mesinhas

Isn’t too late for a cake {flashback} || AiNi

Havia chegado um o dia que mais aguardava no mês. O aniversário de Hani. Desde que haviam começado a ficar mais íntimas, vinha esperando animadamente por esse dia. Tudo estava perfeitamente planejado, desde o presente até um bolo especial que havia feito para a garota. Como era domingo e tinha todas as atividades adiantas, Aika passou a tarde na cozinha ajudando as cozinheiras e fazendo o presente de Hani. Já era o começo da noite quando recebera uma mensagem da mais velha, avisando que já estava no caminho de volta para a instituição, depois de passar o dia com os pais. Com isso, rapidamente Aika arrumou o quarto alheio. Os presentes espalhados pela cama em embalagens fofas e sobre uma mesinha que havia ali, o bolo mediano com a decoração do Totoro. Além de algumas caixinhas de doces ao redor dele. Faltava poucos minutos para que Hani entrasse por aquela porta, então, tratou de apagar as luzes e sentar-se sobre a cama com algumas bombas de serpentinas em mãos. Não demorou muito para ouvir o barulho da chave na porta, se posicionando em frente a ela e gritando assim que a luz foi acessa. - Feliz aniversário minha Hani!

Imagine com Liam Payne: Yours

Pedido:  Juh, será que tu poderia fazer um imagine do Liam em que ele e a s/n estejam tomando banho juntos e ele pergunta o que ela gosta nele, daí ela vai falando e tocando cada parte dele. Um momento bem romântico mesmo. Obrigado desde já!

  • Um clichêzinho bem básico para vcs hahahaha Xx
  • Eu acho que alguém já usou essa imagem para algum imagine aqui no tumblr, mas f*da-se, o Liam tá tão fofo nela <3

Estacionei o carro na garagem suspirando aliviado por finalmente ter chegado em casa. Passar o dia gravando novas músicas no estúdio, havia esgotado todas as minhas energias, e tudo o que eu mais queria neste momento era chegar em casa, tomar um banho relaxante, comer algo leve, e ir direto para camar descansar.

— S/a?  — Disse entrando suavemente em casa e largando minha carteira e minhas chaves na mesinha que ficava ao lado da porta de entrada.  — Amor? —  Chamei de novo subindo as escadas em direção ao nosso quarto, sendo guiado pela voz doce de S/n cantando enquanto tomava o seu banho.

Em passos leves e cautelosos, tentando não fazer barulho para que ela não percebesse a minha presença,  caminhei até o banheiro encostando o meu corpo no batente da porta, e passando a observar o corpo nú e molhado de S/n.

— Olá — Falei com a minha voz um pouco rouca, assustando ela levemente.

— Oi — Ela disse sorrindo tímida e se curvando para que eu pudesse ver o seu rosto. Algumas partes do seu corpo ainda estavam cobertas por uma fina camada de espuma, que logo foram se dissolvendo aos poucos com a água. — Quer entrar? — Sugeriu olhando para mim, provavelmente, vendo a minha cara de cansaço. Não precisei nem ao menos me dar o trabalho de responder, rapidamente retirei as minhas roupas, e me coloquei para debaixo do chuveiro junto com ela.

— Eu poderia ficar aqui para sempre. — S/n disse inclinando a sua cabeça para trás quando eu abracei o seu corpo e me aproximei para distribuir beijos em seu pescoço, arrancando leves suspiros seus. — Está cansado ? — Quis saber  arranhando levemente a minha nuca com suas unhas.

— Uhum… — Murmurei manhoso próximo da sua orelha e deslizando minha mão  pelo seu quadril, desenhando as curvas do seu corpo.

— Você está tão mansinho. - S/n riu passando sua mão pelo meu rosto e pressionando os nossos lábios. — Vem cá, vem. Vou te ajudar com o banho.

— Eu amo as suas mãos. — Confessei à ela enquanto fechava os olhos aproveitando a massagem que S/n fazia em meu couro cabeludo para espalhar o shampoo em meu cabelo.  — Elas são muito habilidosas. — Sorri torto.

— Liam! — Gritou batendo em meu peito, envergonhada com o elogio. — Para com isso.

— Que foi? Eu amo quando suas mãos me tocam, elas sempre me causam arrepios por todo o meu corpo. — Peguei seus braços pelo pulso e posicionei suas mãos novamente em meu peito, fazendo as pontas dos seus dedos tocarem o meu tórax e descerem vagamente até o meu quadril.  Seus olhos seguiam o caminho que eu fazia com suas mãos, sua respiração estava forte e acelerada, e sua pele começava a se arrepiar também. — E você? — Perguntei levantando o seu queixo com as pontas dos meus dedos. — O que você ama em mim? — Perguntei com a voz baixa perto do seu ouvido, tendo um gemido seu como resposta.  — Eu quero saber, babe.

— Tudo — Respondeu simplesmente, mordendo o seu lábio fazendo um pequeno corte.

— Tudo o que, docinho? — Beijei novamente a sua nuca, deixando um chupão em seguida, enquanto movimentava o meu quadril conta o seu.

— Liam…

— Diz, S/n. Eu quero saber o que você mais gosta em mim
— Eu amo você por completo Liam — Disse olhando com o seu olhar baixo, mas eu  levantei o seu rosto novamente. Eu queria ver a sua expressão ao falar. — Eu amo a tua risada e os seus milhares de sorrisos, e toda a tranquilidade que eles transmitem ao meu coração quando eu os vejo. Amo quando você tenta me tirar do sério com as suas brincadeiras, quando você fica enciumado, quando fica me observando em silêncio achando que eu não noto isso, quando deito em seu colo e você me dá carinho. Eu amo receber um abraço apertado seu quando você chega de viagem, sentir o seu calor e ouvir nossos corações batendo um contra o peito do outro. Amo as suas mãos tocando todo o meu corpo, desde quando ela afaga meus cabelos, toca os meus lábios e meu pescoço,até quando ela me aperta, massageia meus seios, toca a minha barriga, e desce pela minha bunda e se espalma nela. Amo quando os seus dedos me tocam aqui em baixo e me fazem um carinho gosto. Amo ouvir a sua voz rouca todas as manhãs me desejando um “bom dia” ou dizendo um simples “eu te amo”. E eu amo principalmente isso daqui. — As mãos de S/n agarraram o meu membro, sem pudor algum, e começou a fazer movimentos para cima e para baixo, começando a me deixar duro. — Amo sentir ele dentro de mim, entrando e saindo num ritmo lento, sempre me fazendo querer mais, me fazendo sentir completa. Amo todo o prazer que você me faz sentir, especialmente porque é por você por quem eu me apaixonei há oito anos atrás, quando eu te vi naquela festa na casa do Harry. É com você que eu me casei, e me vejo construindo uma família, e ficando velhinho ao meu lado no futuro. Eu amo saber que você é meu, Liam. E eu sou tua, toda sua. Eu sempre te amarei, para sempre.

— Confesso que eu não esperava por tudo isso. — Sorri tímido. — Eu te amo tanto, S/n. E espero que eu consiga retribuir todo esse amor que você sente por mim. Tenho que agradecer muito por você existir, por nós termos nos conhecido, por você ter enfrentado o mundo para ficar comigo, por me amar, e se casar comigo. Muito, muito obrigado, minha S/n.

— Eu que agradeço, meu Liam.

Capítulo Quatorze

Diversão 

Ian tinha mandado o endereço da festa como combinado.

Era sete e meia, Bea e Lily estavam na praça esperando Alex como combinado.

– E se algum bêbado chegar aqui e bater em nós? – Lily perguntou olhando impaciente para o relógio.

– Fala sério, o único bêbado louco que tem por aqui tem algum tipo de paixão por você, então estamos a salvo. – Bea falou com um sorriso torto.

– Não que eu acredite nisso. – Lily bufou.

– Se Alex atrasar mais um minuto eu juro que arranco a cabeça dele fora. – Bea ameaçou olhando a rua vazia, na pequena praça além delas só havia um casal aos amassos. A garota estava em cima da mesinha e o garoto em pé, mal podia os ver. Bea tinha quase certeza que eles nem tinham percebido a presença delas.

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CAPITULO DOIS

Lisa Belfort foi a primeira a descer do carro, seus olhos caramelos admiraram a mansão Hill que parecia intacta e a mesma de séculos atrás. Os pequenos muros de pedra ao redor da casa como uma muralha estava cobertas com uma planta que insistia em continuar a crescer, uma grama verde contrastava com algumas flores azuis, o caminho de terra ia ate a varanda que tinha o piso de madeira escuro, a porta da mesma tinha uma argola de ferro que parecia nova, mas a garota sabia que não. Entrou na casa sem pedir licença, colocou as bolsas que carregava próximo a mesinha da ante-sala que tinha um espelho gigante à esquerda com moldura dourada, logo na sua frente uma escada de dois degraus para a grande sala. A lareira estava acesa deixando tudo agradavelmente quente. Caminhou ate o fogo olhando-o de perto.

– Jack! – Iris gritou da porta – Shane!

– Eles não estão aqui – Lisa comentou chutando o ar, colocou as mãos na cintura e inspecionou o ambiente – Tem algo de errado aqui.

– O que é? – Iris caminhou ate a irmã.

– Não consigo descobrir – Franziu a testa.

– Bom…

– Eu vou chamá-los.

– Sabe onde estão?

– Você não? – Lisa riu. Saiu da casa dando a volta indo para os fundos. O lago estava parado, refletia como um espelho a grande floresta. Ela entrou em uma trilha que ninguém notava, caminhava silenciosa como um gato ate que viu o circulo onde sempre encontrava os rapazes. Os pinheiros circundavam um pequeno pedaço, a luz que entrava ali era dourada e verde, dava a tudo um ar mágico. Três metros acima da cabeça de Lisa estavam os dois prestes a atacarem. Ela riu e gritou quase histérica. O sorriso travesso estava nos lábios quando os rapazes se aproximaram e a abraçaram forte.

– Lisa! – Shane quase gritou seu nome. Os cabelos castanhos da garota pareciam emanar energia, os olhos faiscavam em um brilho contagiante, ela bateu palmas animada. Lisa era extrovertida e tinha um senso de humor maravilhoso, isso a transformou na preferida dos dois.

– Meninos! Vocês não mudam… – Colocou a mão na cintura olhando os dois como se os repreendesse – Que tal irmos tomar um café naquela velha enquanto vocês me atualizam de tudo? – Se pôs a caminhar na frente sabendo que os dois a seguiriam – Minhas irmãs resolveram passar na mansão Hill, mas eu sabia que encontraria vocês aqui.

– Elas vieram… – Shane comentou desanimado – Tem mesmo que andar com elas o tempo todo?

– Infelizmente – Os três riram indo em direção a mansão Hill.

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CAP 150

- Muitas noites ? Conta isso direito. - disse Thomas

- Vamos por parte tá. Voltando a festa ele ficou muito louco comigo mas eu não queria me deitar naquela grama né. Aí ele falou que queria então me levar pro carro dele. Eu topei afinal era melhor, chegamos no carro dele e a Dani tava lá com o amigo dele, aí eu falei que não estava nem com a chave do carro dela senão íamos lá. Lembro que ele me pegou no colo e fomos pra algum canto da chacara perguntei onde estávamos indo e ele falou vamos andar até achar algum lugar, aí ele me soltou me encostou na parede e falou eu quero você, ainda falei pra ele com tantas outras que dariam pra você naquela grama molhada e fria por que eu ? Aí ele falou que apenas não tirou os olhos de mim desde que cheguei. Então fomos até uma parte afastada da chacara e sentamos numa mesinha de ferro bem antiga. Não sei quanto tempo passou mas logo Dani e o menino apareceram e ela perguntou se o Bernardo podia me deixar no hotel. Eu disse que pegaria um táxi mas ele insistiu em levar e então ela foi embora com o amigo dele e nos fomos pro carro dele, que graças a Deus nem parecia que haviam transado lá dentro. Aí ele me levou pro hotel e eu perguntei se ele queria subir claro que ele subiu. - disse parando para tomar água.

- Ema - disse Thomas

- Oi - disse enquanto colocava a garrafa de volta ao chão.

- Ele respondeu. - disse ele me mostrando o celular.

**Ema? nossa você sumiu, meu Deus. onde você mora ? cara … ** - disse Bernardo

**Peço desculpas por ter sumido. Você não entenderia naquele momento, e depois fiquei com vergonha de falar com você. Neste momento estou em SP organizando minha mudança pra Campinas.** - respondi

** Cara eu moro em Campinas.** - disse Bernardo.

Mostrei para Thomas e ele ficou besta.

**A gente podia se ver. Esta precisando de ajuda com a mudança ?** - perguntou Bernardo.

**Sim e sim.** - respondi

Thomas ficava a todo momento me mandando responder ele e terminar de contar.

**Só me falar o endereço estou livre quando você precisar** - respondeu Bernardo

**Acho que sua namorada pode não gostar.** - disse Thomas respondendo por mim.

**Ah Ema eu não tenho namorada, mas sabia que meu amigo e a Dani estão casados.**- disse Bernardo

**Nossa e interessante.** - disse

**Me passa o endereço.** - disse Bernardo

Passei o endereço e ele disse que viria pela manhã. Desejei boa noite e assim voltei a conversar com Thomas.

- Bom subimos para o meu quarto já nos agarrando no elevador. Ele me dizia que se não fosse a câmera do elevador já me deixava nua ali mesmo. Eu apenas ria. Entramos na suíte e assim que fechei a porta ele me agarrou, me pegou no colo e me levou até a cama me jogou e foi tirando sua roupa, eu fiz o mesmo e quando ele pulou na cama estava só de cueca e ele passou mal e desmaiou. - disse

- Como é? - perguntou Thomas

- Ele teve um ataque cardíaco por conta de bebida e remédio. Até e espantei por essas fotos, ele quase não mudou nada. Bom eu chamei uma ambulância e fomos ao hospital eu levei as roupas dele e segui no carro. Cheguei no hospital e tive que dizer que era noiva dele para poder entrar no quarto depois e ficar com ele. E então quando a família chegou eu estava dormindo na cadeira. Aí eu acordei com eles conversando. E então quando abri os olhos a mãe dele soltou a frase, filho não sabia que tinha uma noiva, aí eu me assustei e me levantei, pedi licença e sai e aí a irmã dele veio atrás de mim e me agradeceu por salvar o irmão dela e me disse que ele estava me chamando. Voltei com ela até o quarto e todos nós deram licença. - disse

- Cara tô chocado, como assim. Mas eae o que houve depois. - disse Thomas.

- Bom eu conversei com ele, falei que ele me deu um baita susto e pedi desculpa por dizer que era noiva dele mas se não fosse assim não me deixariam saber nads sobre ele. Aí ele segurou meu rosto e me beijou. Assim que me soltou me pediu para gravar meu número no celular dele e vice versa. Conversamos a enfermeira veio e deu um remédio para ele descansar. E eu fui pro hotel. - disse

Thomas ficou me encarando meia hora.

Ambivalência - Capítulo 46 - This is a modern fairytale.

The Heart Wants What It Wants - Selena Gomez

The future that we hold is so unclear (O futuro que temos é tão incerto)
But I’m not alive until you call (Mas eu não viva enquanto você não me ligar)
And I’ll bet the odds against it all (E vou apostar contra tudo que dará certo)

Lua só conseguiu se sentir em casa quando sentou em seu sofá com sua filha em seu colo e esticou as pernas, apoiando os pés na mesinha de centro.

Camila havia se enfiado no quarto para atender mais um telefonema de Caio, onde ele passava meia hora se desculpando e ela meia hora negando suas desculpas.

Lua já tinha começado a se irritar com a teimosia de Camila em não lhe contar nada até estarem em casa. Lua não podia fazer nada além de esperar. Apesar de estar profundamente curiosa e até preocupada com o que aconteceu com a amiga, ela tem infinitos problemas com a vida própria.

Sua mãe dando o ar da graça, o choque emocional em relação a Rafael, o fato de Arthur ter simplesmente desaparecido e a porcaria da falta que ela estava sentindo dele, além de estar grávida e de ter que arranjar uma maneira de contar pra sua filha que ela vai ter um irmão.

Definitivamente estava acontecendo muita coisa de uma só vez. Lua respirou fundo e soltou o ar pela boca, deitando a cabeça no encosto do sofá. 

- Tá bem? - ouviu a voz de Camila e abriu os olhos. Balançou a cabeça afirmando. - Desculpa a demora.
- Tudo bem. - Vem, deixa que eu levo ela. - carregou uma Malu dorminhoca. Lua sorriu e ajeitou-se no sofá, esperando Camila voltar sozinha.
- Você vai desembuchar agora?
- Vou. - Lua semi cerrou os olhos enquanto observava Camila sentar no sofá em frente a onde ela estava, passar as mãos pelos cabelos e olhar pra Lua em silêncio. - Ai, tá bom, eu não vou enrolar! O Caio é policial. - disparou. Lua até pensou não ter escutado direito. - É. Policial. Acredita nisso? E ele só se aproximou de mim por conta de uma investigação. - notavelmente magoada,
Camila continuou contando tudo o que descobriu à Lua, que escutava em silêncio. Camila não entendeu a reação, a questionando. 

- Eu já sabia, Cami. Não sabia sobre nenhuma investigação, e sinto muito por isso. Mas eu já sabia sobre o resto. E sobre muito mais. - revelou, lembrando das fotografias. Camila a olhou, confusa. - Arthur me contou ontem. O que foi basicamente o motivo do meu surto e da minha ida ao hospital.
- Sério? E ele já sabia esse tempo todo?
- Sim. Não se ele sabe sobre o Caio ser policial, mas a história do Rafael ele conhece. Muito bem por sinal.
- Como que ele te conta isso sem mais nem menos?
- Não foi sem mais nem menos, foi… - Lua cortou a fala para fechar os olhos e respirar fundo. - Eu peguei pesado com ele. Ele ficou bem puto mesmo. Eu acho que eu nunca o vi com tanta raiva nos olhos, Cami. Ele praticamente vomitou tudo em cima de mim e eu não consegui aguentar. Foi horrível. Todas aquelas fotos nojentas. Eu me senti tão ridícula e burra!
- Ele tinha fotos? - Lua assentiu e contou a Camila a história mais detalhada, controlando o choro que insistia em voltar.
- E cadê o Arthur? Jogou uma bomba em cima de você e sumiu?
- Eu não sei onde ele está. E eu tenho certeza que ele deve estar me odiando agora, porque ele não iria me deixar sozinha se não estivesse.
- Como você pode ter certeza de que ele não ia te deixar sozinha?
- Porque ele nunca me deixa sozinha, Cami. E eu já reclamei muito por conta disso. Ontem eu disse coisas horríveis e ele… Ele disse que me amava.
- O quê? - Camila arregalou os olhos.
- Não foi diretamente, mas sei que foi o que ele quis dizer. Ele está bravo, Cami. Está louco da vida comigo.
- Eu não acredito que eu vou dizer isso, mas liga pra ele.
- Eu já liguei. - admitiu, abaixando um pouco a cabeça e dando um sorrisinho envergonhado. - Ele não atendeu. Nem deixou tocar. Desligava no primeiro toque.
- Então deixa pra amanhã. Se ele não atender você vai até a casa dele. Eu vou com você se quiser. 

***

Arthur levantou, sentindo-se mais exausto do que deveria. Já havia passado das dez da manhã. Tudo em sua casa já estava limpo, mas ele ainda sentia a dor dela impregnada ali e ainda revivia a toda a conversa.
Suas pálpebras estavam pesadas e uma dor de cabeça insuportável se fazia presente.
Ele não sabia que porra estava acontecendo com ele.
Se sentia um covarde por não ter ido vê-la. Sequer sabia se ela já estava em casa ou se estava no hospital. Sentia uma curiosidade imensa em relação àquela mulher tão parecida com Lua, mas que nunca esteve por perto.
Não importava o que tinha acontecido. Não importava o que ela disse pra ele ou o que ele se arrependia de ter dito à ela: ele queria desesperadamente vê-la.
Mas não iria.
Não só por teimosia, mas pelo orgulho que inflava dentro dele. Era estupidez, mas se é pra ser idiota, que fosse.
A preocupação chegava a doer dentro dele, mesmo que parecesse estar tudo bem quando ele deixou o hospital, porque Lua é imprevisível não importa do que se trate. Vai que ela dá um revertério e ele não está lá?
Arthur balançou a cabeça e murmurrou uma pequena prece. Não iria acontecer nada.
Caminhou até a cozinha e se serviu um copo de whisky, não tendo chance de levá-lo à boca e deixar o líquido tão conhecido rasgar por sua garganta por conta da campainha que ecoou pelo apartamento.
Ele pousou o copo na bancada novamente e abriu a porta, tensionando os músculos faciais quando a pequena e loira imagem de Lua se revelou em sua frente.
Ela ficou em silêncio e ele levantou uma sobrancelha, pronto para questioná-la. Mas Lua foi mais rápida, jogando o seu corpo contra o dele e, com os braços ao redor de seu pescoço, chocou seus lábios contra os lábios secos de Arthur, o assustando.
 Ele se afastou, tirando os braços dela dos seus ombros. Lua fechou a porta atrás de si.
- O que você está fazendo aqui? - A voz de Arthur começou falha por conta da quantidade de tempo que passou sem dizer uma palavra. - Não estava numa cama de hospital?
- Eu saí ontem a tarde. - disse, baixinho. - Por que não atendeu minhas ligações?
- Porque eu não quero falar com você. - deu de ombros, voltando a caminhar até o seu solitário copo de whisky. Bebeu tudo num gole só, não aguentando de nervosismo. - Muito bem. O que você quer de mim?
- Tudo bem, Arthur, eu sei que você está bravo comigo.
- Eu não estou bravo. Eu estou fodidamente irritado. E sabe o que é melhor? Nem sei o motivo.
- Eu te chamei de coisas horríveis e acusei você de mentiroso. Por isso está fodidamente irritado.
- Veio aqui reafirmar suas teorias? - perguntou sem olhar pra ela, concentrando-se em se servir mais uma dose.
- Não. Vim porque eu senti sua falta. - Arthur a olhou por alguns segundos e abandonou o copo.
- Você não sabe o que está dizendo.
- Posso não saber o que eu estou dizendo, - deu de ombros - mas definitivamente sei que senti sua falta. Não teria outro motivo pra me arrastar até aqui quando eu deveria estar de repouso, deitada numa cama e sendo paparicada.
- Vá, então. Não tem muita coisa pra fazer aqui.
- Você está um saco hoje, ein! Por que está tentando me afastar desse jeito?
- Esse tempo todo o que você mais queria não era ficar longe de mim? Alcançou o seu objetivo, porque eu não quero mais ficar perto de você. Agora, por favor. - abriu a porta do apartamento, deixando o caminho livre para que Lua saísse.
Ela o olhou, incrédula. Ele estava, gentilmente, a expulsando. Deu as costas, caminhando na direção oposta à saída e encarando-se na janela.
- Meu pai disse a mim que você só foi embora depois que soube que eu estava bem. - começou, olhando para a rua. - Isso me diz que você se importa.
- Claramente. - deu de ombros. - Você está com um filho meu dentro de você. O mínimo que se exige de mim é dar importância a isso.
- Não acho que seja a única coisa que te importe. Arthur bufou e fechou a porta sem ligar muito para o barulho que isso fez.
- Você vai falar muito hoje. - disse, dando passos na direção dela. - Vai dizer a mesma coisa várias vezes de diferentes formas. E ainda assim não vai me convencer, Lua. Então eu acho melhor você ir logo pra casa e não perder meu tempo.
- Eu não vou embora.
- Tudo bem então. Eu vou perguntar uma última vez e se você não disser algo que me interesse, vou te arrastar pra fora daqui por mal. - ameaçou, com o rosto muito próximo ao dela. Lua prendeu a respiração e a soltou gradativamente. - O que é que você quer?
Ela ficou em silêncio, o encarando.
 O cenho franzido e as sobrancelhas o acompanhando lhe davam um ar maléfico, mas ela não sentiu nem um pingo de medo dele.
Arthur cansou de esperar uma resposta e segurou o braço de Lua pronto para tirá-la de sua sala, mas ela usou a mão livre para dar um golpe de mestre, agarrando-o pelo pescoço e o puxando para um beijo.
Sua maciez contra os traços firmes e másculos de Arthur foi o suficiente para que ela o sentisse amolecer sob seu toque. O aperto em seu braço esquerdo afroxou e a mão de Arthur deslizou por ele, parando espalmada na base de sua coluna. Ele apertou os olhos com força. Não queria ter cedido.
Pelo menos não tão rápido.
Mas foi só a ter por perto por alguns minutos que ele percebeu como era fraco pra isso e ela tinha muito mais poder sobre ele do que pensava. Invadiu a boca de Lua, louco pra sentir o gosto dela de novo. Nunca seria capaz de se cansar disso.
- Pensei que você iá me arrastar pra fora da sua casa. - Lua provocou, com a voz falha e ofegante e a testa colada com a dele. Arthur não respondeu, muito menos abriu os olhos. - Vai me deixar ficar agora?
- Não deveria.

Lua soltou uma risada frouxa e procurou os lábios dele novamente, sentindo arrepios quando uma das mãos de Arthur passeava pelo seu corpo e a outra entranhou-se por seus cabelos.
As mãos nervosas de Lua beliscaram a barra da camisa que Arthur usava e a puxou para cima sutilmente, revelando o início do abdômen sarado que ela já conhecia muito bem. Arthur não conseguiu não rir entre o beijo, a afastando.
- Não.
- O quê? Por quê?
- Você é louca, bonitinha? Acabou de sair do hospital e digamos que foder não é a atividade mais apropriada pra você.
- Bonitinha?
- Apelido não tem hora.
- Foder também não. - ela sorriu, pendurado um braço no ombro dele. Arthur levantou uma sobrancelha. Era estranho a ouvir falar daquela forma, mas foi extremamente sensual. - Arthur. Eu disse que senti a sua falta.
- Eu não tinha notado a conotação sexual na sua saudade.
- Por favor? - pediu, distribuindo beijinhos pelo pescoço dele. Arthur apertou sua cintura como resposta.
- Não quero te machucar.
Lua sorriu contra a pele dele, gostando da preocupação
- Não vai. - afirmou, levantando quase metade da camisa de Arthur em seguida.
Ele riu, balançando a cabeça negativamente e descendo as duas mãos pelos corpo de Lua, parando-as em sua bunda e apertando as nádegas.
Trocou um rápido olhar com ela antes de voltar a beijá-lá, caminhando com ela até o quarto, desesperado para estar dentro dela, mas tendo que conter a sua pressa e a substituindo por gentileza em todos os movimentos.
Sentir seu cheiro e tocar tão intimamente sua pele. Voltar a sentir cada parte do corpo dela colada ao dele. Sentir o seu gosto e ouvir a sua voz carregada de luxúria enquanto ela gemia. Não ficar com saudade dessas coisas era impossível. E a vontade de repetir tudo era insasiável.

***

Lua levantou da cama, completamente nua, recebendo generosos olhares de Arthur com um sorriso sacana no rosto.
Ela procurou sua bolsa na sala e caçou o celular dentro dela, dizendo a Camila que ela poderia ir pra casa - tinha esquecido completamente da amiga. Riu quando ela respondeu que já havia ido há muito tempo.
- Ei. - Arthur chamou, a observando pela metade da porta aberta. - Eu não disse que você podia sair.
Lua o olhou com uma sobrancelha levantada. Ele bateu na parte vazia da cama e a fez abandonar o celular com esse gesto. Voltou a deitar ao seu lado e Arthur a puxou rapidamente para mais perto dele, juntando os lábios repetitivamente.
- Tá tudo bem com você? - Lua perguntou, baixinho. Arthur sorriu, contornando os lábios dela com o dedo indicador.
- Na medida do possível. - fez um carinho com o polegar no seio esquerdo dela, onde havia uma pequena marca de chupão.
- Você não vai mais me deixar sozinha, não é?
- Não depende de mim, meu bem. Eu fico se você quiser.
- Então fique. Vá pra casa comigo e durma na minha cama.
- Vai até me livrar do sofá?
- Vou.
- Minha nossa. Isso tudo é falta? Vou começar a te deixar de lado mais vezes
- Não. - Lua respondeu imediatamente, arrancando um sorriso de Arthur.
Ela virou de barriga pra cima e Arthur começou a fazer desenhos abstratos em seu ventre.
- De que tamanho você acha que ele deve estar? - perguntou e Lua mordeu o lábio inferior, contendo o riso.
- Deve estar bem pequeno, então a única barriga que tem aqui é gordura mesmo.
- Não consigo me ver com um bebê. - Arthur fez uma careta.
- Muito encorajador da sua parte.
- Desculpe. - riu. - Você vai saber lidar com isso muito melhor do que eu. Não sirvo pra ser pai de ninguém. 

Lua sorriu fechado.
Não podia dizer, mas nunca imaginou Arthur sendo pai. Não conseguia sentir aquilo nele.
Respirou fundo e virou de frente para ele novamente, passando as mãos por seus fios negros. A voz dele entregando que a amava não saía de sua cabeça, como um eco infinito.
Não sabia se tinha dito aquilo de verdade ou se o calor do momento o fez dizer aquilo, mas não iria perguntar. Estava bom ficar na dúvida.

Arthur recompensou Lua com um cafuné e riu quando ela adormeceu rapidamente. Por um momento pensou que poderia - e deveria - ter evitado aquilo.
Transar com ela nessa altura do campeonato não foi a melhor das escolhas, mas ao menos ele tinha a defesa de que foi ela quem pediu.
Ele não iria negar um pedido dela, iria?

Sorriu quando, após apreciar sua cintura com o polegar, Lua involuntariamente se aconchegou a ele. Não tinha lugar melhor pra estar se não ali.

IMAGINE HARRY STYLES - ESPECIAL 12 DE JUNHO(DIA DOS NAMORADOS)

*S/N POV*

               Tirei meu casaco o jogando na mesinha ao lado da porta, tirei também os saltos que usava desde que sai de casa pela manhã, jogando-os para qualquer canto e dando a maravilhosa sensação de liberdade a cada um dos dedos dos meus pés, em quanto e fechava a porta de casa sem me importar em acender a luz. Joguei o guarda-chuva no chão, sem me importar com as marcas que a água deixaria no piso. Hoje tinha sido um dia exaustivo no trabalho. Fora que as minhas redes sociais estavam lotadas de casais querendo mostrar o quanto se amam e etc.. Enquanto isso, ontem pelo telefone, Harry me avisou que só daria uma pequena pausa na turnê daqui a um mês e meio, pensei em talvez tirar o dia de folga e passar o doze de junho com ele, mas quando perguntei pelo dia, tentando fazer ele entender indiretamente, ele nem se lembrou. Ok, tudo bem, para ele sempre foi dia quatro de fevereiro, mas pra mim sempre foi hoje, e bom, ele esqueceu. Ótimo.

               Ouvi meu celular tocar dentro da bolsa vermelha. Era ele. Será que ele finalmente tinha lembrado? Eu não sei. De qualquer forma, não estava disposta a ouvir suas desculpas, simplesmente recusei a ligação e me joguei no sofá ainda com a roupa.

HARRY POV.

                Ouvi o som da porta sendo aberta e o barulho de objeto sendo jogado no chão. Era s/n. Imagino que ela esteja exausta.

               Ontem por telefone, menti dizendo que iria ficar mais pelo menos um mês na turnê sem a vê-la. Na hora, senti o aperto no coração dela por saber da noticia, ainda mais por telefone. Fora isso, ela jogou uma indireta para que eu lembrasse sobre o dia dos namorados de seu país, fingi estar cansado demais para lembrar, e novamente soube o quão brava ela ficou. Sei que quando ela fica muito brava comigo, ela tende a se esforçar demais no trabalho, ela tenta esquecer trabalhando, ela acaba ficando exausta facilmente.

               Liguei para seu telefone, e logo ouvi seu celular tocando no andar da  sala, mas ela não atendeu. Isso só me deu a certeza que talvez eu tenha a deixada muito chateada. O que era ruim.

               Esperei alguns minutos ela na cozinha. Sempre que ela chegava do trabalho ela ia pra lá. Nem que fosse pra deixar os sapatos na lavanderia, mas ela permaneceu na sala.

               Com cuidado fui andando a passos largos até lá, a casa tava escura, mas eu já estava a algum tempo lá dentro, e já tinha me acostumado, fora que um pouco da luz da rua entrava pelas janelas de vidro. Pude ver S/n jogada no sofá ainda com toda a roupa do trabalho. Ela estava deitada com a cabeça virada para o sofá, fazendo com que sua bunda ficasse virada pra mim mordi os lábios e pude ver um pedaço de seu sutiã preto pela blusa fina de cetim vermelho completamente encharcada pela chuva que caia lá fora. Me aproximei do sofá cada vez mais, com o cuidado de não fazer barulho nenhum.

-S/n.. -Falei passando a mão por toda a extensão de seu corpo

 S/N POV

               Senti uma espécie de carinho em meu corpo um pouco depois de acabar pegando no sono, ouvi a voz rouca de Harry ao meu ouvido me fazendo suspirar. Por um momento achei que estava delirando, mas ao virar pra trás encontrei-o sorrindo abertamente pra mim, deixando suas covinhas em destaque.

               -Harry.. -me virei por completo pra ele sentando-me sofá o encarando perplexa mas sem consegui conter meu sorriso. Ele ainda me encarava sorrindo- O que você tá fazendo aqui?

               -Eu te conheço bem o suficiente pra saber o quanto você gosta desse dia. Harry que estava ajoelhado se levantou sentando-se ao meu lado no sofá. Eu não conseguia parar de sorrir quando Harry colou nossos lábios rapidamente. Pus minhas mãos em seu rosto puxando-o para mais um beijo. Suas mãos foram para minha cintura me puxando mais pra perto.

               O beijo se rompeu e Harry me puxou de vez pro seu colo, enquanto minhas mãos passavam pelo seu pescoço ele segurava minhas pernas e apoiava meu tronco.

               -Eu preparei uma comida mas.. -Ele fingiu me fungar exageradamente -acho melhor irmos pro banho antes..

               -Irmos? Perguntei e ele assentiu fazendo-me sorrir novamente.

               Da mesma forma que estávamos Harry se levantou fazendo-me por instinto apertar mais meus braços em volta de seu pescoço o fazendo sorrir. Fomos assim até o andar de cima.

***

               Harry pegou o roupão do lado de fora do box, fazendo-me enfiar um braço de cada vez, e depois ele próprio, enquanto estava atrás de mim dei um laço no roupão. Estava começando a pensar em que roupa vestiria antes de descer quando sinto um leve cheiro de queimado

               -Tá queimando alguma coisa ai? -gritei sem ter resposta - Harry? -disse saindo do quarto e sentindo o cheiro ainda mais forte. Era o arroz. Desci os degraus correndo ainda de roupão, encontrando-o de moletom, com a blusa servindo como pano para pegar a panela de arroz. Pensei em gritar avisando para que ele não fizesse isso , mas tudo aconteceu muito rápido. Harry pegou a panela, e um bom pedaço da camisa encostou no fogo, e isso foi o suficiente para que a mesma começasse a queimar, em chamas. Gritei sem saber o que fazer, e ele gritou também, ele olhava pras mãos desesperado. Ele me olhou, e eu simplesmente corri em sua direção tirando a panela de sua mão. O puxei pelo braço colocando a camisa, e por consequencia a sua mão, debaixo da água. Aparentemente foi ai que ele voltou a realidade. ele soltou a camisa que já estava sendo apagada pela água e desligou o fogo.

               Tudo aconteceu tão rápido que quando nos olhamos ambos estávamos assustados. Harry entrou em uma crise de riso me fazendo rir juntos. Em alguns minutos nós estamos no chão da cozinha rindo sozinhos sem falar uma palavra.

               -Minha barriga tá doendo. Muito- eu disse enquanto as risadas iam aos poucos diminuindo de intensidade.

               -Acho que arruinei a noite.. -Harry olhou pro chão em seguida me olhou baixo. Me aproximei dele abraçando-o pela cintura encostando minha cabeça em seu ombro nú, o olhando de baixo negando com a cabeça enquanto ele me abraçava também

               -Eu topo uma pizza, desde que você continue por aqui, por mim, sem problemas.- ele sorriu, mostrando mais uma vez as covinhas- Você pede e eu vou me arrumar.. -ia me levantar mas ele me segurou.

               -Eu peço a pizza, você fica com o roupão. -sorri pra ele

               -Acordo feito- Harry sorriu também pegando o celular do bolso, discando o numero da pizzaria em seguida. Com o telefone já no ouvido ele puxou um pouco meu rosto para um beijo que logo foi partido pelo próprio, me fazendo rir, junto a ele.

               -Oi, alo, é da pizzaria?..

(FIC) Addicted To You 2 - Capítulo 87

16 de outubro de 2006 - segunda-feira.

  • (ADRIANA NARRANDO)

Percorremos o caminho de volta pra casa sem pronunciarmos uma palavra. Entramos em casa e joguei minha bolsa na mesa, deixando a sandália na ponta da escada pois meus pés estavam inchados. Vi Vlad indo até a cozinha e aproveitei para trancar o apartamento, escondendo assim, a chave deste. Ele retornou alguns segundos depois com duas garrafas de cerveja na mão. Ele me olhou, parou e entornou a cerveja. De uma vez. Fiquei pasma.

- Então falou, to indo nessa. - abriu a outra garrafa - Vai dormir que é bom pra você e pro neném. - Passou por mim e ao chegar na porta, procurou as chaves. - Onde eu botei essas cha..

Parou de falar se virando pra mim. E eu devia estar com uma cara de deboche muito irritante porque ele pegou o vaso que estava de enfeite na mesinha lateral e o jogou na parede. Me assustou aquela reação então dei um passo para trás.

- Onde você escondeu as malditas chaves, Adriana? - exasperou furioso.

- Vlad, calma… - senti minha voz tremer. - É perigoso você sair bêbado e dirigindo a essa hora.

Fui dando passos pra trás e ele foi me encurralando contra a parede.

- Dane-se! - deu de ombros - CADÊ AS CHAVES?

- Você ta nervoso, se acalme primeiro.

- Nervoso??? Porra! Eu não sou de ferro!

- Do que você tá falando? - indaguei confusa.

- Tem uma semana que não rola nada entre a gente, que você fica com mimimi e inventa algo diferente pra fazer, ou ta com dor de cabeça… E ainda por cima não quer deixar eu beber uma vez sequer pra extravasar! - gritava apontando o dedo na minha cara - E sem falar na cena de hoje! Foi chorando pra suas amigas… e nem pra ser discreta né! Tinha que fazer cena, né? Adriana, a rainha do drama! - lhe desferi outro tapa. A raiva tava crescendo dentro de mim. Mas ele não se moveu após o tapa, apenas exibiu um sorriso sarcástico.

- Cala boca, Vladimir! Para e pensa em tudo que você ta me falando! - parei dois segundos e ele continuou me encarando furioso - Ah não, pera, como pensar direito sendo que ta bêbado? Você sabe que odeio quando bebe e vira esse cara agressivo, estúpido! Se não rola nada é porque eu não to bem! Eu to grávida, esqueceu? Grávidas tem um humor que oscila muito, você mais do que ninguém tinha que entender isso!

- Seu humor não oscila normal não! Você tá mais pra bipolar! - revirou os olhos e deu um tapa na parede.  - Eu sou homem, droga!

- Não sei porque tá me falando isso! Quem pegou você cedendo à  vaca da Alinne fui eu!

- Por Deus, ela se atirou em mim!

- E você não pretendia desviar, né? - arqueei as sobrancelhas provocando-o.

- Desviei, é claro, na primeira vez! Mas a vaca tentou duas vezes e você apareceu bem na hora! - balançou a cabeça - Quer saber? Não adianta me explicar, porque você só entende o que você quer! -exaltou-se ainda mais - Cadê a chave?

- Não vou te devolver! - fiquei em sua frente, impedindo a passagem - Vai ter que passar por cima de mim!

- Se não o que? Outro tapa? - perguntou sarcástico - Acha que pode ficar me dando tapas toda vez que ficar extressada? - apertou meu braço e me arrastou do seu caminho.

- Paraaa! Ta me machucando.

- Você pode me bater a vontade e eu não posso nem encostar em você? - revirou os olhos - Puta merda.

- Para de xingar. Que droga!

Ele me pegou no colo e jogou no sofá agressivamente. Senti alguém observar e ao olhar para cima, vi Agnes assistindo tudo.  Estava com os olhinhos sonolentos e preocupados.

- Vai deitar minha filha, tá tudo bem! - ela voltou para o quarto correndo. - Você acordou a Agnes! Meus parabéns. - subi as escadas e entrei no quarto. Vladimir me seguiu.

- Adriana, eu não vou pedir de novo! ME DÁ A MERDA DA CHAVE AGORA! - fechou a porta do quarto. - Ou eu vou tomar a força!

- Pra que? Pra você voltar para os braços da sua amada Alinne? Não, muito obrigada. - senti meus olho encherem d'água. Eu realmente estava muito sensível!

Ele me jogou na cama e subiu por cima de mim, apertando suas pernas nas minhas, me deixando imóvel. E segurando meus braços com suas mãos fortes e grandes. Seus olhos estavam vermelhos por conta do excesso de álcool e não fixavam em um ponto só.

- Quero ver agora!

- Vladimir! Sai de cima!

- Me fala onde tá a porra da chave que eu saio! Com você só na base da pressão, né? - falou cerrando os dentes.

- Vlad, para, você tá me assustando!

- Onde está?

- Em um lugar que você jamais vai encontrar. - afirmei.

Ele encarou meus seios e por incrível que pareça, fora ali que eu havia escondido a chave da porta. Não sei como ele adivinhou aquilo tão rápido, mas foi questão de segundos para abaixar a alça do meu vestido a força e tentar enfiar uma das mãos no sutiã.

- PARA COM ISSO AGORA! - elevei minha coxa batendo em suas partes baixas, o que fez com que ele me soltasse.

Sai por baixo e corri até o banheiro. Tentei fechar a porta mas não consegui pois sua mão entrou bem na hora. Me encolhi contra a parede do banheiro. E confesso que estava assustada.

- Puta merda, Adriana, tinha que me chutar logo ali!? - se apoiou no batente da porta - Dói, sabia?

- Você também estava me apertando! - peguei a tampa do cesto de roupa suja e levantei na minha frente. - Não se aproxime.

- Como se você não gostasse que eu te apertasse! - se aproximou lentamente. - Muito engraçado você me apontar isso. - riu e tomou a tampa do cesto de minhas mãos.

Fiquei entre ele e a parede. Vlad desceu seu rosto até meu pescoço, aspirando fundo meu perfume. Me arrepiei ao sentir sua barba roçar naquela região sensível. Ele voltou a me encarar e novamente vi seus olhos agressivos. Ele não estava bem mesmo.

- Eu quero você… agora. - afirmou me prensando ainda mais.

- Não. - respirei fundo, sentindo uma lágrima cair de meus olhos.  - Eu to com medo de você.

Assim que pronunciei estas palavras, Vlad se afastou repentinamente confuso. Pareceu parar e pensar no que estava fazendo. Realmente seria muito bom se ele pensasse pois eu havia ficado com medo dele. Pela primeira vez na vida. Vlad se deslocou até a pia e lavou o rosto. Fiquei o encarando ainda imóvel. Assim que ele terminou, me fitou sério.

- Eu… - suspirou - me desculpa. - balançou a cabeça parecendo confuso. - Eu… preciso sair, não vou beber mais, prometo. - passou a mão nos cabelos - Preciso tomar um ar… - de repente ele pareceu nervoso e começou a respirar ofegando.

Peguei a chave dentro do meu sutiã e depositei em cima da pia. Ele a pegou e foi embora.


(…)


2:30 a.m.

Esperar. Foi isso que fiz assim que Vladimir saiu naquele estado de casa. Esperei. Chorei pela briga que tivemos, foi a primeira vez que ele tinha ficado agressivo daquele jeito e eu realmente me assustei. Pensei em ligar pra Cacau, mas nessa hora ela devia estar curtindo seu marido ou dormindo. Principalmente depois do tanto que bebeu. Melhor deixar quieto. Na verdade, tive vontade de ligar pra várias pessoas, para ver se o tempo passava mais rápido, mas não criei coragem para fazer isto.

3:30 a.m.

Eu continuava acordada. Andando pela casa, aguardando algum sinal de vida dele no telefone ou celular. Mas nada. Do jeito em que estava, nem deve ter pensando em me avisar para onde iria ou se iria demorar.

4:30 a.m.

Sentia sono mas não conseguia dormir sem saber se Vladimir estava bem. Mil coisas passavam na minha cabeça, desde uma batida de carro por conta do excesso de álcool até coisa pior que isso. Nessas horas a gente sempre pensa muita besteira, e era assim que eu estava. Tinha assistido um pouco de televisão, mas não adiantava porque não conseguia prestar atenção e muito menos me distrair.

Até que decidi tomar um banho. Mais para ver se melhorava o cheiro de cigarro que havia grudado em mim daquele bar, até porque aquele cheiro já estava me enojando.

Entrei no chuveiro e deixei a água quente cair em meu corpo, me relaxando da tensão. Desliguei o chuveiro e sai de dentro do box.  Estava me secando quando senti uma pontada forte na barriga. Me contrai e apoiei na mármore da pia. A pontada foi tão forte que tudo em volta de mim começou a girar. Meu estômago enjoou e me sentei no vaso tentando controlar o enjôo respirando fundo várias vezes. Senti novamente outra pontada da mesma intensidade. Dei um grito bem alto tentando chamar a atenção de Agnes ou Felipe. Já estava ficando com medo daquelas dores. Estava muito cedo para Vicente nascer. Faltavam cinco dias para a cesariana ainda. Coloquei meu roupão e fui andando devagar para o quarto, procurando meu celular. Outra pontada e senti algo escorrendo pelas minhas pernas. Ah não.

- AGNES! FELIPE! SOCORROOO! - gritei o mais alto que consegui e em segundos os dois entraram pela porta do quarto.

- MÃE! Você tá sangrando! - Felipe falou apavorado.

Agnes fez com que eu me apoiasse nela e tentou me colocar na cama. Porém eu estava ficando muito fraca, então o máximo que consegui foi me sentar no chão.

- Liga pra tia Naná, Cacau, pro tio Wagner, liga e avisa o que tá acontecendo! - ouvi Agnes dizer desesperada - Enquanto isso vou falar com ambulância.

Me deitei no chão sem forças para levantar. As crianças corriam de um lado para o outro e falavam ao telefone. Outra pontada. Gritei mais uma vez. Suas vozes foram ficando cada vez mais distantes… tudo ficou escuro.


(…)


  • (VLADIMIR NARRANDO)


Acordei com barulho da voz de Wagner ao telefone. Ele falava rápido e muito alto. Merda, minha cabeça vai explodir! Abri os olhos vagarosamente e me assustei ao notar pela janela do quarto de hóspedes que ainda era noite. O céu ainda possuía estrelas e estava escuro. Que estranho! O que ele ainda fazia acordado gritando?

- Porra, Wagner! - abri a porta do quarto de hóspedes e o vi andando nervoso pelo corredor digitando algo no celular. - Que aconteceu cara? Não grita, minha cabeça tá explodindo!

- Toma o comprimido que coloquei em cima da cômoda, se veste voando e vamos lá!

Ele voltou a falar no celular. Fiquei confuso, não tava conseguindo pensar direito devido a forte dor de cabeça. Apenas me vesti, tomei o comprimido e quando retornei ao corredor consegui ouvir a seguinte frase:

- Cara, a Agnes que me ligou, a ambulância já pegou ela, vai pra lá que to levando o Vladimir também! Ele tá mal por conta da cachaça, mas precisa ir! Beleza, avisa mesmo, tchau!

- Como é que é? Eu ouvi direito?

- Ouviu, cara, Adriana sentiu fortes dores e Agnes já chamou a ambulância. Parece que Vicente decidiu vir ao mundo mais cedo do que o esperado, né? Vamo lá, bora!

Me arrastou com ele até a garagem de sua casa.

- Não acredito! Eu vou ser pai de novo! - falei empolgado, assustado, com remorso… inúmeras emoções me rondando naquele momento. Segurei minha cabeça. - Ai!

- Tomou o remédio? - assenti - Então logo passa! Esse remédio é forte! - deu dois tapas nas minhas costas e ligou o carro. - Mas cara, você chegou muito mal, se lembra do que aconteceu?

- Um pouco. Acho que peguei pesado… me lembro de discutir e da Adriana com medo de mim!  porque eu a tratei muito mal, gritei com ela, devo ter dito muita besteira…

- Sim. O álcool faz isso com a gente.

- Mas por que não me acordou logo, cara? Faz tempo que ela foi pro hospital?

- Não! Agnes acabou de me avisar, elas estão dentro da ambulância indo pra lá ainda!

- mas foi do nada? O que ela disse? Me empresta seu celular deixa eu ligar pra ela!

- Falou que Adriana gritou por eles, sangrava muito e desmaiou. - me entregou o aparelho - Cadê o seu celular?

- Não faço ideia! Mas acelera isso ai, cara, vamos logo!

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— Ah é…tenho algo para você também. — Sentiu o perfume da flores antes de deixar o buque na mesinha que ficava do lado do sofá. Foi até o quarto e pegou uma sacola nem muito pequena e nem muito grande. Era de uma loja que talvez Jotaro nem conhecia. Aí deixou a sacola nas mãos dele. Dentro tinha a jaqueta de couro que na hora que viu na loja imaginou que o japonês ficaria bem vestido nela. 

Ok, ele está completamente sem graça ali parado. Por um lado, feliz porque ela gostou das flores (o que já era de se esperar, porque se não gostasse, ele nem teria aceitado essa sugestão de presente que foi imposta pelo avô e pela mãe). Mas aí o que era uma cara sem graça virou uma expressão que misturava surpresa e curiosidade. 

Olha só, ele também ganhou um presente… 

Quando a Nina voltou com aquela sacola, tentou ler o nome da loja. Apesar de quê, no momento isso nem importava. Murmurou um “obrigado” pra ela, pegou a sacola e abriu. Só pra ver que dentro tinha uma jaqueta de couro preto legítimo. Tirou a jaqueta da sacola e a deixou presa debaixo do braço. 

Puta merda
Ele até deu um sorrisinho. 

Who’s who? Rui Lacas

7Today we present you our most recent comicbook artist to join the project, Rui Lacas.

Rui Lacas has always been a comics artist. At 19 years old he was seeing his first work published and since 1989 he’s been relentless.

As a lot of artists usually do, he started being published in Portuguese anthologies like Banda, Shock Fanzine, BD’n’Roll, Mesinha de Cabeceira and others. He also worked for the comics magazines Selecções BD and Rua Sésamo.

With 20 years old of age, he was given the task of drawing and adapting Jorge Magalhães’ play Maldita Cocaína, a musical created by Filipe La Féria. After this enormous task, he worked with Pedro Baptista-Bastos drawing A Cauda do Tigre with great acclaim from the national comics scene.

After 4 years of interregnum, Rui Lacas starts a new phase of his career, this time flying solo. A Filha do Caranguejo is his first graphic novel starting his now usual style of writing introspective stories in different historical periods but almost always with rural Portugal as background.

Following Que é feito do meu Natal?, he participated in some anthologies like Venham+5, Efeméride, Vencer os Medos or Uma Revolução Desenhada: o 25 de Abril e a BD before releasing a series of different graphic novels.

In 2006 he makes his first big breakthrough into the French market releasing Merci Patron through Les Editions Paquet with great international acclaim before being published in Portugal, a couple of years later, as Obrigado, Patrão also with huge praise.

After releasing Asteroid Fighters, his most extrovert work where he mixes northern American and Japanese influences creating a superheroe team based on his friends from The Lisbon Studio, he spends a few years working on several projects and only releasing an account of the career of Portuguese band Sétima Legião.

In 2012, Rui releases 3 books he has been working for the past 3 years: Han Solo, the story of a Dutch bipolar tourist who falls in love with Lisbon and stays, A Ermida, a simple story about a mysterious robbery of the Crown’s jewels, and a new volume of Asteroid Fighters.

He’s currently working on finishing stories he left incomplete during his career and gathering unpublished ones to release a series of books collecting almost all of his work since the 90′s.

You can follow Rui through his Facebook page and Blog and if you’re interested in acquiring some of his work, visit his page at ComicHeart.

In Portugal:

Han Solo (Edições Polvo, 2012)

A Ermida (Edições Polvo, 2012)

Asteroid Fighters - Os Oráculos (Edições Asa, 2012)

Sétima Legião (Tugaland, 2011)

Asteroid Fighters - O Início (Edições Asa, 2009)

Vencer os Medos (Assírio e Alvim, 2008)

Obrigada, Patrão (Edições Asa, 2008)

Que é feito do meu Natal? (Edições Polvo, 2002)

A Filha do Caranguejo (Edições Polvo, 2001)

A Cauda do Tigre (Contemporânea, 1998)

Maldita Cocaína (Página a Página, 1994)

In France:

Merci Patron (Les Editions Paquet, 2006)

Sentei na beirada da cama e observei o quão toda aquela bagunça refletia o meu interior: as roupas pelo chão, o armário de pernas para o ar, a mesinha cheia de tranqueira e o lanche de ontem à noite. Respirei fundo, tomei um gole do café e olhei pra mim. Já fazem 6 meses, meio ano, 24 semanas, uma média de 180 dias. Durante esse tempo eu bati carteira na balada, tomei mais porres que a minha vida toda, sai com um bando de caras sem graça, e chorei, muito, de soluçar e faltar ar e achar que morreria. Se quer saber, eu acho que eu quase morri. Vivi uma espécie de coma psicológico no qual eu acordava, saia, voltava e dormia. Ia em lugares que eu não queria estar com pessoas que eu não queria andar e chorava baixinho no banheiro daquelas festas cheias de almas vazias. Eu estive sozinha mesmo nos momentos em que mais haviam pessoas comigo. Eu estive sozinha esse tempo todo porque eu só queria estar com você. Abri a janela e deixei o sol entrar impregnando cada poro do meu corpo. Teve um tempo em que eu senti cada um dos meus órgãos congelar com a sua falta. Era você quem me esquentava durante a madrugada e de repente as noites ficaram tão frias e eu não sabia o que fazer. Eu era tão dependente de você que nem percebia o quanto isso me mantinha enclausurada em uma história que nunca chegou a dar certo. Você foi uma droga, em todos os sentidos, e eu não queria me livrar desse vicio. Quando você bateu a porta anunciando a sua despedida o eco do seu adeus abriu uma cova dentro de mim. E ali, naquela quarta-feira à tarde no meio do verão, eu virei inverno. Desde então eu vinha sobrevivendo da esperança do dia em que você ia pôr a porta da sala abaixo proclamando o seu retorno.
Ontem à noite, antes de dormir, fiquei olhando o seu número no visor do celular me questionando o que fazer. Digitei uma mensagem, apaguei, digitei outra, deletei, e mais uma, cancelar. Revirei na cama procurando pelo sono que não vinha e senti o coração ser esmagado com a sensação de que a resposta pra tudo isso não estava ai, estava aqui. Sempre esteve. Eu te amei demais porque eu não conseguia me amar também, eu te dei todo o sentimento que eu não podia me dar. Eu merecia muito mais e no fundo eu sabia, mas não podia te cobrar por algo que nem eu conseguia me dar. O problema não é – nem nunca foi – você. O problema estava na ausência do meu amor-próprio, no meu medo de me encontrar sem ter ninguém além de mim. O problema foi que a sua partida quebrou a minha imagem de mulher segura e imponente e eu não queria ver o caos em que eu estava. Eu tive que encarar de frente que eu era o meu maior empecilho pra ser feliz. Não foi fácil, passei longos meses empurrando pra de baixo do tapete toda essa sujeira que eu tinha medo de limpar. Ignorei todos os avisos e setas e placas que indicavam: menina, tem algo errado e esse algo é você. Eu tava errada demais pra conseguir fazer a coisa certa.

Neste quarto de bebê, dois detalhes merecem destaque: a meia-parede de lambri arrematada com papel de parede estampado e a escolha do rosa chiclete para colorir o ambiente – vibrante e menos batido do que o tradicional tom pastel. O contraponto com a mesinha de apoio azul não poderia ficar mais charmoso. By: #tokstok
contato@rosangelafernandes.arq.br
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Capítulo 152
  • Cheguei em casa e encontrei Dona Nina na sala.
  • - Boa tarde, Dona Nina. - Deixei as chaves e a bolsa em cima da mesinha de entrada. - O Luan já levantou?
  • - Boa tarde. - Ela sorriu. - Ele acabou de almoçar e subiu.
  • - Obrigada. - Falei já subindo as escadas.
  • Encontrei Luan no quarto sentado na ponta da cama jogando vídeo game. Me aproximei e fiquei de joelhos atrás dele. Comecei dar leves beijos na sua nuca e mordidas fracas.
  • - Lu, vamos brincar? – Perguntei com voz sexy.
  • - Mor eu to jogando! – Ele falou disperso.
  • - Você vai me trocar por um jogo idiota? – Perguntei magoada me afastando dele.
  • - Aham  - ele resmungou.
  • Sentei mais para trás e me encostei na cabeceira da cama. Eu estava muito magoada e surpresa, Luan nunca tinha rejeitado fogo antes. Mas eu não iria desistir tão fácil não, então resolvi provocá-lo, sei que logo conseguiria sua atenção. Fiquei de joelhos atrás dele novamente e comecei a dar leves beijos molhados no seu pescoço, enquanto minhas mãos passeavam por seus braços e peito.
  • - Tem certeza, Lu? – Perguntei e mordisquei o lóbulo da sua orelha.
  • - Sim, - ele falou meio rouco.
  • Continuei passando minha mãos pelo seu corpo, fui descendo pela barriga até chegar  nas suas pernas. Passei as mãos levemente por suas coxas e percebi que ele se arrepiou todo e errou uma jogada no vídeo game. Fui passando as mãos até chegar no meu objetivo, massageei  o Luan Jr por cima da calça e passei os beijos para o seu ombro. Abri os botões da sua calca e coloquei a mão dentro da sua cueca estimulando o seu membro. Percebi que Luan começou a ofegar e nem sequer mexia os dedos no controle. Passei a língua pelo seu pescoço e dei uma mordida forte que talvez pudesse ficar marcado.
  • - Agora você vai ver! Quem mandou me provocar. – Ele largou o controle no chão e me empurrou com tudo na cama. Deitou-se por cima de mim e me beijou vorazmente. Passou a mão por baixo da minha camisa e já a tirou. Tirei sua camisa e virei pra ficar por cima dele. Tirei sua calça e cueca lentamente o provocando. Ele não aguentou e nos girou rápido já arrancando meu jeans e calcinha. Ele penetrou com força e eu mordi seu ombro para não gritar.
  • Passamos a tarde ali nos amando. Quando estava quase escurecendo, carreguei Luan para o banho. Tomamos um banho cheio de caricias e eu sai primeiro para me vestir.
  • - Amor, olha aqui! Você me deixou cheio de marcas. – Luan entrou no closet com a toalha enrolada na cintura. Olhei para ele e percebi a marca rocha no seu pescoço e outra no seu ombro.
  • - Meu Deus! Pensei que não tinha mordido tão forte. – Falei rindo
  • - Agora o que será que a as negas vão pensar? Vão achar que você me maltrata. – Ele se aproximou de mim e me deu um selinho. Passou as mãos por baixo da minha camisa e aprofundou o beijo.
  • - Pode parar. – Me afastei dele. – Nós temos que pegar nossa pequena e contar a novidade pros seus pais. Então vai logo se vestir. – Dei um tapão na sua bunda e fui para o banheiro arrumar meu cabelo.
  • Quando sai do banheiro, Luan já estava vestido e arrumava o cabelo na frente do espelho. Esperei ele terminar e nós fomos para a casa dos pais dele. Chegando lá eu nem consegui sair do carro direito que Nicole já se jogou nos meus braços. Peguei a no colo e entrei na casa. Cumprimentei seu Amarildo e dona Marizete.
  • - Cade a Bruna? – Perguntei pra Marizete.
  • - To aqui, cunha. – Bruna chegou já me abraçando e apertando as bochechas de Nicole.
  • - Papaiii! – Nicole se remexeu nos meus braços e estendeu os bracinhos para Luan a pegar.
  • - Oi, princesinha. – Luan a pegou e a enchei de beijos. – Mamusca o que você vai fazer de janta? – Luan soltou Nicole no chão que saiu correndo para a cozinha.
  • - Luan! Parece que nem tem comida em casa. – Bati no seu braço. – Mari, nem precisa se preocupar. – Marizete riu.
  • - Eu já imaginava que você vinham jantar então já fiz comida pra todos. Fiz lasanha de frango, aquela que você gosta. – Marizete sorriu para mim e eu estranhei.
  • - Obrigada. – Sorri.
  • - Na verdade Luan me ligou e falou que era pra fazer uma comida que você gosta porque hoje era pra comemorar só não sei o que. – Ela confessou rindo e eu olhei para Luan o acusando.
  • - Que horas você ligou para a sua mãe?
  • - Na hora que você tava no consultório. – Ele sorriu culpado. – Mor, eu só queria que fosse uma surpresa pra você e que fosse especial. Você merece. – Ele sorriu e beijou a minha bochecha.
  • - Especial por quê? – Bruna perguntou curiosa.
  • - Melhor nos sentar. –Luan me puxou para o sofá e todos vieram atrás.
  • Eu, Luan , Marizete e Amarildo sentamos no sofá e Bruna sentou em uma poltrona ao lado. - Cadê o noivo, Bru? – Perguntei virando pra ela.
  • - Ta em São Paulo resolvendo umas coisas.
  • - E como anda as coisa para o casamento?
  • - Ta corrido. Agora vamos parar de falar no casamento e me contem porque hoje a noite tem que ser especial. Eu to curiosa. – Ela falou afobada.
  • -Então.. – Luan falou fazendo suspense. Passou o braço pelo meu ombro e me apertou mais pra perto dele. Colocou a outra mão na minha barriga. – A Paty ta grávida. – Ele sorriu orgulhoso.
  • - Sério, cunha? – Bruna pulou da poltrona e já me abraçou apertado. – Parabéns. – Ela me soltou e logo Marizete e seu Amarildo também.
  • Sentamos novamente no sofá e ficamos conversando sobre a gravidez.
  • - Mamãaaaaae! O Puff foi bola! – Nicole entrou correndo na sala e subiu no meu colo. – Ele fugiu. – Ela falou chorando e me abraçando.
  • - O Puf foi embora? – Ela concordou com a cabeça. – Ele foi pra onde?
  • - Coleu pla rua. – Ela apontou para a porta.
  • - Ele deve ter ido brincar com o cachorro do vizinho, mas logo ele volta. – Bruna falou a tranquilizando.
  • - Volta? – Ela virou para olhar para Bruna.
  • - Sim, ele vai voltar. – Ela sorriu e Nicole parou de chorar. Marizete e Amarildo foram para a cozinha e nós continuamos na sala conversando sobre a minha gravidez e sobre o casamento da Bruna que estava próximo. Luan ficava passando a mão na minha barriga e brincando com Nicole. Estava conversando com a Bruna quando ouvi Luan cochichar com Nicole.
  • - Nick ta crescendo um irmãozinho aqui dentro. – Luan colocou a mão na minha barriga. – Daqui alguns meses ele vai nascer e você vai conhecer ele.
  • - Mãozinho? – Nicole pegou a barra da minha camisa e puxou para cima, ficou olhando minha barriga.
  • - Sim, um irmão. – Luan sorriu para ela. Vendo essa cena meus olhos se encheram de lagrimas e eu puxei minha filha para um abraço apertado. - Mamãe te vive. – Falei a afastando.
  • - Eu vivo vocês. – Nicole repetiu igualzinho o pai faz nos shows, até o sorriso igual. De tanto assistir os DVDs ela tinha decorado maioria das musicas e falas do Luan.
  • - Meu Deus! Ta falando igualzinho ao pai. – Bruna falou a roubando do meu colo e Nicole sorriu orgulhosa por compararem ela ao seu pai.
  • Marizete nos chamou para jantar e todos seguimos para a sala de jantar. Sentei ao lado de Luan e coloquei Nicole sentada ao meu lado em sua cadeirinha. Luan serviu nossos pratos e eu dei comida para a pequena.

Gastronomia do Guada Mexicano Guadalupe Cocina Mexicana
Endereço: Rua Capitão Rebelinho, 159 - Pina – Recife CEP – 51011.010
Telefone- (81) 99731007 Face- www.facebook.com/Guadalupecocinamexicana
Site- http://www.guadalupemexbar.com.br
Twitter - https://twitter.com/guadalupecmex
Luminárias coloridas, garrafas penduradas, sombreros e uma réplica da santa que dá nome à casa compõem a decoração. Aboletados nas mesinhas altas da varanda ou em um dos sofás da área climatizada, os clientes podem pedir seus drinques mexicanos favoritos , como Margarita, Mojito, Tequila e muintos outros). Entre os comes, há Burrito, Fajitas,Taco Duro, Rodizio Mexicano (quesadilha, enchilhada, nachos, tacos e chili)etc. (em Guadalupe Cocina Mexicana Bar & Comedoria)

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O futuro já está chegando: 15 jogos que queremos ver como hologramas!

Claro que jogos de estratégia em tempo real bombariam em holograma.  League of Legends na mesinha de centro da sala? As reuniões de família acabam de ficar mais divertidas! O mesmo pode ser dito de  Dota 2, que também tornaria aquele canto isolado do sofá num ponto de diversão sem limites. Levando a estratégia a um patamar mais elevado,  Starcraft II é o tipo de game que faria seus olhos virarem podendo administrar tudo no mundo real, e tornaria mais fácil gerenciar seus recursos. Saindo da est

via: http://eexponews.com/o-futuro-ja-esta-chegando-15-jogos-que-queremos-ver-como-hologramas_4860670151491584
Good to you → Maliel

No país das maravilhas não havia crepúsculo, a noite caia de uma vez, como se trocassem o sol por uma luz mais suave, o dourado pelo prateado. A noite sempre fez Remiel se sentir melhor, mais a vontade. Naquela ocasião, no entanto, a tranquilidade que a luz da lua trazia não era o bastante.

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Já pensou sua casa assim?! @wunderbar_recife e nós do seu mundico preparamos um espaço lindo na loja @etiquetaverde! É uma ótima oportunidade de você conferir e adquirir nossos produtos! Lembrando que neste mês de aniversário da loja, nas compras acima de R$ 200,00 você concorre a nossa mesinha amarela da foto! 😍 imperdível! #seumundico #wunderbar #wunderbarecife #design #homedecor #home #decoracao #decor #recife #etiquetaverde by seumundico http://ift.tt/1IiiF1x

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Decoração Iluminada!

Olha que bacana pessoal estes troncos com luz de LED, servem de banquinho, mesinha, ou só pra deixar ali paradinho iluminando mesmo. 

Custam 640 doletas (O_o) lá no site do seu criador, Duncan Meerding, diretamente da Tasmania.