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Viver com Esclerose Múltipla

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Estamos planejando uma rifa para arrecadar dinheiro para ajudar esse casal. O rapaz é portador de uma doença chamada Esclerose Múltipla e já perdeu grande parte dos movimentos. A mulher, com bastante dificuldade, é quem cuida dele. Queremos rifar um prêmio em dinheiro para conseguir ajudá-los com um aparelho que vai facilitar bastante a vida dos dois. Ou pelo menos com um valor que ajude a pagar.

Assim que tiver mais informações, postarei.

Beeijos

Mundo das Ideias

            Uma amiga minha escreveu um pequeno texto falando sobre lembranças, de como elas fenecem com o passar do tempo, desbotam, perdem a intensidade, acabam se tornando um souvenir daqueles sentimentos que gerou um dia. Um souvenir que acaba sendo, por vezes, idealizado, para bem ou para mal. Um souvenir que, portanto, em sua natureza, é mentiroso. Lembranças são um pouco mentirosas, disse.

            Eu vou além.

            Lembranças são mentirosas. Bastante mentirosas.

            Houve um professor de filosofia, a quem muito admirava, que conseguiu marcar-se em minha mente provavelmente – e espero – pelo resto de minha vida, graças a algumas das lições mais valiosas que já tive em uma sala de aula. Em meio aos gregos, entre Sócrates, Platão, e não sei quem de Abdera – perdoem-me os estudiosos -, recolhi teorias filosóficas importantes; mas nenhuma delas tão valiosa quanto a que Protágoras poderia dar:

            O homem é a medida de todas as coisas.

            Ele disse em uma clássica sagacidade sofista. Aliás, os sofistas, mesmo encobertos em suas imagens de desonestidade, corrupção, e deformação intelectual, me são objeto de admiração até hoje por terem compreendido essa verdade que parece escapar a tanta gente:

            O homem é a medida de todas as coisas.

            Para aqueles que não se lembram, ou para aqueles que não ouviram quando foi dito, os sofistas eram mestres da retórica, da arte da discussão, que cobravam por seus ensinamentos, esses com um único objetivo: ganhar uma disputa intelectual. Para isso, usavam-se de truques, de distorções, de uma infinidade de seduções que o levariam à vitória aos olhos da maioria. Ou de um, se esse um fosse mais importante do que os demais. Eles provavelmente existiam antes da Grécia, e ainda perduram nos dias atuais. Você deve conhecer alguém assim; um amigo, um professor, um inimigo, ou mesmo sua mãe.

            É uma arte, leitor, das mais eficientes.

            Agora, se estiver me julgando por meu apreço a essas figuras tão mal vistas, explico-lhe o porquê de fazê-lo. Voltemos àquela amiga minha. Voltemos às lembranças.

            Recorda-se da definição dela, de que nossas memórias são fragmentos de nossa vida, guardados graças à determinada intensidade emocional que nos marca; fragmentos esses que vão desbotando, tornando-se cada vez mais irreais, como em um sonho. Cada vez mais idealizados. Isso é a vida.

            Vida é idealização.

            Vida é o que fazemos dela. Sua verdadeira existência dá-se na esfera pessoal, individual, através dos produtos que mente e espírito geram na base física do mundo. O material e o conjunto social existem mais como teoria e parcela diminuta da vida do que, como muitos levam a crer, e crêem, a verdadeira existência.

            Minhas lembranças são idealizadíssimas, seja consciente ou inconscientemente, e não há problema nisso. É assim que deve ser. Por mais que nossa realidade seja limitada por aquilo que somos e onde estamos, o que levamos é o que nós mesmos montamos a partir do que nos rodeia. E é isso que fica; a idéia que temos do que nos aconteceu, do que pode nos acontecer, a idéia. A idéia de seja lá o que for.

            Há um sonho no qual sonhei que morria, uma história bem famosa entre aqueles que tem a paciência para me ouvir, do qual lembro-me com maior vivacidade do que muitos ocorridos em minha vida; e esses mesmos possuem retalhos de imaginação que se mesclaram tanto com a lembrança que agora estão no mesmo patamar de realidade. E quem disse que não o são? Sonhos montam nossa personalidade tanto quanto aquilo que nos acontece quando despertos, e os fragmentos de nossa imaginação, o desbotamento que nós mesmos promovemos nas memórias também.

            O homem é sua imaginação.

            Sua imaginação é sua mente.

            E a mente é a medida de todas as coisas.

            Meu amor pelos sofistas vem dessa compreensão tão sublime. O que realmente importa é a idéia que fazemos das coisas, e não o que elas são.

            Bem, tente esquecer os modos terríveis para os quais essa compreensão pode ser usada – ou não; o mal é ainda pior quando ignorado – mas não deixe de guardar essa máxima. Lembre-se dela:

            O homem é a medida de todas as coisas.

            Eu, por exemplo, tenho um estoque maior em minhas memórias de situações imaginárias do que reais. A maior parte das gargalhadas divididas com amigos, por exemplo, nascem de coisas irreais, surreais, e, em menor parte, realmente reais – mas sempre também inventadas -; podemos passar horas juntos, falando apenas sobre etéreos e inexistentes. E tenho certeza de que em velhice serei ainda mais esclerosado do que atualmente sou; minhas recordações que já oscilam entre a verdade e a mentira provavelmente se tornarão um turbilhão de misturas entre ambos – que acabam por dar em um tornado de inverdades.

            Mas quem disse que não serei feliz?

 

- Renan S. Bittencourt

O início.

É verdade que o último ano fora realmente tumultuado. Lembro de repetir inúmeras vezes que fora o mais difícil da minha vida, e tão repentinamente quanto tudo deu errado, veio a justificativa.

Voltemos à dezembro de 2011. Minha vida estava mais que adequada. Estava fazendo a faculdade que queria, estava feliz com meu emprego, meus amigos, não mudaria por nada.

Minha vida social era agitada, viva. Quase não dava conta de administrar tantos eventos.

2012 começou, e as coisas simplesmente perderam o rumo. Há algum tempo alguém me disse que todos temos nossos trilhos, e que eventualmente saímos deles, mas que por fim voltamos a eles. Ainda procuro meus trilhos.

Assim que o último ano começara, passei a agir por impulsos. E toda minha racionalidade havia se esvaído. Absolutamente não era eu. Tenho plena consciência disto. Mas na época não imagina o quão fora da minha realidade estivera.

No primeiro mês, abandonei meu curso na faculdade, comecei um novo, por hobby. 

Certa vez estava fazendo uma caminhada com uma amiga, e senti minha perna esquerda adormecer. Lembro de ter comunicado meus pais, que me disseram que era provável má circulação. Em uma semana passou, e logo esqueci.

No segundo mês do ano, me envolvi com alguém. Aquilo absolutamente não fazia jus à mim. Mas mesmo assim arrisquei, me apaixonei, me entreguei. Certo que fora um erro, pois me causou muita dor. Porém hoje procuro absorver o aprendizado desta experiência.

Fui uma pessoa que se entregava em tudo na vida. Seja o trabalho, relacionamentos, amigos. Como boa leonina, sempre fui intensa em tudo o que fiz. Costumava dizer que se sinto frio, realmente estou congelando. Se sinto calor, estou derretendo. Não tinha meio termos.

Em um pequeno momento de racionalidade, me demiti do meu emprego, afim de me afastar daquele relacionamento. A pessoa era insistente, jurou fazer um escândalo caso eu a abandonasse. Com medo de mais confusão, cedi.

Em tempos de escola, costumava ter as melhores notas. Por isso me assustei tanto com minha decadência na faculdade. No entanto, não podia esperar outra coisa, considerando a quantidade de aulas que matava, para ficar com à pessoa que tanto mal me fez.

Tinha muita dificuldade em me concentrar nas coisas que fazia. Havia perdido minha coordenação motora, e já não tinha força para erguer um copo sequer. É claro que, na época, acreditava sofrer de preguiça, depressão, estresse, ou qualquer coisa parecida. Por mais que sorrisse, as coisas não eram como deveriam ser. Eu não estava feliz.

Dormia um dia inteiro se pudesse. Sempre estava tão cansada!

No quarto mês do ano, já sentia que algo estava errado. Mais errado do que já estava. E então vi o suposto relacionamento se acabar. Nesta época, já não comia. Não tinha notado o quanto havia emagrecido em tão pouco tempo. Já eram vinte quilos. Perdidos entre lágrimas e sono.

Sentia meu coração despedaçado, e cantava baixinho para conseguir dormir: “Nossa senhora, me dê a mão, cuida do meu coração. Da minha vida… do meu destino. Do meu caminho, cuida de mim!”

No quinto mês do ano, meus pais me viram definhar. Não comia, mal dormia. Já não sentia o lado esquerdo do corpo. Estava completamente dormente, e eu atribuía isso a falta de nutrientes, considerando-se que passava uma semana à base de água. Me levaram ao médico à força, e ele me deu um estimulante de apetite para comer.

Deu certo, voltei a comer. Ganhei algum peso, mas não muito. Porém, os sintomas de dormência continuavam. Já não ouvia com o ouvido esquerdo.

A dormência ia e vinha. Eventualmente ficava uma semana, duas, um mês. 

No sexto mês do ano, minha visão ficou dupla. Procurei uma oftalmologista, e ela disse que eu havia nascido assim, e que só agora notara. Me senti frustrada com tal diagnóstico, mas esqueci quando este sintoma passou.

No sétimo mês, a dormência no lado esquerdo continuava, então procurei o neurologista da cidade. Ele olhou nos olhos da minha mãe e disse: “Levem-na em um PSIQUIATRA.” Me senti muito ofendida, jamais admitiria que fosse tachada de louca. O que eu sentia (ou não sentia) era real, físico, presente. Não psicológico. 

Meus pais, bons cristãos, procuraram ajuda de igrejas, benzedeiras, e outras crendices. Isso me frustrava muito. Nunca fui muito religiosa, mas sempre os respeitei. Por que as pessoas não acreditavam em mim?

Em agosto, veio meu presente de aniversário: Sem sensibilidade alguma da cintura para baixo. Não consegui andar, e aqui foi desesperador. Meus pais ainda acreditavam nos pastores que diziam “é espiritual, Deus vai curá-la, não preocupem-se”. E por mais que se agarrassem nesta crença, podia ver o medo nos olhos do meu pai. Ele sabia que havia algo de errado, e temia o pior.

No começo de setembro, não aguentei mais. Eu estava insuportável, já não tinha paciência para nada e ninguém. E a paciência sempre fora uma grande virtude minha. Supliquei para que fôssemos em outro médico, e mais uma vez fui. 

Me levaram no clínico geral da família, que de imediato, imaginou o que eu tinha. Ele pediu duas ressonâncias magnéticas, que trouxeram o resultado no início de outubro. Esclerose Múltipla. Meus pais levaram três dias para me dizer o que eu tinha. E para surpresa de todos, fiquei tranquila com o diagnóstico. Agora eu tinha o que tratar. E mesmo sem saber o que aquilo significava, fiquei calma.

O que era Esclerose Múltipla, afinal? Descobri que meu sistema imunológico, por alguma razão, ataca meus neurônios, como se fossem uma doença, impedindo-os de mandar os comandos para o meu corpo.

Tão logo, descobri que é uma doença muito comum, e que diferente do que estamos acostumados, não é doença de “velho”. Justamente o contrário, atinge principalmente mulheres brancas, dentre 20 e 30 anos.

Conheci pessoas com esse problema, e que vivem normalmente. Aprendi que minha preguiça é característica, e que meu cansaço tem causa. 

Comecei o tratamento com corticoides  que absolutamente me fazem muito mal. Fiquei inchada, cheia de espinhas, meu sistema renal parou de funcionar. Nem dúvidas que parei de tomar essas porcarias.

Agora, estou sem medicação. O tratamento contínuo previne novos surtos da doença, e é fornecido pelo SUS. Este medicamento é de altíssimo custo, e estamos na espera desde outubro de 2012.

Com tanto tempo de espera, já buscamos tratamentos alternativos, como o com base em vitamina D. Mas ainda não comecei nada.

Semana passada, meu médico disse que meu estresse é causado pela doença. O que me faz por em cheque todas as decisões que tomei no último ano. Estou bem agora, mas muitas vezes ajo no impulso, pelo estresse. 

Resolvi criar este blog afim de manter um registro das minhas decisões, da minha vida, da Esclerose. 

Aprendi que a Esclerose não é uma doença, afinal não tem cura. Então é parte de mim. E eu preciso aprender a lidar com isso.

Transplante de células-tronco mostra potencial de redução de incapacidade em pacientes com EM

Os resultados de um estudo preliminar indicam que entre os pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR), o tratamento com transplante de células-tronco hematopoéticas foi associado à melhora nas medidas de incapacidade e qualidade de vida, de acordo com um estudo, segundo um estudo realizado em 20 de Janeiro pelo JAMA.

Cinquenta por cento dos pacientes com EM são incapazes de continuar em seus empregos por 10 anos a partir do diagnóstico ou são incapazes de caminhar por 25 anos. Apesar de um custo anual de cerca de 47.000 dólares por paciente para tratar a EM, nenhuma terapia aprovada pelo EUA Food and Drug Administration (FDA) tem mostrado reverter significativamente a incapacidade neurológica ou melhorar a qualidade de vida, de acordo com informações do artigo.

A esclerose múltipla é uma desordem imunológica do sistema nervoso central. Autólogo (a utilização de células do próprio um) hematopoiéticas (do sangue) transplante de células estaminais (HSCT) é uma forma de supressão imune, mas ao contrário de drogas imunológicas baseadas na norma, o transplante autólogo é concebido para repor em vez de suprimir o sistema imune. Richard K. Burt, MD, da Feinberg School of Medicine, em Chicago, e colegas da Northwestern University estudaram a associação de nonmyeloablative TCTH com incapacidade neurológica e outros desfechos clínicos em pacientes com MS reincidente-remitente (definida como as recaídas agudas seguidas por parcial ou completa recuperação e as manifestações clínicas estáveis entre recaídas; n = 123) ou EM secundária progressiva (definida como uma progressão gradual da deficiência com ou sem recaídas sobrepostas; n = 28), tratados entre 2003 e 2014.

Análise de resultados estava disponível para 145 pacientes, com uma média de acompanhamento de 2,5 anos. Em uma medida de deficiência (Expanded Disability Status Scale [EDSS] score), houve melhora significativa em 41 pacientes (50 por cento dos pacientes testados em 2 anos) e em 23 pacientes (64 por cento dos pacientes testados a 4 anos). “Para o nosso conhecimento, este é o primeiro relato de melhora significativa e sustentada na pontuação EDSS após qualquer tratamento para EM”, escrevem os autores.

Recebimento de transplante também foi associado com melhora na função física, função cognitiva e qualidade de vida. Houve também uma redução em mais uma medida da gravidade da doença clínica, o volume das lesões cerebrais associadas com EM visto em imagens de ressonância magnética. Quatro anos livres de recaídas foi de 80 por cento e sobrevida livre de progressão foi de 87 por cento.

A seleção dos pacientes é importante na determinação do resultado, escrevem os pesquisadores. “Na análise a pontuação EDSS não melhorou em pacientes com EM secundária-progressiva ou naqueles com maior tempo de doença de 10 anos.”

Os autores observam que os resultados são limitados, pois este foi um estudo observacional, sem um grupo controle. “Conclusões definitivas vão exigir um estudo randomizado, no entanto, esta análise fornece os fundamentos, a seleção adequada do paciente e abordagem terapêutica para um estudo randomizado.”

Editorial: Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas para EM. Stephen L. Hauser, MD, da Universidade da Califórnia, em San Francisco, escreve em um editorial de acompanhamento que o estudo por Burt et al, em conjunto com outras provas disponíveis, permite várias conclusões a serem feitas com razoável confiança.

"Em primeiro lugar, o transplante autólogo não parece ser eficaz contra as formas estabelecidas progressivas de EM e, novos dados ausentes, ensaios adicionais destes protocolos são, provavelmente, não indicados para pacientes com esclerose múltipla progressiva. Em segundo lugar, regimes imunossupressores que incluem o transplante parece ser eficaz contra a forma recorrente-remitente da EM, pelo menos ao longo de vários anos de observação. No entanto, não é de forma alguma claro que os efeitos benéficos resultem da infusão de células estaminais, em vez de a partir do regime de condicionamento. Dada a disponibilidade de FDA ser altamente eficaz terapias aprovadas contra EM remitente, afigura-se razoável utilizar estes terapias comprovadas no cenário clínico antes de considerar os regimes de TCTH complexos. "

"Em terceiro lugar, o mecanismo de ação do TCTH autólogo na EM precisa de ser esclarecido (…) Em quarto lugar, é importante lembrar que a EM é uma doença crônica, geralmente proveniente de adultos jovens e que dura ao longo da vida. Pode estar relacionada à deficiência, e é importante ressaltar que resultados podem levar muitos anos ou décadas para se desenvolver. Para entender o papel de qualquer terapia para EM e, especialmente, um regime intensivo com risco incerto a longo prazo, muito longo tempo de seguimento são necessários para avaliar significativamente se a doença de fato foi reiniciado sobre a longo prazo, e também para aumentar a confiança de que essas terapias não causaram danos indevidos."

Fonte: ScienceDaily – 20/01/2015. Traduzido livremente. Imagem: Creative Commons.

A Teoria de Tudo

De desenho animado em Futurama à artista convidado em séries como The Big Bang Theory, Stephen Hawking é uma figura familiarizada com o mundo do entretenimento. A história de um dos maiores nomes da Física já foi tema de documentários, especiais e telefilmes. The Theory of Everything (“A Teoria de Tudo”, no Brasil) é mais um projeto baseado na vida do pensador.

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Estudos feitos em diversos países apontam que o canabidiol, que representa mais de 40% dos extratos de C. sativa, é eficaz no tratamento de depressão, esquizofrenia, epilepsia, transtorno bipolar e até leucemia e doenças neurodegenerativas, como mal de Alzheimer, além de ajudar a conter inflamações e controlar a pressão arterial.

O canabidiol é eficaz no tratamento de depressão, esquizofrenia, epilepsia, transtorno bipolar e até leucemia e doenças neurodegenerativas
Os efeitos psicoativos da maconha, que alteram temporariamente a percepção, o humor, o comportamento e a consciência de quem a consome, estão ligados sobretudo a outro canabinoide presente na erva: o tetraidrocanabinol (THC, na sigla em inglês).

Mas mesmo o THC apresenta efeitos de interesse medicinal. O Sativex, medicamento indicado no tratamento de esclerose múltipla, lançado em 2005 no Canadá, por exemplo, tem como princípio ativo uma combinação de THC e canabidiol. Outros dois medicamentos que utilizam o princípio ativo da maconha ajudam pacientes a conter náuseas e vômitos durante tratamentos quimioterápicos.

Estilingue

Por certo ainda é semente a pedra com que te matarei: passará toda uma estação debaixo da terra, pensando teu nome com ódio – compactuando com as raízes as melhores formas de degola. Dia após dia, infindáveis noites de perdição, amadurecendo a dureza da crosta, que no futuro será musgo e esclerose – até o momento de florescer no alto de tua testa.

L. Rafael Nolli

4 Passos para ajudar alguém que você ama a viver com a EM

A esclerose múltipla é uma doença que pode, potencialmente, dominar a sua vida, bem como a vida das pessoas mais próximas a você. No entanto, isso não significa que sua vida se resuma a ela. Estar ao lado de alguém com EM requer apenas algumas mudanças de horários e aumenta a necessidade de comunicação e compreensão. Se um de seus entes queridos foi diagnosticado com esclerose múltipla, é comum que ele se sinta completamente esmagada e ansioso, mas há muitas coisas que você pode fazer para ajudá-lo a lidar com o diagnóstico e continuar levando uma vida plena e saudável.

1) Saiba mais sobre a EM

Em primeiro lugar e acima de tudo, você deve fazer perguntas e fazer sua própria investigação a respeito da EM, afinal, a EM afeta cada paciente de forma diferente, por isso é tão importante falar sobre os sintomas específicos e a forma como ela afeta quem você convive. Descobrir o que está acontecendo e como lidar com isso vai ajudar você a descobrir os seus próprios mecanismos de enfrentamento.

Se você não pode ir a consultas médicas com a pessoa de quem você é próximo, há muitos recursos online que podem ajudar a entender sobre a doença e seus sintomas. Uma boa dica é acompanhar sites e blogs sobre a EM, e participar de fóruns onde os pacientes e seus entes queridos podem trocar perguntas, preocupações e dicas úteis.

2) Se atualize (com frequência) sobre aquele que está ao seu lado

Quando você começa a entender a doença, você vai perceber que o apoio emocional é extremamente importante. É por isso que você deve estar por dentro daquilo que aquele que está ao seu lado está passando no momento, tanto física como emocionalmente.

Um simples telefonema para um amigo pode fazer uma enorme diferença, especialmente se ele estiver se sentindo mal naquele dia.

Se o seu cônjuge ou parceiro tem EM, interações afetivas sutis serão um forte lembrete de que você está lá para ele. Segurar sua mão quando você se sentar no sofá ou enquanto o acompanha em consultas médicas demonstra seu apoio e disponibilidade. É importante manter a constância das visitas, telefonemas, e demonstrações de carinho para que aquele que está ao seu lado saiba que pode confiar em você. Muitas vezes, os pacientes se sentem como um peso para a família e os amigos, e é seu trabalho lembrá-lo de que isso não é verdade.

3) Construa uma vida social

Uma vez que a EM pode afetar o movimento físico e o bem-estar emocional, você pode começar a reparar que aquele que está ao seu lado evita situações sociais ou perde o interesse em atividades que antes gostava. Ajudá-lo a manter uma vida social, optando por atividades e passeios que sejam fáceis, relaxante e/ou de baixo estresse é uma boa dica.

Se sair pode tornar-se mais difícil à medida que a doença progride mais, trazer os amigos para casa é uma ótima opção, e vai ajudar a reduzir o stress de ter um surto, por exemplo. Dentro de casa, banheiros próximos são sempre convenientes, sem esquecer dos cuidados com a medicação.

4) Faça planos para o futuro

Além de ajudar seu amado a manter uma vida social saudável e gratificante, você também pode ajudá-lo a planejar o futuro. Não deixando cair sob a crença de que ele já não podem sonhar com certas atividades ou férias divertidas, simplesmente por causa do diagnóstico de EM.

Enquanto você visita o seu amado, uma boa dica é lembrar dos passatempos que você amaria fazer, mas nunca teve oportunidade. Ofereça-se para explorar essas novas atividades com ele, tendo aulas juntos, participando de eventos, ou simplesmente fazendo uma viagem. A EM pode significar que aquele ao seu lado pode ter que priorizar suas próprias atividades, além de algum tempo para descansar, mas de forma alguma impede de vocês passarem ótimos momentos juntos.

Ajudar alguém a reduzir o stress é um método fundamental para ajudar a lidar com o diagnóstico de EM e pode ser complicado, mas seguindo estas dicas, e buscar entender a doença, já é um grande passo para demonstrar seu apoio, preocupação e carinho com quem você ama, sendo, por vezes, determinante na forma como ele lidará com as novas mudanças em seu estilo de vida. Aproveite o tempo livre para perguntar como ele está e, dentro dos seus limites, ofereça assistência quando necessário, mesmo que seja na forma de um abraço ou de um simples passeio de carro. Ajudar quem você ama a lidar com a EM não só irá ajudar a viver melhor, como também será determinante para o seu relacionamento.

Fonte: MSLivingSymptomFree - 05/01/2015. Traduzido livremente. Imagem: Creative Commons.

DICAS - IMPOSTO DE RENDA - PESSOA FÍSICA 2015.

Condições para Isenção do Imposto de Renda Pessoa Física

Os portadores de doenças graves são isentos do Imposto de Renda desde que se enquadrem cumulativamente nas seguintes situações:

  • os rendimentos sejam relativos a aposentadoria, pensão ou reforma (outros rendimentos não são isentos), incluindo a complementação recebida de entidade privada e a pensão alimentícia; e
  • seja portador de uma das seguintes doenças:
    • AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)
    • Alienação mental
    • Cardiopatia grave
    • Cegueira
    • Contaminação por radiação
    • Doença de Paget em estados avançados (Osteíte deformante)
    • Doença de Parkinson
    • Esclerose múltipla
    • Espondiloartrose anquilosante
    • Fibrose cística (Mucoviscidose)
    • Hanseníase
    • Nefropatia grave
    • Hepatopatia grave (observação: nos casos de hepatopatia grave somente serão isentos os rendimentos auferidos a partir de 01/01/2005)
    • Neoplasia maligna
    • Paralisia irreversível e incapacitante
    • Tuberculose ativa

Não há limites, todo o rendimento é isento do Imposto de Renda Pessoa Física.

Também são isentos os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional.

Base Legal: art. 6º inciso XIV, Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988.

Situações que não geram isenção:

1) Não gozam de isenção os rendimentos decorrentes de atividade, isto é, se o contribuinte for portador de uma moléstia, mas ainda não se aposentou;

2) Não gozam de isenção os rendimentos decorrentes de atividade empregatícia ou de atividade autônoma, recebidos concomitantemente com os de aposentadoria, reforma ou pensão;

Procedimentos para Usufruir da Isenção

Inicialmente, o contribuinte deve verificar se cumpre as condições para o benefício da isenção, consultando as Condições para Isenção do Imposto de Renda Pessoa Física ou o “Perguntão” do Imposto de Renda das Pessoas Físicas, seção “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”.

Caso se enquadre na situação de isenção, deverá procurar serviço médico oficial da União, dos Estados, do DF ou dos Municípios para que seja emitido laudo pericial comprovando a moléstia.

Modelo de Laudo Pericial

Se possível, o serviço médico deverá indicar a data em que a enfermidade foi contraída. Não sendo possível, será considerada a data da emissão do laudo como a data em que a doença foi contraída.

O serviço médico deverá indicar se a doença é passível de controle e, em caso afirmativo, o prazo de validade do laudo.

O ideal é que o laudo seja emitido por serviço médico oficial da própria fonte pagadora, pois, assim, o imposto já deixa de ser retido na fonte. Se não for possível a emissão do laudo no serviço médico da própria fonte pagadora, o laudo deverá ser apresentado na fonte pagadora para que esta, verificando o cumprimento de todas as condições para o gozo da isenção, deixe de reter o imposto de renda na fonte. 
Nos casos de Hepatopatia Grave somente serão isentos os rendimentos auferidos a partir de 01/01/2005.

Caso o laudo pericial indique data retroativa em que a moléstia foi contraída e, após essa data, tenha havido retenção de imposto de renda na fonte e/ou pagamento de imposto de renda apurado na declaração de ajuste anual, podem ocorrer duas situações:

  • O laudo pericial indica que a doença foi contraída em mês do exercício corrente (ex.: estamos em abril do ano corrente e a fonte reconhece o direito à partir de janeiro do mesmo ano): o contribuinte poderá solicitar a restituição na Declaração de Ajuste Anual do exercício seguinte, declarando os rendimentos como isentos à partir do mês de concessão do benefício.
  • O laudo pericial indica que a doença foi contraída em data de exercícios anteriores ao corrente, então, dependendo dos casos abaixo discriminados, adotar-se-á um tipo de procedimento:

Caso 1 - Foram apresentadas declarações em que resultaram saldo de imposto a restituir ou sem saldo de imposto:

Procedimento:

a. Apresentar declaração de imposto de renda retificadora para estes exercícios, em que figurem como rendimentos isentos aqueles abrangidos pelo período constante no laudo pericial;  DIRPF - PROGRAMAS GERADORES DE DECLARAÇÕES .

b. Entrar com processo manual de restituição referente à parcela de 13.º que foi sujeita a tributação exclusiva na fonte (na declaração retificadora, o valor recebido a título de 13.º deverá ser colocado também como rendimento isento e não tributável) - Formulário

Caso 2 - Foram apresentadas declarações em que resultaram saldo de imposto a pagar:

Procedimento:

a. Apresentar declaração de imposto de renda retificadora para estes exercícios, em que figurem como rendimentos isentos aqueles abrangidos pelo período constante no laudo pericial; DIRPF - PROGRAMAS GERADORES DE DECLARAÇÕES

b. Entrar com processo manual de restituição referente à parcela de 13.º que foi sujeita a tributação exclusiva na fonte (na declaração retificadora, o valor recebido a título de 13.º deverá ser colocado também como rendimento isento e não tributável); Formulário

c. Elaborar e transmitir Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação - PER/DCOMPpara pleitear a restituição/compensação dos valores pagos a maior que o devido.

Obrigatoriedade na entrega da Declaração IRPF

A isenção do Imposto de Renda Pessoa Física não isenta o contribuinte de seus deveres de apresentar a Declaração IRPF. Caso se situe em uma das condições de obrigatoriedade de entrega da referida declaração, esta deverá ser entregue normalmente.

Será que a alimentação influencia nos sintomas da esclerose múltipla?

Pessoas com EM podem se perguntar se os sintomas apresentados podem estar ligados ao que comem. Alguns estudos ainda inconclusivos falam sobre a relação entre nutrição e sintomas da esclerose múltipla. Neste artigo, alguns dos quais são a nutrição pode influenciar detalhada.

Será que a comida influencia os sintomas de pessoas com esclerose múltipla? Existem inúmeros estudos que falam sobre o papel da nutrição em diferentes sintomas da EM, abaixo listamos alguns desses sintomas em que determinados alimentos podem desempenhar um papel considerável.

Prisão de ventre

Embora os estudos publicados sobre o tratamento da constipação em doenças neurodegenerativas com fibras dietéticas seja contraditório, a ingestão adequada de fibras na dieta pode ajudar a controlar os sintomas e prevenir complicações. As recomendações gerais que podem ser definidas são: 3 porções de legumes por dia, 2 porções de frutas por dia, de preferência seis porções de grãos integrais em pães, cereais matinais, arroz ou macarrão e 4-5 porções de legumes para o semana. Uma dieta rica em fibras deve ser acompanhada por um aumento na ingestão de água fornecida quando não houverem contraindicações.

 Incontinência fecal

A literatura fala de até 70% das pessoas afetadas pela esclerose múltipla sofrem durante o curso de sua doença algum episódio de incontinência fecal.

Uma intervenção por medidas dietéticas pode fazer que a pessoa afetada possa controlar esse sintoma. Esta intervenção será restringir aqueles alimentos que podem aumentar episódios de incontinência (cafeína, álcool, bebidas carbonatadas) e aumentar os alimentos que contêm mais quantidade de fibra solúvel, a fim de aumentar a consistência das fezes; alguns seriam arroz, grão de bico, berinjela, cenoura ou maçã.

 Incontinência urinária

Muitas vezes, a EM apresenta sintomas urinários como frequência urinária (aumento da frequência urinária), urgência e episódios de incontinência urinária. O tipo de dieta pode nos ajudar a controlá-los. Recomendações gerais a serem consideradas são: Evite o uso de alimentos e bebidas que sejam diuréticos, ou seja, aqueles que aumentam a micção (alguns tipos de plantas, escarola, alcachofra, aipo, brócolis, alho e cebola, e frutas como pera , uvas, melão e melancia) e reduzir o consumo de estimulantes (café, tônico, chá, chocolate, álcool).

 Fadiga

Fadiga é influenciada pela idade, hábitos de exercício físico, alimentação, estado psicológico. Há uma série de medidas nutricionais que podem melhorar a sensação de fadiga como: evitar excessos, aumentando a frequência das refeições e diminuir os valores, adotar uma dieta de baixa gordura para reduzir os custos de energia, evitar o excesso de peso e garantir os valores adequados de nutrientes. Uma dieta equilibrada pode, sem dúvida, ajudar muito neste sintoma.

 Disfagia

Para controlar dificuldades de deglutição, há uma série de medidas compensatórias para evitar o risco de aspiração. Eles são: evitar texturas alimentares duplas (sólido-líquido) como sopa com macarrão, leite e biscoitos, laranjas, alimentos de pele, como legumes, frutas, milho; fracionada em alimentos como biscoitos ou aquelas partículas que são pegajosos (bolor do pão) ou aqueles alimentos que são leves como a alface.

 Espasmos musculares

Aumentar o consumo de alimentos que forneçam magnésio (nozes, soja, sementes de girassol, germe de trigo) pode ajudar a diminuir os espasmos musculares.

 Deve-se acrescentar que, embora os estudos analisados não sejam conclusivos, existem evidências comprovadas de que, de alguma forma, um controle nutricional pode ser positivo para controlar os sintomas da esclerose múltipla.


Fonte: Avempo – 15/01/2015. Traduzido livremente. Imagem: Creative Commons.

O estigma social da EM

A esclerose múltipla é uma doença degenerativa neurológica, e autoimune. Uma doença crônica, altamente heterogênea que afeta o cérebro, tronco cerebral e a medula espinhal. Os pacientes com esta doença, muitas vezes sofrem problemas de equilíbrio e mobilidade. Infelizmente, de acordo com uma pesquisa realizada pela Multiple Sclerosis Society do Reino Unido (MSS) 61% das pessoas afetadas reconheceu já terem sido acusadas, injustamente, de estar embriagadas.

Além disso, a pesquisa revelou que 73% dos 2.000 participantes neste estudo tem seu estado questionado por outras pessoas “mas você parece estar tão bem”. Por outro lado, 90% dos entrevistados disseram que estão frustrados que a sua fadiga tenha sido associada a um “simples cansaço”.

"As pessoas com esclerose múltipla já desafios diários suficientes, a última coisa que precisamos é que a sociedade os enxergue sem compaixão ou compreensão", disse Michelle Mitchell, diretor do MSS.

Depois de desenvolver uma segunda pesquisa, realizada com 2.200 cidadãos do Reino Unido que tinham esclerose múltipla, 25% dos entrevistados disseram que não estariam dispostos a namorar uma pessoa afetada por esta doença. Segundo os pesquisadores, este é um resultado que pode ser explicado pela falta de conscientização da população sobre a doença e que 25% não é capaz de identificar os sintomas e até 10% não sabe se ela é contagiosa.

Tomando consequência destes resultados, o estigma ainda persiste e persegue a esclerose múltipla. Especificamente, 43% dos pacientes disse não reconhecer sua condição de não ser tratado de forma diferente por outras pessoas. A falta de comunicação que também afeta o local de trabalho, uma vez que 38% admitem que, com a atual situação econômica “ficam ainda mais preocupados em dizer ao seu chefe que tem esclerose múltipla”.

Fonte: http://www.estusanidad.com - 21/01/2015. Traduzido livremente. Imagem: Creative Commons.

Por que a esclerose múltipla é mais comum em mulheres?

A esclerose múltipla (EM) é uma doença grave que afeta um número significativo de pessoas em todo o mundo. A doença danifica as células do cérebro, eventualmente resultando em problemas com o movimento muscular, a visão e de equilíbrio. Os cientistas não tem certeza sobre a natureza desta doença. No entanto, recentemente, tornou-se claro que a doença pertence à classe dos chamados distúrbios autoimunes. Tais doenças são caracterizadas por um mau funcionamento do sistema imunológico em que as células imunes do corpo começam a atacar e destruir as células normais do corpo.

Um aspecto particular da EM permaneceu completamente inexplicável por muitos anos: a doença é muito mais comum entre as mulheres. Na verdade, as mulheres são quatro vezes mais frequentemente diagnosticadas com a doença do que os homens.

A recente descoberta por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington pode fornecer uma explicação para este mistério. Descobriu-se que o cérebro feminino contém uma quantidade muito maior de uma proteína específica chamada S1PR2. Proteína que regula a permeabilidade da barreira sangue-cérebro, uma estrutura específica que proteja as células do cérebro de componentes prejudiciais, células e agentes infecciosos que podem estar presentes no sangue. S1PR2 faz o papel de barreira mais permeável e pode permitir o acesso fácil das células imunológicas no cérebro. Na verdade, os danos causados pela esclerose múltipla são muito mais proeminentes nas áreas do cérebro onde o nível desta proteína é mais elevado.

Esta descoberta oferece novo horizonte para futuros medicamentos contra EM

Ainda não está claro por que o nível S1PR2 é maior em mulheres, mas os cientistas estão atualmente à procura de uma série de explicações que incluem os efeitos dos hormônios e fatores genéticos. A identificação desta proteína certamente abre a possibilidade do desenvolvimento de novas drogas que possam reduzir ou prevenir danos cerebrais causados pela esclerose múltipla.

A boa notícia é que a proteína S1PR2 é independente do sistema imunológico. Isto significa que pode ser alvo de futuros novos medicamentos, sem a necessidade de modificar a imunidade do corpo, o que pode ser muito difícil. Ao influenciar esta proteína, que será capaz de regular a permeabilidade da barreira hemato-encefálica e melhorar o nível de proteção do cérebro vulnerável.

Referência

Lillian Cruz-Orengo, Brian P. Daniels, Denise Dorsey et al. O aumento da expressão de receptor da esfingosina-1-fosfato 2 fêmea subjacente SNC susceptibilidade auto-imunidade. J Clin Invest

Fonte: Avempo - 14/01/2015. Traduzido livremente. Imagem: Creative Commons.

Vertigem e EM

Alguns sintomas iniciais de esclerose múltipla (EM) são a tontura e a vertigem, que podem ser acompanhados por problemas de visão e equilíbrio. Vertigem é um tipo de tontura, que normalmente faz com que a pessoa se sinta como eles estão girando, e pode tornar muito difícil andar ou ficar em pé. A vertigem também pode causar náuseas e vômitos. Alguns pacientes com EM têm episódios de vertigem, muitas vezes fortes o suficiente para interferirem com as atividades diárias.

A vertigem é causada por lesões no cérebro, provocadas pela EM. Isto torna mais difícil para os nervos  enviar mensagens para outras partes do corpo e se estas lesões ocorre no tronco cerebral ou cerebelo, onde o saldo de uma pessoa, que irá conduzir a vertigem é controlada.

O que fazer durante um episódio de vertigem:

-Tente sentar-se sem mover a cabeça ou o corpo.
-Se possível, diminua a intensidade das luzes.
-Não tente ler nada.
-Não suba escadas ou tente dirigir até ter certeza de que a tontura passou.
-Tente fazer o mínimo de esforço possível até você se sentir melhor.
-Se a tontura acontecer durante o sono, sente-se de frente. Encontre uma posição confortável, até que ela passe. Você pode voltar a deitar, ou ainda relaxar em uma poltrona confortável.

Fonte: Avempo - 10/01/2014. Traduzido livremente. Imagem: Creative Commons.

Microrganismos do intestino provocaram doença autoimune na vida adulta em camundongos

A colonização do intestino de ratos jovens por certos tipos de bactérias podem levar a respostas imunológicas mais tarde na vida que estão ligados à doença, os investigadores relatam. Os aumentos nos níveis de bactérias filamentosas segmentadas podem provocar alterações no tecido linfóide do intestino do rato que resultará na produção de anticorpos que atacam os componentes do núcleo da célula. Esse tipo de dano é uma característica marcante de doenças auto-imunes como lúpus eritematoso sistêmico e esclerose sistêmica em que os órgãos de todo o corpo são danificados por respostas imunes rebeldes.

Investigadores revelaram que a colonização do intestino de ratos jovens por certos tipos de bactérias podem conduzir a respostas imunológicas mais tarde na vida, que são ligadas à doença. Os aumentos nos níveis de bactérias filamentosas segmentadas podem provocar alterações no tecido linfóide do intestino do rato que resultará na produção de anticorpos que atacam os componentes do núcleo da célula. Esse tipo de dano é uma característica marcante de doenças auto-imunes como lúpus eritematoso sistêmico e esclerose sistêmica em que os órgãos de todo o corpo são danificados por respostas imunes rebeldes. Os resultados são publicados no The EMBO Journal.

"Nossos resultados demonstram como a saúde intestinal em animais jovens podem estar ligados a doenças auto-imunes em animais mais velhos", diz Dirk Elewaut, Professor no Hospital Ghent University e do Centro de Pesquisa VIB Inflamação, Universidade de Ghent, Ghent, Bélgica, que é um dos principais autores do estudo. "A microbiome dos jovens impactos rato uma perda de tolerância do sistema imunitário contra proteínas secundário no núcleo da célula. O ataque de certas proteínas pelo próprio sistema imunitário do corpo, subsequentemente, pode provocar danos nos tecidos e doença." Os pesquisadores usaram camundongos nos quais órgãos linfóides secundários faltaram para os seus estudos. Órgãos linfóides secundários incluem nódulos linfáticos, baço, amígdalas e outras estruturas em que os linfócitos, as células brancas do sangue que desempenham um papel essencial no sistema imunitário do corpo, são activados. Os ratinhos foram produzidas por interferência com linfotoxina e HOX11, duas proteínas essenciais envolvidas na resposta auto-imune de animais. Os cientistas demonstraram que cerca de um quarto de ratinhos modificados desta forma desenvolvida espontaneamente anticorpos que atacam os componentes do núcleo da célula. Este aumento, em reacções imunitárias auto-infligidas indesejadas foi influenciado pela presença de bactérias filamentosas segmentadas no intestino de ratos mais jovens. Bactérias filamentosas segmentados são microrganismos relacionados com a clostridia encontrados no intestino de muitos animais, incluindo ratinhos, ratos e seres humanos. "Temos demonstrado uma ligação entre o microbioma de camundongos jovens e posterior surgimento de doença auto-imune", diz Elewaut. "São necessários mais estudos para estabelecer os mecanismos moleculares precisos que leva ao aparecimento de doenças como o lúpus eritematoso sistêmico e esclerose sistêmica em humanos, mas agora temos um novo caminho de investigação que podemos buscar e procurar por possíveis intervenções."

Fonte: Medscape – 19/01/2105. Traduzido livremente. Imagem: Creative Commons.