Acordou cedo. Tomou café cedo. Lanchou cedo. Fez um texto na redação. Quis fazer uma crônica, preferiu pegar o editorial, mas por fim foi condicionado à fazer as páginas amarelas. Veio para casa cedo, mas antes enfrentou o trânsito que, de maneira assustadora, estava pacificamente eficaz. Sim, os carros passavam velozes, na ligeireza recomendada pela via. Era capital e era sábado, ele não esperava por isso. Ouviu duas músicas e cedo chegou a hora de dormir. Tinham sobrado duas horas aquele dia. O que fazer? O que fazer quando te sobram duas horas vagas, cento e vinte minutos de prazer e reflexão. Dá para fazer quarenta cup noodles instantâneos. Servem para fazer qualquer miudeza, como amarrar milhares e milhares de vezes o sapato ou ler várias vezes a mesma notícia. Aprender a dar nó de gravata? Ler duzentas páginas de um livro? Qual livro? Pedir comia chinesa e sentar no sofá já marcado por sucessivas noites de jantas congeladas? Finalmente escrever um capítulo do livro, projeto engavetado desde sua segunda adolescência? Talvez não. Toda vez que sentava naquela escrivaninha lhe batia o desânimo, o descaso e, depois de menos de vinte páginas, desistia de se tornar mundialmente reconhecido, de tentar ser escritor renomado em tempos de Internet, email, ipad. Quem ligaria para textos sobre filosofias intragáveis? Quem ligaria para um escritor que nasceu no século errado? Aquele anacronismo, sua máquina de escrever adquirida em um impulso, o espiava quando desferia aquelas críticas à sua ilustríssima pessoa e, em sinal de desaprovação, fazia um tec tec mecânico que ora o convocava a dedilhar as teclas saltadas, ora o apelidava, carinhosamente, de preguiçoso patológico. Ele só aceitava e sorria. Duas horas era muito tempo em dias onde o conteúdo da ampulheta é medido em euros, dólares ou, na pior das hipóteses, libras esterlinas.
—  A.E.C Souza 
Yo lo daba todo por ti, hasta lo que no tenia… te quería, eras una de las personas más importantes que tenia a mi lado… Me conocías completamente, sabias lo frágil que soy, sabias que si no estabas a mi lado me sentiría vacía, pero no te importo. Un día, no se porqué, te alejaste, rompiste tu promesa de estar conmigo siempre, de escucharme cuando más lo necesitara… tal vez sea mi culpa, tal vez no quieres tener en tu vida a alguien como yo. Ya sé que soy un desastre pero este desastre te amaba, te necesitaba más que a nadie. Si supieras todas las noches que lloré por tu culpa te sentirías la peor persona del mundo… Mi mente siempre me torturaba diciéndome: “¿Sigues pensando en él? JAJAJAJA ¿Cuando dejaras de ser tan idiota? él ya no te quiere, ya no te necesita… no significas nada para él…”
—  The-blood-of-an-angel.
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