funerais

Os casamentos, como os funerais, são dias de esquecimento. Embriagamo-nos de champanhe ou lágrimas, afogamo-nos no leito grosso de ruínas sobre as quais o sangue habitualmente circula, e de repente é noite e não sabemos o que se passou.
—  Inês Pedrosa

Superstições no funeral
Ao entrar em um funeral, jogue sal sobre o ombro, pois isto afasta a morte e os espíritos para longe de você.

Não durma com a cabeça para o norte
Durante o velório, a cabeça do falecido é colocada virada para norte, portanto evite dormir nessa posição, caso contrário, terá uma vida curta.

Ao ver um carro fúnebre, esconda o polegar
Se passar um carro fúnebre por perto, esconda o polegar, pois se não algo ruim pode acontecer aos pais.

Não escrever seu nome com tinta vermelha
Se fizer isso, você estará sugerindo que a sua vida será cortada em breve. A origem dessa superstição deriva das lápides, onde o nome do falecido é escrito com tinta vermelha.

Nunca corte suas unhas à noite
Parece que se você fizer isso, você não vai estar com seus pais em seu leito de morte, ou seja, você morrerá antes deles.

As autoridades chinesas estão lançando uma campanha para acabar com stripteases e outros espectáculos “lascivos” que se tornaram populares nos funerais em algumas áreas rurais, declarou o Ministério da Cultura nesta quinta-feira (23), afirmou a agência Associated Press.

O ministério disse em um comunicado que vai reforçar o controle sobre a cultura rural, onde performances vulgares têm prosperado por causa de uma falta geral de eventos culturais.

Tais performances em funerais são um fenômeno relativamente novo. Muito moradores das zonas rurais acreditam que um grande comparecimento é um sinal de honra para o morto, e os shows são utilizados para atrair mais gente e mostrar a prosperidade da família.

Os funerais são também uma ocasião rara para as pessoas se reunirem, uma vez que os moradores que trabalham como migrantes em centros industriais voltam para casa para enterrar o falecido.

Antigamente, as performances de ópera tradicional eram populares nos funerais, seguidas mais tarde por sessões de cinema. Nos últimos meses, as pessoas que voltaram para suas cidades natais no interior para funerais reclamaram nas redes sociais sobre programas eróticos.

O ministério citou uma performance de seis strippers em um funeral no norte da província de Hebei e um show de três artistas em um funeral na província oriental de Jiangsu.

“Os responsáveis por atos vulgares serão punidos. Tais operações ilegais têm perturbado os mercados de entretenimento local e corrompem os costumes sociais”, disse o ministério.

Mulher contrata duas strippers para o funeral do marido!

 

Uma chinesa de Taiwan contratou duas strippers para fazer a última homenagem ao seu marido, que acabara de falecer. De acordo com o jornal “New York Daily News”, Jane justificou a sua atitude ao dizer que o marido amava mulheres bonitas.

As strippers, vestidas de biquíni branco e botas até ao joelho, dançaram três músicas numa performance estranha ao redor do caixão. Alguns parentes e amigos do homem aproveitaram a situação para tirar fotos e filmar o show com o telemóvel.

No fim da apresentação, o funeral retomou o clima de tristeza enquanto o corpo do homem era levado do local onde estava para o túmulo.

Segundo a publicação, “danças exóticas” em funerais costumam acontecer em Taiwan desde a década de 1980 e tem ligações com o crime organizado.

Para a cultura local, a homenagem ao morto é maior quando mais pessoas comparecem ao velório. Embora alguns fiquem ofendidos com a prática, esta seria uma maneira de a família dar o último adeus com um sorriso na cara.

TopaIsto

Não te esqueças de Partilhar com os teus amigos!


Este post foi publicado em http://topaisto.com/mulher-contrata-duas-strippers-para-o-funeral-marido/

Quando ela disse:
- Estou farta de ir a funerais … tinha 44 anos …
Os olhos enchenram-se-lhe de lágrimas, e eu desviei o olhar em silêncio.
A morte vencera mais uma vez, imparável!

“Horário do Fim

morre-se nada
quando chega a vez
é só um solavanco
na estrada por onde já não vamos
morre-se tudo
quando não é o justo momento
e não é nunca
esse momento”

- Mia Couto, in “Raiz de Orvalho e Outros Poemas”

“Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida.”
- Pablo Neruda

- Ferdinand Hodler

Canção do firmamento

Ó céu
Azul céu
Infinito céu
Divino céu.

Ao olhar para o céu
Cercado de meus primos
Brincando e rindo
Num dia quente de verão
Guardo a memória
Nas nuvens celestes.

Ao olhar para o céu
Duma alvorada invernal
De eterno luto
Dos seus funerais
Guardo a memória
Nas nuvens celestes.

E quando me deparo com o céu
Lembro-o com que céu ele se parece
Dos anos dourados?
Ou dos tempos difíceis?

Desponta na aurora
Sempre um novo céu
Em seu estrelado véu
Lindo e encantador
Sem igual esplendor
E ainda me prestigia
Quem diria!
Me enchendo da luz do dia.

Ó céu
Céu de sonhos
Céu de lembranças
Céu de adultos
Céu de crianças
Céu de fé
Céu de esperanças.

MANIFESTO!

A gente acorda pra vida e não quer sair da cama
A gente abre a ferida na pele de quem nos ama
A gente vive na guerra, a gente luta por paz
A gente pensa que sabe, mas nunca sabe o que faz
A gente nega o que nunca teve forças pra dizer
A gente mostra pro mundo o que se quer esconder
A gente finge que vive até o dia de morrer
E espera a hora da morte pra se arrepender de tudo

E todas essas pessoas que passaram por mim
Alguns querendo dinheiro, outros querendo o meu fim
Os meus amores de infância e os inimigos mortais
Todas as micaretas, todos os funerais
Todos os ditadores e sub-celebridades
Farsantes reais encobertando verdades
Pra proteger um vazio, um castelo de papel
Sempre esquecendo que o mundo é só um ponto azul no céu*

Quem é que vai ouvir a minha oração?
E quantos vão morrer até o final dessa canção?
E quem vai prosseguir com a minha procissão
Sem nunca desistir, nem sucumbir a toda essa pressão?

No escuro, a sós com a minha voz
Por nós, quem? Quem? Quem?
Antes, durante e após, desatando os nós, hein? Hein? Hein?
Sente no corpo uma prisão, correntes, vendas na visão
Os caras não avisam, balas não alisam, minas e manos brisam
E precisam de mais, mais visão, ter paz
Note que o holofote e o vício nele em si te desfaz
Menos é mais, e o que segue é a lombra
Onde se vacilar os verme leva até sua sombra
Cada qual com seu caos
O inferno particular
Tempo, individual
E o amor, impopular

Quem é que vai ouvir a minha oração?
E quantos vão morrer até o final dessa canção?
E quem vai prosseguir com a minha procissão
Sem nunca desistir, nem sucumbir a toda essa pressão?

Só existe uma maneira de se viver para sempre irmão
Que é compartilhando a sabedoria adquirida
E exercitando a gratidão, sempre
É o homem entender que ele é parte do todo
É sobre isso que o manifesto fala
Nem ser menos e nem ser mais, ser parte da natureza, certo
Ao caminhar na contramão disso, a gente caminha
Pra nossa própria destruição

Keep reading

José da Silva Lopes

José da Silva Lopes

Tiveram hoje lugar as cerimónias fúnebres de José da Silva Lopes na capela adjunta à Basílica da Estrela. Não há muito tempo esta mesma capela foi a base dos funerais da Joana, primeiro, e do João, depois.

A Basílica da Estrela é um dos mais bonitos monumentos de Lisboa – sobretudo de noite, e no conjunto daquelas circunstâncias me pareceu que não haveria lugar mais adequado para um último…

View On WordPress