Ando vivendo as margens de mim mesma, eu acordo de manhã e sinto que falta algo e nas vezes em que eu sei o que é percebo que me falta plenitude e fé nas variantes existentes entre o que eu sou, o que eu quero ser e o que tenho sido pra amar você. Existem lacunas mal preenchidas no meu dia que não tem pertencido ao amor e eu não sinto assim tão pouco. O amor tem medo de mim e eu tenho medo dos outros. Você talvez nada tenha a ver com isso, com essa bobagem toda de amar alguém, mas entenda não é por mal a brabeza que lhe causo. O excesso desce com um rio pelo meu corpo inteiro e invade de infinitos o pouco que eu ainda tenho de racionalidade. Boa sorte pra viver com isso, você não é obrigado a ficar marginal desse excesso, você pode vivê-lo plenamente e ter fé no amor e nas flores que eu plantei no jardim. Mas tá tudo bem se não quiser, o importante é que as flores crescem, independente de quem regue seu espaço.
—  Chão de folhas.
vine