Quantos corpos há no meu interior?

em mim há todos os corpos do mundo
os rostos
as medulas e seus olhos
seus olhos escuros
tuas madeixas curtas e úmidas que me prenderam a atenção

há teu peito configurado
teu tórax mulato
e esses diamantes que tens na boca
somado ao teu contraste entusiasmado

há essa poesia do lado esquerdo
que te trago sem muito esboço
há amor, em cada lado
sem porquê, nem por quanto
esse tipo de dor, meu bem
apenas há em todo canto.

Cortei as madeixas, durou alguns dias. Comprei roupas novas, um brinco, e troquei três sorrisos com uns estranhos, foram mais uns dias. Mas não adianta, solidão não se cura de fora para dentro.
—  Cheiene Oliveira
Imagine Zayn Malik

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- Vamos lá Seunome, é só uma social com alguns amigos, não precisa demorar tanto para se arrumar - Meu irmão apareceu no meu quarto emburrado. Ergui minha mão, fazendo um sinal para ele esperasse mais um pouco - Só mais 5 minutos.

Ele saiu do meu quarto bufando, é eu voltei a pentear minhas madeixas loiras. Acabei por optar em deixar meus cabelos amarrados de lado. Calcei meus vans vermelho, peguei meu celular colocando-o na bolso do short é desci as escadas. Thomas estava sentado no sofá, encarando a televisão desligada.

- Vamos Tom, já estou pronta - Falei e Thomas se levantou na mesma hora.

- Até que enfim - Falou levantando as mãos para cima, fazendo um gesto dramático 

Saímos de casa é caminhos em direção a BMW preta, Tom destravou o carro é entramos no mesmo.

[…]

A social estava até calma, havia umas 10 pessoas – poucos eu conhecia, tocava Do I Wanna Know? Uma boa escolha. Fomos andando até a cozinha, onde havia apenas uma pessoa, um menino bonito afinal que eu não conhecia.

- Hey Tom - Falou se aproximando

- Hey Zayn - Fizeram um toque - Social meio calma essa, hm?

- Dessa vez Harry não convidou tanto gente, só paro os íntimos mesmo - Falou é olhou para mim é sorrio - Sua namorada?

- O que? Oh não, definitivamente meu irmão não faz meu tipo - Falei é o sorriso dele se alargou mais.

- Acho que vocês não se conhecem, Zayn essa é Seunome, como já percebeu minha irmã.

- Oi – Falou olhando pra mim

- Oi – Respondi sorrindo

Eu estava no sofá, que ficava um pouco mais no canto perto da janela, apenas observando as pessoas dançando, conversando enquanto aqui eu, apenas quieta.

- Se divertindo Seunome? – Zayn falou sentando ao meu lado

- Sim, social da hora – Falei fazendo um sinal positivo.

- Então por que tá sentada sozinha aqui? – Falou estendendo uma garrafa de vodca eu a peguei é tomei um gole

- Deu vontade… Também não conheço quase ninguém aqui Zayn – Falei devolvendo a garrafa

- Entendo – Falou dando um gole grande da bebida – Você acha que seu irmão se importaria se você fosse dar um volta comigo?

- Se ele estiver ocupado fazendo outras coisas, eu acho que não – Falei e Zayn se levantou.

- Então princesa me acompanhe, vamos nos divertir, coisa que nessa festinha tá meio difícil de acontecer – Estendeu a mão é eu a peguei sem receio algum

Devo ser louca, ou coisa parecida, por aceitar sair com um estranho. Bem, pelo menos pra mim, que o conheci apenas a algumas horas. Acontece que Zayn e um cara legal, é eu e acho gostei dele.

Zayn me levou até uma praia, que para a minha surpresa, havia muita gente. Tocava uma música desconhecida, tinha alguns hippies, pessoas fumando.

- Maneiro né – Zayn falou sentando na calçada mesmo, é indicando para que eu fizesse o mesmo – Venho todo sábado aqui, é um bom lugar.

- Acho que vai chover – Falei olhando para o céu nublado – Amo chuva

- Nada contra chuvas, mas não acho que seja um momento certo para que ela apareça.     

Concordei com a cabeça, e então ficamos em silencio, com algum rock desconhecido tocando.

- Você ficaria comigo Seunome? – Perguntou tão de repente enquanto virava-se para mim

- Talvez, ainda não conheço você direito, não posso tirar conclusões precipitadas, certo? – Falei perdendo-me em seus olhos castanhos – É você, ficaria comigo?

Ok, por mais que nós não nos conhecemos nem há 24 horas, eu me sinto confortável ao lado dele.

- Ah sim, eu ficaria com você. – Falou apenas é eu tentei prender meu sorriso – Alias quem sabe em um futuro distante, ou próximo, a gente fique junto?

- E um ideia que não pode ser descartada – Falei é ambos sorrimos

Mudamos de assunto é começas a falar sobre coisas aleatórias, Tatuagens, músicas, comidas, coisas que tínhamos em comum. Até sermos interrompidos pelo meu celular que vibrou, peguei-o no meu bolço e havia uma mensagem de Tom

Não sei onde está, é nem com quem. Não que eu me preocupe muito com isso, mas já esta tarde é hora de você vim embora pra casa.

Li em voz alta é fiz uma careta quando terminei de ler a mensagem.

- Acho que eu tenho ir – Falei desanimada

- Tudo bem, eu levo você – Falou se levantando e eu fiz o mesmo.

Revirei na cama querendo volta a dormir de novo. Procurei pelo meu celular para ver as horas, e marcava 10h00min.

Passou alguns flashes da noite passada, com o… Como é o nome dele mesmo? Talvez eu não seja tão boa em guardar nomes.

Espreguicei-me é meu celular vibrou, era uma mensagem de um número desconhecido.

Realmente a noite foi maravilhosa, talvez devêssemos sair de novo, é um ideia que não pode ser descartada, certo? Tenha um bom dia princesa

Zaynxx

Como ele descobriu meu número? Talvez tenha pegado meu irmão, é eu agradeço por ele ter feito isso.

-

Primeiramente eu sei que esse imagine fiquei meio breguinha kjskja mas até que eu gostei dele. Eu estava escutando Blonde, eu fui ver a tradução da música, e resolvi fazer isso ai. Peguei praticamente só um trecho da música e montei esse imagine, vou deixa-lo como song então.

Pra quem quiser escutar (xx)

Era como ter sempre um deja vu. Vai ver era por causa da rotina: as mesmas coisas acontecendo o tempo todo, do mesmo modo, monotonia nata desde sempre. Ver com os olhos de um estranho cenas da minha própria vida, eu não sendo eu, e a fenda clara se fechava, como o vento ao cortar as doces madeixas de um orvalho. Que besteira, esperar vir a noite fria, que bobeira, suspender sempre a alma cria. Ser comandada pela ocasião, deixar sem perceber se moldar pelo fogo. E eu sopro, e não me apago; e eu sopro, e então danço; e eu sopro, e então me revelo na tamanha grandiosidade do não ser. Do não ter. Do crer, mesmo que isso vire água, mesmo que vire fumaça, mesmo que se desfaça. Passa.
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