando olhei o motorista ele estava sangrando, tentei gritar mais não consegui, ele me pediu para dizer a mulher dele que ele a ama muito, mais algo aconteceu, o carro girou mais uma vez, eu bati a cabeça forte, não vi mais nada, quando finalmente acordei, e abri os olhos aos poucos…

*Lembraças off*

POV Vanessa

Assim que cheguei recebi a noticia de que Clara estava desmaiada, fui pro hospital e encontrei May com Renato e Rosângela, Edu estava comigo e logo fomos conversar com eles.

Vanessa – O que aconteceu? Eu disse pra May.

May – Ela estava ouvindo suas músicas quando passou mal e desmaiou, eu não sei o que aconteceu. Ela disse me abraçando.

Vanessa – Eu posso ir ver ela? Eu disse.

Rosângela – Sim, nos acabamos de sair de lá. A Mãe dela disse triste

Então eu fui para o quarto, Clara estava lá exatamente igual quando estava em coma, sentei ao seu lado e segurei sua mão, apenas a olhei enquanto o tempo passava, já era quase onze horas quando eu olhei o celular, então resolvi sair um pouco, mais seus olhos abriram.

Vanessa – Clara? Eu a olhei assustada, então ela me encarou. – Clara, você ta bem? Eu disse

Voltei a segurar sua mão, mais ela não disse nada, talvez ainda não lembre de mim, ou talvez sim, ela não disse nada e me agarrou, me beijou com tanta intensidade, eu a beijei de volta e segurei sua nuca dando mais intensidade ainda, não parei ao menos nem pra respirar, sinto que ela se lembra de mim, Clara está de volta, apertei ela quando nos paramos o beijo, a respiração estava ofegante.

Clara – Van, eu te amo. Ela disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo, então meu coração disparou, eu olhei em seus olhos e não consegui dizer nada no momento.

Vanessa – Eu te amo. Sorri e dei um longo selinho nela, nos abraçamos naquele momento e parece que só havia nos duas no mundo, um momento só nosso.

Clara – Eu quero ver May, meus pais, o Edu, o Ray, nossos amigos, quero não soltar nunca mais de você. Ela disse sorrindo e me enchendo de selinhos.

Vanessa – Eu quero que você nunca mais durma e nunca mais saia de perto de mim. Eu disse sorrindo

Então nos saímos do quarto, assim que ela viu os pais, May e Edu correu abraçando eles, não sabia quem abraçar.

Edu – Você voltou? MEU DEUS. Edu disse chorando e apertando ela

Logo todo mundo se abraçou junto, Clara não parou de repetir como amava todos nos.

Clara – Temos que voltar pra Nova iorque, você falou com seu pai né Van? Clara disse voltando a me abraçar.

Vanessa – Clarinha, por quanto tempo você acha que ta aqui? Eu a olhei assustada.

Clara – Algumas semanas né? Ela me olhou assustada também.

Vanessa – Amor, senta aqui. Eu disse sentando ela no banco. – Você ficou em coma por cinco meses. Eu a olhei nos olhos, então ela ficou seria.

Clara – Sério? Ela disse um pouco triste.

Vanessa – Mais agora você ta aqui e isso é o que importa. Eu disse dando um selinho nela.

Quando Renato fingiu uma tosse, nos duas começamos a rir.

Clara – Mais ainda vamos para Nova Iorque né? Ela me olhou.

Vanessa – Claro. Sorri beijando sua testa.

Rosângela – Não quer ficar com seus pais não? Rosângela disse encarando Clara.

Clara – Mais vocês vão com a gente, eu ainda quero ver o Ray. Clara disse abraçando Edu.

Edu  – Você ta agitada hein. Edu riu retribuindo o abraço, então ela sussurrou para que só eu e Edu ouvíssemos.

Clara – Você nem viu nada. Ela riu.

Logo os médicos deram alta mais aqui não tinha os aparelhos para fazer exames nela, já que foi um milagre ela ter se lembrado.

Logo já estávamos no aeroporto, Clara insistiu tanto que não paramos nem pra descansar, pegamos o vôo em seguida, eu não parei de olhar pra ela, não vou desgrudar dela nunca, eu vou amar ela pra sempre.

Nos chegamos no aeroporto e logo pegamos um taxi para minha casa, Edu ligou pra Ray e pediu pra que ele viesse pra cá.

Vanessa – É bom te ter de volta. Eu disse abraçando ela na cozinha, os outros estavam no sofá da sala.

Clara – É bom estar de volta. Ela sorriu e beijando.

Vanessa – Eu te amo muito. Sorri mordendo seu lábio.

Clara – Eu também te amo muito amor. Ela sorriu e acariciou meu rosto.

Vanessa – Nos devíamos dar uma festa amanhã. Sorri.

Clara – Eu acho bom. Ela riu.

Vanessa – Espera. Eu disse pegando a sua aliança em meu bolso.

Clara – Não posso deixar você por ai sem aliança né. Sorri colocando em seu dedo. – Eu sou apenas sua. Clara disse mordendo meu lábio.

Vanessa – Como você se lembrou? Eu disse olhando em seus olhos.

Clara – Foi sua voz. Ela disse me olhando do mesmo jeito.

Vanessa – Você podia fazer aqueles exames num hospital daqui, o que acha? Eu disse acariciando sua mão.

Clara – Claro, mais depois de amanhã. Ela riu. – Eu to com fome.

Depois começou a procurar doces nos armários, abaixando em um, pude ter uma boa vista.

Vanessa – Ahm, Clara. Eu a olhei franzindo a testa.

Clara – O que? Ele me olhou rindo.

Vanessa – Seis meses, vai com calma. Eu ri encarando ela.

Clara – Eu nem fiz nada. Ela riu enquanto comia biscoitos.

Vanessa – Aham. Eu ri, então comi um

Depois fomos para a sala quando Ray chegou, Clara correu abraçar ele, os dois choraram e logo todos estavam chorando de novo.

Passamos a tarde conversando, tudo estava perfeito, Renato e Rosângela estavam cansados e queriam dormir, Edu e Ray logo depois foram embora.

May – Eu vou também, o casal tem que ter momentos a sós. May disse rindo e indo pra um dos quartos de hospedes.

Clara – Eu nem falo nada pela cara de pau dela. Clara riu e me olhou.

Vanessa – E daí? Ela ta certa. Eu disse rindo e puxando Clara pro quarto.

Clara – Ta é? Clara disse assim que chegamos no quarto.

Vanessa – Aham. Sorri e dei um selinho nel.

Nos beijamos até chegar na cama, onde caímos, Clara caiu em cima de mim e começamos a rir.

Clara – Isso me lembrou nossa primeira vez. Ela disse sorrindo.

Vanessa – Podemos repetir. Sorri mordendo seu lábio.

Clara – Espera então. Clara disse procurando algo nos bolsos de seu casaco.

Vanessa – Que foi? Eu a encarei.

Clara – Meu celular. Ela disse tirando o casaco, logo ela checou os bolsos da calça, mais eu segurei sua mão.

Vanessa – Eu pego. Disse beijando seu queixo e passando a mão em seu quadril, então pego o celular.

Clara – Sempre a mesma desculpa. Ela riu e me deu um selinho, logo levantou.

Vanessa – Onde vai? Eu a olhei.

Clara – Já volto.

Ela disse indo ao banheiro, o que será que ela vai fazer?

Eu só queria dizer que desculpe a confusão, os papeis espalhados, e os copos no chão, os pensamentos não estão nada alinhados, e sim emaranhados, desculpe qualquer mal que te fiz por conta de minha desordem, se te fiz sofrer por minha indecisão, mas eu te prometo que vou limpar toda essa bagunça e te convidar para um chá, ou um jantar, espero que me entenda, te amar é minha única certeza, e no meu mundo de desordem isso me confunde por ser incomum, estou acostumada a tal amiga indecisão, mas, meu bem, só espero que aceite minhas desculpas, o convite para a janta, e que acolha minha confusão, assim como a mim, já que eu sem você não tem muito “porquê”, faça-me reencontrar o caminho para fora disso tudo, a leveza, a paz e a calma, coisas que só você me trás.
—  Love you, but you love me?

Gente, esse imagine mandaram pra gente, mas a pessoa não quis se identificar, então eu não sei quem mandou, mas não fomos nós que escrevemos.

Tec. Tec. Tec.

Era o barulho que o meu salto 15 fazia, quando passei em frente a sala dele. Imaginei que estivesse lá, escondido atrás de tantos papeis da empresa. Não entrava na minha cabeça um homem tão lindo, optar por uma profissão tão sem graça, apenas com papeis e negócios.

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Era sexta-feira, dia de curtir uma baladinha, passar o dobro de maquiagem e beber um pouco - talvez, muito. Coloquei o necessário na bolsa, minha amiga me levaria na balada e depois iria me buscar, quando eu ligasse. Ela estava naqueles dias, e não estava muito afim de sair, mas como já tinha combinado de me levar, nada mais justo que cumprir.
   Ocorreu tudo bem, ela me levou e eu cheguei no local, que estava cheio de pessoas bonitas e jovens. Sempre amei lugares assim. Fui até o balcão e pedi uma bebida, mas, meus olhos foram mesmo para o meio da multidão. E se encontraram com o de alguém. Harry.

   - Você por aqui? - sussurrei para mim mesma.

O barman me entregou a bebida, e quando me virei novamente, Harry não estava lá. Deveria ser coisa da minha cabeça, pensei. Fui para o meio da pista, ainda um pouco encabulada, mas dancei normalmente, mas ainda procurando-o pela balada.

- Está procurando alguém, uhh? - alguém disse bem pertinho do meu ouvido, me puxando pela cintura, me fazendo sentir um arrepio na nuca. Era o perfume dele.

- Sr.Styles… eu…

- Vamos deixar esse “Sr” pra lá. Que tal irmos em um lugar mais reservado, tomar um vinho, ouvir uma música…

 Não consegui dizer nada, ele apenas me levou para o carro. No caminho, ele conversava comigo, e eu mandei uma mensagem para a minha amiga, dizendo que não precisava se preocupar mais em ir me buscar. Paramos em frente a um prédio na área nobre da cidade, e pegamos o elevador até a cobertura.
A decoração da cobertura de Harry, era toda em tom vermelho e preto, uma coisa bem clássica, mas ao mesmo tempo bem sensual. Ele disse para que eu ficasse a vontade, e foi buscar o vinho, e voltou com o mesmo e duas taças.

- Seria ousadia demais eu dizer que só fui até aquela balada por sua causa? - Harry perguntou, despejando o vinho na minha taça e olhando nos meus olhos.

- Está falando sério, ou isso faz parte dos seus planos de conquista? - perguntei, sentindo um pouco de vergonha depois. Mas ele apenas riu.

- Um pouco dos dois. - ele sorriu. Nós estávamos conversando, mas eu estava me sentindo um pouco tensa. Harry percebeu, direcionou os olhos até a minha cavicula, e fez uma pergunta tentadora :

- Eu acho que tenho que fazer a minha parte - ele disse, se levantando, me colocando de lado e sentando atrás de mim. - E te deixar bem relaxada…

Harry caminhou suas mãos até os meus ombros, fazendo movimentos que me relaxavam. Fechei os olhos e apreciei o toque. O gosto de vinho ainda estava na minha boca, e eu podia sentir meu coração pular. E então, ele direcionou os lábios até o meu pescoço, dando leves beijinhos e mordidas.

- Acho que devemos parar por aqui - falei, minha voz falhando um pouco.

- E eu acho que você tem que curtir o momento.

  Ele me virou até ele e me olhou nos olhos. Observei aquele homem sério, me encarando com aquelas esferas verdes, com aquele ar de poder e beleza alucinante.

- Você ainda acha que temos que parar? - ele perguntou e direcionou devagar os seus lábios até os meus, começando um beijo sensual e cheio de desejo. Deixei que meu corpo relaxasse sobre o dele, ficando por cima naquele sofá. Depois de beijos e caricias, ele me encaixou em sua cintura e me levou até o quarto, que assim como a casa, era extremamente bonito.
   Harry me colocou na cama e começou lentamente a tirar o meu vestido. Quando me vi só de calcinha, pedi para que ele tirasse a dele também. Era o paraíso vê aquele homem desabotoando aquela blusa, e depois o cinto, e depois a calça…

Harry desceu seus lábios pela minha coxa, até chegar a minha intimidade, onde passava a lingua, chupava e acariciava meu clitoris, me fazendo gemer baixinho.

- Pode gemer… eu quero ouvir o quanto poder eu tenho sob você.

Comecei a gemer e a puxar seus cabelos, mas antes de gozar, ele tirou a boca e a levou até meus seios. Percebi que ele colocava a camisinha, e depois disso, me colocou por cima dele.

- Eu quero que cavalgue pra mim, meu amor… - fiz o que ele pediu e ouvi seus gemidos baixinho. - Isso, bem assim… desse jeito… não sabe por quanto tempo eu esperei por esse momento. - ele puxou meu cabelo pra trás, me fazendo olhar pro teto. Ele mudou de posição, agora ele estava por cima, e antes de qualquer coisa, me penetrou com força, me fazendo fechar os olhos e gemer.

Os movimentos foram se intensificando, eu mordia o seu lábio, ele dizia palavras chulas, eu puxava seu cabelo e o olhava com tesão, até que no meio disso tudo, o orgasmo veio, me atingindo em cheio e me fazendo esquecer por um momento de tudo.

- Você é mesmo incrivel. Do jeito que eu imaginei.

- Mas e agora? - perguntei, lembrando que Harry era meu chefe, trabalhavamos na mesma empresa, e que além de tudo, eu tinha acabado de transar com ele.

- Agora meu bem… é só sexo, vinho e uma ducha quentinha. - ele sorriu e me deu um beijo. - Ou acha que me satisfaço só com isso? Ainda temos muito o que fazer. Esperei muito tempo por isso.

- Eu também - admiti em voz baixinha e o acompanhei, em meio aos beijos, até o banheiro.

Mude-se. Minha casa está cheia, meus moveis mal posicionados, há papeis em pedaços na minha escrivaninha. Mude-se novamente, não por um dia ou talvez dois, a porta de trás está aberta, então mude-se, e por favor, e não olhe para trás.
—  Coração. Karen Vieira.
{ 0f mყ нεαят◞

      Atenciosa, cuidadosa até mesmo com os papeis que tentava com uma lapiseira comum - escrever uma carta; Estava detalhada, estava cheia de coisas pessoais, algumas reclamações e exigências dela mesma contendo até mesmo pouquíssimos segredos.  

   Só que por um acaso, um vento ao abater na região onde aquela minúscula coelhinha estava as folhas foram parar aos ares, se espalhando, restando a última que seria apenas uma despedida do seu diário em forma de carta. 

Cortejo fúnebre

“São quase dez e vinte e a circular ainda não chegou”, disse o senhor ao meu lado no ponto de ônibus. “Circular” é o nome dado na minha cidade ao único ônibus de transporte coletivo que a cidade possui.

Eu estava sentado no banco metálico, provavelmente de alumínio, na companhia de um senhor de cerca de 50 anos e duma mulher em pé ao meu lado. O ponto era todo vermelho e com uma cobertura reta amarela. Ficava em frente à praça do cemitério da cidade, cuja entrada fora inspirada na antiga arquitetura grega, ainda que de maneira rudimentar. Enquanto a pasta cheia de papeis que eu segurava deslizava suavemente pelos dedos, meus olhos fitavam ora os veículos que se cruzavam, ora a calçada azul, um pouco rachada, que possuía um losango azul ao centro. Já a praça era ligeiramente mais simpática, consistindo em poucas palmeiras que ocupavam parte dum gramado onde apenas existiam banquinhos de pedra, típico das prefeituras de cidade pequena ou das praças mais remotas das metrópoles.

Após olhar o celular com apreensão pela demora, em razão do sol que começava a queimar a pele do pescoço, avisto um cortejo fúnebre. Dois dias antes um trabalhador havia morrido em Minas Gerais. Ele estava sobre um caminhão quando, caiu dele e, infelizmente, fora atropelado pelo mesmo. A família havia recebido a mensagem à noite, no entanto a notícia logo se espalhou pelos grupos de WhatsApp chegando até a van que me levava para casa depois da faculdade.

A forma como o homem lida com a morte e o luto começaram a intrigar-me somente quando iniciei a faculdade. Percebe-se que o luto não é apenas a morte; é a perda de tudo o que possui valor para o indivíduo. Em seguida, passa-se pelos conhecidos cinco estágios do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Todos vivenciam estes estágios, em ordem mais ou menos parecida, em maior ou menor escala. A visão daquele rito de passagem deteve meu pensamento. O carro funerário, uma Blazer cinza pérola, guiava a multidão dos que, de alguma forma, compartilharam com o morto ao menos alguns momentos de sua vida. Um gigantesco arranjo de flores era avistado acima do carro que ia em direção do cemitério, onde se localizava o ponto de ônibus em que me encontrava. Em ritmo lento, aos poucos os presentes avançavam, revelando a visão da tal “circular” que seguia-os logo atrás. Seria desrespeitoso e ultrajante com o ritual ultrapassar a multidão de transeuntes.

Em tom de resignação, disse ao homem ao meu lado:
_Agora entendemos o motivo do atrasado. Tá explicado.
_É mesmo – disse o homem cuja a voz já não se ouvia mais.
Entramos no ônibus e seguimos a pequena viagem de vinte minutos. 

Sentado num dos bancos, na companhia dum menino com o celular na mão, baixei a cabeça olhando rumo ao chão de alumínio manchado do ônibus, que tinha ao menos uns 30 anos. Pensei no significado daquilo tudo, na forma como os filhos daquele homem estariam reagindo ou com qual perspectiva veriam o mundo a partir dali, em todos seus aspectos, sem a palavra ou gesto daquele que por eles tanto trabalhou e amou, mesmo à distância. A empatia aflorou em minha consciência, meu pai também trabalhava em outra cidade.

Quando o ônibus permeou a avenida rumo ao outro bairro, diminuiu aos poucos, parou. Numa lateral da estrada, pés de manga equilibravam-se sobre um gramado inclinado; acima deste, uma calçada e, doutro lado da rua pequenas lojinhas e casas adornavam a paisagem quase rústica. Noutra, uma minúscula chácara com uma represinha que, de certa forma, delimitava o limite urbano da cidade. Depois era somente mato.

Levantei o pescoço e vi um carro preto parado também, “deve ser acidente”, disse minha voz mental. 

Felizmente estava errado.

O veículo avançou e olhei pela janela para ver se não era alguém que atravessou a rua imprudentemente. Para minha surpresa, um grupo de patos brancos seguiam em direção àquela minúscula chácara. Talvez fossem gansos; contudo, de belezas inigualáveis, ainda que tenha somente os visto de costas.

“Provavelmente são de lá", matutei comigo .

Aos poucos, a cobradora começou a esboçar um sorriso. Os passageiros começaram a se levantar demonstrando grande curiosidade pelo ocorrido e logo todos sorriam de maneira leve e silenciosa, discutindo se eram patos ou gansos. Eu, claro, alegrei-me graças a tamanha graciosidade inesperada naquele momento. Os pensamentos de morbidez foram levados de assalto por uma vista que, momentaneamente, fora restituindo a paz e tranquilidade que restavam em mim.

Houvera algum motivo ou razão para aquilo. Não, o mais provável era a aleatoriedade do momento. Sinceramente, não importava. Logo comecei a refletir sobre o significado da ocasião deverás singular. “Deve ser o ciclo da vida”, pensei após meu clima interno ser transformado por pequenos patos que atravessam a rua movimentada.


Por Lucas Avelar

Mansão Greenfield || Nathan & Eliza

Nathan terminava de estacionar o carro no parque do edifício da Spectre, havia combinado com Eliza ir buscá-la para ambos irem até há mansão, o local do crime onde morrera a senhora Greenfield, o agente se mantinha sentado no carro a olhar alguns papeis que tinha no banco de passageiro, até que passados poucos minutos saiu. Levou a mão até há sua camisa branca ajeitando-a pois poderia estar amachucada por ter estado sentado no carro. Logo, Nathan seguiu até ao elevador do edifício, pressionando o botão do andar onde se encontravam os cientistas e em cerca de dois minutos estava a sair do elevador, cumprimentando alguns colegas pelo caminho.

Este caminhou pelo corredor cinzento e olhava para algumas portas de gabinetes abertas com reuniões a acontecerem ou cientistas simplesmente a fazerem o seu trabalho. Ao perguntar há recepcionista por Eliza, esta afirmou que a cientista estava em uma das salas ao fundo do corredor, revendo alguns diagnósticos de análises químicas que saíram há pouco do laboratório.

De seguida, o agente agradeceu e foi até ao local, bateu na porta e logo os seus olhos encontraram os da morena, o que o fez sorrir de canto e cumprimentá-la com um beijo na bochecha. “Olá Eliza, está pronta para irmos?” Pergunta olhando para ela e vendo que esta ainda tinha vestida a bata branca de laboratório. “Fico há sua espera na recepção.” Não deixou que a mesma respondesse ao perceber que não estava realmente pronta e voltou para a porta do computador, se encostando na parede enquanto esperava a colega, que rapidamente se despachara, fazendo-o pressionar logo o botão para chamar o elevador e ambos finalmente puderem ir descobrir mais alguma coisa acerca do assassinato.