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mas que coincidência!!! A Kaiser está veiculando uma peça publicitária, muito parecida com uma historinha que eu fiz em 2012. Bons tempos em que eu morava na república Bonanza em Londrina, e bem… Vitão, Nati e eu sabíamos contornar algumas precariedades da forma mais criativa, saudável e elegante que nos era possível.

vejam bem, não estou querendo me achar o inventor da roda, mas é interessante ver a publicidade falando um negócio que você disse há alguns anos atrás. Sei lá, me sinto trend, hype, formador de opinião, um visionário, um homem a frente do meu tempo hauhuahuhahuha Quero meus royalties

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É sempre da hora rever velhos amigos (ovos presley crew, andy iore, billys bastardos/b-benders), fazer novos, e curtir um som da hora.
Acabei vendo poucos shows, o do The Sharks foi fudido. Vi também o Pelebrói, e foi assim… emocionante ver a molecada nova cantando músicas de 10 anos atrás, e xingando o Oneide.
Valeu aí Vlad, Flávia e todos os envolvidos por proporcionar mais um evento animal como esse!

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pô, fui surpreendido por essa doce postagem do Rogerio Skylab.

Valeu mesmo cara, essa empreitada não seria a mesma coisa sem você. Fico contente que você esteja em casa, afinal de contas, já fazem uns 6-7 anos que mantemos essa cumplicidade.

 

Pra quem ainda não leu o segundo exemplar da revista, o Rogerio escreveu uma crônica matadora, que vocês podem ler aqui:

FITA MÉTRICA

 

A fita métrica, a fita métrica. Ora, direis, ouvir estrelas. Mas eu digo: a fita métrica.

Tudo porque o Careca insistia na tese de que o seu era maior. Vamos aos fatos: diante da ciência não existe bazófia. A fita métrica. Ele foi mais longe: quem ganhar, leva. Estávamos sós – a mãe havia saído, de maneira que só tinha eu e ele: eu e Careca, Careca e eu. Tinha também a mesa de botão a nossa frente. Os meus eram de galalite. Pensei duas vezes: uma roleta russa. Do Careca, eu já tinha ouvido boas. Além do mais, sangue negro. Em um minuto, mil imagens. Se eu perdesse? Recuar agora era entregar o jogo. Mas aceitar suas condições também o era. Tentei renegociar, cortando a segunda cláusula. “Está com medo”, e riu como se me visse entre a cruz e a espada. O tempo passava. De repente, o Careca saiu do quarto. E voltou em seguida, radiante, com a fita métrica. Tudo tramava contra: a mãe que havia saído, filho único, órfão de pai. Estava solto no mundo, apanhava e levantava. E me vinha novamente aquela velha expressão conhecida: “tô fodido”. Até então, o Careca tinha sido legal: colocou na mesa de negociação suas cláusulas. Mas ficou de saco cheio e arriou o short. Eu olhei os botões à minha frente: meu orgulho. Vice-campeão do torneio de Jacarepaguá, reunindo competidores da zona oeste e adjacências. Uma forma de fazê-los mais escorregadios, era esfregar vela e depois passar flanela. O filho da puta tomava um sacode de 5X0. E o pau do Careca subindo: valha-me Deus, uma vara. Reparei que o dito-cujo era mais escuro que sua pele amulatada. Eu tinha dois beques postados em cada canto do gol, aos quais chamava Galhardo e Altair, minha humilde homenagem ao grande time tricolor da década de 60. Nada disso precisava acontecer e eu poderia a essas horas estar em casa assistindo na televisão ao meu seriado preferido: Nacional Kid. O pau do Careca foi aumentando à medida que se masturbava e, a certa altura, pegou a fita métrica e medi u: 22 cm.

Vinte e dois centímetros. Era uma marca e tanto. E ele ria, altaneiro, orgulhoso de si. Meu time de botão que me deu tantas alegrias. Fui arriando o calção bem devagar, convicto de que me seria impossível bater a marca: 22 centímetros. Meu time era formado por dois zagueiros, três no meio de campo e cinco no ataque. Era um 2-3-5 inesquecível. Não como o carrossel holandês porque sou do tempo em que cada jogador respeitava sua faixa de campo. E fui tocando punheta até quanto pude, sob o olhar atento e lúbrico do filho da puta. 18 centímetros. Mais um pouquinho. Até machuquei minha piroca cor de rosa na esperança de alcançar a marca. 18,20 cm. Fim de linha.

Naquele instante, a mãe do Careca chegava com as compras: fui salvo pelo gongo. A tarde estava linda. Eu sempre sou salvo pelo gongo. E voltei pra casa, ileso. Devedor mas ileso.

Rogerio Skylab

ahhh sim, e saiu uma crítica bacana do O Banhero Selvagem e de várias outras publicações independentes (samba, prego, xula…) no site Raio Laser. O interessante é que o pessoal desse site não fica só na babação de ovo, e também não faz textos meramente infomativos. Os caras realmente são críticos e mostram ter um conhecimento bem amplo sobre o que falam. (tudo bem que eles são um pouco tendenciosos quando falam do pessoal de brasília, mas é compreensível, porque aquela galera manda bem pra caralho mesmo hauhua)
saca só a matéria: http://www.raiolaser.net/2014/05/raio-lasers-comics-quicky-03.html

hauhau pra variar “doidão, frito, loucura, nonsense etc…” continuam sendo adjetivos recorrentes quando falam do meu trabalho e da minha pessoa, uma das minhas partes favoritas da matéria é essa daqui:

"doidão de Londrina afeito a grafismos e uma estética que poderíamos até chamar rockabilly, não fosse tão torta." 

é por aí mesmo

Expand

é isso aí rapaziada!!! A revista mais legal de todos os tempos, já a venda nos estabelecimentos mais finos da paróquia:

SÃO PAULO/SP

Japonique: Rua Girassol, 175 - Vila Madalena

Gibiteria: Praça Benedito Calixto, 158 - 1º andar

Locomotiva Discos: R: Teodoro Sampaio, 763, Lj. 3

e R: Barão de Itapetininga, 37 (lj. 8 e51 – R. Alta) 

CURITIBA/PR

Itiban: Av. Silva Jardim, 845

DEMAIS LOCALIDADES

Site da Ugra Press: ugrapress.webstorelw.com.br

ou pelo e-mail: obanheroselvagem@gmail.com

(modelo da foto - Sweetie Bird)

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Essa vida de subcelebridade do underground tem me consumido…

Pô, só agora tive um pouco de tempo pra parar e agradecer a todo mundo que organizou e compareceu à Feira Plana 2. A coisa toda estava maior e mais lotada, o que dificultou um pouco a minha tentativa de monópolio dos quadrinhos engraçadões hauuha Fiz muitos escambos, não terminei de ler tudo ainda, mas já adianto que Know Haole, Intetisno Eloquente, Goró, Dois, e Como na Quinta Série, são publicações indispensáveis pra quem se diz de bom gosto (em um momento mais propício talvez eu explique melhor esse alarde todo).

Nesses dias aí também conheci o Andrício, o Neno (dos adesivos Taj Mahal) e o Jão (figura gente boa pra caralho) da Zica.

uhuu!

(tenho poucas fotos, na real eu mesmo não tirei nenhuma. Tava meio debulhado do carnaval ainda, esse começo de ano foi realmente insano)

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e vejam só, não há de ver que o Henry Catraca vegan (aquele rabanete humano que parece o frango canastrao do Banhero Selvagem - http://bselvagem.com.br/post/40008922554/o-henry-catraca-existe-ele-e-um-rabanete - ) tem uma namorada? E como se não bastasse, ele ainda tem um CALENDÁRIO (?) !!! vejam só - http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2013/01/rabanete-humano-ganha-namorada-e-linha-de-calendarios-no-japao.html

Watch on bselvagem.com.br

aí, a Inara Chayamiti é uma amiga minha muito talentosa, e me chamou pra participar dessa web série que ela tá fazendo: Volta na Quadra. A idéia é basicamente dar um rolé por perto de onde vc mora e mostrar os lugares mais bacanas e curiosos da região. Esse aí é meu episódio cheio de aventuras, explosões e perseguições em alta velocidade

E essa é a resenha do Banhero Selvagem que o Claudio Yuge fez para o site Clang Comix - http://clangcomix.com/?p=914. Massa, valeu cara!

Recebi ontem um interessante gibi da minha terrinha, Londrina. O talentoso ilustrador Pietro Luigi fez questão de me enviar dois exemplares de seu “Banhero Selvagem”(obrigado Pietro), que tem lançamento marcado na Gibicon durante este final de semana.

Tenho uma certa mania de abrir gibis do fim para o começo – não me pergunte de onde veio isso, talvez da descendência oriental.

Então, ao folhear, já tinha notado influência daqueles quadrinhos que exploram o lado menos linear da nona arte, sem medo de transitar entre o ridículo e o genial. Algo que a referência assumida ao doidão Rogério Skylab comprova.

Ainda que os roteiros não atinjam regularmente o meu gosto pessoal de humor, a arte deLuigi é bem apropriada para seu universo e bem resolvida na arte-final, com exageros em estilização no melhor estilo dos cartunistas dos anos 60 e 70. Uma mistura de desenho animado com Crumb, passando pelos Freak Brothers e Peter Bagge.

O acabamento também é impecável, com formato maior (20,5 x 29 cm), capa cartonada, colorido e interior com gramatura acima do normal. Um projeto até um pouco ousado para um independente.

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