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sun-gain replied to your post: "Welcome to the academy." Gain said softly as she…

Smiles more sincerely with a small chuckle leaving her lips. “Well aren’t you the happy type.” She gently patted his shoulder. “If it makes you feel any better, I’ll be more than happy to get lost in the school with you.”

His smile only grew wider upon hearing her comment, letting a laugh fall from his lips. “I get that a lot, actually.” He nodded rapidly, replying, “It does make me feel better, actually! If we get lost together, at least I won’t be alone. I’d hate to be lost in the dark forests around here by myself…”

Fanfic ! 2-Giovanna: As galinhas do ônibus.

Acho que eu nunca tinha sentido tanto sono na minha vida! Aquela excursão estava insuportavelmente chata. Eu, Carol e Vince ficamos andando atrás daquele bando de adolescentes problemáticos, enquanto Carol tentava tirar as folhas do cabelo.

Enfim, o importante é que a excursão estava finalmente acabando. A monitora-chefe havia mostrado o ultimo tipo de bioma naquele mapa idiota, que na minha mente parecia um grande novelo de lã.

-Boas crianças!- disse ela, depois de fechar o mapa- Vamos todos para o ônibus, voltar para Nova York.

-Finalmente!-eu exclamei.

-Nem me fale! Acho que alguma coisa me mordeu naquela floresta!- disse Carol, coçando o tornozelo.

-Vocês não se perderam?Aquela floresta é imensa.

Carol e Vince trocaram um olhar. Carol tentava conter a risada e Vince mantinha uma expressão mal-humorada.

-Bem,por um momento nós nos perdemos sim…Mas então,Carol simplesmente achou o caminho de volta- disse Vince.

-Como aquela vez na praia?- perguntei, erguendo as sobrancelhas.

-Exatamente!- respondeu Carol, olhando-me com certa apreensão.

Carol e seus sensos de direção incrivelmente convenientes e aguçados.Ela tinha alguma disfunção mental que a fazia ter essa coisa estranha. Ela nunca gostou de falar sobre isso, mas eu sempre achei muito maneiro.

Continuamos andando em silêncio. Vince resmungava de vez em quando e Carol parecia extremamente concentrada em seus pensamentos.Talvez procurando por respostas, como sempre faz.Compreensível! Se eu soubesse que meus pais me acharam com cinco meses de idade, largada numa praia, ficaria um tanto curiosa.

Mas eu tive sorte. Tenho uma família incrível, apesar de não ter uma mãe. Mas minha madrasta é bem legal. A única coisa que eu detesto, é que ás vezes parece que ela tem dó de mim. Só porque minha mãe desapareceu quando eu tinha um ano! Ridículo.

Enfim. Acontece que chegamos ao estacionamento (sim, uma floresta com estacionamento, muito irônico) e a cena que presenciamos não foi nada legal.

Assim que o ônibus entrou em nosso campo de visão, todos saíram correndo,pois tinha fogo para todos os lados. O motorista tentava manter a calma, mas uma chama passou bem perto de seu bigode um tanto brega e ele começou a gritar também.

Mas o que ninguém parecia ver, eram as duas criaturas horrendas que estavam em cima do ônibus, as responsáveis por todo aquele fogo.

Elas pareciam galinhas. Eu não gosto de galinhas.

Vince murmurou algo que eu não entendi. Parecia outra língua, uma língua antiga…Grego antigo.

Carol o olhou de um jeito estranho.Eles pareciam conversar mentalmente, discutindo o que fazer.Carol inclinava a cabeça em direção àquelas criaturas e parecia questionar Vince, que a olhava com preocupação;

Eu estava pensando em sair correndo e pegar um extintor de incêndio, mas algo me impediu. Eu não sabia muito bem o que era, mas uma sensação quente e ansiosa percorreu por meu corpo.Um nome aflorou em minha mente: Harpias. Aquelas coisas eram Harpias, da mitologia grega! Mas como aquilo era possível?E então, uma imagem se formou em minha cabeça…Eu e Vince nos aproximando rasteiramente das Harpias, pela porta de emergência do ônibus enquanto Carol as distraia do lado de fora.Uma estratégia.

-Precisamos enfrenta-las!- eu me manifestei, diante da conversa silenciosa de meus dois amigos.

Vince me olhou de forma curiosa, analisando-me.

-Você sabe o que elas são?- perguntou ele.

-Sei.São Harpias, da mitologia grega. Metade mulheres e metade aves de rapinas, ou galinhas. Cara, como eu odeio galinhas!- eu disse.

-Eu também!- disse Vince com um sorriso.

-O que vamos fazer?- disse Carol, desesperada.

-Eu tenho um plano…Vince, eu e você vamos entrar no ônibus e subir no teto pela porta de emergência, enquanto Carol distrai-as!- eu disse, num sussurro, me virando para elas.

-Bom plano, bastante clássico- disse Vince pensativo- Mas temos que tomar cuidado, nosso cheiro é muito forte para elas e logo elas irão nos rastrear!

-Sim!- eu disse.

Não sabia como , mas de alguma forma eu sabia daquelas coisas. Sabia exatamente o que eu tinha que fazer.

-Carol, você tem que distrai-las!- disse Vince, segurando nos braços da prima.

-Mas e se elas me atacarem? –disse Carol, em pânico.

-Se elas tem amor à vida, não atacarão. Não se minhas suspeitas estiverem corretas…E tenho quase certeza que estão.

-Que suspeitas?

-Depois eu conto á vocês, agora não é hora.Gi, pronta?- perguntou ele, num sussuro.

Eu afirmei com a cabeça.

Bom, talvez tenhamos sido lerdos demais, pois as Harpias nos rastrearam bem no momento em que saímos correndo.

Suas bolas de fogo se direcionaram para mim e para Vince, deixando Carol paralisada a onde estava.

-MORRAM, MEIO – SANGUES MALDITOS!- gritou uma delas.

Graças a Deus conseguimos escapar. Mas aquilo acabou com a estratégia do ônibus. Pensei rápido e me esquivei para a lateral do ônibus, onde não poderia ser atingida.

Mas Vince não fez o mesmo. Ele entrou no ônibus de qualquer jeito. Quando eu menos esperava, estava lá em cima, enfrentando as Harpias frente-a-frente.

-O filho de Heracles primeiro? Que maravilha…-disse uma delas.

Porem, antes que ela atacasse, Carol gritou:

-ESPERE!

Automaticamente, as duas se viraram para a direção de Carol. Um lampejo de surpresa se espalhou pelo rosto das duas, fazendo as penas dos traseiros grotescos delas se arrepiarem.

-Aelo…Seria ela?- perguntou uma delas.

-Não sei, Ocípete, mas a áurea dela é muito forte!

-Olhe como a terra se mexe ao redor dela!- disse a que se chamava Ocípete.

O rosto de Carol se tornou sério. Ela parecia estar brilhando. Não de um jeito natural, mas um brilho forte, amarronzado.

-Não ouse se meter com o meu primo!- disse ela, num tom confiante.

Aelo e Ocípete trocaram um olhar intenso.

-Estamos cumprindo ordens, filha da terra. Apenas cumprindo ordens! –disse Aelo.

-E que ordens seriam essas?

O tom de Carol era tão confiante que até eu me arrepiei.

-Matar seus amigos, madame!- disse Ocípete.

-Você não irá nos matar! Irá nos deixar ir embora!

-Não, milady, não iremos matar você! Nem ousaríamos uma coisa dessas… Apenas os seus amigos.- disse Aelo.

-Não! Nem pensem numa coisa dessas ou irão sofrer sérias conseqüências!

As duas Harpias trocaram olhares desesperados e Vince aproveitou a chance para atacar. Ele saltou e segurou firmemente na nuca das duas criaturas. E então, com uma força extraordinária, levantou as duas no ar e as jogou no chão com tanta força que elas se transformaram em vestígios de pena e purpurina dourada.

Eu olhei em volta. Estávamos cercados por fogo. Vince olhava sua obra prima de cima do ônibus enquanto Carol desmoronava no chão.Não havia sido tão fácil para ela.

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I love you without knowing how, or when, or from where. I love you simply, without problems or pride: I love you in this way because I do not know any other way of loving but this, in which there is no I or you, so intimate that your hand upon my chest is my hand so intimate that when I fall asleep your eyes close. Pablo Neruda