Risoto de moela

image

Ingredientes

500gr de moela

Alho

Arroz arbório (especial para risoto)

Azeite

Caldo de galinha

Champignon

Creme de leite

 Tempero a gosto

Tomates italiano (aqueles pequeninhos)

Preparo

Moela

  1. Na panela de pressão, fritar o alho no azeite, adicionar a moela, temperar e deixar dar uma fritadinha.
  2. Adicionar uns 500ml de água quente, essa água será reservada e usada depois do cozimento para ser feito o arroz, tampar a panela e deixar cozinhar por uns 15 minutos depois de pegar pressão.
  3. Depois desse tempo, reservar a água e deixar apenas a moela na panela.

Arroz

  1. Adicionar na panela junto a moela o arroz arbório, deixando dar uma fritadinha.
  2. Iniciar o cozimento adicionando a água reservada aos poucos, mexendo sempre.
  3. Adicionar o champignon e mais temperos caso necessário.
  4. Ir acrescentando água e mexendo até o arroz cozinhar por completo.
  5. Por ultimo, desligue o fogo e adicione o creme de leite e o tomate italiano misturando bem.

Obs: Cozinhar em fogo médio, servir quente, caso sirva para um almoço demorado, pode ir acrescentando pequenas quantidades de água quente para que ele não seque e fique duro muito rápido.

Sirva com salada verde e vinho.
Bom Apetite. 

discurso - adelia prado

Não tinha um adjetivo para o dia e desejei ficar triste. 
Fui moer lembranças,
remoê-las com a areia pobre mas grossa 
de minha desmesurada moela.
 Em mim, tanto faz meu coração ou estômago,
 já que nem pra rezar eu sei partir-me. 
Como quem junta espigas pro moinho, 
juntei uns cheiros de alho, de álcool, de sabonete, 
um cheiro-malva de talco, uns gritos,
fezes que se pisou ao redor da casa 
com cheiro não tanto repudiável 
— podia-se limpá-las, mas não eram execráveis —, 
a incúria colateral de vários pâncreas,
o Trypanosoma cruzi, várias cruzes no sangue,
no exame, nas covas, nas torres,
no cordãozinho de ouro, na forma de levantar os braços e dizer:
“Ó Pai, duro é este discurso, quem poderá entendê-lo?” 
Se abrisse um sol sobre este dia incômodo, 
eu rapava com enxada os excrementos, punha fogo no lixo 
e demarcava mais fácil os contornos da vida: 
aqui é dor, aqui é amor, aqui é amor e dor,
onde um homem projeta o seu perfil e pergunta atônito: 
em que direção se vai? 
É às vezes fazendo a barba ou insistindo no vinco de sua calça branca que ele quer saber. 
É às vezes aparando as unhas, 
em nem sempre escolhidas horas, 
que ele tem a resposta. 
Um adjetivo para o dia, explica.

discurso - adelia prado

Não tinha um adjetivo para o dia e desejei ficar triste. 
Fui moer lembranças,
remoê-las com a areia pobre mas grossa 
de minha desmesurada moela.
 Em mim, tanto faz meu coração ou estômago,
 já que nem pra rezar eu sei partir-me. 
Como quem junta espigas pro moinho, 
juntei uns cheiros de alho, de álcool, de sabonete, 
um cheiro-malva de talco, uns gritos,
fezes que se pisou ao redor da casa 
com cheiro não tanto repudiável 
— podia-se limpá-las, mas não eram execráveis —, 
a incúria colateral de vários pâncreas,
o Trypanosoma cruzi, várias cruzes no sangue,
no exame, nas covas, nas torres,
no cordãozinho de ouro, na forma de levantar os braços e dizer:
“Ó Pai, duro é este discurso, quem poderá entendê-lo?” 
Se abrisse um sol sobre este dia incômodo, 
eu rapava com enxada os excrementos, punha fogo no lixo 
e demarcava mais fácil os contornos da vida: 
aqui é dor, aqui é amor, aqui é amor e dor,
onde um homem projeta o seu perfil e pergunta atônito: 
em que direção se vai? 
É às vezes fazendo a barba ou insistindo no vinco de sua calça branca que ele quer saber. 
É às vezes aparando as unhas, 
em nem sempre escolhidas horas, 
que ele tem a resposta. 
Um adjetivo para o dia, explica.

Text
Photo
Quote
Link
Chat
Audio
Video