As palavras que escreveu te livraram da completa loucura, e hoje me ajudam a me livrar das minhas. Obrigado por me dizer pra seguir em frente, por me ensinar de certa forma a não entender as mulheres, por ensinar que eu sou a minha melhor forma de entretenimento, me ensinou sobre a dor, sobre amores, e que ser interessante não é tão bom assim. Enfim, colocar em palavras seus ensinamentos feitos não tão sobriamente duraria décadas. E talvez não fosse do seu desejo ser, mas é eterno, porque deixou então em seus livros sua marca. 94 anos, não inteiramente vivos, mas eternamente lembrados. Obrigado por guardar em seu peito teu pássaro azul, e assim leva-lo contigo. E obrigado mais ainda por me ensinar a guardar o meu, por me ensinar a fazer tudo com ele sem que o notem, eu o solto apenas para que ele leia comigo teus contos que são bons o suficiente para fazer um bêbado chorar. Mas eu não choro e você?
—  Homenagem a um velho safado.
Durante muito tempo da sua vida, você simplesmente pára no tempo, passa a dedicar todo o seu tempo e carinho a uma única pessoa, passa a retroceder, ou apenas permanece no mesmo lugar, esperando que sintam sua falta, notem sua ausência. Mas o tempo passa, e uma hora precisamos seguir em frente. O amor fica, mas a vontade de dar alguns passos na direção certa permanece. A vida continua, e andamos é pra frente.
—  despr3zada

Lembrei de algo que pensava durante essa longa madrugada, ultimamente tenho me desligado da minha preocupação com o meu ego. Não tanto nessa coisa de ser arrogante, isso ainda é uma preocupação constante, mas percebi que a criação desse nosso grupo de whatsapp me fez ser menos cuidadoso nos meus esforços, meu caminho, de me desapegar do meu ego. Basicamente, “olhem para mim, me notem, eu existo”.

Às vezes me pego pensando se deveria me afastar um pouco de todo mundo, não só de vocês, mas tirar mais fins de semana pra passar eles completamente sozinho. Mas por outro lado, eu gosto disso, gosto dessa vivência, então irei aprecia-la mais um pouco, mesmo que ela seja tão efêmera como os acontecimentos que me fazem perder o controle de um sonho lúcido. 

Espero conseguir conciliar isso, quem sabe não consiga escrever o suficiente para me desapegar de mim mesmo, deixar o meu ego nesses encantamentos. Sempre meditando, é claro.

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Almir Sater Chalana

E aí? Alguém já viu uma chalana? Ela era grande ou pequena?

Notem a idade mental de quem faz uma piadinha tão boba com uma palavra. :)

Nos últimos dois anos, nosso projeto entre amigos - uma editora independente - passou a ser um coletivo de produções artísticas e sendo assim abraçou um pedaço do mundo. Um pedaço do mundo que já tínhamos deixado nossos sulcos inúmeras vezes. Atualmente, estamos trabalhando em 05 projetos: publicações, uma peça de teatro e eventos. Tudo isso envolve um maior comprometimento (e boa parte de nosso tempo livre).

Esta semana, vamos nos dedicar em organizar nosso blog. Postaremos as fotos do Sarau Daqui, que aconteceu na sexta-feira, em breve. Provavelmente vocês nos notem quietinhos durante este tempo. Mas na semana que vem já tem novidade no ar pra compensar.

Recentemente, criamos um perfil de usuário no Facebook: e temos que dizer – não deu muito certo. Entre mensagens, pedidos, convites e dúvidas, notamos que precisamos de um único canal de comunicação com vocês. A partir de agora vamos manter nossa proposta inicial: usar nosso endereço de e-mail (coletivohiato@gmail.com).

Porém, vamos disponibilizar também um telefone de contato, que será atendido sempre após às 16hrs. O Coletivo Hiato acontece basicamente no nosso apartamento. Nosso hobbie começou pequeno e virou um grande projeto. Por isso o horário de atendimento por telefone. Fora deste horário, geralmente estamos nos nossos trabalhos “convencionais”.

Telefone: (47) 3087-4882.

Estamos ávidos por produção local. Que já não é mais local. Talvez “local” seja uma forma de nos identificarmos produzindo e trabalhando com gente que gostamos e admiramos tanto. Nossos trabalhos continuam firmes e fortes. Estamos apenas nos adaptando a todas estas novidades. Obrigado por quem tem acompanhado nosso trabalho até aqui. Nossa vontade é de estar perto de vocês o tempo inteiro.

Do mesmo modo como vocês se importam em como se vestem antes de sair de casa pela manhã, do mesmo modo reguem as flores do mundo em seu interior, limpem tudo que ficou empoeirado, varram, deixem mais claro; quando ficar mais claro, vocês experimentarão como é mais fácil, mais natural deslizar para as profundezas e subir delas. Notem a clareza da água que vocês bebem, a frescura do ar que vocês inspiram, a leveza do alimento que vocês ingerem. Vejam se as suas palavras estão em harmonia com seu coração. Ouçam a si, sua energia, seus movimentos, suas batidas cardíacas.

Deixem-se renovar, entendam o não resolvido e liberem-no.
Aproveitem a vida com todo o seu ser.

Amor e Luz

____ Arcanjos Gabriel e Miguel

Lucio Costa: Razões da Nova Arquitetura

Hoje, inicio a utilização desse blog para poder dividir minhas observações sobre inúmeros assuntos, que variam de arquitetura, arte, musica ou simplesmente comentar alguma noticia, como também contar algo do minha jornada diária, sempre busca do êxtase de minha alma: o aprender.

Perdoem, por gentileza, possíveis erros gramaticais, e notem, portanto, o que tentarei escrever é mais importante do que a forma que escreverei.

Segue um trecho de um texto publicado pelo arquiteto Lucio Costa acerca do movimento modernista que mudou drasticamente as características da arquitetura brasileira durante o começo do século XX. Publicado em 1936, tinha como objetivo exemplificar e explicar as razões para tal mudança.

"Na evolução da arquitetura, ou seja – nas transformações sucessivas por que tem passado a sociedade, os períodos de transição se têm feito notar pela incapacidade dos contemporâneos no julgar do vulto e alcance da nova realidade, cuja marcha pretendem, sistematicamente, deter. A cena é, então, invariavelmente, a mesma: gastas as energias que mantinham o equilíbrio anterior, rompida a unidade, uma fase imprecisa e mais ou menos longa sucede, até que, sob a atuação de forças convergentes, a perdida coesão se restitui e novo equilíbrio se estabelece. Nessa fase de adaptação a luz tonteia e cega os contemporâneos – há tumulto, incompreensão: demolição sumária de tudo que precedeu; negação intransigente do pouco que vai surgindo – iconoclastas e iconoclastas se digladiam. Mas, apesar do ambiente confuso, o novo ritmo vai, aos poucos, marcando e acentuando a sua cadência, e o velho espírito – transfigurado – descobre na mesma natureza e nas verdades de sempre, encanto imprevisto, desconhecido sabor – resultando daí formas novas de expressão. Mais um horizonte então surge, claro, na caminhada sem fim. […] " - Lucio Costa, 1936

Texto completo AQUI

Nos últimos dois anos, nosso projeto entre amigos - uma editora independente - passou a ser um coletivo de produções artísticas e sendo assim abraçou um pedaço do mundo. Um pedaço do mundo que já tínhamos deixado nossos sulcos inúmeras vezes. Atualmente, estamos trabalhando em 05 projetos: publicações, uma peça de teatro e eventos. Tudo isso envolve um maior comprometimento (e boa parte de nosso tempo livre).

Esta semana, vamos nos dedicar em organizar nosso blog. Postaremos as fotos do Sarau Daqui, que aconteceu na sexta-feira, em breve. Provavelmente vocês nos notem quietinhos durante este tempo. Mas na semana que vem já tem novidade no ar pra compensar.

Recentemente, criamos um perfil de usuário no Facebook: e temos que dizer – não deu muito certo. Entre mensagens, pedidos, convites e dúvidas, notamos que precisamos de um único canal de comunicação com vocês. A partir de agora vamos manter nossa proposta inicial: usar nosso endereço de e-mail (coletivohiato@gmail.com).

Porém, vamos disponibilizar também um telefone de contato, que será atendido sempre após às 16hrs. O Coletivo Hiato acontece basicamente no nosso apartamento. Nosso hobbie começou pequeno e virou um grande projeto. Por isso o horário de atendimento por telefone. Fora deste horário, geralmente estamos nos nossos trabalhos “convencionais”.

Telefone: (47) 3087-4882.

Estamos ávidos por produção local. Que já não é mais local. Talvez “local” seja uma forma de nos identificarmos produzindo e trabalhando com gente que gostamos e admiramos tanto. Nossos trabalhos continuam firmes e fortes. Estamos apenas nos adaptando a todas estas novidades. Obrigado por quem tem acompanhado nosso trabalho até aqui. Nossa vontade é de estar perto de vocês o tempo inteiro.

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