você chega escorregando suas unhas nas minhas costas, como se estivesse fazendo uma leitura em braile. não pare, não se importe e passe cada vez mais forte, incendeia o quarto com seu perfume e me jogue entre as chamas. 

rotineiro

Sabe aquela sensação de que aquilo que vc tanto gosta e quer perto, está escorregando pelos seus dedos e vc não pode fazer nada. Uma sensação de impotência e de falta de controle, dói. 

anonymous asked:

heeeeeeeey gente :D , façam um imagine que o Louis e a s/n estão na casa dos pais do Louis e ela começa e provocar ele e ele fica exitado e tals , e quando eles chegam em casa eles tem uma noite supeeeeeeeeer hot, mas bem hot mesmo. E eu amo o tumblr de vocês !

Obrigada pelo carinho gata. Não sei se ficou beeeeeeeem hot msm, na vdd achei que n ficou mt bom, mas sem drama, lê e me diz aí haha

***

Imagine Hot - Louis Tomlinson: Rude.

- Calma, amor, o Danny é bem legal - eu tentava acalmar S/n enquanto íamos da calçada até a entrada da casa dos meus pais. A noite seria para conhecer ela, somente eles dois e nós dois, minhas irmãs já a conheciam e queríamos algo mais restrito.

S/n segurava minha mão com força, os dedos escorregando nos meus à medida que suava a cada passo.

- O problema não é ele - confessou e eu sorri.

- Minha mãe? Acho que você deveria se preocupar ainda menos com ela - declarei, mas acho que não serviu de grande ajuda, pois ela continuou nervosa.

Era engraçado como eu conheci os pais dela de forma agradável e normal, mas para conhecer os meus ela estava com os nervos saltando da pele. O normal geralmete era o contrário.

Bati na porta e esperei alguns instantes até minha mãe abri-la.

- Eles chegaram! - ela gritou com a cabeça para trás, depois se voltou para a gente novamente com um sorriso carismático.

- Oi, mãe - falei, recebendo um abraço apertado dela. Antes que eu sufocasse, consegui me afastar para apresentar S/n. - Essa é a S/n. S/n, mamãe. Mamãe, S/n - falei. Ela soltou minha mão para estendê-la para a sogra.

- Prazer, dona Johannah - disse. Seu rosto era o retrato do nervosismo e eu quase ri. Johannah ignorou a mão estendida dela e a puxou para um abraço caloroso, me fazendo rir de vez. No fim do gesto, S/n parecia um pouco confusa e surpresa.

- Calma, não somos um bicho de sete cabeças - esclareceu a mulher e eu assenti.

- Eu não falei - emendei e S/n apertou minha mão.

- Só pra te acalmar: te achei linda. Sabia que tinha criado um homem de bom gosto - ela disse e piscou para S/n - No meio de irmãs tão lindas, eu te bateria se não tivesse - e piscou dessa vez para mim. Eu revirei os olhos e a acompanhei pelo pequeno hall, atravessando a sala e indo até a cozinha.

S/n cumprimentou o Dan, o qual ela realmente não se mostrou muito nervosa, e conversando com minha mãe logo ficou mais à vontade, vendo que ela era simples e adorava conversar.

- Eu que fiz tudo - disse ela, o peito quase inflando de orgulho da macarronada, o peito de frango assado e a salada de rúcula com tomate bem enfeitada perto da entrada e da carne moída.

- Hey! - Danny indagou - Eu fiz a salada! - todos rimos com o jeito como ele parecia contrariado, e ao fim nos sentamos, cada casal de um lado da mesa.

Servi macarronada para mim e S/n, adicionando um pouco de salada no prato dela. Dispus a carne moída logo ao lado do frango e peguei um pedaço da asa.

- Esse daí come feito um leão desde que se entende por gente - disse minha mãe, sorrindo e se sentando depois de servir suco para todos nós. Ouvi S/n dando uma risadinha ao meu lado.

- Não tenho sombra de dúvidas - falou e eu senti certa perversão do sentido do comentário, mas decidi não ligar. Empunhei garfo e faca e parti pra ação.

***

Quando terminei de comer minha barriga estava pesada e eu, completamente satisfeito. Dan estava terminando de comer e minha mãe ainda estava na metade do jantar, ela sempre demorava para comer, pois parava à todo instante para conversar.

S/n terminou de comer primeiro que eu e ficou conversando com Danny e Johannah enquanto eu comia. Ao terminar, me rescotei na cadeira e suspirei.

- Satisfeito, tigrão? - Dan perguntou rindo e e assenti.

- Macarronada da dona Jo satisfaz até um boi - comentei e todos riram. Ao me recostar de novo encostei a perna em S/n, mas ela não pareceu se incomodar.

- E então, você trabalha? - minha mãe perguntou, pois, com toda a conversa, não tinha tocado em nenhum desses assuntos. S/n pousou a mão na minha coxa sem que eu ao menos percebesse.

- Na verdade não, faço faculdade e recebi uma bolsa gratuita - ela respondeu e eu pus minha mão por cima da dela num toque íntimo e carinhoso.

- Então imagino que deve ralar para não perdê-la, uh? - Dan indagou e S/n assentiu.

- Sim, demais - ela disse e sorrimos.

- Louis, você teve sorte - disse Johannah e eu sorri, confesso que meio acanhado. Senti S/n tirar a mão de debaixo da minha e escorregá-la mais profundamente, para minha coxa interna… Ah, não. Ela não estava pensando naquilo no que eu estava pensando… estava?

- Não elogia não que essa daí é convencida - falei e eles riram. S/n me olhou sorrindo como se se sentisse ofendida, fazendo meus pais rirem ainda mais.

- Claro que não! - ela disse e eu ri alto… até sentir a mão dela acariciando minha intimidade por cima da calça e debaixo da mesa. Aí meu sorriso foi embora aos poucos. Sim, ela estava fazendo aquilo.

- Duvido muito disso - disse Danny e minha mãe assentiu.

- Ta vendo? - S/n indagou com um sorriso desgraçado e eu me xinguei por estar realmente ficando duro e entrando no joguinho dela.

- Ah, ta fazendo lavagem cerebral nos meus pais, é? - indaguei, tentando soar brincalhão.

- Com você deu certo - ela respondeu e meus pais riram com gosto. Ela falava com eles normalmente enquanto a mão deslizava até a barra da minha calça. Eu segurei o pulso dela, mas não foi suficiente, suas unhas de algum jeito aranharam minha mão e eu larguei por reflexo, chiando os dentes.

- O que foi, Louis? - Johannah quis saber e eu me empertiguei, bem na hora que S/n encontrou meu pau já todo duro e fechou a mão ao redor dele. Suspirei e mordi o lábio, pois os dedos dela acariciaram minha cabecinha. Porra, ninguém tava vendo aquilo não?! Alguém precisava fazer ela parar! - Louis? - minha mãe indagou e, antes que ela ficasse realmente preocuparada, eu tratei de sorrir desajeitadamente.

- Nada, só… bati o dedo mindinho na cadeira - menti e eles sorriram de leve.

- E então, que faculdade faz? - Danny perguntou à S/n e ela sorriu, como uma candidata à Miss Universo sorrindo e acenando para a platéia, e começou uma conversa promissora sobre o futuro… enquanto meu pau e eu sofríamos. Ela me masturbava e brincava comigo sem dó, subindo e descendo a mão devagar e às vezes até acelerava, mas só um pouco, para que ninguém percebesse seus movimentos por debaixo do pano. Eu não conseguia entender como ela conseguia falar e fazer aquilo ao mesmo tempo, não conseguia entender como eu estava disfarçando aquilo e muito menos por que já não tinha segurado a mão dela, tirado ela de lá. Porque o filho da puta aqui estava adorando, apesar dos pesares.

Eu queria que ela me masturbasse mais rápido, mas não queria que nos flagrássem, e aquele paradoxo me deixava maluco.

- Vou ao banheiro - falei de repente, sem sequer saber que assunto eles estavam discorrendo, e me levantei rápido, S/n tendo a sorte de tirar a mão da minha calça enquanto eu afastava a cadeira.

Fechei a porta com certo desespero e percebi que estava ofegante, como se estivesse correndo e fugindo de algum assassino. Me olhei no espelho e contemplei meu rosto. Eu tava com cara de doido psicopata, quase um selvagem. As pupilas completamente dilatadas e a expressão desesperada e afetada me davam um ar animalesco e eu joguei água no rosto para me acalmar.

Mas que filha da puta! Eu nunca pensei que ela fosse capaz disso; toda nervosa para conhecer meus pais, e depois acabou se sentindo à vontade até demais. Suspirei e me sentei na pia de mármore, desabotoando a calça e abaixando-a junto com a cueca apenas o suficiente para que meu membro ereto e selvagem como eu saísse de seu cárcere.

Me masturbei pensando nela. E em como ela pagaria quando chegássemos em casa.

***

Entrei em casa primeiro, jogando a chave em qualquer canto do sofá, passando a mão no cabelo e tentando me controlar. Assim que S/n entrou na sala eu a agarrei pela cintura.

- Acha que pode brincar comigo sem que nada te aconteça? - indaguei, empurrando as costas dela na parede e olhando em seus olhos. S/n sorriu com escárnio, me provocando de propósito, e aquilo foi o suficiente. Devorei a boca dela com desejo, sentindo o gosto do suco de laranja e o próprio gosto dela, que era o que eu mais gostava. A boca dela se abriu e eu a senti sorrindo enquanto buscava minha língua. Mordi o lábio de S/n com força e a ouvi grunhir.

Àquela altura eu já estava completamente duro de novo e sentia a calça ficando mais apertada. A maldita sabia que me afobava quando queria, e ao me lembrar de como ela brincou com isso despreocupadamente no almoço fez com que a chama que se assendia dentro de mim só se atiçasse. Meu pau iria ter que aguentar mais um tempo, porque quem ia brincar era eu.

Puxei os pulsos dela e os prendi na parede acima de nossas cabeças; eu não posso dizer que sou realmente sadomasoquista, mas às vezes adoro a visão dela vulnerável e totalmente à mercê de minhas açõese intenções, fossem elas qual fossem. Mordi o maxilar de S/n e a senti arfando, meu pau se esfregava nela entre minha roupa e a sensação era tentadora. Usei a outra mão para puxar o vestido dela pra cima e encaixei minha mão na linha de sua cintura, apertando-a contra mim com força enquanto chupava o pescoço dela. S/n gemeu um pouco mais alto e encostou a cabeça na parede. Minha mão deslizou por sua bunda e eu apertei aquela nádega cheia e gostosa, me esfregando mais nela.

Só que só aquilo não iria ser o suficiente. S/n suspirava quando eu soltei seus pulsos e a puxei até uma mesinha onde ficavam enfeites e um abajur do lado da porta. Joguei tudo pro lado sem me preocupar e a pus sentada encima do móvel. S/n abriu as pernas como uma flor abre as pétalas e eu aproveitei que seu vestido estava pendurado em sua cintura para arrancá-lo de seu corpo. Rapidamente me encaixei entre suas pernas, que me prenderam onde eu estava, e livrei a ambos de nós de seu sutiã. Os seios de S/n saltaram lindamente e fizeram meu pau latejar, mas tudo à seu tempo. Rasguei a calcinha dela e a ouvi dar um gritinho de surpresa, porém quando levantei os olhos a vi sorrindo. A maldita estava adorando.

- Sorria enquanto pode - sussurrei e me agachei no chão sem mais uma palavra. S/n estava completamente molhada, líquido escorria de sua entrada; passei a língua pela fenda dela e a chupei lentamente. S/n arfou e agarrou meu cabelo, como de costume. Eu tirei sua mão de mim sem delicadeza alguma.

- Não toque em mim - mandei, sem deixar espaço para expressões evazivas, e voltei ao meu trabalho. Passei a língua por toda a entrada dela, parando em seu clítoris e chupando-o. S/n gemeu e eu a vi levando a mão ao meu cabelo de novo, mas se lembrou do que foi dito antes e segurou a borda da mesinha. Pus as pernas dela encima dos ombros e movia minha cabeça de um lado para o outro enquanto lambia seus lábios, chupava seu clítoris e sugava sua boceta. S/n gemeu a qualquer movimento que eu fazia, me excitando ainda mais, me deixando com vontade, muita vontade.

Eu ia chupando com cada vez mais rapidez e força, sem sequer penetrar um único dedo, levando-a à loucura. S/n rebolava a boceta na minha boca e os nós de seus dedos estavam brancos de tanto apertar a madeira da mesa. Levantei os olhos enquanto sambava a língua em seu clítoris inchado e a vi com a boca aberta, gemendo lindamente. Tinha os olhos fechados e à medida que seus sons ficavam mais altos eu sabia que ela estava prestes a gozar, até que ela arqueou as costas e antes mesmo que ela fizesse isso eu parei completamente meus movimentos de forma abrupta. S/n franziu a testa, olhando para baixo com os olhos atordoados e cheios de desejo e confusão. Sorri e meus dedos brincaram com o clítoris dela, espalhando aquele líquido delicioso.

- Quer que eu termine? - perguntei, sem nunca parar de excitá-la. Por um momento ela não respondeu pois eu mexia os dedos com mais rapidez; ela rebolou e eu parei de novo. - Responda - ordenei. S/n lambeu os lábios e assentiu antes de falar.

- Sim - sua resposta veio baixa, quase um suspiro.

- Eu também queria que você terminasse lá no jantar - retruquei e me levantei, ficando em pé entre as pernas dela. - Mas você não terminou - meus dedos voltaram a se mexer e eu escorreguei dois deles para dentro dela, sentindo sua pele quente e molhada recebê-los com desejo. S/n grunhiu e apertou mais a borda da mesinha.

- Louis, me desculpa, ta, eu prometo que…

- Shh! - eu a interrompi e movi os dedos lentamente pra trás e depois pra frente - Você não pensou nisso na hora de me deixar lá de pau duro no meio de um jantar em família, pensou? - S/n negou com a cabeça e mordeu o lábio, os olhos fechados, concentrados em meus dedos. Eu os movi com mais rapidez e a vi arfando e suando de novo, porém dessa vez não parei enquanto falava.

- E aí? Ta gostando da sensação? - apesar de apertada, coloquei mais um dedo nela e S/n mordeu o lábio com força. - Ta gostando de ficar na mesma? Eu ainda to sendo gentil, porque você pelo menos não está numa porra de uma mesa correndo o risco de ser vista por seus pais - enfiei os três dedos com mais força e ela gemeu alto, rebolando mais neles e fechando os olhos com força. - Você quer que eu termine? Porque eu não sei se você merece que eu termine…

- Quero, Louis. Quero, porra! Me desculpa, ta?! Prometo que não faço mais isso, só… - ela respirou rápido e procurou por mais de meus dedos - … me fode logo, faz a porra que você quiser, só me faz gozar! - a forma desesperada e raivosa como ela pediu, como um animal desesperado, me lembrou a minha selvageria quando me olhei no espelho da casa dos meus pais e me masturbei logo depois. Era isso que eu queria, que ela sentisse o que eu senti, mas a forma como ela implorou foi muito mais que o lucro previsto.

Nem vi como foi que tirei a camisa, mas quando dei por mim já estava desabotoando a calça e nem sequer me dei ao trabalho de abaixá-la. Àquela altura tudo já tinha ido pro espaço e S/n me agarrava pelos ombros e sentir as mãos dela em mim era tudo que eu precisava. Segurei meu pau pela base e o posicionei na entrada dela, só que antes mesmo de eu entrar, S/n se empurrou pra frente e me afundou dentro dela. Não tive como conter o gemido, sentir a boceta dela ao redor de mim me enviou um choque enorme de prazer, uma descarga que eu precisava mais à cada segundo.

S/n fincou as unhas na pele das minhas costas e ombro e eu a penetrava com cada vez mais força, sentindo o prazer aumentar. Os calcanhares dela encostavam de vez em quando na minha cintura, enquanto isso uma de suas mãos apertou minha bunda e me empurrou ainda mais para denteo, se é que era possível. S/n gemeu meu nome bem no meu ouvido e eu não tinha mais como aguentar. Segurei a base das costas dela e puxei-a mais pra mim pela coxa, fodendo com mais e mais força, batendo a mesinha na parede e fazendo toda a vizinhança nos ouvir. Gemi alto quando gozei, gemi o nome dela, assim como ela gemeu o meu segundos depois, gozando gloriosamente no meu pau, que esporrava do jeito que esperara há muito tempo.

Ficamos daquele jeito por mais alguns longos minutos, até que eu saí de dentro dela. Continuamos abraçados e ela mexia no cabelo da minha nuca enquanto eu sentia o cheiro de seus cachos.

- Adoro quando você toma o controle total assim - confessou no meu ouvido e eu sorri em seu pescoço.

- Então foi pra isso que me provocou daquele jeito? Se queria mais severidade era só pedir - ambos rimos e eu senti os seios dela se espalhando mais em meu peito à cada risada.

- Na verdade não foi nada planejado, mas tudo tomou um runo melhor do que eu imaginava. Não sabia que você era tão vingativo.

- Até parece que não me conhece - retruquei e a senti sorrir.

- Não conhecia essa parte no lado sexual - eu mordi de leve a carne do pescoço dela - Mas amei. - fiquei feliz em saber daquilo.

- Tudo bem, mas não faz mais aquilo na frente dos meus pais não, ta? - falei e ela gargalhou.

- Só dos seus pais? - disse ela e eu apartei nosso abraço para encará-la e sorrir.

- Você não me provoca… - avisei, mas ela já estava gargalhando de novo e me beijando, começando o segundo round.

***

Eu disse que tava enferrujada… muito, no caso.

Lari

Cara, tá difícil de você entender que a única coisa que eu quero é carinho e atenção? Não se dá isso apenas quando o amor está acabando e eu estou escorregando pelos seus dedos. Para o namoro se renovar, é preciso cada dia fazer algo novo. SMS novas, ligações inesperadas, novos sonhos, palavras nunca usadas… Por quê você só fez isso quando a gente terminou? É PRECISO TERMINAR DE NOVO PRA VOCÊ APRENDER QUE NÃO SE PODE FAZER O AMOR CAIR NA MESMICE? Acorda, não sirvo pra ficar de segunda opção. Prioriza, ou não chora quando isso acabar.
—  G.S
Fulano

E aí eu te vi.

Ali, sentadinho no branco da praça. O queixo apoiado nas mãos, o óculos – de grau, porque eu perguntei depois – escorregando quase até a ponta do nariz. Você tava observando sua priminha, acho que o nome era Beatriz, porque ela era novinha demais pra sair sozinha e brincar no parquinho. As mangas da camisa xadrez arregaçadas até o cotovelo. E você tinha (ainda tem) essas tatuagens que as pessoas chamam de esquisitas, mas eu me apaixonei de cara. Era tudo meio doido, uns rabiscos ali, frases por aí. Talvez eu tenha me apaixonado depois de ver aquela do Laranja Mecânica, porque nós dois amávamos o filme. Eu, amarrando os cadarços daquele tênis surrado que você ainda diz que eu tenho que jogar fora, me imaginei sentadinha do seu lado, os seus braços rabiscados em volta dos meus ombros. Você ia dizer alguma coisa bem sem noção, porque você era desses e eu ia rir, não do que você disse, mas daquele seu jeito de doido. Porque você, cara, parecia assim. Meio biruta, tchap tchura. Viajado. Cara de quem pensava demais. E eu tava certa, graças a Deus, você o faz.

Quando eu já tava imaginando o nosso apê numa esquina da Consolação, você se levantou. Pegou a Beatriz no colo e foi. Foi embora chutando as pedrinhas da calçada e me deixou ali, sozinha, com cara de boba. Não era culpa sua, afinal. Não. Na verdade, era sim.

Eu sempre tive essa sorte meio torta. Imagina só, se apaixonar por um estranho. Tipo aquelas paixões instantâneas no ônibus ou na sala de espera do dentista. Era bem a minha cara, mesmo. Passei dias só imaginando que você ia bater na minha porta, as mangas sempre arregaçadas, e um buquê de tulipas na mão. Porque, você sabe, eu tenho alergia a rosas e gosto desse tipo de clichê. Era impossível, cê nem sabia meu nome e eu ao menos sabia o seu. Fulano. Seria Jorge, Pedro ou Mateus? Quem sabe Ricardo ou talvez Artur. Mas tinha cara de Felipe, e eu decidi que você se chamava assim. Felipe, o das tatuagens. Como é que eu ia imaginar que um dia, andando pela livraria Cultura, eu ia te encontrar na sessão dos CD’s de rock  e pop nacional? Você tinha aquela cara de cantor de banda indie, ué.

Aí a gente trombou. A trombada mais linda da minha vida. Você me olhou assim, meio sem graça, mas eu só faltei gritar. Felipe, das tatuagens! Você pediu desculpas e eu sorri daquele jeitinho que, tempos depois, você disse que adorava. Meio boba, sorriso infantil. Me pagou um café e eu descobri que você não era o meu Felipe, das tatuagens e tal. Era Gabriel, também das tatuagens, só que mais do que isso. Gostava de frappuccino de caramelo e eu te chamei de fresco, porque eu sou mais um café bem forte e sem açúcar. Amante de gatos, mas era alérgico. Foi tão esquisito quando eu decidi tomar o meu com adoçante e você fez o mesmo, a gente acabou batendo as mãos e derrubando a coisa toda. Você pediu desculpas, todo atrapalhado. Aí que eu soube. 

Era você. E era eu. Não era nenhum conto de fadas, mas eu te vi na praça de novo no dia seguinte. E nos outros também.

– L. M.

Quem me vê, aqui no Leblon, passando de bermudas com o ar meio aparvalhado de sempre, as bainhas das bermudas de sempre abaixo dos joelhos, as sandálias de sempre escorregando dos pés e o sorriso alvar de sempre com que respondo aos cumprimentos de desconhecidos, vai jurar que é o mesmo lunático inofensivo que costuma circular nas vizinhanças, indo comprar bolo de aipim na confeitaria ou ao boteco para arrostar as agressões à minha vascainidade temporariamente injuriada (apesar de já estar classificado, mas quem é vascaíno mesmo sabe a que quero referir-me) e certamente não desconfiará de nada. Passará até por perto de mim, sem ter a menor idéia de que, em meu cérebro tresvariado, reside um quase-homicida, a ponto de cometer não só um, mas vários tresloucados gestos. E, de fato, tenho saído muito mais que habitualmente para não começar a tresloucar à mínima provocação da parte dele, cuja convivência já não consigo suportar e cuja visão ameaça levar-me a crises convulsivas.
—  João Ubaldo Ribeiro - Ele conseguiu
Headphones

Vou ouvir música
com a batida
vou sincronizar
mente calma
coração turbulento
batendo, batendo
flutuando pelo mar
escorregando do céu
em tempestades e
vendavais

Vou lutar como vikings
tornar-me imparável
conquistar o além
mas antes
o coração dela
esse sim vou conquistar
com rosas e violetas
ah, e as margaridas!

E se nada der certo,
ainda tem aquela
suave batida
um tapinha nas costas
bola pra frente
vou, agora, é dançar
até o sol cansar
de no céu brilhar

E quando chega o fim
esgota-se a melodia
basta o dedo mover
reiniciar a alegria:
uma, sete vezes
até enjoar
se enjoar
e se enjoar
por aí não acaba:
há tanta cantoria
para lá, para cá
há tanto motivo
para aproveitar
essa melodia:
a da vida

“Essa sou eu, andando por aí com o maior mau humor do mundo, dando patadas em qualquer um que tente desviar o foco da minha visão para os lados, escorregando as mãos em outras mãos que tentam segurá-las, me protegendo e me privando de tudo, odiando qualquer um que passa por mim e me atravessa, me escondendo de qualquer um que gostou de ter me atravessado, com um pouco de olheira e um rosto cansado, cheia de perguntas na cabeça e à espera de alguma resposta da vida.”

—  Capitule.

Como é engraçado… Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço. Uma fita dando voltas? Se enrosca, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer lugar onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. Ah! Então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita? Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual aos pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor é isso… Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque, quando vira nó, já deixou de ser um laço.
—  Mário Quintana

E se talvez você de fato não for o cara certo. E se eu ja tiver vivido contigo tudo que tínhamos para viver, se nossa história já tiver sido dessecada ao maximo, eu já tenha tentado todas as possibilidades e mesmo assim não tenha dado certo? Sempre fui do tipo que não desiste, bate o pé e luta pelo que quer, mas dessa vez, por mais que eu lute, não estou conseguindo… Dessa vez, por mais que eu tente te segurar, me corrigir, recomeçar, te vejo escorregando pelas minhas mãos, se distanciando, e, por mais doloroso que seja admitir, não fazendo questão de ficar e tentar mudar por mim. Sabe, passei a ouvir o que tanto me disseram, as vezes é preciso ceder, parar de agir um pouco, de lutar contra a maré, deixar que a vida me leve, por mais que doa sentir que isso significa me permitir te deixar partir, me permitir ir pra um caminho oposto e com a ajuda do tempo, ter que ir te esquecendo. Doí, e como, só os amantes sabem o aperto que é a saudade e o incomodo que é saber que esta não poderá ser combatida. Dessa angustia só eu sei, do desespero que surge ao colocar o “nunca mais” antes de cada frase, cada momento, cada beijo, cada habito. Mas, mesmo com todo esse sofrimento, resolvi deixar a vida seguir, acredito, que se não foi é por que não era pra ser, ou então que não era o momento certo… Seja como for, o futuro está guardado e eu preciso me permitir vive-lo, então com o tenpo vou tentando me desprender do passado e rezando pra que venham coisas boas pela frente, pois como los hermanos dizem, a estrada vai além do que se vê.

Como é engraçado… Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço. Uma fita dando voltas? Se enrosca, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer lugar onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. Ah! Então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita? Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual aos pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor é isso… Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque, quando vira nó, já deixou de ser um laço.
—  Mário Quintana

Cabe lembrar que uma boa amizade vale mais que qualquer dinheiro, qualquer ouro, qualquer presente material. 
Lembrar que uma boa amizade pode mudar nossos rumos, nossas vidas, a de nossas famílias e a de outros amigos, para o bem. 
O bom amigo esta longe de ser representado com clichês, pois é preciso também entender que não há ninguém perfeito nesse planeta, então uma verdadeira amizade só prospera quando encontra respeito nos defeitos da outra pessoa, reconhecendo em si mesmo e por valor ao que possa significar este amigo, a capacidade de transcender, tolerar e lidar com as dificuldades que todos nós temos. 
O bom amigo pode oferecer suas percepções para ajudar nos caminhos que escolhemos. Sabe ser duro quando cometemos um erro e sorri junto quando vencemos. Passar a mão na cabeça do outro em todos os momentos não é sinônimo de amizade, é sinônimo de desinteresse, pois o bom amigo deve perceber que quando o outro esta dando passos em falso e escorregando em suas condutas de modo a cometer injustiças, precisa ser avisado para que tome então sua decisão - ciente das consequências da escolha. A amizade preza pela JUSTIÇA e não pela benevolência. 
Cabe lembrar que uma boa amizade pode sobreviver anos, décadas, o tempo que for, a distância, a falta do contato e até a impressão de que não se existe mais a amizade. Ela existe sim. 
Entre os bons amigos o tempo não corrói os laços que foram feitos, ao contrário ele estreita mais e sabe que sempre encontrará no outro o coração aberto e o abraço apertado que só quem tem um amigo de verdade sabe discernir. 
Amigo é mesmo “coisa para se guardar debaixo de 7 chaves, dentro do coração” como dizia o poeta. Pois não há nada mais importante nessa existência do que uma boa amizade. 
Seja ela entre pessoas do mesmo sangue ou não. 
É por isso que dedico a ti, meu amigo, estas palavras… 
Por entender que mesmo sem precisar gritar seu nome aos quatro cantos do mundo, sei que me escutas nas noites mais solitárias e angustiantes e nos dias mais felizes e importantes. 
Uma amizade vale mais que qualquer dinheiro e por isso que não se compra um amigo. Porque é impossível se pagar o preço de uma verdadeira e sincera amizade. 
Para ti, meu amigo.

Sorte de mim que posso dedicar este texto a mais de uma pessoa.

Tico Santa Cruz

Queria estar morto demais para chorar
Minha auto-aflição desaparecer
Pedras para atirar em meu criador
Masoquistas a quem sirvo

Você não precisa se incomodar
Eu não preciso ser
Eu vou continuar “escorregando”
Mas quando eu conseguir agarrar
Não vou soltar até sangrar

Queria estar morto demais para me importar
Se na verdade, eu me importasse
Nunca tive uma voz para protestar
Então você me encheu de merda pra eu digerir

Queria ter uma razão
Meus defeitos estão abertos
Por isso, eu desisti de tentar
Uma boa curva merece minha morte

Queria ter morrido ao invés de viver
Um zumbi esconde meu rosto
A proteção esquecida com suas memórias
Diários deixados com mensagens ocultas

Você não precisa se incomodar
Eu não preciso ser
Eu vou continuar “escorregando”
Mas quando eu conseguir agarrar…
Eu nunca vou viver a minha doença.