olhospessimistas

olhospessimistas asked:

I take offense that I'm not among your tumblr friends. What kind of best friend are you?!

LAAAAAAAAAAAAAAAARI, OMG YOU’RE ALIVE!

because you totally disappeared from this tumblr and now you only go to your famous tumblr with your others friends and YOU DON’T EVEN FOLLOW ME 

HUNF

— guys meet Larissa, my best friend in real life, she is amazing :) —

Eu tenho a impressão que existem algumas pessoas que marcam demais a nossa vida. Nada pode apagar os sentimentos que temos por elas, nem a distância, nem o tempo, nem as intrigas. Pessoas pelas quais nutrimos tanta ternura que elas se tornam especiais. São o tipo que provocam sorrisos só por estarem lá, que dividem segredos e que só falam besteiras, mas que, quando longe, só causam saudades. Elas não são essenciais (porque ninguém é essencial), mas essa necessidade de tê-las por perto é o mais perto que alguém já chegou de ser.

Eu não amo as pessoas com facilidade. Para mim, antes de sair anunciando sentimentos inexistentes para todos os cantos do mundo, é necessário que amor seja amor. E não estou falando somente daquele amor romântico, porque esse eu já nem deveria ter que dizer nada para que tivessem essa noção de “não falar antes de sentir”. Não, eu estou falando do amor amigo. Sinceramente, nunca vi jogarem tanto amor fora. Amor entre pessoas que, na realidade, não se suportam. Amor por aquela amiga que, no dia seguinte, a outra já está falando mal. Eu não aceito isso. Não aceito mesmo. Para mim, amor, até mesmo entre amigos, tem que ser real. E, quando eu uso tal palavra, acredite, é real.

Me irrita, sabe? Esse seu jeito arrogante, essa pose de superior, o fato de que você sempre tem que ter a última palavra. Que tipo de amigo é esse? Se infiltrando na minha vida, no meu dia-a-dia, só para se aproveitar das minhas inseguranças quando lhe é propício. Só porque sabe quão dependente sou de você.

Eu estou começando a entender por que as pessoas sempre diziam aquilo de “Ela é minha melhor amiga, se quebrar o coração dela, eu quebro sua cara”. Porque a amizade cria essa necessidade absurda de proteger a outra pessoa. Afinal, minha melhor amiga é quase como minha irmã. Raiva não seria capaz de explicar o que eu sentiria caso ela se machucasse. Então, sim, eu entendo por que as pessoas dizem isso.

Porque é verdade.

Você me faz repensar todas as minhas atitudes, todas as minhas palavras, todas as minhas ideias. Você me conhece como ninguém, me arrasa e me anima, me alegra com seu jeito e com seu carinho. Muitos não acreditariam nesta amizade. Temos tanto contra nós, não? Tempo, distância, algumas mentiras e outras tantas más-interpretações. Ainda assim, você é aquele em quem penso quando preciso de uma ajuda, de um amigo. Ninguém sabe das minhas histórias como você, e eu te amo por isso. Melhor amigo; que engraçado pensar nisso. Nunca imaginei que teria um, mas você parece ter esse dom de mudar minha cabeça. Obrigada por sua bondade, sua loucura, suas confissões… E obrigada, principalmente, por sua amizade.

Uma mulher de verdade…. Faz exatamente o que ela quer fazer, no momento que ela quer fazer. Ou não. A escolha é dela, o corpo é dela, as consequências serão enfrentadas por ela.
Eu estou de saco cheio dessas mensagens glorificadas de pessoas que são arrogantes o suficiente para achar que suas escolhas são as melhores escolhas possíveis, pessoas que surgem falando sobre como mulheres de verdade se “dão ao respeito”, ou “mantêm o queixo erguido”, ou trezentos outros clichês de pseudopoder.
Porque eu sou insegura, e a minha irmã é agressiva, e uma das minhas melhores amigas é autodestrutiva, mas nós somos todas mulheres de verdade, saudáveis ou não.
Nós não somos um ideal, nem nunca seremos. Não saímos de um filme atual sobre o poder feminino que acha que a força de uma mulher é equivalente a quão indiferente à opinião alheia ela é. Não somos gentis e bondosas como as heroínas dos filmes adolescentes, que suportam a humilhação com lágrimas nos olhos e um sorriso no rosto.
Foda-se isso.
Você é uma mulher de verdade no momento que decide se ver assim. Isso pode significar que você vai ficar em dúvida de vez em quando, ou pode significar que vai sempre confiar em si mesma, ou que vai sempre confiar nos outros, ou…
Não importa!
—  Larissa M.

Ultimamente eu tenho estado tão cansada de tudo. É impressionante como um ano pode começar de maneira tão ruim, não? Minha casa tem sido praticamente insuportável, com toda essa tristeza e desespero. Me sinto cada vez mais sufocada, como se fosse meu papel manter todos bem, aturar suas dores como se fossem minhas. Não são. Eu tenho minhas próprias. Tenho dúvidas de qual será o meu futuro, tenho apreensão quanto a estar ou não perdendo minhas amizades, tenho esse tormento sempre presente sobre o que sou e o que quero me tornar, tenho minhas inseguranças. Então, não me culpe pela minha vontade de fugir de tudo. Ser egoísta me parece a única maneira de manter minha sanidade, em meio a tantas lágrimas e gritos e portas fechadas.

Ele conseguiria me fazer sorrir mesmo se estivesse do outro lado do mundo. Isso pode parecer pouco, levando em consideração a internet e todos os avanços tecnológicos, mas não é.
Porque ele ficaria acordado até mais tarde e eu levantaria mais cedo, só para que pudéssemos conversar sobre as coisas mais estupidamente profundas. Falaríamos sobre livros e revoluções, e sobre a loucura ou monotonia dos nossos dias. Teríamos tudo e nada em comum, como sempre foi nesses últimos cinco ou seis anos.
Ele me faz acreditar em uma amizade inquestionável, mesmo depois de todos os dramas que já vivemos.
—  Larissa M.
Eu só queria que o mundo entendesse que a sexualidade de cada pessoa só diz respeito a essa pessoa. Eu posso ser hetero, ele pode ser gay, ela pode ser lésbica ou bi ou pan ou assexual. Que se dane, ok? Se são meus amigos, são meus amigos. Se não são, que se dane também, porque a inimizade nunca vai ter sido por um motivo tão estúpido. Então, sim, tiro satisfação em escandalizar os conformistas e os pseudo religiosos e os preconceituosos com minhas palavras. Não vou me sentir envergonhada por ser - ou tentar ser - uma pessoa decente.