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They fought hand to hand, foot to foot, with pistols shots, with blows of the sword, with their fists, at a distance, close at hand, from above, from below, from everywhere, from the roofs of the houses, from the windows of the wine-shop, from the cellar windows, whither some had crawled. They were one against sixty.

O Pessimismo é uma teoria bem consoladora para os que sofrem, porque desindividualiza o sofrimento, alarga-o até o tornar uma lei universal, a lei própria da Vida; portanto lhe tira o carácter pungente de uma injustiça especial, cometida contra o sofredor por um Destino inimigo e faccioso! Realmente o nosso mal sobretudo nos amarga quando contemplamos ou imaginamos o bem do nosso vizinho - porque nos sentimos escolhidos e destacados para a Infelicidade, podendo, como ele, ter nascido para a Fortuna. Quem se queixaria de ser coxo - se toda a humanidade coxeasse? E quais não seriam os urros, e a furiosa revolta do homem envolto na neve e friagem e borrasca de um Inverno especial, organizado nos céus para o envolver a ele unicamente - enquanto em redor toda a humanidade se movesse na benignidade de uma Primavera? (…) O Pessimismo é excelente para os Inertes, porque lhes atenua o desgracioso delito da Inércia.
—  Eça de Queiros | O Pessimismo é Excelente para os Inertes
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Ainda que voasse, não seria anjo.

Ainda que sofresse, não seria beato.

Ainda que corresse, não seria tão veloz.

Ainda que chorasse, não seria a vítima.

Ainda que falasse, não diria nada de bom.

Ainda que chovesse, iria me levar até a minha casa.

Ainda que se movesse, não mexeria comigo.

Ainda que facilitasse, seria dificil.

Ainda que terminasse, ainda continuaria pelo resto de nossas vidas

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- NÃO NÃO NÃO - era no momento o que se ouvia no corredor do Hospício Andrew’s, a voz de uma menina de 13 anos gritando desesperadamente por um salvamento qualquer de algum lado.

A menina se esperneava nos braços de enfermeiros que a carregavam à força para dentro de um dos quartos daquele local, era tudo tão branco e cinzento, tão triste e isso assustava a menina em pensar no que poderia acontecer se passasse dias, meses ou talvez anos naquele local doentio. Os enfermeiros faziam a força de uma maneira impressionável, nunca haviam tido uma menina tão forte e aparentemente violenta como aquela, assim que chegaram ao quarto 219 que agora seria dela por muito tempo, a colocaram na cama e a amarravam com as mãos para que ela não se movesse na cama enquanto um enfermeiro entrava com uma seringa média que continha no seu interior um liquido azul que assustou a menina que automaticamente deixou sair berros gigantes de sua garganta em um modo de desespero e rapidamente esses sons pararam de ser emitidos quando a menina sentiu algo fino perfurar a pele de seu braço e sentir um líquido começar a entrar pelo seu organismo que a fez ficar mais calma e quase caindo no sono e antes de cair num sono profundo umas lágrimas caíram de seus olhos e Alice percebeu que aquelas não seriam as ultimas lágrimas que deitaria naquele sítio.

[…]

- Alice, você pode me falar de como se está sentindo hoje? - a mesma pergunta de sempre e Alice não consegue mais aguentar ouvir aquilo da boca de senhor Tom, o psicólogo encarregado de acompanhar a terapia da garota.

- Presa, como sempre desde que entrei nesse sítio - falou com desdém e o Tom suspirou fundo com a resposta que sempre era a mesma

- Alice, a menina não está presa, você sabe isso - disse Tom

- Eu estou presa sim, presa à 5 anos, não me tente fazer pensar o contrário - disse Alice que começava a colocar Tom nervoso sem ela intender porquê.

- As pessoas que estão aqui só querem a ajudar a ficar melhor, ninguém está fazendo mal para você - disse Tom antes de anotar algo no caderno que estava pousado em cima de seu colo - muito bem Alice, por hoje chega, pode ir. 

Alice suspirou de alívio por sair daquele lugar e abandonou a sala de Tom, ela não queria ir para o seu quarto, era ainda mais deprimente do que ir para o jardim do hospital, sim, era para o jardim que ela ía, ela pensava como poderia ter acabado ali, ela não estava louca, pelo menos sua mente não achava isso e ela sentia que não estava louca, seus pais nunca mais ousaram vir visitar ela, ela ficou simplesmente sozinha e abandonada, ficou se sentindo um cachorrinho abandonado e que mais ninguém quer de volta. Ao chegar ao jardim a garota via muita gente e ela se sentia doente no meio daquela gente toda problemática, não que ela tivesse preconceito para com aquela gente mas a aparência deles a intimidavam e a deixavam com calafrios no corpo da cabeça aos pés literalmente. Alice sentou num banco de jardim esperando poder ficar sozinha por um pouco, ela encarava a relva aparentemente cortada á pouco tempo e bem verde no chão, talvez era das poucas coisas que tinham cor ali na sua vida e talvez fosse por isso que ela gostasse mais do Jardim porque assim ela poderia ver a cor azul do céu, a luz do dia, a relva verde e não um quarto apenas branco, quase que se torna sufocante ficar naquele quarto muito mais tempo na opinião da garota, ela estava cansada, para ela bastava só ter uma companhia, alguém para ela poder falar e pelo menos esquecer tudo isso que está acontecendo na vida dela, mas quem ela podia confiar naquele lugar?

"ninguém" pensava ela.

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